Prefeitura de Lauro de Freitas divulga Edital do Concurso Público Nº. 001/2012

Publicado na tarde de hoje no site da Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas, Edital referente ao Concurso Público Nº 001/2012 promovido pela Gestão Municipal.

O certame, que teve as provas suspensas no mês de Março de 2012, passou a ser realizado pela Universidade do estado da Bahia e já possui seu novo cronograma de atividades definido pela Comissãop Organizadora.

Permanecem válidas as inscrições realizadas no período anterior de 15/8/2011 e 15/09/2011 a 29/09/2011.

O candidato que desejar obter a devolução da Taxa de Inscrição deverá solicitar, mediante envio do Requerimento para desistência constante no Anexo V do edital, cópia do RG, Boleto Bancário e comprovante de pagamento da taxa de inscrição, no prazo de 48 horas, a partir das 8h do dia 16/04/2012 até as 8h do dia 18/04/2012, presencialmente, na sede da Prefeitura(Secretaria Municipal de Administração), Protocolo Geral, à Praça João Thiago dos Santos, s/n, Centro, em Lauro de Freitas, Estado da Bahia, CEP 42.700-000, bem como através do endereço eletrônico concurso@pmlf.ba.gov.br, respeitando-se o prazo estabelecido neste edital.

Após deferida a solicitação o candidato será automaticamente excluído do cadastro, sem possibilidade de participar do CERTAME;

Concluída a fase de desistência descrita no item 1.1 do presente capítulo, será publicada no site www.laurodefreitas.ba.gov.br e no site da UNEB www.selecao.uneb.br/laurodefreitas a Relação Geral de Inscrições, cujos candidatos estarão aptos a participar do Concurso.

Data, locais e horários de realização das Provas Objetivas e da Redação

CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR : 6/5/2012
Turno: Vespertino
12h30min: Abertura dos Portões
13h30min: Fechamento dos Portões
Duração da Prova: 5 horas

CARGO DE NÌVEL MÉDIO E FUNDAMENTAL : 20/5/2012
Turno: Vespertino
12h30min: Abertura dos Portões
13h30min: Fechamento dos Portões
Duração da Prova: 4 horas

Confira AQUI o Edital completo do Concurso 001/2012 e seus anexos

Edital Concurso 001-2012 final

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RESOLUÇÃO POLÍTICA DA COMISSÃO EXECUTIVA NACIONAL DO PARTIDO DOS TRABALHADORES

Os recentes anúncios de redução no spread e juros dos financiamentos do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, com o intuito de baratear o crédito para a produção e o consumo no País, sinalizam a intenção do governo Dilma de continuar enfrentando os efeitos da crise internacional na linha oposta dos países que originaram o descalabro da economia global.

Ou seja, longe de implementar cortes nas despesas sociais ou de promover medidas draconianas no mercado de trabalho, o governo ataca a taxa de juros e força a competição no sistema financeiro, ressaltando o papel dos bancos públicos no apoio à política econômica oficial.

Tal iniciativa é concomitante à queda dos índices de inflação e à adoção de uma série de medidas do Programa Brasil Maior, voltadas para o fortalecimento da economia nacional, entre elas a ampliação da oferta de crédito via BNDES, renúncia fiscal, estímulo à inovação tecnológica e desoneração da folha de pagamento de diversos setores.

Destinadas a produzir efeitos no médio prazo, as iniciativas governamentais foram bem recebidas pelo movimento sindical, embora se registrassem críticas de setores que reclamam de um maior direcionamento regional das medidas. Do lado do governo, a expectativa é de que a iniciativa privada, queixosa diante do câmbio e da concorrência internacional, possa investir mais em pesquisa, inovação, elevação da produtividade e integração de suas cadeias produtivas.

É inegável, porém, que o País carece de uma reforma tributária progressiva, continuidade na redução da taxa básica de juros, maior regulação da atuação dos bancos privados, novas medidas de proteção da indústria nacional e uma intervenção do governo mais efetiva na questão cambial.

A partir do novo elenco acionado pelo governo, os sindicatos apontam a necessidade de acompanhamento tripartite sobre os efeitos da substituição da contribuição patronal sobre a folha de pagamentos para a Previdência Social por uma taxa sobre o faturamento, de modo a preservar a Previdência.

Reclamam, ainda, a obrigatoriedade de contrapartida, por parte das empresas beneficiadas por isenções fiscais, de geração e manutenção de empregos de qualidade, saúde e segurança, entre outras condições de trabalho decente. É inaceitável o discurso patronal de creditar a responsabilidade do “custo do trabalho” pelos atuais problemas de competitividade das empresas. Finalmente, é importante que os governos estaduais se valham dos instrumentos de que
dispõem para o fortalecimento da indústria – entre os quais o ICMS –, além da participação dos bancos estaduais no Programa Brasil Maior.

O passo seguinte, agora que se abriu campo para aliviar a dívida dos Estados com a União, é a aprovação da Resolução 72 do Senado, que, com as devidas mediações, pode encerrar a chamada “guerra dos portos” e ensejar o manejo mais firme da política fiscal.

O recurso a medidas de incentivo da economia, que reitera a trajetória do nosso governo em momentos de crise conjuntural, como em 2003 e 2008, foi antecipado durante a participação da presidenta Dilma Rousseff na 4a. Cúpula de Chefes de Estado do Agrupamento BRICS, realizado em Nova Delhi (Índia) e efetivado dias antes de sua visita oficial aos Estados Unidos.

Na Índia, para além de afirmações políticas relevantes — como a de soluções pacíficas e negociadas no conflito da Síria; de apoio a negociações diretas com o Irã sobre seu programa de enriquecimento de urânio: e sobre a reconstrução da Líbia – a presidenta fez menção à crise nos países desenvolvidos, particularmente os da Europa.

Chamou a atenção sobre a política monetária que vêm adotando, geradoras de excesso de liquidez que desestabiliza o câmbio nos países emergentes. Criticou, também, as medidas protecionistas no comércio mundial, oferecendo alternativas consistentes. Essa posição foi reafirmada e ampliada na visita aos Estados Unidos, além de, novamente, com muita firmeza, exigir o fim da exclusão de Cuba da Cúpula das Américas, imposta pelos EUA.

Vale notar que os países europeus, já não bastassem os cortes nas despesas sociais, deram agora início à flexibilização radical dos direitos trabalhistas. E, ainda mais grave, extinguindo o direito à negociação coletiva, na tentativa de eliminar o caráter normativo de convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que dão sustentação jurídica a este instituto.

Não por outra razão, crescem as manifestações de protesto entre os trabalhadores e a população em geral, augurando avanços, nos próximos pleitos eleitorais, para a esquerda que se opõe à receita marcadamente neoliberal.

A caracterização da situação internacional feita pelo 4º Congresso mostra-se válida e atual. O capitalismo neoliberal não só se mantém em crise como não aponta saídas capazes de voltar a dar dinamismo a um sistema internacional. Há claramente uma crise da hegemonia neoliberal. Ela deve ser suplantada com um projeto alternativo de desenvolvimento com justiça social, de democracia, de supremacia do público sobre o privado, de solidariedade internacional e paz. O Brasil tem um grande papel a jogar e está atuando nesse sentido, como o demonstram as iniciativas tomadas pelo Governo Dilma.

A segura condução que a presidenta Dilma vem imprimindo ao País e o reconhecimento deste fato pela população foram atestados, mais uma vez, pela nova edição da pesquisa CNI/IBOPE, que lhe atribui uma inédita aprovação de 77% — o maior índice até agora registrado após 1 ano e 3 meses de governo.

Este marco – que ocorre ao se completarem dez anos desde que Lula assumiu a Presidência – vem carregado de forte simbolismo e abre uma oportunidade para promovermos um debate partidário e na sociedade sobre as necessidades do próximo período histórico. Consolidar o que foi conquistado neste período é necessário, mas é fundamental fazer avançar nosso projeto, vez que a crise mundial – e de hegemonia das grandes potências – possibilita a busca e construção de alternativas.

Neste sentido, aprofundar nosso projeto nacional de desenvolvimento e reformar o sistema político brasileiro são tarefas inadiáveis. O Estado que temos hoje foi projetado para atender a um país “pequeno”, “subordinado”. Muitos dos processos atuais são os mesmos utilizados nos anos 70 e que não mais correspondem às necessidades do País.

A construção de uma alternativa ao neoliberalismo exige uma forte iniciativa para democratizar a ordem internacional e para reduzir as enormes diferenças de desenvolvimento e de renda entre os povos. Esse processo exige outra correlação de forças, o deslocamento do centro dinâmico da economia mundial para fora da hegemonia dos EUA e Europa e a iniciativa de construir um novo padrão monetário alternativo ao dólar. Do mesmo modo são fundamentais avanços mais rápidos na constituição da Unasul e de novas instituições políticas e econômicas internacionais.

Carecemos de um Estado moderno, indutor do desenvolvimento, planejador, fiscalizador, regulador e presente em todos os rincões.

Do mesmo modo, o sistema político e a reforma política não podem cingir-se à reforma eleitoral e às eleições de outubro – ainda que a aprovação do relatório Fontana, na Câmara dos Deputados, seja um passo importante no aperfeiçoamento do sistema, pois acaba com o financiamento privado das campanhas, institui o voto em listas mistas e amplia as formas de participação popular no processo político.

O que se requer, mais que nunca, é o aprofundamento da democracia no Brasil, com a possibilidade de maior participação do povo na formulação e decisão sobre políticas públicas, na vida dos partidos, na sua valorização como cidadãos(ãs) – e não apenas no direito de votar a cada dois anos, que é importante mas não suficiente.

Na conjuntura atual, há duas questões essenciais para o avanço e consolidação do sistema democrático no Brasil. A primeira delas é a nomeação e consequente funcionamento da Comissão da Verdade, para que se esclareça, em definitivo, o que ocorreu com centenas de militantes políticos torturados e assassinados pela ditadura de 1964.

O destino dos “mortos e desaparecidos” é condição para que o País se reencontre com sua história e não com a mentira e ocultação que o regime ditatorial impôs à sociedade. A verdade histórica fortalece a democracia e contribui para que nunca mais se repitam os crimes contra a humanidade perpetrados naquele período.

Os atos públicos contra torturadores, realizados espontaneamente por jovens em várias cidades e por eles denominados de “escrachos”, vocalizam o clamor público em favor da apuração da verdade e se contrapõem às manifestações retrógradas de militares que mancham a antiga tradição do Clube Militar, presidido no passado pelo general nacionalista Estillac Leal.

O PT saúda a agenda de mobilizações que os principais movimentos sociais do Brasil desenvolvem até o encontro internacional da Rio +20, em junho, no Rio de Janeiro. Saudamos a jornada de lutas pela Reforma Agrária iniciada pelo MST neste mês, homenageamos as vítimas da violência no campo por ocasião do dia 17 de abril, data do massacre de Eldorado do Carajás. Saudamos o 1o. de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores e das Trabalhadoras, as mobilizações indígenas preparatórias do Acampamento Terra Livre em junho no Rio de Janeiro, a Cúpula dos Povos que se instalará no Rio de Janeiro por ocasião da Rio + 20, e o Dia Mundial de Luta contra o Capitalismo por Justiça Social e Ambiental, definido no âmbito da Assembléia dos Movimentos Sociais.

No Congresso Nacional, há ainda resistências a uma agenda progressista com a qual o PT se identifica e patrocina. Setores conservadores travam importantes matérias com as quais novamente nos comprometemos: a aprovação da PEC do Trabalho Escravo, que esperamos seja o gesto concreto do Congresso Nacional ao trabalho, para superar essa chaga ainda presente no Brasil do século XXI; e aprovação da PEC que criminaliza a homofobia, paralisada por fortes pressões fundamentalistas.

A recente aprovação da constitucionalidade da PEC 215 pela Comissão de Constituição de Justiça da Câmara dos Deputados, põe em risco a demarcação de terras indígenas, quilombolas e de unidades de conservação, um retrocesso que deve ser enfrentado com prioridade pelo PT e pelo governo. Na mesma linha de combate ao ataque aos direitos dos povos marginalizados à terra, o PT manifesta sua expectativa de um claro posicionamento do Supremo Tribunal Federal em favor da constitucionalidade do decreto 4.887/03, que permitiu até o momento a demarcação das terras quilombolas.

A outra questão, sempre destacada em nossas campanhas e nas de forças do campo democrático-popular, é a da democratização dos meios de comunicação. O marco regulatório da radiodifusão tarda a chegar ao Congresso Nacional, em descompasso com as exigências reiteradas dos movimentos populares e das centrais sindicais.

Agora mesmo, ficou evidente a associação de um setor da mídia com a organização criminosa da dupla Cachoeira-Demóstenes, a comprovar a urgência de uma regulação que, preservada a liberdade de imprensa e a livre expressão de pensamento, amplie o direito social à informação.

Por fim, mas não menos importante, cabe ao PT impedir que se consume uma operação abafa em torno do envolvimento do senador Demóstenes Torres (DEM-Goiás) com a organização criminosa comandada pelo notório Carlos, alcunhado de Carlinhos Cachoeira. As vinculações do senador com contrabando, jogo ilegal, escutas ilegais, arapongagem, interceptação de e-mails, favorecimento em nomeações, informação antecipada de operações policiais para proteger apaniguados, enfim um conjunto de crimes que as investigações da Polícia Federal desbaratou devem ser apurados no Congresso e, garantido o direito de defesa, exemplarmente punidos política e criminalmente.

São imensas as pressões para que ele, uma vez desfiliado do DEM, renuncie ao mandato. Espera-se com isso impedir que se puxem os fios da meada de um esquema corrupto do qual o senador parece ser uma peça entre muitas outras igualmente importantes. As gravações divulgadas até o momento envolvem o próprio governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), bem como apontam estreitas ligações entre o meliante Cachoeira e veículos de comunicação.

Em sintonia com nossas Bancadas na Câmara dos Deputados e no Senado, o PT conclama a militância e os movimentos sociais a defender a instalação da CPMI destinada a investigar práticas criminosas desvendadas pelas Operações “Vegas” e “Monte Carlo”, da Polícia Federal.

O Brasil inicia o debate das próximas eleições municipais. Essa nova conjuntura política ainda está em formação, com as pesquisas indicando, muitas vezes, situações passadas e não o que ainda está por vir. Devemos ter confiança no nosso povo e construir processos capazes de dialogar com suas esperanças. Por isso mesmo, cabe ao partido dedicar-se ao melhor e mais unitário processo de definição de táticas e escolhas de candidaturas. Em todos os estados realizaremos, através da nossa Escola Nacional de Formação, cursos para candidatos e candidatas, reforçando e renovando o modo petista de governar e legislar. Em sintonia com a grande obra dos nossos governos Lula e Dilma apresentaremos programas municipais para resolver problemas e integrar os municípios na nova dinâmica de desenvolvimento com distribuição de renda. Conclamamos nossa combativa militância à mobilização desde já, para forjarmos uma série memorável de novas conquistas na democracia brasileira.

Brasília, 12 de abril de 2012.
Comissão Executiva Nacional do PT

Fonte: Site do PT

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Salvador recebe o 3º Encontro Nacional de Blogueiros em maio

Arte: Andocides Bezerra / divulgação

O 3º Encontro Nacional de Blogueir@s (BlogProg) está confirmado para acontecer na cidade de Salvador (BA), nos dias 25, 26 e 27 de maio. As inscrições para o evento, que deve reunir cerca de 500 ativistas digitais de todo o país, estão abertas. A programação ainda não foi fechada, mas são cotados nomes como Franklin Martins, Gilberto Gil, Ignácio Ramonet, Michael Moore, além de ativistas do movimento Ocupe Wall Street.

A comissão nacional organizadora do BlogProg tem realizado os últimos esforços para garantir alojamento e refeição para todos os participantes. O local do encontro na capital soteropolitana não foi divulgado.

A inscrição para encontro vai até o dia 11 de maio. O valor é de R$ 60,00 para os ciberativistas e de R$ 30,00 para estudantes. Para garantir a vaga, é preciso preencher o formulário na página do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé, que organiza o encontro.

Desta vez, o BlogProg dará maior espaço para as oficinas autogestionadas. Os interessados devem apresentar sugestões de temas e de debatedores até 4 de maio, assumindo a responsabilidade da iniciativa.

Também terão um tempo maior as reuniões em grupo para a troca de experiências , balanço das atividades no período passado e traçar os próximos passos da blogosfera.

Os debates terão como eixo central a liberdade de expressão e a regulação da mídia.

Compartilhe e colabore

Cerca de 40 entidades populares, sites e publicações que fazem parte da seleção de “Amigos da Blogosfera” estão sendo contactados para contribuir financeiramente, a exemplo dos dois encontros anteriores. Instituições públicas e empresas também estão sendo procuradas para colaborar com a realização da 3º edição do BlogProg. Todos os apoiadores terão seus nomes divulgados na blogosfera e nas redes sociais, garantindo total transparência para o evento.

Abaixo segue a programação definida durante a reunião da comissão nacional, no dia 24 de março. Segundo os organizadores, alguns convidados ainda não confirmaram presença.

Programação (sujeita a alterações)

25 de maio, sexta-feira

15 horas – Início do credenciamento;

17 horas – Palestra inaugural: A luta de ideias no mundo contemporâneo

– Convidado: Michel Moore (diretor de cinema e escritor dos Estados Unidos)

19 horas – Ato político em defesa da blogosfera e da liberdade de expressão – Praça Castro Alves

- Convidados: Artistas, lideranças políticas e dos movimentos sociais;

26 de maio – sábado

9 horas – Nas redes e nas ruas pela liberdade de expressão e pela regulação da mídia

Convidados:

- Franklin Martins – ex-secretário da Secretária de Comunicação da Presidência da República;

- Emiliano José – integrante da Frente Parlamentar pelo Direito à Comunicação e pela Liberdade de Expressão;

- Gilberto Gil – ex-ministro da Cultura;

- Barbara Lopes – do movimento blogueiras feministas;

11 horas – A força das redes sociais no mundo

Convidados:

- Ignácio Ramonet – criador do Le Monde Diplomatique e autor do livro “A explosão do jornalismo”;

- Amy Goodman – fundadora do movimento Democracy Now e ativista do Ocupe Wall Street;

- Osvaldo Leon – Diretor da Agência Latino-Americana de Informação (Alai);

15 horas – Oficinas autogestionadas

(Os temas e conferencistas deverão ser propostos até 4 de maio; a organização das oficinas caberá exclusivamente aos seus proponentes);

17 horas – Apresentação e debate da proposta sobre a Associação de Apoio Jurídico à Blogosfera – Rodrigo Vianna e Rodrigo Sérvulo da Cunha;

19 horas – Lançamento oficial do Blogoosfero, Plataforma Livre e Segura para blogosfera e redes sociais

Responsáveis: Fundação Blogoosfero, Colivre, TIE-Brasil e Paraná Blogs

27 de maio – domingo

9 horas – Reuniões em grupo: balanço, troca de experiências e próximos passos da blogosfera;

12 horas – Plenária final: aprovação da Carta de Salvador, definição da sede do IV BlogProg e eleição da nova comissão nacional.

