Reflexão para os jovens – Por Moema Gramacho

Poderia neste momento decisivo da vida dos brasileiros convidar para reflexão os prefeitos e prefeitas com os quais tive a honra de articular politicamente nestes últimos meses a campanha da nossa candidata a Presidente. Mas prefiro me dirigir aos jovens, primeiro porque os prefeitos reconhecem os avanços que o governo Lula implantou no país, com reflexos diretos nos municípios, onde, de fato, a vida acontece. Lembram-se que na 1ª Marcha dos Prefeitos à Brasília, na gestão FHC, foram recebidos por cachorros e cacetetes, enquanto Lula disponibilizou todos os Ministérios para acolher os municipalistas.

E a cada Marcha se ampliam as conquistas. Antes a União só repassava para os municípios 13%, muitas vezes indiretamente, passando primeiro pelo Estado. Hoje são 19% direto para o município. Foi também com Lula que conquistamos mais 1% do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). Por tudo isso e mais é que Lula é considerado o Presidente mais Municipalista da história deste país. Portanto não preciso me preocupar com os prefeitos, até porque eles sabem que o que está faltando Dilma continuará fazendo, haja vista os PACs e o Minha Casa Minha Vida, dentre outros programas federais, e nem é preciso falar do bolsa família e da sua importância econômica e de inclusão social.

Mas gostaria mesmo de falar para os jovens. Aqueles que há 8 anos atrás deveriam ter entre 8 e 16 anos, que não se recordam dos governos anteriores a Lula, dos neo-liberais, dos neo-ditadores ou da própria ditadura. É a esse público que me dirijo pois, talvez, não tenham sido contadas a ele as histórias reais; muitas delas sequer constam em livros. Vale a pena revisitar a história para reflexão. Imaginem uma geração em que um jovem de 18 anos não podia dizer o que pensa, não tinha acesso a informações, não escolhia em quem votar, não podia falar em política, direitos, liberdade, sequer podia se organizar para lutar por condições dignas de trabalho. E se fosse mulher, pior ainda.

Imagine você, com 18 anos sem acesso a informações – internet era ficção – com filmes e músicas censuradas, sem poder se manifestar nas ruas, sem direito a votar e ser votado, proibido de falar de política e se organizar para lutar por seus direitos sob pena de ser preso. Na prisão, longe da família, muitas vezes a família sequer sabia para onde tinha sido levado, sofria toda forma de tortura. Abusos, espancamentos, humilhações. Mas a pior tortura, mais que a física que mutila e mata, é a da covardia dos torturadores que com o argumento da força, tentavam sequestrar o pensamento de um jovem; fazê-lo delatar companheiros que pensavam como ele para extirpar suas ideias e ideais.

Agora, imaginem que uma jovem mulher, na flor da idade, tenha passado por tudo isso e, após três anos presa, não tenha delatado nenhum companheiro, não tenha vendido seus sonhos, não tenha deixado a dor ferir seus ideais. Ao contrário, superou a solidão, as angústias da incerteza sobre o dia seguinte, as marcas das cicatrizes. Imaginem que essa jovem casa, tem uma filha, conclui seus estudos; se capacita para mais uma vez se superar e assume funções que só eram exercidas por homens até então. E o faz com tanta competência que foi escolhida pelo melhor presidente que o Brasil já teve – 83% de aprovação popular – para disputar a sua sucessão. Essa mulher que o povo acolheu e que como você, jovem, sonhou com um Brasil melhor é Dilma Roussef.

Primeiro, o operário que por reconhecer a importância do estudo que ele não teve oportunidade de ter, buscou proporcionar para milhões de brasileiros com a implantação de 16 novas universidades, 214 novas escolas técnicas, o ProUni, cotas para negros; ampliou o ensino fundamental e investiu em cultura e lazer como inclusão por meio dos programas Segundo Tempo, Escola Aberta, o Mais Educação, dentre outros que elegem o jovem como prioridade.

Agora é a vez da mulher que, mais do que ninguém, sabe o que é cercear a liberdade e os direitos de um jovem. Que sabe que o futuro de uma Nação depende do cuidado que se tenha com suas crianças e sua juventude.

“É Dilma, sim. Porque eu não penso só em mim”, frase que ouvi jovens bradando e despertou em mim o desejo de escrever este texto. O sonho de milhões de jovens brasileiro é o mesmo dos companheiros que sobreviveram á ditadura, é o mesmo meu, de Wagner, de Lula, das mulheres e dos homens que acreditam nas mulheres. Enfim, o sonho que sonhamos juntos e tem se transformado em realidade: um Brasil seguindo em frente.

É por tudo isso e muito mais que Lauro de Freitas, a Bahia e o Brasil votam Dilma Presidente!

Moema Gramacho é prefeita de Lauro de Freitas e coordenadora da campanha de Dilma para os prefeitos (as) do Nordeste

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