Trabalhando com Poesia

“… Sabe o que eu queria agora, meu bem…? Sair chegar lá fora e encontrar alguém, que não me dissesse nada, não me perguntasse nada também… Que me oferecesse um colo ou um ombro, onde eu desaguasse todo desengano. mas a vida anda louca, as pessoas andam tristes, meus amigos são amigos de ninguém… Sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior, pra entender porque se agridem, se empurram pro abismo, se debatem, se combatem sem saber… Meu amor… Deixa eu chorar até cansar, me leve pra qualquer lugar, aonde Deus possa me ouvir… Minha dor… Eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber, me deixe aqui pode sair. Adeus… Sabe o que eu mais quero agora, meu amor? Morar no interior do meu interior, pra entender porque se agridem, se empurram pro abismo, se debatem, se combatem sem saber… Meu amor… Deixa eu chorar até cansar, me leve pra qualquer lugar, aonde Deus possa me ouvir… Minha dor… Eu não consigo compreender, eu quero algo pra beber, me deixe aqui pode sair. Adeus…” (Vander Lee – Onde Deus Possa Me Ouvir – Comp.: Vander Lee)

“… Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores, tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores… Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho, escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho… Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim… Tô relendo minha lida, minha alma, meus amores, Tô revendo minha vida, minha luta, meus valores, refazendo minhas forças, minhas fontes, meus favores, tô regando minhas folhas, minhas faces, minhas flores… Tô limpando minha casa, minha cama, meu quartinho, tô soprando minha brasa, minha brisa, meu anjinho, tô bebendo minhas culpas, meu veneno, meu vinho, escrevendo minhas cartas, meu começo, meu caminho… Estou podando meu jardim, estou cuidando bem de mim…” (Vander Lee – Meu Jardim – Comp.: Vander Lee)

“Seja atencioso e compreensivo (a). Quantas vezes a pessoa que vem falar com você traz problemas recônditos, escondidos no âmago da alma! Mantenha-se sereno (a), você que já vislumbrou a luz do entendimento fraterno. Conserve seu equilíbrio, quando alguém se apresenta perturbado. Seja atencioso (a) e compreensivo (a): O mundo está repleto de enfermos, e você tem saúde moral.” (Minuts de sabedoria Pg. 19)

Bom dia pessoal,

Hoje é o dia da nossa Bandeira Nacional, adotada no dia 19 de Novembro de 1889 através do Decreto nº. 04.

Em 19 de Novembro de 1724, morria em Toledo, na Espanha, Bartolomeu de Gusmão.

Em 19 de Novembro de 1969 Pelé fazia no MAracanã, contra o Vasco da Gama o seu milésimo gol.

Mais um final de semana chegando e, para cada um (a) de nós, uma sensação diferente, uma programação diferente.

Desejo que cada um (a) de vocês possa curtir bastante mais este momento de descanso e de lazer.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma sexta feira carregada de bençãos de Deus e da paz de Oxalá.

Bom final de semana e até segunda,

Apio Vinagre Nascimento
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Esperança – Bernardo Guimarães

Espère, enfant! – demain! – et puis demain encore;
Et puis, toujours demain! (V. Hugo)

Singrando vai por mares não sulcados
Aventureiro nauta, que demanda
Ignotas regiões, sonhados mundos;
Ei-lo que audaz se entranha
Na solidão dos mares – a esperança
Em lisonjeiros sonhos já lhe pinta
Rica e formosa a terra suspirada,
E corre, corre o nauta
Avante pelo páramo das ondas;
Além um ponto surde no horizonte
Confuso – é terra! – e o coração lhe pula
De insólito prazer.
Terra! – terra! – bradou – e era uma nuvem!
E corre, corre o nauta
Avante pelo páramo das ondas;
No profundo horizonte os olhos ávidos
Ansioso embebe; – ai! que só divisa
Ermos céus, ermas ondas.
O desalento já lhe coa n’alma;
Oh! não; eis nos confins lá do oceano
Um monte se desenha;
Não é mais ilusão – já mais distinto
Surge acima das ondas – oh! é terra!
Terra! – terra! – bradou; era um rochedo,
Onde as ondas batendo eternamente
Rugindo se espedaçam.
Eis do nosso passar por sobre a terra
Em breve quadro uma fiel pintura;
É a vida oceano de desejos
Intérmino, sem praias,
Onde a esmo e sem bússola boiamos
Sempre, sempre com os olhos enlevados
Na luz desse fanal misterioso,
Que alma esperança mostra-nos sorrindo
Nas sombras do porvir.
E corre, e corre a existência,
E cada dia que cai
Nos abismos do passado
É um sonho que se esvai,
Um almejo de noss’alma,
Anelo de felicidade
Que em suas mãos espedaça
A cruel realidade;
Mais um riso que nos lábios
Para sempre vai murchar,
Mais uma lágrima ardente
Que as faces nos vem sulcar;
Um reflexo de esperança
No seio d’alma apagado,
Uma fibra que se rompe
No coração ulcerado.
Pouco e pouco as ilusões
Do seio nos vão fugindo,
Como folhas ressequidas,
Que vão d’árvore caindo;
E nua fica nossa alma
Onde a esp’rança se extinguiu,
Como tronco sem folhagem
Que o frio inverno despiu.
Mas como o tronco remoça
E torna ao que d’antes era,
Vestindo folhagem nova
Co volver da primavera,
Assim na mente nos pousa
Novo enxame de ilusões,
De novo o porvir se arreia
De mil douradas visões.
A cismar com o futuro
A alma de sonhar não cansa,
E de sonhos se alimenta,
Bafejada da esperança.
Esperança, que és tu? Ah! que minha harpa
Já não tem para ti sons lisonjeiros;
Sim – nestas cordas já por ti malditas
Acaso tu não ouves
As queixas abafadas que sussurram,
E em voz funérea soluçando vibram
Um cântico de anátema?
Chamem-te embora bálsamo do aflito,
Anjo do céu que nos alenta os passos
Nas sendas da existência;
Nunca mais poderás, fada enganosa,
Com teu canto embalar-me, eu já não creio
Nas tuas vãs promessas;
Não creio mais nessas visões donosas
Fantásticos painéis, com que sorrindo
Matizas o futuro!
Estéreis flores, que um momento brilham
E caem murchas sem deixarem fruto
No tronco desornado.
– Vem após mim – ao desditoso dizes;
Não esmoreças, vem; – é vasto e belo
O campo do futuro; – lá florescem
As mil delicias que sonhou tua alma,
Lá te reserva o céu o doce asilo
A cuja sombra abrigarás teus dias.
Porém – é cedo – espera.
E ei-lo que vai com os olhos enlevados
Nas cores tão formosas
Com que bordas ao longe os horizontes…
E fascinado o mísero não sente
Que mais e mais se embrenha
Pela sombria noite do infortúnio.
E se dos lábios seus queixas exala,
Se o fel do coração enfim transborda
Em maldições, em gritos de agonia,
Em teu regaço, pérfida sereia,
Co’a voz embaidora, inda o acalentas;
– Não esmoreças, não; – é cedo; espera;
Lhe dizes tu sorrindo.
E quando enfim no coração quebrado
De tanta decepção, sofrer tão longo,
Nos vem roçar do desalento o sopro,
Quando enfim no horizonte tenebroso
A estrela derradeira em sombras morre,
Esperança, teu último lampejo,
Qual relâmpago em noite tormentosa,
Abre clarão sinistro, e mostra a campa
Nas trevas alvejando.

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