Mobilização e público-alvo

- Meta de 500 participantes de todo o país (300 da Bahia, sendo 100 do interior);

- Público alvo: ativistas digitais, estudantes, acadêmicos e jornalistas.

Serviço:
3º Encontro Nacional de Blogueiros
Salvador, Bahia – 25, 26 e 27 de maio de 2012
inscrições: R$ 60,00 – estudantes pagam meia (R$ 30,00) mas devem enviar comprovante de escolaridade por e-mail contato@baraodeitarare.org.br ou fax 11 3054-1848 A/C Danielle Penha.

Da Redação do Vermelho com Barão de Itararé

Fonte: http://www.patrialatina.com.br

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Eles continuam os mesmos

Quarenta e oito anos depois do golpe civil militar que provocou o maior retrocesso político da história brasileira contemporânea, militares da reserva, que continuam a pensar como em abril de 64, comemoraram a data. Fazem isso todos os anos, porque não aprenderam as lições da história e que em vez de comemoorar deveriam pedir desculpas ao povo brasileiro pelas torturas e assassinatos cometidos naquele período.

Neste ano, como estavam sendo objeto de protestos, na porta do Clube Militar, de centenas de jovens, que nem nascidos eram em 64, pediram a proteção da PM, comandada pelo Governador Sergio Cabral. Os soldados do batalhão de choque utilizaram métodos violentos, com gases pimenta, cassetetes e chegaram a quebrar o braço de um dos manifestantes, Gustavo Santana, sociólogo, de 28 anos. Reprimiram com extrema violência uma manifestção pacífica.

Estes são os fatos, mas que a mídia de mercado reproduziu de forma a tentar mostrar aos seus leitores que as vítimas foram os militares. Devem ter agradecido ao Governador Cabral pela “eficiência” policial.

E tudo isso ocorreu porque os militares que tinham comando na época da ditadura, e muitos deles foram torturadores e até mataram opositores, temem a Comissão da Verdade, cujos sete integrantes estão para ser conhecidos nos próximos dias (*) .

E, pasmem, os militares da reserva, óleos queimados da história, agora querem culpar os jovens em seus sites pregadores de ódio com linguagem da Guerera Fria acusando-os de agredir velhinhos.

No último fim de semana realizou-se em Porto Alegre, sob os auspícios da Comissão de Justica e Direitos Humanos, presidida pelo lutador social Jair Krischke, e com o apoio da Assembleia Legislativa gaúcha e Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, o V Encontro Encontro Latinoamericano Memória, Verdade e Justiça.

Importantes revelações foram feitas por defensores dos direitos humanos do Brasil, Argentina, Uruguai e Chile, que mereceriam divulgação mas foram totalmente ignoradas pela mídia de mercado gaúcha e nacional. Esta mesma mídia que teve participação ativa no apoio ao golpe civil militar de 48 anos atrás e hoje tenta se apresentar como arauto da dermocracia.

No fundo, há o temor dos grupos, com culpa no cartório naquele período, de aparecerem verdades incômodas para eles.

E um fato ficou claro no Encontro em Porto Alegre, o de que a continuar em vigor a impunidade de crimes imprescritíveis, inclusive os chamados crimes continuados, cujos corpos de vítimas nem apareceram, e os crimes portanto seguem, o Brasil corre o risco de se transformar em paraíso de torturadores de outros países, que poderão se sentir estimulados para escaparem aos rigores da lei em seus países e obterem refúgio numa terra de impunidade a torturadores.

Vale registrar também a presença em Porto Alegre do Deputado argentino Remo Carlotto, presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara de Deputados, que prestou uma série de informações relevantes sobre a nova lei de comunicação sanciolnada pela Presidenta Cristina Kirchner, depois de quase dois anos de discussão pela sociedade argentina. Uma lei que dá espaço em pé de igualdade ao setor comunitário, estatal, público e ainda o privado.

Carlotto também falou sobre a recente modificação do estatuto de propriedade da empresa responsável pelos papéis de imprensa no país. Ele lembrou que o Estado ditatorial argentino simpesmente prendeu, torturou e matou os antigos proprietários da empresa, entregue depois dissso ao grupo Clarin. E agora o Estado democrático faz justiça retirando o poder do grupo favorecido pela ditadura.

É importante lembrar de tais fatos, totamente ignorados pela mídia favorecida e seus pares pelo continente latinoamericano. Ignorar tal procedimento favorece a quem se faz de vítima, como o grupo Clarin, quando na verdade não o é. Muito ao contrário, tem culpa no cartório.

O Brasil neste momento está numa encruzilhada. Ou vai a fundo para o conhecimento da verdade, pela justiça e preservação da memória, ou então se transforma em terra onde vigorá a impunidade.

(*) Por decisão do Conselho Delberativo, o presidente da Associação Brasileira der Imprensa (ABI) enviou carta à Presidenta Dilma Rousseff sugerindo o advogado e ex-deputado Modesto da Silveira como um dos sete nomes de integrantes da Comissão da Verdade.

Fonte: http://www.patrialatina.com.br

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Desenvolvimento e sustentabilidade na Bahia – Por Rui Costa *

Em artigo publicado nesta quarta-feira (11), no jornal Folha de São Paulo, o secretário da Casa Civil da Bahia, Rui Costa, defende os projetos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) e do Porto Sul. De acordo com ele, “os investimentos em infraestrutura no Estado geram oportunidades de emprego e renda, melhorando os indicadores sociais e ambientais”.

Leia na íntegra:

É possível conciliar ferrovia e turismo, até porque não há como pensar em turismo sustentável se grande parcela da população vive na pobreza

Uma das necessidades mais significativas do Brasil hoje é a construção de modernos vetores logísticos para o escoamento da produção, seja de commodities, seja de produtos com valor adicionado pelo processo de industrialização.

A logística é uma peça-chave para o desenvolvimento regional e para a integração de territórios, principalmente em Estados como a Bahia, cuja atividade econômica se concentra em poucos setores, em especial a indústria da transformação, que responde por cerca de 28% do PIB.

Em artigo publicado nesta Folha no último dia 28 (“Ameaça sobre o legado de Jorge Amado”), o ex-deputado federal Fábio Feldmann, hoje consultor, questiona os projetos da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e do Porto Sul.

Feldmann parte de uma premissa falsa: é impossível conciliar o “hub” logístico resultante da construção da ferrovia e do porto com o turismo sustentável.

Na visão do governo da Bahia, os investimentos em infraestrutura do Estado geram oportunidades de emprego e renda, melhorando os indicadores sociais e ambientais.

Em relação ao Porto Sul, alvo central do questionamento, Feldmann ignora o rigoroso detalhamento do diagnóstico ambiental, que resultou na construção de um modelo que mitiga os impactos da obra e estabelece uma série de compensações que tornarão o projeto uma referência para o país.

Tais estudos levaram inclusive o governo do Estado a alterar o sítio original do empreendimento, que o próprio Feldmann reconhece como “inegável avanço”.

Uma das prioridades do projeto é a preservação do bioma da Mata Atlântica, razão pela qual já compramos uma área de 1.700 hectares que formará uma espécie de cinturão “verde” em torno do porto.

Criaremos um mosaico de ativos ambientais, compreendendo unidades de conservação nas localidades da Lagoa Encantada e na nascente do rio Almada, formando um corredor ecológico e preservando o turismo e a biodiversidade.

A relevância estratégica do empreendimento é ainda maior quando pensamos no impacto que ele terá sobre os indicadores sociais e econômicos locais.

A região do litoral sul da Bahia ainda sente os efeitos negativos do declínio da lavoura cacaueira. A participação de Ilhéus e Itabuna na economia baiana caiu de 5,3%, em 1999, para 3,1%.

Como em toda crise econômica, o maior ônus recai sobre os mais pobres, o que provocou um grande êxodo rural, que se assentou em um cinturão de ocupação irregular nos arredores das duas cidades.

O risco e o dano ambiental são questões inerentes a esses assentamentos, principalmente em Ilhéus, onde 34,5% dos domicílios não têm acesso à rede de esgoto.

Estamos diante de uma situação em que instalar novos empreendimentos geradores de emprego e renda, com impactos ambientais calculados e controlados, é a melhor forma de cuidar do meio ambiente local. O mesmo vale para o turismo, pois não há como se pensar em turismo sustentável em uma paisagem em que grande parcela da população vive em condições de pobreza.

Como o Brasil deve defender em junho na Rio+20, a visão de desenvolvimento nas nações emergentes precisa colocar lado a lado a preservação dos recursos naturais e o combate à miséria, de modo que a população tenha alternativas de trabalho e moradia em condições dignas e sustentáveis.

Rui Costa, 49, é economista, deputado federal licenciado (PT-BA) e secretário chefe da Casa Civil da Bahia

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Aprovada Lei que define vencimentos dos servidores de Lauro de Freitas

Na tarde de hoje, a Câmara Municipal de Lauro de Freitas aprovou Projeto de Lei, de autoria do Poder Executivo, que define os vencimentos dos Servidores. No que diz respeito aos servidores da Educação, alguns dados chamam a atenção:

Em processo de negociação durante todo o final de semana, o Governo apresentou algumas propostas, no sentido de resolver o impasse, criado com a deflagração de greve pela categoria. Vencidas todas as tentativas, o governo encaminhou à câmara a sua última proposta feita à ASPROLF e negada de iediato pelo comando de greve, com a alegação de que a proposta havia chegado após a assembléia e eles não tinham como acatar a mesma.

Com a intensão de distensionar o processo, a Prefeita Moema Gramacho optou por enviar a última alteração ao Projeto de Lei, considerando que estas alterações atendiam ao pleito feito por um conjunto de professores (as) e servidores (as) da Educação, que entraram em contato com a administração.

Pela proposta encaminhada, tomando-se por base a jornada de 40 horas semanais, o Vencimento base do (a) Professor (a) M I-A (Primeira Nivel e Classe de não Graduados) passa a ser de R$ 1.490,00 e com os adicionais de estímulo a atividades extraclasse (6%) e de estímulo à regência (25%) passa a ter uma remuneração total de R$ 1.951,90, garantidos ainda o abono de R$ 200,00 para Professores (as) do ensino infantil, Fundamental I, Creches e Coordenadores Pedagógicos, a título de indenização por atividade compensatória, até que seja realizada a redução da jornada de trabalho, prevista na Lei Federal nº 11.738/11.

Os professores sem graduação superior, são enquadrados no Plano de Carreira do Magistério nos niveis M I, M II e M IV, cada um deles subdivididos em seis classes de A a F, com variações de vencimento e remuneração dentro desta tabela da seguinte forma, sem considerar os demais adicionais (Ensino em escola especial, abono, entre ouitros):

M I – A (40 horas) Vencimento = R$ 1.490,00 Remuneração com adicionais = R$ 1.951,90 / M I-F (40 horas) Vencimento = R$ 1.812,88 Remuneração com adicionais = R$ 2.374,87

M II – A (40 horas) Vencimento = R$ 1.533,36 Remuneração com adicionais = R$ 2.008,70 / M II-F (40 horas) Vencimento = R$ 1865,63 Remuneração com adicionais = R$ 2.443,98

M IV – A (40 horas) Vencimento = R$ 2.002,56 Remuneração com adicionais = R$ 2.623,35 / M IV-F (40 horas) Vencimento = R$ 2.436,45,88 Remuneração com adicionais = R$ 3.191,75

Os Professores com graduação em nível superior, juntamento com os Coordenadores Pedagógicos Municipais são en enquadrados no Plano de Carreira do Magistério nos niveis N I, N II e N III e N IV, cada um deles subdivididos em seis classes de A a F, com variações de vencimento e remuneração dentro desta tabela da seguinte forma, sem considerar os demais adicionais (Ensino em escola especial, abono, entre ouitros):

N I-A (40 horas) Vencimento = R$ 2.235,00 Remuneração com adicionais = R$ 2.927,85 / N I-F (40 horas) Vencimento = R$ 2.719,25 Remuneração com adicionais = R$ 3.562.22

N II-A (40 horas) Vencimento = R$ 2.458,50 Remuneração com adicionais = R$ 3.220,64 / N II-F (40 horas) Vencimento = R$ 2.991,18 Remuneração com adicionais = R$ 3.918,45

N III-A (40 horas) Vencimento = R$ 2.562,80 Remuneração com adicionais = R$ 3.357,27 / N III-F (40 horas) Vencimento = R$ 3.117,97 Remuneração com adicionais = R$ 4.084,54

N IV-A (40 horas) Vencimento = R$ 2.711,80 Remuneração com adicionais = R$ 3.552,46 / N IV-F (40 horas) Vencimento = R$ 3.299,31 Remuneração com adicionais = R$ 4.322,10

Vale salientar que os Coordenadores Pedagógicos fazem jus, além do abono de R$ 100,00 para Jornada de 20 horas e de R$ 200,00 para Jornada de 40 horas, a título de indenização por atividade compensatória, até que seja realizada a redução da jornada de trabalho, prevista na Lei Federal nº 11.738/11, têm direito a 40% de adicional como incentivo ao exercício da atividade pedagógica.

Além desses benefícios, vale salientar que com o novo piso, benefícios diretamente ligados ao exercício do serviço público passam a ter um valor maior. O quinquênio, cujos percentuais de contemplação variam hoje de 5 a 35%, terão, com este novo valor do piso, incrementos que variam entre 21,4 a 27,4 % de aumento.

Além disso, os Auxiliares de Classe foram beneficiados com a Proposta do Governo, que mantém seu vencimento básico R$ 5,00 a menos que o Professor M I-A.

Além destas alterações o Governo reajustou o valor dos tickets alimentação de R$ 6,00 para R$ 8,00.

Considerando que com estas modificações a administração apresenta um conjunto de incrementos positivos tanto nos vencimentos, como nos benefícios diretos referentes às carreiras do Magistério Municipal, a administração espera contar com a compreensão dos trabalhadores em educação, com o fim imediato da paralisação, com a volta às aulas e a imediata sentada à mesa para definir o cronograma de reposição das aulas perdidas pelo nosso alunado.

A Lei Municipal, sancionada pela Prefeita Moema Gramacho, será publicada no Diário Oficial do Município, em sua edição de hoje.

Confira a íntegra da Lei Municipal Nº 1.460/2012

Lei Vencimentos Servidores Municipais

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XII Congresso Brasileiro de Direito do Estado

Apresentação

O Estado de Direito não dispensa uma permanente reavaliação dos limites e das formas de atuação do Poder Público. Determinar as fronteiras do exercício legítimo do Poder é também definir os marcos de liberdade do cidadão. Repensar esses limites desafia diariamente os intérpretes e aplicadores do direito, sejam profissionais da área jurídica ou agentes públicos encarregados da execução de normas introduzidas em grande número e velocidade.

Considerado um dos principais eventos jurídicos do país, o XII Congresso Brasileiro de Direito do Estado será uma oportunidade única para integrar, com a participação de juristas notáveis, três áreas do direito público em torno de temas referentes ao exercício legítimo da autoridade e às garantias básicas do cidadão no Brasil. Durante os três dias do Congresso, especialistas de vários Estados, reunidos entre os principais juristas nacionais nas áreas do direito constitucional, administrativo e tributário, debaterão questões atuais e polêmicas, adotando perspectivas teóricas distintas, fomentando o debate.

Neste ano, o Congresso Brasileiro de Direito do Estado será realizado em homenagem ao jurista, poeta e Ministro Carlos Ayres Britto, expositor frequente em edições anteriores do evento, que assume no mês de abril a liderança da magistratura nacional. O Ministro Carlos Ayres Britto, jurista à altura de seu tempo, tem revelado em cada voto na Suprema Corte do país a sensibilidade do poeta e o apuro técnico que o consagrou como um juiz paradigmático no Brasil dos nossos dias. O evento deste ano será uma homenagem sincera de seus amigos e admiradores e será realizado novamente sob a inspiração da maravilhosa cidade do Salvador, em mais uma jornada científica inesquecível, reeditando o sucesso dos encontros anteriores.

Coordenação Científica
Prof. Paulo Modesto (BA)

Local do Evento
Hotel Pestana Bahia – Salvador-BA

DIA 23 – MAIO – 2012 – (QUARTA-FEIRA)
DIREITO ADMINISTRATIVO
09:00 – 10:00 Credenciamento
10:00 – 12:00

CONFERÊNCIAS DE ABERTURA

Conferencistas:

CELSO ANTÔNIO BANDEIRA DE MELLO (SP) – CONTROLE DA DISCRICIONARIEDADE ADMINISTRATIVA NO DIREITO BRASILEIRO: O CONTEÚDO MÍNIMO DA DISCRICIONARIEDADE

Professor Titular de Direito Administrativo da PUC-SP. Fundador do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo e do IDAP. Advogado

MARIA SYLVIA ZANELLA DI PIETRO (SP) – O NOVO REGIME DIFERENCIADO DAS CONTRATAÇÕES PÚBLICAS (RDC): APRECIAÇÃO CRÍTICA

Professora Titular de Direito Administrativo da USP-SP. Ex-Procuradora Jurídica da USP. Advogada.

12:00 – 14:00 INTERVALO PARA ALMOÇO

14:00 – 16:00 TEMA CENTRAL: REPERCUSSÕES ADMINISTRATIVAS DA LEI DA FICHA LIMPA

Conferencistas:

ANGÉLICA GUIMARÃES (BA) – FICHA LIMPA E RESPONSABILIZAÇÃO DO GESTOR NAS LICITAÇÕES E CONTRATOS: LIMITES, CAUTELAS E REQUISITOS

Mestre em Direito Público pela UFPE/EUSAL. Procuradora Geral do Município de Salvador.

WEIDA ZANCANER (SP) – RESTRIÇÕES ÉTICAS À NOMEAÇÃO DE SERVIDORES PARA CARGOS DE CONFIANÇA: APLICABILIDADE DOS CRITÉRIOS DA LEI DA FICHA LIMPA

Professora de Direito Administrativo da PUC-SP. Mestre em Direito Administrativo pela PUC-SP. Ex-Assessora Jurídica do Tribunal de Contas de São Paulo. Advogada.

Debates

16:00 – 16:30 INTERVALO PARA CAFÉ

16:30 – 19:00 TEMA CENTRAL: CONTROLE PÚBLICO: NOVOS TEMAS

Conferencistas:

RAQUEL MELO URBANO DE CARVALHO (MG) – NOVA LEI DE ACESSO À INFORMAÇÃO PÚBLICA (LEI Nº 12.527/2011): ALCANCE E EFICÁCIA COMO INSTRUMENTO DE CONTROLE DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Professora de Direito Administrativo em Pós-Graduações e cursos preparatórios e de órgão públicos. Procuradora do Estado de Minas Gerais.

PAULO MODESTO (BA) – CONTROLE DA PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR DOS SERVIDORES PÚBLICOS: IMPLICAÇÕES DA APROVAÇÃO DO NOVO REGIME DE PREVIDÊNCIA

Professor de Direito Administrativo da UFBA. Presidente do Instituto Brasileiro de Direito Público e do Instituto de Direito Administrativo da Bahia. Membro da Academia de Letras Jurídicas da Bahia e do Ministério Público da Bahia.

ALEXANDRE ARAGÃO (RJ) – CONTROLE DA DISCRICIONARIEDADE NORMATIVA NO DIREITO BRASILEIRO: DESVIO DE FINALIDADE NA ATIVIDADE LEGISLATIVA E REGULADORA

Professor Doutor em Direito do Estado pela Universidade de São Paulo – USP. Mestre em Direito Público pela UERJ. Procurador do Estado do RJ. Advogado.

DIA 24 – MAIO – 2012 – (QUINTA-FEIRA)

DIREITO TRIBUTÁRIO

10:00 – 12:00 CONFERÊNCIAS DE ABERTURA

Conferencistas:

MINISTRO CARLOS MÁRIO VELLOSO (DF) – OS REFLEXOS DAS DECISÕES PROFERIDAS EM ADI E ADC NAS RELAÇÕES JURÍDICAS TRIBUTÁRIAS

Ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal. Professor Emérito da Faculdade de Direito da PUC-MG e da Faculdade de Direito da UNB. Advogado.

ARNALDO SAMPAIO DE MORAES GODOY (DF) – PREVENÇÃO E SOLUÇÃO DE CONFLITOS TRIBUTÁRIOS ENTRE ÓRGÃOS E ENTES DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Consultor Geral da República. Doutor e Mestre em Direito pela PUC-SP.

12:00 – 14:00 INTERVALO PARA ALMOÇO

14:00 – 16:00 TEMA CENTRAL: TRIBUTAÇÃO, MEIO AMBIENTE E ICMS NA IMPORTAÇÃO

Conferencistas:

PAULO ROBERTO LYRIO PIMENTA (BA) – TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL E ANÁLISE DOS TRIBUTOS AMBIENTAIS NO ORDENAMENTO BRASILEIRO

Professor de Direito Tributário da UFBA. Doutor em Direito pela PUC/SP. Juiz Federal na Bahia.

MÁRCIO ÁVILA (RJ) – O ICMS – IMPORTAÇÃO NA INDÚSTRIA DO PETRÓLEO

Mestre em Direito Internacional e Integração Econômica pela UERJ. Advogado da Petrobrás. Doutorando em Direito Internacional pela UERJ.

Debates

16:00 – 16:30 INTERVALO PARA CAFÉ

16:30 – 19:30 TEMA CENTRAL: SANÇÕES TRIBUTÁRIAS E PRINCÍPIOS TRIBUTÁRIOS

Conferencistas:

MARCO AURÉLIO GRECO (SP) – MULTAS TRIBUTÁRIAS: CABIMENTO E GRADUAÇÃO

Doutor em Direito e Mestre em Direito Tributário pela PUC/SP. Professor da Fundação Getúlio Vargas EDESP e GVLaw/SP. Membro da European Tax Law Professors.

SACHA CALMON NAVARRO COELHO (MG) – RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA DOS GERENTES, DIRETORES E ADMINISTRADORES DE SOCIEDADES

Professor Titular de Direito Tributário da UFMG. Membro da Academia Brasileira de Direito Tributário. Advogado.

EDVALDO BRITO (BA) – SANÇÕES TRIBUTÁRIAS E EFEITO CONFISCATÓRIO

Livre Docente pela USP. Professor Titular de Direito Tributário da UFBA. Vice-Prefeito de Salvador

Debates

DIA 25 – MAIO – 2012 – (SEXTA-FEIRA)

DIREITO CONSTITUCIONAL

10:00 – 12:00 CONFERÊNCIAS DE ABERTURA

Conferencistas:

LUIS ROBERTO BARROSO (RJ) – A PROTEÇÃO DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANO NO DIREITO CONSTITUCIONAL BRASILEIRO

Professor Titular de Direito Constitucional da UERJ-RJ. Advogado.

CARLOS ARI SUNDFELD (SP) – O STF E A CONSTRUÇÃO DO NOVO DIREITO DO ESTADO

Professor de Direito Administrativo da PUC-SP e da Escola de Direito da FGV-SP. Doutor em Direito. Presidente da Sociedade Brasileira de Direito Público. Advogado.

12:00 – 14:00 INTERVALO PARA ALMOÇO

14:00 – 16:00 TEMA CENTRAL: CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE

Conferencistas:

CARLOS AUGUSTO ALCÂNTARA MACHADO (SE) – ASPECTOS ATUAIS DO CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE CONCENTRADO NO PLANO ESTADUAL

Professor de Direito Constitucional na UFS, na Universidade Tiradentes e no curso LFG. Procurador de Justiça do Ministério Público de Sergipe. Mestre em Direito Constitucional pela Universidade Federal do Ceará.

VALMIR PONTES FILHO (CE) – CONTROLE DE CONSTITUCIONALIDADE DAS LEIS MUNICIPAIS: A LEI ORGÂNICA MUNICIPAL COMO PARÂMETRO DE CONTROLE

Professor Titular de Direito Administrativo da Universidade Federal do Ceará. Mestre em Direito Constitucional pela PUC-SP. Ex-Procurador Geral do Município de Fortaleza.

Debates

16:00 – 16:30 INTERVALO PARA CAFÉ

16:30 – 18:30 CONFERÊNCIAS DE ENCERRAMENTO

Conferencistas:

MINISTRA ELIANA CALMON (DF) – OS REFLEXOS DA CORRUPÇÃO NA REALIZAÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

Ministra do Superior Tribunal de Justiça. Corregedora Geral da CNJ.

MINISTRO CARLOS AYRES BRITTO (DF) – CONSTITUCIONALISMO SOCIAL E PODER JUDICIÁRIO

Ministro Presidente do Supremo Tribunal Federal.


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TSE mantém atribuições de juiz eleitoral aos magistrados estaduais

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indeferiram, por maioria, pedido de cinco associações ligadas a juízes federais que pretendiam incluir essa categoria no exercício da jurisdição eleitoral de primeiro grau nas zonas eleitorais. As associações pediam a alteração da Resolução do TSE 21.009/2002, segundo a qual “a jurisdição em cada uma das zonas eleitorais em que houver mais de uma vara será exercida, pelo período de dois anos, por juiz de Direito da respectiva Comarca, em efetivo exercício”.

As associações argumentaram que a Justiça Eleitoral é um segmento especializado da Justiça da União e os juízes eleitorais de primeiro grau são recrutados entre os juízes de Direito da Justiça Comum dos Estados, de acordo com o que determina o Código Eleitoral. No entanto, segundo elas, a Constituição não contemplaria em nenhum momento essa referência, de modo a reservar, em caráter exclusivo, a função eleitoral aos juízes de direito estaduais.

“Ao contrário, o regime constitucional superveniente ao Código Eleitoral tanto dispôs que a Justiça Eleitoral integra o Poder Judiciário da União quanto a expressão juízes de Direito, em razão dessa circunstância, pode e deve ser relida como referente a juízes eleitorais”, afirmam.

Voto

Relator do processo, o ministro Gilson Dipp afirmou, no voto condutor, que é respeitável o argumento do pedido de que a Justiça Eleitoral integra e exerce jurisdição federal própria, sendo seus servidores, sua organização, recursos, bens e serviços tipicamente federais.

“Também pareceria indisputável a todos os títulos, como sustentam as requerentes e o reafirma a manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral, que a interpretação a que se submetem as instituições e normativos referentes ao regime e funcionamento da Justiça Eleitoral é predominantemente o interesse e os princípios do Poder Judiciário Federal”, disse.

A controvérsia, no entender do relator, estaria limitada ao sentido e alcance da expressão “juízes de direito” constante do artigo 32 do Código Eleitoral, de 1965. No entanto, afirmou, “ocorre que o texto constitucional em vigor, a despeito disso, expõe regra que menciona explicitamente juízes de Direito como representativos da Justiça Estadual Comum”.

Sustentou que o constituinte de 1988 estabeleceu claramente serem os juízes de Direito da Justiça Estadual Comum aqueles que deveriam integrar os Tribunais Regionais Eleitorais, ou seja, “a jurisdição eleitoral de segundo grau, fosse porque tinha o constituinte a informação de que eram os juízes estaduais que efetivamente a desempenhavam em primeiro grau, fosse porque lhe parecera conveniente valer-se da capilarização da sua experiência até então”.

Sustentou o ministro que a Constituição Federal , ao mencionar, no artigo 121, que uma nova lei complementar deveria estabelecer a competência “dos Tribunais, dos juízes de Direito e das juntas eleitorais”, “pareceu ter dito, ainda uma vez, que os tais juízes de Direito (do primeiro grau da Justiça Eleitoral) seriam logicamente os juízes de Direito escolhidos pelo Tribunal de Justiça”.

“É que os Tribunais de Justiça, que são estaduais, não poderiam escolher ou indicar juízes federais, pois isso escapa de sua atribuição administrativa. E quando a Constituição relaciona sistematicamente os Tribunais de Justiça com juízes de Direito, logicamente se refere a juízes estaduais, reforçando a concepção constitucional de que juízes de direito são obviamente os juízes estaduais. Não se pode negar, portanto, que a expressão dos citados artigos 120 e 121 da Constituição Federal constitui robusto fundamento para a tese contrária à defendida pelas Associações ora requerentes”, afirmou o relator.

Por fim, ressaltou o ministro Gilson Dipp, quando a Constituição relaciona os juízes eleitorais aos juízes de direito estaduais, “não está praticando uma exorbitância constitucional, mas acomodando, nos órgãos da Justiça Nacional Eleitoral (embora organizada como ramo do Poder Judiciário da União), juízes de Direito estaduais no primeiro grau e juízes estaduais e federais no segundo grau de jurisdição sem quebrar os valores federativos e nacionais”.

Divergência

O ministro Marco Aurélio, no entanto, votou de modo divergente do relator. Segundo ele, a Justiça Eleitoral é, por natureza, uma Justiça Federal. “Por que não podemos a um só tempo dizer que não há participação do segmento federal na primeira instância, mas há na segunda instância”, disse.

O ministro Marco Aurélio afirmou que a participação da Justiça Federal na primeira instância da Justiça Eleitoral seria salutar: “creio que tudo recomenda – a proporcionalidade, a razoabilidade – uma participação da Justiça Federal na Justiça Eleitoral nos três patamares, na primeira instância, na segunda instância e também no Tribunal Superior Eleitoral. Penso que a colocação é muito apropriada e se harmoniza com o tratamento previsto na Carta quanto à atuação da Justiça Comum”.

O pedido indeferido foi feito pela Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe), Associação dos Juízes Federais da 1ª Região (Ajufer), Associação dos Juízes Federais da 5ª Região (Rejufe), Associação dos Juízes Federais de Minas Gerais (AjufeMG) e Associação dos Juízes Federais do Rio Grande do Sul (Ajufergs).

Processo relacionado: Pet 33275

BB/CM

Fonte: http://www.tse.jus.br

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Comércio entre Brasil e Índia deverá alcançar US$ 15 bilhões até 2015 – Renata Giraldi Repórter da Agência Brasil

Brasília – Em busca da ampliação das relações comerciais e econômicas, os governos do Brasil e da Índia adotaram uma parceria estratégica que engloba saúde, educação, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, programas sociais e ambientais. No penúltimo dia de visita a Nova Delhi, na Índia, a presidenta Dilma Rousseff disse hoje (30) que o objetivo é aumentar o valor negociado de US$ 9,12 bilhões, em 2011, para US$ 15 bilhões, até 2015.

A presidenta disse que Brasil e Índia passam por uma nova fase de desenvolvimento. “[Temos de lutar para] criar um corredor [de desenvolvimento] de tal forma que possamos nos orgulhar de ter iniciado uma nova era”, disse Dilma, após reunião com o primeiro-ministro da Índia, Manmohan Singh.

Em seguida, Dilma acrescentou que o Brasil considera a Índia um parceiro indispensável e essencial para o futuro. “Os países emergentes são os grandes responsáveis pelo crescimento da economia mundial”, disse. “Temos muito o que dialogar nas áreas de políticas sociais e científicas.”

A presidenta elogiou as pesquisas nas áreas química e de medicamentos na Índia. Ela lembrou que no Brasil o esforço é para melhorar a qualidade do atendimento da saúde pública, o que depende também da distribuição de medicamentos. Segundo Dilma, a parceria se estende ainda à venda de aeronaves com radar do Brasil para a Índia.

Dilma reiterou que no Brasil há pelo menos 33 indústrias de capital indiano. De acordo com ela, a cooperação deve reunir os setores público e privado de ambos os países. A presidenta destacou que as relações entre as duas nações são antigas, remetem ao período da colonização portuguesa no Brasil.

“As cores da Índia contagiam o imaginário do Brasil”, disse a presidenta, destacando que brasileiros e indianos têm várias afinidades e desafios comuns. Dilma reiterou que os dois países lutam para combater a pobreza e garantir a inclusão social dos desfavorecidos.

A presidenta chegou no dia 27 à Índia onde fica até amanhã (31). Dilma participou da 4ª Cúpula do Brics – bloco formado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul. Nas reuniões compareceram, além de Dilma e Singh, e os presidentes Hu Jintao (China) e Dmitri Medvedev (Rússia) e Jacob Zuma (África do Sul).

Fonte: http://www.iranews.com.br

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O novo Mandela

Máruan Barghúti falou firme e forte, na 5ª-feira. Depois de longo silêncio, chega agora a sua mensagem, enviada da prisão.

A ouvidos israelenses, não é mensagem que soe agradável. Mas a ouvidos palestinos e árabes em geral, faz pleno sentido. A mensagem de Barghúti pode bem tornar-se o novo programa do movimento palestino de libertação.

Conheci Barghúti no auge do otimismo pós-Oslo. Ele emergia como líder de uma nova geração palestina, jovens ativistas, mulheres e homens, forjados e amadurecidos na 1ª Intifada. É homem pequeno de estatura, de grande personalidade. Quando o encontrei, já era o líder da Tanzin (“organização”), o grupo jovem do movimento Fáteh.

O tópico de nossas conversas era, então, a organização de manifestações e ações não violentas, baseadas em estreita cooperação entre grupos pacifistas palestinos e israelenses. Nosso objetivo era a paz entre Israel e o novo Estado da Palestina.

Quando o processo de Oslo morreu, com os assassinatos de Yitzhak Rabin e de Iássir Árafate, Máruan e sua organização passaram a ser alvos vivos. Sucessivos líderes israelenses – Binyamin Netanyahu, Ehud Barak e Ariel Sharon – decidiram por fim à agenda dos Dois Estados. Na brutal “Operação Escudo Defensivo” (lançada pelo Ministro da Defesa Shaul Mofaz, novo chefe do Partido Kadima), a Autoridade Palestina foi atacada, seus serviços destruídos e muitos de seus ativistas presos.

Máruan Barghúti foi levado a julgamento. Alegava-se que, como líder da Tanzim, fora responsável por vários ataques “terroristas” em Israel. O seu julgamento foi uma farsa, lembrando mais uma arena romana de gladiadores que um processo judicial, com a sala cheia de direitistas ululantes, que se apresentavam como “vítimas do terrorismo”. Membros do Bloco da Paz [Gush Shalom] protestaram contra o julgamento dentro do edifício do tribunal, mas não permitiram que nos aproximássemos do réu.

Máruan recebeu cinco sentenças de prisão perpétua. A fotografia em que aparece com as mãos algemadas erguidas sobre a cabeça tornou-se ícone nacional palestino. Quando visitei sua família em Ramállah, a fotografia lá estava, emoldurada, numa parede da sala-de-estar.

Na prisão, Máruan Barghúti foi imediatamente reconhecido como líder de todos os prisioneiros ligados ao Fáteh. E é respeitado também pelos ativistas do Hamás. Juntos, os líderes aprisionados das duas facções tornaram públicas várias declarações de apelo à unidade palestina e à reconciliação. Foram distribuídas fora da prisão e recebidas com admiração e respeito.

(Outros membros da numerosa família Barghúti, a propósito, desempenham importantes papéis na cena palestina, num amplo espectro que vai de moderados a extremistas. Um deles é Mustápha Barghúti[1], médico, líder de um grupo palestino com muitas conexões no exterior, com quem me encontro regularmente nas demonstrações de Bílin e alhures. Uma vez, brinquei que sempre choramos quando nos vemos… por causa do gás lacrimogêneo. A família tem raízes num grupo de aldeias ao norte de Jerusalém.)

Hoje, Máruan Barghúti é considerado o mais importante candidato a líder do Fáteh e a presidente da Autoridade Palestina, depois de Máhmude Ábbas: é das poucas personalidades em torno da qual todos os palestinos, do Fáteh ou do Hamás, podem unir-se.

Depois da captura do soldado israelense Gilad Shalit, quando se discutia sobre a troca de prisioneiros, o Hamás pôs Máruan Barghúti na cabeça da lista dos prisioneiros palestinos cuja soltura era pedida em troca do soldado Gilad. Foi gesto incomum, de vez que Máruan pertencia à facção rival, que o Hamás rejeitava publicamente (e asperamente).

Mas foi o primeiro nome a ser cortado da lista pelo governo israelense, que se manteve inflexível. Quando Shalit foi enfim libertado, Máruan continuou na prisão. Obviamente, ele é tido como mais perigoso que centenas de “terroristas” do Hamás, que têm “sangue nas mãos”.

Por quê?

Os mais cínicos responderiam: porque Máruan quer a paz. Porque está associado à Solução Dois Estados. Porque pode unificar o povo palestino em torno de tal propósito. Todas essas são ótimas razões para que qualquer Netanyahu o mantenha atrás das grades.

Afinal, o que Máruan disse ao seu povo esta semana?

É bem visível que sua atitude endureceu. Pode-se portanto pressupor que endureceu também a atitude dos palestinos em geral.

Máruan convoca para uma 3ª Intifada, levante não violento de massas, no espírito da Primavera Árabe.

O Manifesto é rejeição clara e direta da política de Máhmude Ábbas, que mantém limitada, mas importante, cooperação com as autoridades israelenses de ocupação. Máruan pede ruptura total com quaisquer formas de cooperação, econômicas, militares ou outras.

Ponto focal dessa cooperação a ser rompida é a colaboração no dia-a-dia dos serviços de segurança palestinos (treinados pelos norte-americanos) com as forças de ocupação israelenses. Esse arranjo efetivamente pôs fim a ataques palestinos violentos nos territórios ocupados e em Israel. Mas, na prática, garante a segurança dos crescentes assentamentos israelenses na Cisjordânia.

Máruan também clama por boicote total de Israel, em todo o mundo, das instituições israelenses e de produtos dos territórios ocupados. Produtos israelenses devem desaparecer das lojas na Cisjordânia.

Ao mesmo tempo, Máruan advoga um fim oficial para a farsa das “negociações de paz”. A expressão, a propósito, já é tabu entre direitistas e, também, entre a maioria dos “esquerdistas”. Politicamente, é veneno. Máruan propõe oficializar a total ausência de qualquer negociação de paz. Basta de conversações internacionais sobre “reviver o processo de paz”. Basta de correria em volta de personagens ridículos, como Tony Blair. Basta de anúncios feitos por Hillary Clinton e Catherine Ashton. Basta de declarações vazias do “Quarteto”. Visto que o governo israelense abandonou claramente a Solução Dois Estados – de fato, jamais a aceitou realmente – insistir nessa reivindicação fragiliza a luta dos palestinos.

Em vez dessa hipocrisia generalizada, Máruan propõe renovar a batalha nas Nações Unidas. Primeiro, requerer outra vez ao Conselho de Segurança que acolha a Palestina como estado-membro da ONU, desafiando os EUA a ter de usar o seu veto solitário contra praticamente o mundo inteiro. Depois de o requerimento dos palestinos ser rejeitado no Conselho, como provavelmente será rejeitado pelo veto dos EUA, recorrer à Assembleia Geral, onde a vasta maioria votará a favor. Embora a decisão da Assembleia Geral não seja vinculante, ela demonstrará que a liberdade da Palestina conta com o apoio massivo da família das nações; o que isolará ainda mais Israel (e os EUA).

Paralelamente a esse curso de ação, Máruan insiste na unidade palestina; nessa direção, aplica sua considerável força de pressão moral sobre o Fáteh e o Hamás.

Em suma, Máruan Barghúti desistiu de esperar alcançar a liberdade palestina mediante cooperação com Israel, mesmo com forças israelenses de oposição. Já não se fala de aliança com o movimento pacifista israelense. “Normalização” tornou-se palavrão.

Essas ideias não são novas, mas, vindas agora do prisioneiro palestino n. 1, do mais importante candidato à sucessão de Máhmude Ábbas, do herói das massas palestinas, significa uma reviravolta na direção de ação mais militante, em substância e tom.

Máruan permanece orientado na direção da paz – o que deixou claro quando, em rara aparição recente no tribunal israelense, declarou a jornalistas israelenses que continua a apoiar a Solução Dois Estados. Também está comprometido com ação não violenta, depois de concluir que os ataques violentos do ano passado prejudicaram a causa palestina, mais do que a fizeram avançar.

Máruan quer o fim do gradual e sempre indesejável deslizamento da Autoridade Palestina em direção a um colaboracionismo de estilo Vichy, ao mesmo tempo em que permanece intocável a expansão da “empresa assentamento” israelense.

Não por acaso, Máruan divulgou seu Manifesto na véspera do “Dia da Terra”, 6ª-feira, 30 de março, a data mundial de protesto contra a ocupação israelense na Palestina.

O “Dia da Terra” marca evento de 1976, de protesto contra a decisão do governo israelense de desapropriar enormes extensões de terra pertencentes a árabes na Galileia e em outras partes. O exército de Israel atirou contra os manifestantes, matando seis deles.

No dia seguinte, dois amigos meus e eu próprio pousamos coroas de flores nas sepulturas das vítimas, ato que gerou contra mim explosão de ódio, escárnio e violência que raramente experimentei.

O “Dia da Terra” foi evento-chave para os cidadãos árabes de Israel, tornando-se mais tarde um símbolo para os árabes em toda parte. Este ano, o governo Netanyahu ameaçou atirar em todos que se aproximarem das fronteiras. Poderá bem ser um presságio, ou os primeiros movimentos da 3ª Intifada preconizada por Máruan.

Nos últimos tempos, o mundo parece ter-se desinteressado da Palestina. Tudo parece quieto. Netanyahu conseguiu desviar a atenção do mundo, da Palestina para o Irã. Mas nada em Israel é estático. Enquanto parece que nada está acontecendo, os assentamentos crescem incessantemente, e por isso cresce também o ressentimento dos palestinos, consternados com o que veem.

O Manifesto de Máruan Barghúti, lançado ontem, expressa os sentimentos quase unânimes dos palestinos na Cisjordânia e em toda a parte.

Como no caso de Nelson Mandela na África do Sul do apartheid, o prisioneiro pode ser mais importante que os líderes ativos do lado de fora.

Fonte: http://www.iranews.com.br

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Prefeitura de Lauro de Freitas emite carta aberta aos Professores, Alunos e familiares

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Os Orixás – Por Diana Costa

Recebi no Facebook, essa linda postagem da amiga Dayse Sacramento, reproduzindo texto de Diana Costa. Fiz uma viagem super interessante, relembrando a época em que essa minissérie foi veiculada na TV Manchete. Parabéns e obrigado a Diana e a Dayse por compartilharem essa maravilha. Axé!!

Um pouco de História Afro-Brasileira (Orixás) Minisérie Mãe de Santo 1990

Os orixás são deuses africanos que correspondem a pontos de força da Natureza e os seus arquétipos estão relacionados às manifestações dessas forças. As características de cada Orixá aproxima-os dos seres humanos, pois eles manifestam-se através de emoções como nós. Sentem raiva, ciúmes, amam em excesso, são passionais. Cada orixá tem ainda o seu sistema simbólico particular, composto de cores, comidas, cantigas, rezas, ambientes, espaços físicos e até horários.

A cultura do candomblé no Brasil, nasceu nas senzalas, com a junção de povos (africanos) com seus costumes e orixás. Provenientes de milhões de negros de diversos países e cidades africanas, trazidos (arrancados) de seus lares, de suas famílias e de seus pais e filhos; para trabalharem nas plantações de cana e café.

Conheça um pouco mais de cada orixá, acesse os links abaixo e assista a minisérie: Mãe de Santo, exibida pela extinta Rede Manchete. A minisérie foi exibição de 09 de outubro a 02 de novembro de 1990.

Autor: Paulo César Coutinho

Direção: Henrique Martins

Elenco:

ZEZÉ MOTTA, ÂNGELA CORRÊA, JAIRO LOURENÇO, GLENDA KOZLOWSKI, ÍTALA NANDI

ESTER GÓES, JÚLIA LEMMERTZ, GIUSEPPE ORISTÂNIO, ILÉIA FERRAZ, CLÁUDIA MAGNO, ARACY CARDOSO

LUIZA THIRÉ, MARIA CEIÇA entre outros.

Links da Minisérie Mãe de Santo:

Exu

Ogum

Oxossi

Ossãe

Omolu

Oxumaré

Nanã

Logun Edé

Oxum

Yansã

Obá

Ewá

Yemanjá

Xangô

Oxalá (capítulo final)

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CGM e SEGOV de Lauro de Freitas Promovem Seminário sobre Legislação Eleitoral e condutas vedadas

A Controladoria Geral do Município, em parceria com a Secretaria Municipal de Governo, realizaram na tarde de ontem, um importante evento, na direção de orientar melhor seu corpo de servidores em relação às vedações impostas pela Legislação eleitoral aos agentes públicos, em períodos nos quais ocorrem processos eleitorais.

A atividade reflete o compromisso da gestão da Prefeita Moema Gramacho com o bom andamento da administração municipal, em consonância com os ditames legais em vigência em nosso país.

Confira a Matéria feita pelo Decom/PMLF sobre nossa atividade:

Servidor municipal é orientado sobre práticas vedadas em ano eleitoral

Vedada apenas aos candidatos a prefeitos e vices até a última eleição, a participação em inaugurações agora também está proibida para candidatos a vereador a partir de 7 de julho, de acordo com a legislação eleitoral válida para 2012. A Lei Eleitoral também estabelece o prazo de 7 de abril para desincompatibilização dos secretários municipais e 7 de julho para servidores comissionados ou temporários que vão se candidatar às eleições deste ano.

Práticas vedadas aos agentes públicos e calendário eleitoral foram temas de seminário apresentado nesta terça-feira a cerca de 200 servidores da Prefeitura de Lauro de Freitas, promovido pela Controladoria Geral do Município (CGM) e Secretaria Municipal de Governo (Segov). “Em ano eleitoral, é preciso que todos estejam atentos. A legislação é clara sobre o que é ou não permitido, prevendo punição em caso de não cumprimento”, alerta o Controlador Kivio Dias. O servidor pode responder processo por improbidade administrativa, ser multado ou perder cargo, sem prejuízo da apuração criminal e civil.

O seminário foi aberto pelo advogado Alexandre Abreu, que discorreu sobre pontos específicos da lei eleitoral (Lei nº 9.504/97) e prazos de desincompatibilização. Fez um alerta quando ao uso dos bens moveis e imóveis da administração com fins eleitorais, nomeações e exonerações, e a permissão para a publicidade e propaganda das ações do governo. “A administração municipal tem o primeiro semestre do ano eleitoral para divulgar suas ações,” explica. Não há restrição para licitações, mas a partir de 7 de julho só poderá haver transferência de recursos de convênios já em vigor.

O secretario de Governo, Apio Vinagre, enfatizou o calendário eleitoral. Ele destacou as principais datas, alertando para os prazos eleitorais, a exemplo, da realização de convenções partidárias, que devem ocorrer entre 10 e 30 de Junho, bem como a veiculação de propaganda dos candidatos que terá início no dia 06 de julho. “O dia da eleição não é o ultimo no calendário normatizado. Estejam atentos, leiam as resoluções. Certifiquem-se se o seu candidato está realmente apto”. O Calendário da Eleição 2012 e todas as resoluções podem ser acessados na íntegra no site do TSE: www.tse.jus.br.


Departamento de Comunicação – DECOM
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9609-1188 ou 9609-1614

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Confira aqui a apresentação do Dr. Alexandre Abreu

Confira aqui a apresentação do Secretário Apio Vinagre Nascimento

Confira as fotos do evento

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Apresentação – Condutas Vedadas período eleitoral 2012

Apresentação – Calendário eleitoral 2012

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Trabalhando com Poesia

“… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Dona Elewa minha prece é verdadeira, desce, vem me abençoar!… Dona Elewa minha prece é verdadeira, desce, vem me abençoar!… Ó, meu deus! Como é lindo! O céu se abre, mãe Oxum vem surgindo!… Ó, meu deus! Como é lindo! O céu se abre, mãe Oxum vem surgindo!… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Dona Elewa minha prece é verdadeira, desce, vem me abençoar!… Dona Elewa minha prece é verdadeira, desce, vem me abençoar!… Ó, meu deus! Como é lindo! O céu se abre, mãe Oxum vem surgindo!… Ó, meu deus! Como é lindo! O céu se abre, mãe Oxum vem surgindo!… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô… Eu fui ao Gantois pagar promessa só, Levei de Orun maior um adê pra yêyê ô…” (Os Tincoãs – Promessas ao Gantois – Comp.: Os Tincoãs)

“… Yansã, mãe virgem, dos cabelos louros, ela desceu do céu num cordel de ouro… Yansã, mãe virgem, deusa que nos socorre, sentada na pedra, pra ver se o rio não corre… Chegou a seca no norte, o povo romeiro em prece pede cantando à deusa dos astros, que chuva lhes desse, à deusa dos astros, que chuva lhes desse… Yansã, mãe virgem, dos cabelos louros, ela desceu do céu num cordel de ouro… Yansã, mãe virgem, deusa que nos socorre, sentada na pedra, pra ver se o rio não corre… Chegou a seca no norte, o povo romeiro em prece pede cantando à deusa dos astros, que chuva lhes desse, à deusa dos astros, que chuva lhes desse… À deusa dos astros, que chuva lhes desse, à deusa dos astros, que chuva lhes desse… À deusa dos astros, que chuva lhes desse, à deusa dos astros, que chuva lhes desse…” (Os Tincoãs – Yansã, Mãe Virgem – Comp.: Os Tincoãs)

“…Nego quando cava, quando cansa, quando pula, quando tomba, quando grita, quando dança, quando briga, quando zomba, sente gana de chorar… Nego quando nasce, quando cresce, quando luta, quando corre, quando sobe, quando desce, quando “veve”, quando morre, nego pensa em parar… Nego, ponta-ponta em Umbanda, ginga tonto-tonta em Umbanda, nego ponta ô… Nega, nua nua em Umbanda, toma a bença nua em Umbanda, samba nua ô… Xangô meu céu escureceu, Exu me despachou, Calunga me prendeu, Xangô, Xangô, Xangô, meu rancho se acabou, meu reino o mar levou, meu bem morreu, morreu, morreu, morreu, Ohhhhhhhh… Nego, nego chora, nego samba na macumba do quilombo, do marafo, da muamba, dando bomba no ribamba, no urubamba do ganzá… Nego cai no congo, cai no congo do mironga, da mungamba, do urubango, decision, rala nego, rala tanga, chora a banda do conga… Nego ponta, ponta em Umbanda, ginga, tanto, tanto em Umbanda, nego conta ô… Se Xangô chegasse a Umbanda e Javi levasse a Umbanda, coisa boa ô…” (Os Tincoãs – Banzo – Comp.: Hekel Tavares e Murilo Araújo)

“… Ó, virgem mãe do rosário, Ó, virgem mãe da vitória, por ti clamei no santuário, do sonho num mundo de glória… Por ti clamei no santuário. do sonho num mundo de glória… Ó, virgem mãe do rosário, Ó, virgem mãe da vitória, por ti clamei no santuário, do sonho num mundo de glória… Por ti clamei no santuário. do sonho num mundo de glória… Linda visão ao dormir, foi que vi lindos anjos clarins a tocar, nesta visão o sofrimento não vi, doce ilusão, ao acordar eu ouvi os meus deuses a cantar, os deuses cantam lá, os deuses cantam lá… Ó, virgem mãe do rosário, Ó, virgem mãe da vitória, por ti clamei no santuário, do sonho num mundo de glória… Por ti clamei no santuário. do sonho num mundo de glória… Ó, virgem mãe do rosário, Ó, virgem mãe da vitória, por ti clamei no santuário, do sonho num mundo de glória… Por ti clamei no santuário. do sonho num mundo de glória… Linda visão ao dormir, foi que vi lindos anjos clarins a tocar, nesta visão o sofrimento não vi, doce ilusão, ao acordar eu ouvi os meus deuses a cantar, os deuses cantam lá, os deuses cantam lá…” (Os Tincoãs – Romaria – Comp.: Os Tincoãs)

“… Boiadeiro vai, já vai pra Luanda, Boiadeiro vai, já vai pra Luanda. adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda… Boiadeiro vai, já vai pra Luanda, boiadeiro vai, já vai pra Luanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda… Adeus, meus irmãos de fé, adeus, gente amiga, cantei, dancei, comi e bebi, Saravá, chegou a hora da partida… Boiadeiro vai, já vai pra Luanda, Boiadeiro vai, já vai pra Luanda. adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda… Boiadeiro vai, já vai pra Luanda, boiadeiro vai, já vai pra Luanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda… Adeus, meus irmãos, Irmãos de fé, adeus, gente amiga, cantei, dancei, comi e bebi, Saravá, chegou a hora da partida… Boiadeiro vai, já vai pra Luanda, Boiadeiro vai, já vai pra Luanda… Adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda… Adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda… Adeus, Omolú, protetor de Umbanda, adeus, Omolú, protetor de Umbanda…” (Os Tincoãs – Canto de boiadeiro – Comp.: Os Tincoãs)

“… Ouvi você me chamando aqui, eu vim de longe pra lhe obedecer, sou um caboclo que só visto pena, vim mostrar a força que tem a jurema… Meus camarada, meus camaradinho, se quer que eu dance toque um pouquinho! se quer que eu dance toque um pouquinho!… Eu estou aqui com toda minha gente, Saravá aos grandes! Saravá também aos pequenos! Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé! Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé!… Ouvi você me chamando aqui, eu vim de longe pra lhe obedecer, sou um caboclo que só visto pena, vim mostrar a força que tem a jurema… Meus camarada, meus camaradinho, se quer que eu dance toque um pouquinho! se quer que eu dance toque um pouquinho!… Eu estou aqui com toda minha gente, Saravá aos grandes! Saravá também aos pequenos!… Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé! Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé!… Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé! Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé!… Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé! Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé!… Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé! Agogô e run! run pirun é! Este é o som do candomblé!…” (Os Tincoãs – A força da Jurema – Comp.: Os Tincoãs)

“Se você não sabe perdoar sem esquecer, é sinal de que não compreendeu ainda a Verdade e o Caminho a seguir. Procure perdoar e esquecer as mágoas e ofensas, as intrigas e calúnias. Mantenha-se em tal atitude, que nenhuma calúnia o possa atingir. Perdoe e siga seu caminho. Quando o caluniador abrir os olhos, você estará tão distante dele, que não poderá mais ouvir sua voz cheia de veneno.” (Minutos de Sabedoria – Página 222)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e, com ele a expectativa constante por momentos de prazer e de tranquilidade junto aos nossos familiares e amigos. Desejo que o de vocês seja ótimo.

Parabéns pelo aniversário aos amigos Carla Carine, Deborah Dourado, Deco Original, Louriele Cunha, Lucinei Oliveira, André Cerqueira, Minha prima Priscila Nascimento, a companheira Renata Rossi, o companheiro Robson Mendes e a colega Rute Lobo. Parabéns. Paz, Saúde e muitas felicidades no ano que se inicia.

Ontem à noite, os 18 partidos que hoje compõem a nossa base tomaram importante decisão: somando-se aos 17 que já apoiavam a pré-candidatura do nosso Vice Prefeito João Oliveira, a Direção Municipal do PC do B apresentou formalmente a retirada da Candidatura do companheiro Chico Franco, Secretário de Trabalho, Esporte e Lazer, ao cargo de Prefeito e, apresentou o seu nome para compor a chapa majoritária como candidato a Vice-prefeito juntamente com João, que encabeçará a nossa chapa. Com as retiradas dos nomes do PSC (Jorge Bahiense), PSD (Mirela), PRB (Edilson), PSB (Carlucho) e PSDB (Vania), a proposta de chapa majoritária da nossa base de governo foi aprovada por consenso geral. A capacidade de articulação e negociação política da nossa prefeita e líder política Moema Gramacho, juntamente com a serenidade e traquejo político de João, além do desprendimento e compreensão política dos partidos da base, reconhecendo, cada um a sua importância para a manutenção do nosso projeto foram elementos fundamentais para chegarmos a esse momento. Parabéns aos partidos políticos da nossa base, parabéns prefeita, Sucesso na empreitada que se inicia de verdade, a partir de então aos nossos representantes João Oliveira e Chico Franco!

Os devotos de “Padim Ciço”, como ficou conhecido Cícero Romão Batista comemoram amanhã 168 anos de seu nascimento.

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%ADcero_Rom%C3%A3o_Batista

Em 23 de Março de 1869 Caxias é feito duque, o último do império

Em 23 de Março de 1919 Benito Mussolini funda o Partido Fascista

Em 23 de Março de 1955 Morre Artur Bernardes. Presidente do Brasil de 1922 a 1926.

Em 23 de Março de 1961 Kennedy adverte à URSS que os EUA não admitirão perder o Laos para forças pró-comunistas.

Em 23 de Março de 1967 EUA e URSS discutem corrida armamentista.

Em 23 de Março de 1970 África do Sul é expulsa da Copa Davis por sua política de Apartheid

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=26263

Em 23 de Março de 1972 O presidente Médici institui um programa especial para expansão dos sistemas ferroviário e portuário.

Em 23 de Março de 1979 Assassinos de Orlando Letelier são condenados a prisão perpétua

Em 23 de Março de 1979 Desemprego e demissões na indústria metalúrgica causa distúrbios em Paris.

Em 23 de Março de 1981 Aumentam as reservas brasileiras de petróleo, graças às novas descobertas na bacia de Campos RJ, no litoral nordestino e na bacia terrestre do Espírito Santo.

Em 23 de Março de 1983 Presidente da Guatemala, Efraín Ríos Montt, suspende estado de sítio por ele imposto em julho de 1982.

Em 23 de Março de 1984 Augusto Pinochet decreta estado de emergência em todo o Chile depois que atentados destruíram duas torres de alta tensão.

Em 23 de Março de 1986 Piquet vence e Senna é vice no GP do Brasil

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=20155

Em 23 de Março de 1989 Cientistas convocam a imprensa para anunciar que conseguiram produzir calor a partir do que parecia ser um processo de fusão nuclear a temperatura ambiente

Em 23 de Março de 1993 O candidato presidencial mexicano, líder nas pesquisas, luis Donaldo Colosio, é assassinado

Em 23 de Março de 1994 Morre em atentado Luis Donaldo Colosio, candidato à presidência do México pelo PRI.

Em 23 de Março de 1998 Hoje na História: 1998 – Filme Titanic, de James Cameron, ganha 11 Oscares

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/10656/hoje+na+historia+1998++filme+titanic+de+james+cameron+ganha+11+oscares.shtml

Em 23 de Março de 1998 O presidente da Rússia, Boris Yeltsin, demite de uma só vez todo o governo, liderado pelo primeiro-ministro Victor Tchernomirdin.

Em 23 de Março de 1999 O vice-presidente do Paraguai, Luis María Argaña, é assassinado a tiros em Assunção.

Em 23 de Março de 2000 Cientistas desvendam genoma da Drosophila melanogaster, a mosca-do-vinagre.

Em 23 de Março de 2001 Depois de receber três disparos da nave Progress e explodir, a estação espacial russa Mir cai no oceano Pacífico.

Em 23 de Março de 2002 Justiça inglesa autoriza eutanásia a uma paralítica em pleno gozo de suas faculdades mentais.

Em 23 de Março de 2003 Iraque exibe prisioneiros americanos.

Outros Fatos históricos relacionados ao 23 de março

1324 – Papa João XXII excomunga o imperador alemão Louis IV.

1568 – Tratado de paz coloca fim à segunda guerra religiosa na França.

1801 – O czar russo Paul I é assassinado por aristocratas e sucedido por Alexander I.

1933 – O parlamento alemão concede plenos poderes ao governo de Hitler.

1942 – EUA começam a deslocar japoneses e seus descendentes para centros de detenção por causa da II Guerra Mundial.

1956 – O Paquistão se proclama República Islâmica.

1972 – Garrincha faz seu último gol como profissional.

1983 – Dr. Barney Clark morre após viver 112 dias com um coração artificial permanente.

1996 – Lee Teng-hui é eleito presidente de Taiwan, nas primeiras eleições presidenciais diretas da ilha.

2000 – O escritor Carlos Heitor Cony é eleito para a Academia Brasileira de Letras.

2003 – A soldado americana Jessica Lynch é ferida e capturada no Iraque.

Nasceram em 23 de Março

» Cícero Romão Batista (1844-1934), religioso brasileiro

» Akira Kurosawa (1910-1998), cineasta japonês

» Sérgio Cardoso (1925-), ator brasileiro

» Moacir Scliar (1937-), escritor brasileiro

» Robert Gallo (1937-), médico americano descobridor do vírus da aids

Faleceram em 23 de Março

809 – Harum Al Rashid, califa de Bagdá

1955 – Artur da Silva Bernardes, presidente brasileiro (1922-1926)

1994 – Giulietta Masina, atriz italiana e mulher de Federico Fellini)

2001 – David Fraser McTaggart, canadense que fundou do grupo Greenpeace

Vejam a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique. Obrigado a cada um (a) de vocês por esta caminhada feliz!

http://oipa2.wordpress.com/2012/03/23/trabalhando-com-poesia-422/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Sexta feira abençoada por Deus, repleta da energia positiva que circunda o universo a nossa volta e que o Alá de Oxalá nos traga muita paz e harmonia sempre.

Um ótimo Final de Semana a vocês e, até segunda feira!

Apio Vinagre Nascimento
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A Lagartixa – Álvares de Azevedo

A lagartixa ao sol ardente vive,
E fazendo verão o corpo espicha:
O clarão dos teus olhos me dá vida,
Tu és o sol e eu sol a lagartixa.
Amo-te como o vinho e como o sono,
Tu és meu copo e amoroso leito…
Mas teu néctar de amor jamais se esgota,
Travesseiro não há como teu peito.
Posso agora viver: para coroas
Não preciso no prado colher flores;
Engrinaldo melhor a minha fronte
Nas rosas mais gentis de teus amores.
Vale todo um harém a minha bela,
Em fazer-me ditoso ela capricha;
Vivo ao sol de seus olhos namorados,
Como ao sol de verão a lagartixa.

Lembrança de Morrer – Álvares de Azevedo

Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nenhuma lágrima
Em pálpebra demente.

E nem desfolhem na matéria impura
A flor do vale que adormece ao vento:
Não quero que uma nota de alegria
Se cale por meu triste passamento.

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro,
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro;

Como o desterro de minh’alma errante,
Onde fogo insensato a consumia:
Só levo uma saudade – é desses tempos
Que amorosa ilusão embelecia.

Só levo uma saudade – é dessas sombras
Que eu sentia velar nas noites minhas…
De ti, ó minha mãe, pobre coitada,
Que por minha tristeza te definhas!

De meu pai… de meus únicos amigos,
Pouco – bem poucos – e que não zombavam
Quando, em noites de febre endoudecido,
Minhas pálidas crenças duvidavam.

Se uma lágrima as pálpebras me inunda,
Se um suspiro nos seios treme ainda,
É pela virgem que sonhei… que nunca
Aos lábios me encostou a face linda!

Só tu à mocidade sonhadora
Do pálido poeta deste flores…
Se viveu, foi por ti! e de esperança
De na vida gozar de teus amores.

Beijarei a verdade santa e nua,
Verei cristalizar-se o sonho amigo…
Ó minha virgem dos errantes sonhos,
Filha do céu, eu vou amar contigo!

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
Foi poeta – sonhou – e amou na vida.

Sombras do vale, noites da montanha
Que minha alma cantou e amava tanto,
Protegei o meu corpo abandonado,
E no silêncio derramai-lhe canto!

Mas quando preludia ave d’aurora
E quando à meia-noite o céu repousa,
Arvoredos do bosque, abri os ramos…
Deixai a lua pratear-me a lousa!

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Trabalhando com Poesia

“… Na beira do mar, chamarei yemanjá, Zumbi, Ogum, Vodum, Erum, Ilê Oro… No azul do mar, clamarei, ó yemanjá! Olhai, mãe santa, meu canto de dor, feito em seu louvor. Yemanjá, yemanjá iê, Yemanjá iê, yemanjá… Escutai meu clamor, Yemanjá, aliviai minha dor… Na beira do mar, chamarei yemanjá, Zumbi, Ogum, Vodum, Erum, Ilê Oro… No azul do mar, clamarei, ó yemanjá! Olhai, mãe santa, meu canto de dor, feito em seu louvor. Yemanjá, yemanjá iê, Yemanjá iê, yemanjá… Escutai meu clamor, Yemanjá, aliviai minha dor…Uô, uô, uô ai meu pai xangô! Uô, uô, uô minha mãe yemanjá! Valha-me! uô, uô, uô. Ó, ilê, ilê, ilê. Uô, uô, uô…” (Os Tincoãs – Na beira do mar – Comp.: Os Tincoãs)

“… Obaluaê, Babalorixa-ê, Babalorixá, atotô, Babalorixa-ê… Ê Nirê, Nirê, Ê Nirê, Nirê… Babaolorum, xexê, salerojá, Babaolorum, xexê, salerojá, Aê nirê, Nirê ô, Aê nirê, Nirê ô, Aê nirê, Nirê ô, Aê nirê, Nirê ô… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Obaluaê, Babalorixa-ê, Babalorixá, atotô, Babalorixa-ê… Ê Nirê, Nirê, Ê Nirê, Nirê… Babaolorum, xexê, salerojá, Babaolorum, xexê, salerojá, Aê nirê, Nirê ô, Aê nirê, Nirê ô… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê… Meu padrinho é obaluê, Orixá ê…” (Os Tincoãs – Obaluaê – Comp.: Os tincoãs)

“… Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê… Fui chamado de cordeiro, mas não sou cordeiro não! Preferi ficar calado que falar e levar não. O meu silêncio é uma singela oração, minha santa de fé… Meu cantar, meu cantar, vibram as forças que sustenta o meu viver, meu viver… Meu cantar, meu cantar é um apelo que eu faço a Nanaê… Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê… O que peço no momento é silêncio e atenção, quero contar o sofrimento que eu passei sem razão. O meu lamento se criou na escravidão, que forçado passei… Eu chorei, eu chorei, sofri as duras dores da humilhação, humilhação, mas ganhei, pois eu trazia Nanaê no coração…. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê. Sou de Nanã, euá, euá, euá, ê…” (Os Tincoãs – Cordeiro de Nanã – Comp.: Os Tincoãs)

“Procure corrigir com calma aqueles que erram, e saiba relevar as imperfeições dos outros, da mesma forma que espera a compreensão dos outros para os seus erros. A vida é um intercâmbio de boa vontade mútua, em que recebemos aquilo que damos. Dê tolerância, e receberá compreensão e amor, tornando-se sua vida um paraíso sem dores nem sofrimentos.” (Minutos de Sabedoria – Página 221)

Bom dia pessoal,

Comemora-se hoje o Dia Mundial da Água, este líquido precioso, que faz brotar a vida nos sertões e que a cada dia é mais maltratado pelos homens. É necessário que tomemos atitudes concretas em relação a isto. Reflita!

História do Dia Mundial da Água

O Dia Mundial da Água foi criado pela ONU (Organização das Nações Unidas) no dia 22 de março de 1992. O dia 22 de março, de cada ano, é destinado a discussão sobre os diversos temas relacionadas a este importante bem natural.

Mas porque a ONU se preocupou com a água se sabemos que dois terços do planeta Terra é formado por este precioso líquido? A razão é que pouca quantidade, cerca de 0,008 %, do total da água do nosso planeta é potável (própria para o consumo). E como sabemos, grande parte das fontes desta água (rios, lagos e represas) esta sendo contaminada, poluída e degradada pela ação predatória do homem. Esta situação é preocupante, pois poderá faltar, num futuro próximo, água para o consumo de grande parte da população mundial. Pensando nisso, foi instituído o Dia Mundial da Água, cujo objetivo principal é criar um momento de reflexão, análise, conscientização e elaboração de medidas práticas para resolver tal problema.

No dia 22 de março de 1992, a ONU também divulgou um importante documento: a “Declaração Universal dos Direitos da Água” (leia abaixo). Este texto apresenta uma série de medidas, sugestões e informações que servem para despertar a consciência ecológica da população e dos governantes para a questão da água.

Mas como devemos comemorar esta importante data? Não só neste dia, mas também nos outros 364 dias do ano, precisamos tomar atitudes em nosso dia-a-dia que colaborem para a preservação e economia deste bem natural. Sugestões não faltam: não jogar lixo nos rios e lagos; economizar água nas atividades cotidianas (banho, escovação de dentes, lavagem de louças etc); reutilizar a água em diversas situações; respeitar as regiões de mananciais e divulgar idéias ecológicas para amigos, parentes e outras pessoas.

Declaração Universal dos Direitos da Água

Art. 1º – A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.

Art. 2º – A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.

Art. 3º – Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.

Art. 4º – O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.

Art. 5º – A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.

Art. 6º – A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.

Art. 7º – A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.

Art. 8º – A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.

Art. 9º – A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.

Art. 10º – O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra.

Frases sobre o Dia Mundial da Água:

- Água é vida. Vamos usar com inteligência para que ela nunca falte.

- O futuro de nosso planeta depende da forma com que usamos a água hoje.

- Todo dia é dia de água, pois ela está presente em tudo e em todos.

- O Dia Mundial da Água não é só para pensar, mas principalmente para agir: vamos usar este recurso natural com sabedoria para que ele nunca acabe.

- Sem a água não haveria vida na Terra! Pense nisso neste Dia Mundial da Água.

http://www.ibge.gov.br/ibgeteen/datas/agua/home.html

Quero saudar hoje pelo aniversário minha amada sobrinha Luiza Vinagre, os amigos Raul Tavares, Patricia Junqueira, Hugo Miota, Karina Cunha e Josias Gomes. Em seus nomes saúdo a todos (as) os (as) aniversariantes do dia. Que o ano que se inicia seja repleto de paz, saúde e muitas felicidades. Sucesso hoje e sempre!

Não deixem de conferir, no meu diário de notícias, as principais manchetes no link abaixo:

http://paper.li/a_vinagre/1326026431

Para os que pretendem fazer concursos públicos, recomendo a leitura do depoimento de Jairo Fernandes, em meu blog.

http://oipa2.wordpress.com/2012/01/11/depoimento-forum-concurseiros-relato-de-um-concurseiro-vitorioso-por-jairo-fernandes/

Em 22 de Março de 1942 nascia no Rio de Janeiro, Jorge Duílio Lima, conhecido como Jorge Ben e Jorge Ben Jor, guitarrista, cantor e compositor popular brasileiro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jorge_Ben_Jor

Se estivesse vivo, completaria 52 anos ontem o grande piloto e Tri campeão Mundial de Fórmula 1, Ayrton Senna da Silva.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Ayrton_Senna

Vejam a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique. Obrigado a cada um (a) de vocês por esta caminhada feliz!

http://oipa2.wordpress.com/2012/03/22/trabalhando-com-poesia-421/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Quinta feira abençoada por Deus, repleta da energia positiva que circunda o universo a nossa volta e que nos traga muita paz e harmonia sempre.

Um ótimo dia a vocês!

Apio Vinagre Nascimento
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Adeus, meus Sonhos! – Álvares de Azevedo

Adeus, meus sonhos, eu pranteio e morro!
Não levo da existência uma saudade!
E tanta vida que meu peito enchia
Morreu na minha triste mocidade!
Misérrimo! Votei meus pobres dias
À sina doida de um amor sem fruto,
E minh’alma na treva agora dorme
Como um olhar que a morte envolve em luto.
Que me resta, meu Deus?
Morra comigo
A estrela de meus cândidos amores,
Já não vejo no meu peito morto
Um punhado sequer de murchas flores!

Por que mentias? – Álvares de Azevedo

Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro…
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias…
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

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Trabalhando com Poesia

“…Iê, ô, Iê, ô, Ih, iô… Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã, meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã… Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá… Deixa a gira girá…Saravá, Iansã! É Xangô e Iemanjá, iê. Deixa a gira girá… Iê…durururururu, lá, lálailá, lálaiálá… “Zambi, rô, Zambi Zambi na qua tê sá Baquice, baquice, batabaquice de Orixá. Kylê ibai, toté de maiungá Xê cumarô loxê kulundu loxê keto tá sôto Atotô, oba!”… Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã. Meu pai veio da Aruanda e a nossa mãe é Iansã… Ô, gira, deixa a gira girá. Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá. Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá, Ô, gira, deixa a gira girá…” (Os Tincoãs – Deixa a Gira Girá – Comp.: Adap. Mateus, Dadinho e Heraldo)

“… Vou cantar pra yemanjá, dona das ondas do mar! aquele que em mim acreditar, venha comigo orar, esse tema cheio de tristeza, yemanjá ia ô! Feito pela própria natureza… Ó, jesus! dê força e luz, aos orixás! Ó, jesus! dê força e luz aos orixás!… iê ê, yemanjá, ia ô! E dê inspiração, ia ô! iê ê, yemanjá, ia ô! Pra esta canção, iê ê, yemanjá, ia ô! Que trago no coração, iê ê, yemanjá, ia ô!… iê ê, yemanjá, ia ô! E dê inspiração, ia ô! iê ê, yemanjá, ia ô! Pra esta canção, iê ê, yemanjá, ia ô! Que trago no coração, iê ê, yemanjá, ia ô!… Vou cantar pra yemanjá, dona das ondas do mar! aquele que em mim acreditar, venha comigo orar, esse tema cheio de tristeza, yemanjá ia ô! Feito pela própria natureza… Ó, jesus! dê força e luz, aos orixás! Ó, jesus! dê força e luz aos orixás!… iê ê, yemanjá, ia ô! E dê inspiração, ia ô! iê ê, yemanjá, ia ô! Pra esta canção, iê ê, yemanjá, ia ô! Que trago no coração, iê ê, yemanjá, ia ô!… iê ê, yemanjá, ia ô! E dê inspiração, ia ô! iê ê, yemanjá, ia ô! Pra esta canção, iê ê, yemanjá, ia ô! Que trago no coração, iê ê, yemanjá, ia ô!… iê ê, yemanjá, ia ô! iê ê, yemanjá, ia ô! iê ê, yemanjá, ia ô!…” (Os Tincoãs – Canto para Yemanjá – Comp.: Os tincoãs)

“… Deus vos salve, aldeia! Deus vos salve! Deus vos salve este nosso canzuá! Deus vos salve, aldeia santa! Salve todos os orixás! Obaluaê e a rainha do mar!… Deus vos salve, aldeia! Deus vos salve! Deus vos salve este nosso canzuá! Deus vos salve, aldeia santa! Salve todos os orixás! Obaluaê e a rainha do mar!… Senhor das matas! Sou juremeira! Venho de longe pra vos saudar!… Deus vos salve, aldeia! Deus vos salve! Deus vos salve este nosso canzuá! Deus vos salve, aldeia santa! Salve todos os orixás! Obaluaê e a rainha do mar!… Senhor das matas! Sou juremeira! Venho de longe pra vos saudar!… Deus vos salve, aldeia! Deus vos salve! Deus vos salve este nosso canzuá! Deus vos salve, aldeia santa! Salve todos os orixás! Obaluaê e a rainha do mar!… Obaluaê e a rainha do mar! Obaluaê e a rainha do mar! Obaluaê e a rainha do mar! Obaluaê e a rainha do mar! …” (Os Tincoãs – Saudação aos Orixás – Comp.: Os Tincoãs)

“Enquanto você espera pelo céu, não se esqueça de que a terra está esperando por você. Mantenha seus pés fixos no chão, mas eleve sua cabeça para o céu. Ajude a estrada que você palmilha, tornando-a mais confortável para todos aqueles que lhe seguem os passos. Dê trabalho a seus braços, leve consolo aos aflitos, enxugue as lágrimas dos que choram. Você não poderá caminhar sozinho (a). Ajude a todos os que caminham a seu lado para o mesmo objetivo: a perfeição.” (Minutos de Sabedoria – Página 220)

Bom dia pessoal,

Depois de um mês e cinco dias de recesso, estamos de volta com o nosso “Trabalhando com Poesia”. Confesso que estava com saudades destes momentos de compartilhamento de poesias e de boa MPB. Espero que continuem gostando do trabalho. Esta semana, em homenagem ao Dia Internacional de Luta contra a discriminação racial, trago a vocês a bela voz do Grupo “Os Tincoãs” notabilizado na década de 60 por seus cânticos religiosos.

Quero saudar hoje pelo aniversário a cinco figuras em especial: O amigo e companheiro de batalhas Kivio Dias, Controlador Geral do Município, as amigas Rute Vieira e Isaura Barbosa, do camarada Herbert Florence e do amigo, companheiro de lutas e líder do nosso governo, junto com a Prefeita Moema, o nosso Vice Prefeito João Oliveira. Em seus nomes saúdo a todos (as) os (as) aniversariantes do dia. Que o ano que se inicia seja repleto de paz, saúde e muitas felicidades. Sucesso hoje e sempre!

Não deixem de conferir, no meu diário de notícias, as principais manchetes no link abaixo:

http://paper.li/a_vinagre/1326026431

Para os que pretendem fazer concursos públicos, recomendo a leitura do depoimento de Jairo Fernandes, em meu blog.

http://oipa2.wordpress.com/2012/01/11/depoimento-forum-concurseiros-relato-de-um-concurseiro-vitorioso-por-jairo-fernandes/

O Dia Mundial da Poesia celebra-se em 21 de março e foi criado na XXX Conferência Geral da UNESCO em 16 de Novembro de 1999.[1] O propósito deste dia é promover a leitura, escrita, publicação e ensino da poesia através do mundo.

A Organização das Nações Unidas – ONU – instituiu o dia 21 de março como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial em memória do Massacre de Shaperville. Em 21 de março de 1960, 20.000 negros protestavam contra a lei do passe, que os obrigava a portar cartões de identificação, especificando os locais por onde eles podiam circular. Isso aconteceu na cidade de Joanesburgo, na África do Sul. Mesmo sendo uma manifestação pacífica, o exército atirou sobre a multidão e o saldo da violência foram 69 mortos e 186 feridos.

O dia 21 de março marca ainda outras conquistas da população negra no mundo: a independência da Etiópia, em 1975, e da Namíbia, em 1990, ambos países africanos.

O que é discriminação racial?

A Convenção Internacional para a Eliminação de todas as Normas de Discriminação Racial da ONU, ratificada pelo Brasil, diz que:

“Discriminação Racial significa qualquer distinção, exclusão, restrição ou preferência baseada na raça, cor, ascendência, origem étnica ou nacional com a finalidade ou o efeito de impedir ou dificultar o reconhecimento e/ou exercício, em bases de igualdade, aos direitos humanos e liberdades fundamentais nos campos político, econômico, social, cultural ou qualquer outra área da vida pública” Art. 1.

Exemplos de luta que ficaram na História

Trazemos para você um pouco da história de três “feras” que dedicaram suas vidas à luta pelos direitos civis e pelo fim da discriminação racial.

Martin Luther King Jr.

Foi um grande líder negro americano que lutou pelos direitos civis dos cidadãos, principalmente contra a discriminação racial. Martin Luther King era pastor e sonhava com um mundo onde houvesse liberdade e justiça para todos. Ele foi assassinado em 4 de abril de 1968. Sua figura ficou marcada na História da Humanidade como símbolo da luta contra o racismo.

Na véspera de sua morte, 3 de abril de 1968, Martin Luther King fez um discurso à comunidade negra, no Tennessee, Estados Unidos, um país dominado pelo racismo. Em seu discurso ele disse: “Temos de enfrentar dificuldades, mas isso não me importa, pois eu estive no alto da montanha. Isso não importa. Eu gostaria de viver bastante, como todo o mundo, mas não estou preocupado com isso agora. Só quero cumprir a vontade de Deus, e ele me deixou subir a montanha. Eu olhei de cima e vi a terra prometida. Talvez eu não chegue lá, mas quero que saibam hoje que nós, como povo, teremos uma terra prometida. Por isso estou feliz esta noite. Nada me preocupa, não temo ninguém. Vi com meus olhos a glória da chegada do Senhor”.

Ele parecia estar prevendo o que ia acontecer. No dia seguinte, foi assassinado por um homem branco. Durante 14 anos, Martin Luther King lutou para acabar com a discriminação racial em seu país e nesse tempo ganhou o prêmio Nobel da Paz. Sempre procurou lembrar a todos e fazer valer o princípio fundamental da Declaração da Independência Americana que diz que “Todos os homens são iguais” e conseguiu convencer a maioria dos negros que era possível haver igualdade social. Alguns dias após a morte de Martin Luther King, o presidente Lyndon Johnson assinou uma lei acabando com a discriminação social, dando esperanças ao surgimento de uma sociedade mais justa de milhões de negros americanos.

Martin Luther King é lembrado em diversas comemorações públicas nos Estados Unidos e a terceira segunda-feira de janeiro é um feriado nacional em sua homenagem.

Malcolm X

“Não lutamos por integração ou por separação. Lutamos para sermos reconhecidos como seres humanos. Lutamos por direitos humanos.”

Malcolm X, ou El-Hajj Malik El-Shabazz, foi outra personalidade que se sobressaiu na luta contra a discriminação racial. Ele não era tão pacífico como Luther King, que era adepto da não-violência, entretanto foram contemporâneos e seus ideais eram bem parecidos buscando a dignidade humana, acima de tudo.

Há quem diga que Malcolm X foi muito mais que um homem, foi na realidade uma idéia. Desde cedo ele enfrentou a discriminação e marginalização dos negros americanos, que viviam em bairros periféricos, excluídos e sem condições dignas de habitação, saúde e educação.

Foi nesse cenário que Malcolm X se tornou um dos grandes líderes do nosso tempo, dedicando-se à construção e organização do Movimento Islâmico nos Estados Unidos (Black Muslim), defendendo os negros e a religião do islamismo. Em março de 1964, afastou-se do movimento e organizou a Muslim Mosque Inc, e mais tarde a Afro-Americana Unity, organização não religiosa.

Malcolm X foi um dos principais críticos do sistema americano. E por isso mesmo era visto pela classe dominante como uma ameaça a esse sistema. No dia 21 de fevereiro de 1965, na cidade de Nova Iorque, foi assassinado por três homens, que dispararam 16 tiros contra ele. Muitas de suas frases ficaram famosas. Veja alguns de seus pensamentos:

Sobre seu nome:

“Neste país o negro é tratado como animal e os animais não têm sobrenome”.

Sobre os americanos:

“Não é o fato de sentar à sua mesa e assistir você jantar que fará de mim uma pessoa que também esteja jantando. Nascer aqui na América não faz de você um americano”.

Sobre a liberdade:

“Você só vai conseguir a sua liberdade se deixar o seu inimigo saber que você não está fazendo nada para conquistá-la. Esta é a única maneira de conseguir a liberdade”.

Nelson Mandela

“A luta é minha vida”. A frase de Nelson Mandela, nascido em 1918, na África do Sul, resume sua existência. Desde jovem, influenciado pelos exemplos de seu pai e outras pessoas marcantes na sua infância e juventude, Mandela dedicou sua vida à luta contra a discriminação racial e as injustiças contra a população negra.

Mandela foi o fundador da Liga Jovem do Congresso Nacional Africano, em 1944, e traçou uma estratégia que foi adotada anos mais tarde pelo Congresso na luta contra o apartheid. A partir daí ele foi o líder do movimento de resistência a opressão da minoria branca sobre a maioria negra na África do Sul.

Hoje, ele ainda é símbolo de resistência pelo vigor com que enfrentou os governos racistas em seu país e o apartheid, sem perder a força e a crença nos seus ideais, inclusive nos 28 anos em que esteve preso (1962-1990), acusado de sabotagem e luta armada contra o governo. Nem mesmo as propostas de redução da pena e de liberdade que recebeu de presidentes sul-africanos ele aceitou, pois o governo queria um acordo onde o movimento negro teria que ceder. Ele preferiu resistir e em 1990 foi solto. Sua liberdade foi um dos primeiros passos para uma sociedade mais democrática na África do Sul, culminando com a eleição de Nelson Mandela como presidente do país em 1994. Um fato histórico onde os negros puderam votar pela primeira vez em seu país.

Ontem e hoje, o negro no Brasil

O Brasil foi a última nação da América a abolir a escravidão. Entre 1550 e 1850, data oficial do fim do tráfico de negros, cerca de 3.600.000 africanos chegaram ao Brasil. A força de trabalho desses homens produziu a riqueza do País durante 300 anos.

Apesar de a maior parte dos escravos não saber ler nem escrever, isso não significava que não tivessem cultura. Eles trouxeram para o Brasil seus hábitos, suas crenças, suas formas de expressão religiosa e artística, além de terem conhecimentos próprios sobre técnicas de plantio e de produção. Entretanto, a violência e a rigidez do regime de escravidão não permitiam que os negros tivessem acesso à educação.

Oprimido e explorado, o negro encontrava nas suas raízes africanas a força para resistir à dominação dos senhores nas suas fazendas. E muitos aspectos de sua cultura permaneceram vivos, como, por exemplo, a religião. O candomblé, ritual religioso com danças, oferendas e cultos para Orixás, atravessou a história e aparece como uma prova de preservação das raízes do povo africano no Brasil.

Foi somente em 13 de maio de 1888 que a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea, libertando todos os escravos. Mas para muitos essa liberdade não poderia mais ser aproveitada como deveria. Após anos de dominação, os negros foram lançados numa sociedade preconceituosa, de forma desarticulada, sem dinheiro, sem casa, sem comida, sem nenhuma condição de se estabelecer.

Hoje, no Brasil, ainda é possível ver os reflexos dessa história de desigualdade e exploração. Alguns indicadores referentes a população, família, educação, trabalho e rendimento e que são importantes para retratar de forma resumida a situação social de brancos, pretos e pardos, revelam desigualdades em todas as dimensões e áreas geográficas do País. Apontam, também, para uma situação marcada pela pobreza, sobretudo para a população de pretos e pardos.

Segundo dados da publicação Síntese de Indicadores Sociais – 2000 – que reúne dados de pesquisas do IBGE, em 1999, a população brasileira era composta por 54% de pessoas que se declararam brancas, 5,4% de pretas, 39,9% de pardas e 0,6% de amarelas e indígenas.

Em termos regionais, a população branca está mais concentrada no Sul (83,6%), a preta no Sudeste (6,7%), a parda no Norte (68,3%) e a população amarela e indígena também no Norte (1%).

As diferenças referentes à educação diminuíram nas duas últimas décadas, mas ainda são significativas. Em 1999, a taxa de analfabetismo das pessoas com 15 anos de idade ou mais era de 8,3% para brancos e de 21% para pretos e a média de anos de estudo das pessoas com 10 anos de idade ou mais é de quase 6 anos para os brancos e cerca de 3 anos e meio para pretos.

Apesar dos avanços nas últimas décadas na área da educação, com declínio do analfabetismo e aumento da escolarização e da escolaridade média, há muito que se fazer para alcançar níveis de qualidade, eficiência e rendimento do ensino compatíveis com as necessidades atuais e futuras de empregabilidade e de exercício da cidadania para a população jovem.

As diferenças são expressivas também no trabalho, onde 6% de brancos com 10 anos de idade ou mais aparecem nas estatísticas da categoria de trabalhador doméstico, enquanto os pardos chegam a 8,4% e os pretos a 14,6%. Por outro lado, na categoria empregadores encontram-se 5,7% dos brancos, 2,1% dos pardos e apenas 1,1% dos pretos.

A distribuição das famílias por classes de rendimento médio mensal familiar per capita indica que, em 1999, 20% das famílias cujo chefe é de cor ou raça branca tinham rendimento de até 1 salário mínimo contra 28,6% das famílias pretas e 27,7% das pardas.

Ainda em 1999, a população branca que trabalhava tinha rendimento médio de cinco salários mínimos. Pretos e pardos alcançavam menos que a metade disso: dois salários. Essas informações confirmam a existência e a manutenção de uma significativa desigualdade de renda entre brancos, pretos e pardos na sociedade brasileira.

Valorização do negro no Brasil.

Vale a pena você conhecer a atuação do Grupo de Trabalho para a Valorização da População Negra, ligado à Secretaria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça.

Este grupo é resultado de um longo período de amadurecimento de setores dos movimentos sociais negros que consideram importante e urgente lutar pela construção de uma verdadeira cidadania do negro brasileiro.

Composto por representantes de ministérios e secretarias e representantes da sociedade civil, o grupo é organizado em áreas temáticas como: informação, trabalho e emprego; comunicação; educação; relações internacionais; terra; políticas de ação afirmativa; mulher negra; racismo e violência; saúde; religião; cultura negra; esportes; legislação; estudos e pesquisas e assuntos estratégicos.

Discriminação racial no trabalho e na profissão

Atento às estatísticas que sempre apresentam uma realidade desfavorável para negros na colocação no mercado de trabalho, o governo federal vem desenvolvendo um trabalho de conscientização da população para o problema da discriminação racial no emprego e na profissão. Uma das ações foi a criação do Programa de Combate à Discriminação no Trabalho e na Profissão, desenvolvido pelo Ministério do Trabalho em 1995. No ano seguinte, contou com a parceria da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, do Ministério da Justiça.

Combate à Discriminação no Trabalho e na Profissão

Contando com o apoio de empresas privadas, o programa procura divulgar os conceitos e princípios da Convenção nº 111, da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que trata da discriminação no emprego, buscando promover a igualdade de oportunidades de trabalho a todas as raças. Além de atuar nos estados brasileiros, instalando núcleos regionais de combate à desigualdades de oportunidades no trabalho. Já foram instalados núcleos em Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul.

Outras desigualdades da nossa sociedade

As sociedades sempre utilizaram as diferenças de raça e de cor (e também de sexo, de idade, de classe social e de religião) para se criar distâncias e desigualdades entre as pessoas.

Dentre os vários grupos discriminados no Brasil, podemos citar as populações indígenas. Segundo dados da Fundação Nacional do Índio (FUNAI), existem hoje, no país, cerca de 345 mil índios, distribuídos em 562 terras indígenas. Estão divididos em 215 sociedades, sendo 70% destas concentradas nos estados do Amazonas, Acre, Roraima, Rondônia, Mato Grosso e Pará. A FUNAI ainda considera a existência de 53 grupos não contatados e ainda outros grupos não reconhecidos como indígenas, mas lutando por este reconhecimento. Como só são considerados aqueles indígenas que vivem em aldeias, cabe registrar que há ainda entre 100 e 190 mil deles vivendo fora delas.

Um longo processo de extermínio reduziu os índios a esse número. Pode-se citar o exemplo das línguas indígenas, que eram 1.300, há 500 anos, e hoje não são muito mais de 180.

Mas os índios e quem os representa permanecem lutando pelos seus direitos às terras. Um exemplo desta luta são as ações da Agenda 21 que é o documento mais completo assinado pelos países presentes à Conferência Mundial das Nações Unidas sobre Meio Ambiente – a Rio 92.

O documento sugere posturas que as sociedades deveriam assumir para que o planeta conseguisse equilibrar desenvolvimento com sustentabilidade no século 21. Além disso, o documento evidencia a forte ligação entre o respeito e a proteção aos costumes dos povos nativos e a sobrevivência no planeta. Esse respeito foi abordado como fundamental, e as sugestões a seguir, feitas naquele documento, são completamente pertinentes para mostrar a importante contribuição que os povos nativos deram e ainda têm a dar para toda a humanidade:

Reforçando o papel dos Povos Indígenas Os povos indígenas, que representam parte significativa da população mundial, dependem dos ecossistemas e recursos renováveis para manter seu bem-estar.

Por muitas gerações, eles expandiram tradições, conhecimentos técnicos, científicos e holísticos sobre suas terras, recursos naturais e meio ambiente. A habilidade indígena de usar práticas sustentáveis em seus territórios tem sido limitada por fatores econômicos, históricos e sociais.

Governos precisam reconhecer que os territórios indígenas necessitam ser protegidos de atividades ambientalmente doentias e de atividades que sejam consideradas cultural e socialmente inapropriadas. É necessário que se considerem as preocupações com os assentamentos de terras e o uso de seus recursos.

Alguns grupos indígenas poderão requerer grande controle sobre suas terras e gerenciamento próprio de seus recursos. Eles deverão também participar nas decisões desenvolvimentistas que os afetem e na criação de áreas protegidas, assim como de parques naturais.

Governos devem incorporar direitos e responsabilidades dos povos indígenas às legislações nacionais. Países devem também adotar leis e políticas de preservação das práticas indígenas costumeiras, proteger a propriedade indígena, incluindo suas idéias e conhecimento.

Os povos indígenas devem ter a permissão de participar ativamente da construção de leis e de políticas de manejo dos recursos e desenvolvimento que os afete.

Governos e organizações internacionais devem reconhecer os valores do conhecimento tradicional e das práticas de manejo de recursos que os povos indígenas usam para o meio ambiente e aplicá-los onde o desenvolvimento esteja em curso. Devem também prover os povos indígenas com tecnologias adequadas para o aumento da eficiência do manejo dos recursos.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Confira um pouco mais sobre o tema nos links abaixo:

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marco/dia-internacional-da-discriminacao-2.php

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marco/dia-internacional-da-discriminacao-3.php

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marco/dia-internacional-da-discriminacao-4.php

http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/marco/dia-internacional-da-discriminacao-5.php

21 de março também é o Dia Internacional da Síndrome de Down.

Também conhecida como Trissomia do cromossoma 21 é um distúrbio genético causado pela presença de um cromossomo 21 extra total ou parcialmente.

Recebe o nome em homenagem a John Langdon Down, médico britânico que descreveu a síndrome em 1862.[1] A sua causa genética foi descoberta em 1958 pelo professor Jérôme Lejeune.[2], que descobriu uma cópia extra do cromossoma 21.[3].

A síndrome é caracterizada por uma combinação de diferenças maiores e menores na estrutura corporal[4]. Geralmente a síndrome de Down está associada a algumas dificuldades de habilidade cognitiva e desenvolvimento físico, assim como de aparência facial. A síndrome de Down é geralmente identificada no nascimento.

Pessoas com síndrome de Down podem ter uma habilidade cognitiva abaixo da média, geralmente variando de retardo mental leve a moderado. Um pequeno número de afetados possui retardo mental profundo. É o distúrbio genético mais comum, estimado em 1 a cada 800 ou 1000 nascimentos.

Muitas das características comuns da síndrome de Down também estão presentes em pessoas com um padrão cromossômico normal. Elas incluem a prega palmar transversa (uma única prega na palma da mão, em vez de duas), olhos com formas diferenciadas devido às pregas nas pálpebras, membros pequenos, tônus muscular pobre e língua protrusa. Os afetados pela síndrome de Down possuem maior risco de sofrer defeitos cardíacos congênitos, doença do refluxo gastroesofágico, otites recorrentes, apneia de sono obstrutiva e disfunções da glândula tireóide.

A síndrome de Down é um evento genético natural e universal, estando presente em todas as raças e classes sociais.

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Down

Em função da agenda de hoje fico devendo os demais aspectos históricos relacionados ao dia 21 de Março. Espero que entendam.

Vejam a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique. Obrigado a cada um (a) de vocês por esta caminhada feliz!

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Um ótimo dia a vocês!

Apio Vinagre Nascimento
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Se eu morresse amanhã! – Álvares de Azevedo

Se eu morresse amanhã, viria ao menos

Fechar meus olhos minha triste irmã;

Minha mãe de saudades morreria

Se eu morresse amanhã!

Quanta glória pressinto em meu futuro!

Que aurora de porvir e que manhã!

Eu perdera chorando essas coroas

Se eu morresse amanhã!

Que sol! que céu azul! que dove n’alva

Acorda a natureza mais loucã!

Não me batera tanto amor no peito

Se eu morresse amanhã!

Mas essa dor da vida que devora

A ânsia de glória, o dolorido afã…

A dor no peito emudecera ao menos

Se eu morresse amanhã!

Amor – Álvares de Azevedo

Amemos! Quero de amor
Viver no teu coração!
Sofrer e amar essa dor
Que desmaia de paixão!
Na tu’alma, em teus encantos
E na tua palidez
E nos teus ardentes prantos
Suspirar de languidez!
Quero em teus lábio beber
Os teus amores do céu,
Quero em teu seio morrer
No enlevo do seio teu!
Quero viver d’esperança,
Quero tremer e sentir!
Na tua cheirosa trança
Quero sonhar e dormir!
Vem, anjo, minha donzela,
Minha’alma, meu coração!
Que noite, que noite bela!
Como é doce a viração!
E entre os suspiros do vento
Da noite ao mole frescor,
Quero viver um momento,
Morrer contigo de amor

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NOTA À IMPRENSA E AOS AMIGOS – Por MV Bill

Divulgamos em nosso blog a Nota Pública, enviada pelo amigo MV Bill, em resposta a noticias veiculadas nos órgãos de imprensa do país. Nos solidarizamos com Bill e toda a sua família, em tempo que colocamos nosso blog a sua disposição.

Abraços guerreiro.

Confira abaixo, a nota à imprnsa:

Caros amigos,

Gostaria de esclarecer os lamentáveis fatos que envolveram o meu nome e o de minha família, hoje, na imprensa. E salientar que a partir de amanhã (21/03) estarei disponível para falar pessoalmente sobre todos os fatos que relato a seguir:

Infelizmente, minha irmã sofre, já há alguns anos, de um grave problema de saúde. Não são raras crises psicológicas, que nos trazem, como família, grande preocupação e mau estar.

Ontem (segunda), no fim da manhã, fomos informados que essa nossa irmã estava sofrendo de uma uma dessas crises. Imediatamente, saímos, eu e minha outra irmã, Kamila, para socorrê-la e trazê-la de volta para casa, coisa que fizemos por volta de 11 horas. Saliento que os filhos dessa minha irmã enferma, de 10, 13 e 15 anos, moram comigo desde que nasceram, fato que me traz imensa satisfação.

Pois bem, em determinado momento do dia, precisei me ausentar (tive que levar minha sobrinha, filha dessa minha irmã, à UPA da Cidade de Deus) e ela aproveitou para sair novamente, à revelia, de nossa casa. De forma desequilibrada, ficou andando pela Cidade de Deus e, depois, foi à delegacia, contar o fato que nunca existiu, e que hoje permeiam as páginas da imprensa. Esse delírio foi confirmado por ela mesma, que depois de mais calma, voltou à mesma delegacia para desmentir (fato que pode ser confirmado pelas autoridades policiais, certamente).

Nesse instante, nossa família já estava desesperada, atrás novamente de seu paradeiro. Quando a localizamos junto com a mãe, e juntas retornaram a minha casa. Gostaria de dizer que eu e nem minha família estamos preocupados com a repercussão desse caso, que trata-se, nada mais, nada menos, que um drama familiar. Minha única preocupação, hoje, é com meus sobrinhos e com a plena recuperação da saúde de minha irmã. Estive hoje na delegacia para contar a versão verdadeira do caso. Me apresentei de forma espontânea, sem ser intimado. Fiz porque entendo ser importante esclarecer tudo o que aconteceu, inclusive para o bem dela. Quero, na verdade, pôr um ponto final nessa triste história.

Ainda hoje (dia 20/3) levarei minha irmã a um médico especializado para tratamento específico a sua enfermidade. Ela ter aceitado ir voluntariamente para nós já é uma grande vitória. Minha vida, como todos sabem, sempre foi um livro aberto, especialmente no que diz respeito a não-violência e pelo social. Mas demorei um pouco para escrever esta nota porque ela envolve um drama familiar e a exposicao das crianças. A final minha irmã é dependente e muitas vezes incapaz, tanto assim que cuido desde o nascimento de todos os seus filhos. Não houve agressão alguma e ela esta agora com as crianças sob meus cuidados.

Compreendo quem, sem saber da verdade, acabou me julgando e, até, me condenando. Mas sugiro que todos saibam o que realmente aconteceu, que lembrem da minha trajetória, e que nunca, jamais, faria mal a uma pessoa, ainda mais minha irmã, que tanto amo e cuido. Entendam: ela precisa de tratamento.

lamento ter esse tipo de exposicao sem fundamento mas que sirva de exemplo sobre os problemas que as familias precisam enfrentar para cuidar dos parentes que precisam de amparo.

Forte abraço em todos,

MV Bill e família

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Leonardo Boff: “Desta vez não haverá Arca de Noé” – Por Daniela Pastrana*

Leonardo Boff, pseudônimo de Genézio Darci Boff (Concórdia, 14 de dezembro de 1938), é um teólogo brasileiro, escritor e professor universitário, expoente da Teologia da Libertação no Brasil. Foi membro da Ordem dos Frades Menores, mais conhecidos como Franciscanos. É respeitado pela sua história de defesa pelas causas sociais e atualmente debate também questões ambientais.

Leonardo Boff ingressou na Ordem dos Frades Menores em 1959 e foi ordenado sacerdote em 1964. Em 1970, doutorou-se em Filosofia e Teologia na Universidade de Munique, Alemanha. Ao retornar ao Brasil, ajudou a consolidar a Teologia da Libertação no país. Lecionou Teologia Sistemática e Ecumênica no Instituto Teológico Franciscano em Petrópolis (RJ) durante 22 anos. Foi editor das revistas Concilium (1970-1995) (Revista Internacional de Teologia), Revista de Cultura Vozes (1984-1992) e Revista Eclesiástica Brasileira (1970-1984).

Seus questionamentos a respeito da hierarquia da Igreja, expressos no livro Igreja, Carisma e Poder, renderam-lhe um processo junto à Congregação para a Doutrina da Fé, então sob a direção de Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. Em 1985, foi condenado a um ano de “silêncio obsequioso”, perdendo sua cátedra e suas funções editoriais no interior da Igreja Católica. Em 1986, recuperou algumas funções, mas sempre sob severa vigilância. Em 1992, ante nova ameaça de punição, desligou-se da Ordem Franciscana e pediu dispensa do sacerdócio. Sem que esta dispensa lhe fosse concedida, uniu-se, então, à educadora popular[1] e militante dos direitos humanos Márcia Monteiro da Silva Miranda, divorciada e mãe de seis filhos. Boff afirma que nunca deixou a Igreja: “Continuei e continuo dentro da Igreja e fazendo teologia como antes”, mas deixou de exercer a função de padre dentro da Igreja,.[2][3]

Sua reflexão teológica abrange os campos da Ética, Ecologia e da Espiritualidade, além de assessorar as Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) e movimentos sociais como o MST. Trabalha também no campo do ecumenismo.

Em 1993 foi aprovado em concurso público como professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, onde é atualmente professor emérito.

Foi professor de Teologia e Espiritualidade em vários institutos do Brasil e exterior. Como professor visitante, lecionou nas seguintes instituições: de Universidade de Lisboa (Portugal), Universidade de Salamanca (Espanha), Universidade Harvard (EUA), Universidade de Basel (Suíça) e Universidade de Heidelberg (Alemanha). É doutor honoris causa em Política pela universidade de Turim, na Itália, em Teologia pela universidade de Lund na Suécia e nas Faculdades EST – Escola Superior de Teologia em São Leopoldo (Rio Grande do Sul). Boff fala fluentemente alemão.

Sua produção literária e teológica é superior a 60 livros, entre eles o best-seller A Águia e a Galinha. A maioria de suas obras foram publicadas no exterior.

Atualmente, viaja pelo Brasil dando palestras sobre os temas abordados em seus livros e tambem em encontros da Agenda 21. Vive em Petrópolis (RJ) com a educadora popular Márcia Miranda.

A tarefa coletiva da humanidade é buscar o equilíbrio com a natureza. Cada um tem de fazer sua parte, ser mais com menos. O problema não é o dinheiro, afirma nesta entrevista exclusiva o escritor e teólogo brasileiro Leonardo Boff.

Cidade do México, México, 27 de dezembro (Terramérica). – “O mercado não resolverá a crise ambiental” afirma o teólogo e ecologista Leonardo Boff, professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. A solução, insiste, está na ética e na luta dos povos originários para mudar a relação com a natureza. Boff, que ensina ética, filosofia da religião e ecologia, é um dos principais representantes da Teologia da Libertação, corrente progressista da Igreja Católica na América Latina, escreveu mais de 60 livros e dedicou os últimos 20 anos a promover o movimento verde.

Foi um dos 23 incentivadores da Carta da Terra em 2000 e, um ano depois, recebeu o Right Livelihood Award, conhecido como Prêmio Nobel Alternativo, concedido a personalidades destacadas na busca de soluções para os problemas globais mais urgentes. “Se não mudarmos, vamos ao encontro do pior… Ou nos salvamos ou pereceremos todos”, disse Boff em uma entrevista concedida ao Terramérica na capital mexicana, após assistir como observador a 16ª Conferência das Partes (COP 16) da Convenção Marco das Nações Unidas sobre Mudança Climática, realizada este mês em Cancún.

Terramérica: Como avalia a COP 16?

Leonardo Boff: O que predominou, salvo nos últimos dois dias, foi um clima de decepção, de fracasso. No entanto, surpreendentemente, houve três convergências: o compromisso de lutar para a temperatura mundial não subir dois graus, a criação do Fundo Climático Verde de US$ 30 bilhões (para 2012) a fim de ajudar os países mais vulneráveis, um sinal de solidariedade interessante, e a criação de um grande fundo para a redução do desmatamento e da degradação das florestas, porque aí está a causa principal do aquecimento global.

Terramérica: Como entender a posição da Bolívia, único país que não aceitou esses compromissos?

LB: A Bolívia parte da tese de que a Terra é Pachamama, um organismo vivo que deve ser respeitado, cuidado, e não apenas explorado. É uma visão contrária à dominante, que está no contexto da economia: vender bônus de carbono, por exemplo, que significa ter direito de contaminar. As sociedades dominantes veem a Terra como um baú de recursos que podem ser usados infinitamente, embora seja preciso fazer isso com sustentabilidade, porque são escassos. Não reconhecem dignidade e direito aos seres da natureza, os veem como meios de produção e sua relação é de utilidade. Estes são temas que não entram em Cancún, nem em nenhuma COP.

Terramérica: Por que teriam que entrar?

LB: Porque o sistema que criou o problema não vai nos tirar dele. Se cada país tem de crescer um pouco ao ano e ao fazê-lo degrada a natureza e aumenta o aquecimento, então este sistema é hostil à vida.

Terramérica: O argumento é que é necessário para o desenvolvimento…

LB: O que significa crescer? Explorar a natureza? Exatamente este tipo de crescimento e desenvolvimento pode nos levar a um abismo, porque os seres humanos estão consumindo 30% mais do que a Terra pode repor. Aí está um ciclo vicioso. A China não pode contaminar 30%, como faz, porque a poluição não fica só a China e entra no sistema global. O problema é a relação do ser humano com a Terra, porque é violenta, de punho fechado… Enquanto não mudarmos isso, vamos ao encontro do pior. E desta vez não há uma Arca de Noé. Nos salvamos ou perecemos todos.

Terramérica: É tão grave?

LB: Há regiões do mundo que mudaram tanto que já são inabitáveis. Por isto, há 60 milhões de refugiados na África e no sudeste da Ásia, que são os mais afetados e os que menos contaminam. Se não pararmos isso, nos próximos cinco ou sete anos serão cem milhões de refugiados climáticos, e isso vai criar um problema político.

Terramérica: Qual o papel da América Latina?

LB: É a região que mais possibilidade tem de uma contribuição positiva para a crise ecológica: tem as maiores florestas úmidas e reservatórios de água, a maior biodiversidade e, talvez, as maiores áreas para colheitas. Porém, ainda há uma insuficiente consciência ecológica em grande parte da população. E, por outro lado, existe uma invasão muito perigosa de grandes empresas que estão se apropriando de vastas regiões. É uma apropriação de bens comuns em função de benefícios particulares. No Brasil, Chile, Argentina e Venezuela, aos poucos, se dão conta do novo jogo do capital: uma grande concentração de meios de vida para garantir o futuro do sistema.

Terramérica: Quais as opções?

LB: Temos dinheiro e tecnologia. Falta vontade política e a sensibilidade com a natureza e a humanidade que sofre. Isto deve ser resgatado. E, junto com a ética do cuidado, segue a ética da cooperação. Agora se impõe a cooperação de todos com todos.

Terramérica: É possível? O que deve ser feito?

LB: Existem movimentos, especialmente em grupos que veem como suas terras são divididas, como a Via Camponesa e os Sem-Terra do Brasil. E os indígenas, que não veem a Terra apenas como um instrumento de produção, mas como uma extensão de seu corpo, e dela necessitam para garantir sua identidade. Estamos buscando o equilíbrio e esta é a tarefa coletiva da humanidade que o mercado e a economia não vão resolver. Cada um tem de fazer sua parte, ser mais com menos, ter um senso da justa medida. O problema não é de dinheiro.

Fonte: www.cartacapital.com.br

Crédito da foto: Arquivos fotográficos da TV Brasil

Foto disponível para Download sob uma licença Creative Commons no site http://www.flickr.com/photos/tvbrasil/5021407916/sizes/o/in/photostream/

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Impacto da música baiana na transformação da moral social: reflexões filosóficas – por Gel Varela *

É perceptível e observável que a música como manifestação natural sempre esteve presente em todas as culturas e civilizações. Desde o princípio dos tempos ela tem sido expressão do ser humano enquanto produtor e produto da mesma, demonstrando experiências individuais e coletivas no campo do comportamento, costumes e hábitos.

A música assemelha-se à linguagem: ela diz algo frequentemente humano. Os sentimentos despertados pela música podem levar à percepção e despertar a compreensão do ser humano quanto ao viver, estar e pertencer ao mundo, a partir dos efeitos emocionais e psicológicos do existir e do interagir em sua forma integral.

Porém, diante da constatação factual de que a cultura musical baiana de massa – caracterizada por estilos de música como “Axé” e “Pagode” –, construída, desenvolvida, midializada, mantida e explorada pela indústria cultural na atualidade, circula em todos os ambientes sociais, tempo em que manifesta como resultado, através de algumas atrações deste seguimento, uma ausência de razão, bom senso e boa intenção, caracterizada, inclusive, pela falta de moral, ética e estética, nos leva inclusive, a observar na sociedade um evidente “apagão” de experiências honradas, no que diz respeito à concepção da “arte da música” como elemento transformador da consciência do ser humano, quer seja no campo individual, quer seja para a coletividade; pois é flagrante a presença de um discurso de massa alienado na música baiana, revestido por uma harmonia pobre e repetitiva, ainda que decorada com um excesso de fragmentos percussivos para a promoção do “balanço”, do “molejo”.

É claro o objetivo da música de massa: estimular no ser humano movimentos frequentes nos punhos e na cintura, o que o filósofo Platão chamaria de estímulo às “almas irascíveis e do apetite”, disseminando claramente a violência e a volúpia, contribuindo, finalmente, com o processo do consumo e do comportamento alienado.

Assim, se torna cada vez mais evidente o quanto a música baiana de massa vem dando demonstrações da promoção da agressividade e da erotização precoce na juventude, de modo que não se pode precisar a que fim isso possa chegar. Por isso, diziam os antigo, quanto mais ruidosa é a música, tanto mais melancólicos se tornam os homens, tanto mais decadente o país.

No entanto, cumpre considerarmos que, uma vez identificadas as consequências da agressividade e erotização precoce provocada pela música, torna-se evidente a imperiosa necessidade de tentarmos contribuir para reverter a ampliação do caos, contendo e/ou minimizando tal problema, através de uma proposta de Educação que utilize o real da música, sua magia, harmonia, ritmo e discurso, pois a música enquanto discurso, linguagem e expressão do ser humano, poderá contribuir para a manifestação das Virtudes ou dos Vícios.

Tanto a boa música produz um bom caráter, como um bom caráter produz uma boa música, em uma dialética ascendente, pois, quando o ser humano, enquanto artista/músico usa o ignóbil como base de suas ações/canções do seu dia a dia de relações/composições, demonstra haver em si a falta de grandeza, graça e gratidão significativas, e, na sociedade: produz a incisiva quebra de valores nobres; fomenta a dúvida do valor de toda experiência honrada na música; dá margem para o uso da falta de razão, bom senso e boa intenção na cultura; bem como fomenta a fragmentação de toda educação da espécie. E não é isso que queremos ver florecer na sociedade.

Já tivemos, na nossa própria história, exemplos honrados na musicalidade baiana, como Moraes Moreira, Armadinho Macêdo, Aroldo Macêdo, representantes da geração do Trio Elétrico Dodô e Osmar, que transmitiam um sentimento de liberdade, entusiasmo e alegria contagiantes, principalmente na década de 1970, quando o carnaval já era considerado o grande fenômeno produzido pela música espontânea na Bahia, ou seja, música produzida por um espírito livre e de simplicidade autêntica, capaz de conduzuir uma multidão de maneira a promover a alegria e a ordem desprovida de interesses financeiros, ao contrário dos dias de hoje em que promovemos a euforia e a desordem, com fins mercadológicos, e pior, em nome da promoção da alegria.

Verificamos dois claros exemplos da música espontânea com discurso em prol da ordem, trabalhadas pelos artistas supracitados: “A bordo dessa marcha lenta a gente se orienta, no passo, aqui quem erra, é por escolha.” (Aroldo Macedo, Abordo de 85, 1984, Trio Életrico Dodô e Osmar). Essa música tem um forte apelo à ordem, à unidade de comportamento, dando direcionamento, ritmo e pulsação com expressão de alegria. “Não nego tirei a máscara, que até agora escondeu meu sentimento: a mais rara das jóias que Deus me deu.” (Mores Moreira e Aroldo Macêdo, Vida e Carnaval 1980, Trio életrico Dodo e Osmar). Neste segundo exemplo, percebemos um discurso que arremessa o sujeito pensante, ainda que entretido, à concepção reflexiva de disposição de caráter, valorando a dimensão intrapessoal do ser, o sentimento. Por fim, vemos em Moraes Moreira um grande “toque” no sentido de não transformar alegria em euforia: Outro exemplo: “Carnaval não brigo, carnaval eu brinco, desabafo com amor a minha dor, alegria desafia a violência.” (Osmar Macêdo e Moraes Moreira, Alegria desafia a Violência – Taiane, 1980).

Tivemos também como produto desse entusiasmo peculiar da época o movimento da Tropicália, com músicas permeadas por um forte discurso transformador, revolucionário, político e questionador daquela realidade, a nós presenteadas por muitos artistas, tais como: Tom Zé, Caetano Veloso e Gilberto Gil. Este último consagradamente representa em si a grande capacidade sintética de usar ritmos, harmonia e discursos para uma construção moral de uma ética humanista e libertadora, com, por exemplo, suas obras musicais “Se eu quiser falar com Deus” e “Realce” com as quais este artista arremessa o sujeito pensante às mais profundas reflexões da Vida.

A partir dos anos 1980, a onda da indústria cultural começa a agir e a interagir de maneira mais forte com a nossa cultura musical, criando um novo conceito para nossa música espontânea, o “Axé Music”; e, com isso, o fetichismo se instala. Inicialmente, nos convida, enquanto ouvintes, aos mesmos ideais de alegria existentes fortemente até aquele momento, porém com um dircurso que buscava definir a Bahia como uma referência turística; e a nossa música passa a ser mera ferramenta publicitária para este fim.

O conceito Axé Music tem um estilo marcado por canções fáceis, curtas, animadas e que fazem alusões recorrentes ao sol, às praias e às belezas naturais de Salvador, da Bahia, do Brasil e, é claro, ao carnaval. Uma mistura de sons, compassos e coreografias – Abandonando o a riqueza do discurso aprofundado, pacifista e ordeiro da geração anterior. “Um gênero composto por guitarras, baterias, teclados, violão e, principalmente, percussão. Eclético e, ao mesmo tempo, com um ritmo próprio e único. As melodias são quase sempre associadas ao verão e à sensualidade baiana.” (MOURA, 2001, p. 215 apud SILVA, 2009, p.16).

Um dos resultados deste modelo é a construção de um discurso unidimenciolnal, horizontal, sem nenhum complemento filosófico, fazendo com que os ouvintes se tornem meros consumidores passivos que não exercitam nenhuma crítica ao padrão estético que tenta ser globalizado.Tal modelo exerce fascínio com um pretexto de ser uma canção prazerosa divertida e inocente; porém tal apelo, com suas variantes, exerce forte coercitividade, fazendo com que, gradativamente, o prazer ingênuo se torne volúpia no ser humano e se amplie como lascívia na sociedade.

Contudo, fica evidenciado que nos ultimos anos a nossa música passou a ser pano de fundo a serviço do entretenimento mercadológico. Pois a música que era de um caráter divertido e reflexivo passa a ser apenas uma música meramente divertida, comprometida com a distração; portanto, alienada em si mesmo, pois assume ela em toda parte, e sem que se perceba, o trágico papel que lhe competia ao tempo e na situação do cinema mudo.

Se perguntarmos a alguém se “gosta” de uma música de sucesso lançada no mercado, não conseguiremos furtar-nos à suspeita de que o gostar e o não gostar já não correspondem ao estado real, ainda que a pessoa interrogada se exprima em termos de gostar e não gostar. Em vez do valor da própria coisa, o critério de julgamento é o fato de a canção de sucesso ser conhecida de todos; gostar de um disco de sucesso é quase exatamente o mesmo que reconhecê-lo.

Uma música sem dicurso, sem questionamento, é mera decoração superficial de um produto a serviço da lucratividade dos ditos empreendedores da música de entretenimento da cena cultural baiana. Esse padrão musical atuante, que se repete até os dias de hoje, produz a aniquilação do gosto pela sabedoria na música.

Concluímos, então, dedutivamente, que, na atualidade, a falta de educação na música considerada de massa, aqui entendida como “Axé” e “Pagode”, recebeu influência direta do processo histórico da falta da música na educação, pois, com efeito, a música atual, na sua totalidade, é dominada pela característica de mercadoria, tornando-se efêmera, fugaz e de gosto duvidoso.

Assim, fazendo uso da clareza da razão, é possível afirmarmos que a inserção da música na educação não é mais uma opção disponivel, mas sim uma imposição necessária, definida, inclusive, por lei (a Lei 11.769). Acredito que se essa Lei for bem aplicada, não precisaremos da Lei anti-baixaria.

* Gel Varela é filósofo, músico, professor e Assessor da Secretaria de Educação de Lauro de Freitas.

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Postado originalmente em Espaço de Sobrevivência:

Já nos meados do século XIX Karl Marx escreveu profeticamente que a tendência do capital ia na direção de destruir as duas fontes de sua riqueza e reprodução: a natureza e o trabalho. É o que está ocorrendo. A capacidade de o capitalismo adaptar-se a qualquer circunstância chegou ao fim.

Leonardo Boff

Tenho sustentado que a crise atual do capitalismo é mais que conjuntural e estrutural. É terminal. Chegou ao fim o gênio do capitalismo de sempre adaptar-se a qualquer circunstância. Estou consciente de que são poucos que representam esta tese. No entanto, duas razões me levam a esta interpretação.

A primeira é a seguinte: a crise é terminal porque todos nós, mas particularmente, o capitalismo, encostamos nos limites da Terra. Ocupamos, depredando, todo o planeta, desfazendo seu sutil equilíbrio e exaurindo excessivamente seus bens e serviços a ponto de ele não conseguir, sozinho, repor o que lhes foi sequestrado…

Ver original 600 mais palavras

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Política de combate à fome de Lauro de Freitas é modelo para comitiva de 18 países

Uma comitiva de pesquisadores e técnicos de governo de 18 países conheceu, nesta segunda-feira (12), a experiência de Lauro de Freitas em segurança alimentar, em especial o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). Destaque nacional na implantação, fiscalização e efetivação do programa, o município foi indicado pelo Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome (MDS) no roteiro dos países que vieram ao Brasil conhecer os programas de segurança alimentar e nutricional, entre eles Colômbia, México, Tunísia, Cabo Verde, Zimbabwe, Egito, Honduras, Peru, Líbano, São Tomé, Camarões, Guiné, Guiné Bissau, Bolívia e Equador.

As delegações foram recepcionadas pela secretária de Assistência Social e Cidadania (Semasci) Maria de Lourdes Lobo. A visita começou pela Central do Bolsa Família, na Estrada do Coco, seguindo para a Cozinha Comunitária e Banco de Alimentos, em Portão, onde conversaram com agricultores e beneficiários, e depois ao Restaurante Popular, no Centro, que serve três mil refeições/dia. O cardápio agradou e os comentários foram os mais positivos. Celso Sousa Pontes, de São Tomé e Príncipe, disse que volta satisfeito para casa. “Levamos o melhor que aprendemos aqui para ver a possibilidade de implantar em nossos países. Falo em nome de todos”, disse parabenizando a prefeita Moema Gramacho.

Impressionada com a multiplicidade de programas utilizados para combater a fome, a comitiva indagou a prefeita se por ser mulher era mais fácil ter êxito nas questões sociais. Moema lembrou que todo o processo de erradicação da pobreza teve início com o ex-presidente Lula. “Não limitamos esforços para acabar com a fome em Lauro de Freitas. O que estiver ao nosso alcance será feito. O compromisso é a chave para qualquer gestor, seja ele homem ou mulher. Nós, mulheres, pela herança histórica adquirida de cuidado com a família, temos maior sensibilidade. Mas o que faz a diferença é o compromisso, acima do gênero”.

A impressão sobre a execução dos projetos sociais em Lauro de Freitas superou a expectativa de Clara Furtado, de Cabo Verde. “A organização e a estrutura é boa. Vou tentar passar para meus colegas como faz diferença quando todos sabem o seu papel. Aqui percebo isso, que cada um desempenha seu trabalho com satisfação”. Para Regina Ntumngia, de Camarões, projetos que envolvem melhoria para as crianças têm “uma estima” maior para ela. “No meu país os jovens ficam mais focados na globalização, na internet o máximo de tempo possível. Acredito que a escola precisa ser integral e percebi que tem projetos aqui realizados no horário oposto à escola tirando crianças das ruas. Com relação à merenda escolar, vou sugerir que seja implantado lá”, aprovou.

Feliz com a impressão que as políticas públicas da área social causam em quem visita o município, Lourdes Lobo lembrou que nem sempre se tem esse reconhecimento dos munícipes. “O reconhecimento de outros países serve para ter uma noção maior da magnitude do que está sendo feito em Lauro de Feitas e, infelizmente, ainda há moradores que desconhecem a maneira de agir quando há necessidade de buscar benefícios que possam ter direito”.

Essa não é a primeira comitiva estrangeira a visitar Lauro de Freitas. Em novembro do ano passado, uma delegação de 32 países fizeram esse mesmo roteiro, conversando com agricultores e beneficiários dos programas sociais implantados no município.

Balanço – Das 40 mil famílias que vivem em Lauro de Freitas 16 mil são beneficiárias do Programa Bolsa Família. O déficit habitacional diminuiu com a entrega de quase duas mil casas. Outras cinco mil estão previstas para entrega até dezembro deste ano. O PAA atende 22 instituições. Em 2010 elas foram beneficiadas com 62.969,10 kg de produtos, em 2011 294.695,94 kg, e em 2012, até fevereiro, 62.944,37 Kg.


Departamento de Comunicação – DECOM
3288-860 ou 3288-8764
9609-1188 ou 9609-1614

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BIG BROTHER, O LIXO E A CENSURA – Por Antonio Lins*

A liberdade de expressão é um direito e requisito básico para a existência de uma sociedade democrática. Esse direito é incompatível com qualquer tentativa de tutela do Estado no que diz respeito a interface dos cidadãos com a mídia.

Foi com base nesse princípio que o Supremo Tribunal considerou inconstitucional parte da legislação que estabelece a imposição de multa a emissoras de televisão que exibam programas fora dos horários estabelecidos pela classificação definida pelo Ministério da Justiça. Sem considerar o princípio de que numa sociedade democrática não cabe ao Estado tutelar o cidadão em seu livre-arbítrio, exercido nos limites da lei e do bom senso, a legislação estabelece que cabe ao Estado, em caráter indicativo, sugerir o horário mais adequado para a exibição de programas de televisão.

Essa responsabilidade, a de educar, o que significa também incutir valores éticos, cabe aos pais, e não ao Estado.
Está claro que a tendência de os pais negligenciarem a necessidade de impor limites aos filhos contribui negativamente para a formação de pessoas preparadas para o convívio social.

Por outro lado, está claro também que muitas vezes as emissoras de TV, movidas pela obsessão da conquista de audiência, negligenciam a responsabilidade de pautar sua programação por conteúdos culturalmente saudáveis, quando não, permite que ela seja claramente nociva, como o é caso do pernicioso Big Brother. É ai que se coloca a questão de saber quem deve decidir- o que é ou não nocivo num programa de televisão. Transferir essa responsabilidade para o Estado significa admitir a censura oficial, com todos os riscos que isso implica para as liberdades individuais.

Ao argumento de que o Estado deve atuar na proteção da família, cabe contrapor o de que a lei civil e penal brasileira já dispõe de eficiente instrumental para esse fim, que sempre poderá ser aperfeiçoado toda vez que as demandas sociais o exigirem. O princípio fundamental do sistema democrático de governo não é atribuir ao Estado o poder de controlar o cidadão. É exatamente o contrário.

* Antonio Lins. Poeta e jornalista alins@uol.com.br

Fonte: http://www.hotelurbano.com.br

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