Trabalhando com Poesia

“…Hoje eu quero a rua cheia de sorrisos francos, De rostos serenos, de palavras soltas, Eu quero a rua toda parecendo louca, Com gente gritando e se abraçando ao sol… Hoje eu quero ver a bola da criança livre, Quero ver os sonhos todos nas janelas, Quero ver vocês andando por aí… Hoje eu vou pedir desculpas pelo que eu não disse, eu até desculpo o que você falou, eu quero ver meu coração no seu sorriso e no olho da tarde a primeira luz… Hoje eu quero que os boêmios gritem bem mais alto, eu quero um carnaval no engarrafamento e que dez mil estrelas vão riscando o céu, buscando a sua casa no amanhecer… Hoje eu vou fazer barulho pela madrugada, rasgar a noite escura como um lampião, eu vou fazer seresta na sua calçada, eu vou fazer misérias no seu coração… Hoje eu quero que os poetas dancem pela rua, pra escrever a música sem pretensão, eu quero que as buzinas toquem flauta-doce e que triunfe a força da imaginação…” (Oswaldo Montenegro – Sem Mandamentos – Comp.: Oswaldo Montenegro)

“… Se hoje tua mão não tem manga ou goiaba, se a nossa pelada se foi com o dia, te peço desculpas, me abraça meu filho, perdoa essa melancolia… Se hoje você não estranha a crueza dos lagos, sem peixe da rua vazia, te olho sem jeito, me abraça meu filho, não sei se eu tentei tanto quanto eu podia… Se hoje teus olhos vislumbram com medo, você já não vê e eu juro que havia, te afago o cabelo, me abraça meu filho, perdoa essa minha agonia… Se deixo você no absurdo planeta, sem pique-bandeira e pelada vadia, fujo do teu olho, me abraça meu filho, não sei se eu tentei, mas, você merecia…” (Oswaldo Montenegro – Ao Nosso Filho Morena – Comp.: Oswaldo Montenegro)

“… Eu conheço o medo de ir embora, não saber o que fazer com a mão, gritar pro mundo e saber, que o mundo não presta atenção… Eu conheço o medo de ir embora, embora não pareça, a dor vai passar… Lembra se puder, se não der, esqueça, de algum jeito vai passar… O sol já nasceu na estrada nova e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar… Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar… Eu conheço o medo de ir embora, o futuro agarra a sua mão, será que é o trem que passou, ou passou quem fica na estação?… Eu conheço o medo de ir embora e nada que interessa se pode guardar… Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar… Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar… O sol já nasceu na estrada nova e mesmo que eu impeça, ele vai brilhar… Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar… Lembra se puder, se não der esqueça, de algum jeito vai passar… ” (Oswaldo Montenegro – Estrada Nova – Comp.: Oswaldo Montenegro)

“… Toda vez que eu volto, tô partindo e no sentido exato é por saudade. Ah! coração taí a festa e nós, por aí vai nossa colorida idade… Ah! coração taí a festa e nós, por aí vai nossa colorida idade… Diga depressa com quantas paixões, faz-se a canoa do amor que a gente quer, e quando eu não voltar, acenda o mesmo lume de estrelas, que eu deixei no teu olhar… e quando eu não voltar, acenda o mesmo lume de estrelas, que eu deixei no teu olhar… Toda vez que eu volto, tô partindo e no sentido exato é por saudade. Ah! coração taí a festa e nós, por aí vai nossa colorida idade… Ah! coração taí a festa e nós, por aí vai nossa colorida idade… Diga depressa com quantas paixões, faz-se a canoa do amor que a gente quer, e quando eu não voltar, acenda o mesmo lume de estrelas, que eu deixei no teu olhar… e quando eu não voltar, acenda o mesmo lume de estrelas, que eu deixei no teu olhar… ” (Oswaldo Montenegro – Lume de Estrelas – Comp.: Mongol / Oswaldo Montenegro)

“Trate com afabilidade a todos (as). O (a) vizinho (a) que senta a seu lado na condução não é seu inimigo, nem seu concorrente. Trata-se, sempre, de seu irmão (ã), a quem você precisa acolher com simpatia. Não procure brigar, com ele, para conquistar maior. conforto: dê você mais conforto a ele (a). Mesmo insensivelmente, você receberá de volta as vibrações de gratidão de seu coração.” (Minutos de Sabedoria Pg. 23)

Bom dia pessoal,

Em 23 de Novembro de 1899 nasceu, em Salvador, BA, Manoel dos Reis Machado, o Mestre Bimba, criador da Capoeira regional.

Desculpas pela ausência de ontem, não apenas na mensagem, mas, também em presença física. Como muitos (as) de vocês devem saber, faleceu a mãe do nosso colaborador Antonio Marcos e o dia foi dedicado ao acompanhamento da família.

Dona Maria José Leite faleceu aos 53 anos, deixando aos seus filhos e esposo uma emocionante lição de vida, de dedicação e de zelo pela sua família. A imensa presença de pessoas que foram ao seu sepultamento nos deram a demonstração do quanto era querida, não apenas pelos familiares como pela igreja católica do bairro de Itinga.

Que os momentos felizes vividos junto a ela, bem como a certeza de que ela encontra-se em um plano espiritual mais elevado e coberta pela paz de Deus dê o conforto necessário a Marcos, seu pai e seus irmãos, bem como a todos os demais membros desta família. O Prefácio Musical de hoje, principalmente “Estrada nova” e “Lume de Estrelas” são em sua homenagem.

Abraços, paz, energias positivas e uma terça feira abençoada por Deus e por Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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Inverno – Raul Pompéia

Ya la esperanza a los hombres
Para siempre abandonó:
Los recuerdos son tan solo
Pasto de su corazon.
J. DE ESPRONCEDA.
(El Diablo mundo).

Inverno! inverno! inverno! Tristes nevoeiros, frios negrumes da longa treva boreal, descampados de gelo cujo limite escapa-nos sempre, desesperadamente, para lá do horizonte, perpétua solidão inóspita, onde apenas se ouve a voz do vento que passa uivando como uma legião de lobos, através da cidade de catedrais e túmulos de cristal na planície, fantasmas que a miragem povoam e animam, tudo isto: decepções, obscuridade, solidão, desespero e a hora invisível que passa como o vento, tudo isto é o frio inverno da vida.

Há no espírito o luto profundo daquele céu de bruma dos lugares onde a natureza dorme por meses, à espera do sol avaro que não vem.

Nem ao menos a letargia acorda ao clarão de falsas auroras, nem uma vez ao menos a cúpula unida das névoas abre um postigo para o outro céu, a região dos astros. Nada! Nada! Procuramos encontrar fora de nós alguma coisa do que nos falta e os pobres olhos cansados não vão além dos cabelos brancos que caem pela fronte; sofre-se o desengano do invernado que da fria choupana contasse ver a seara loura dos bons dias por entre as franjas de neve que os tetos babam ao frio.

Tudo sombrio e triste. Triste o derradeiro consolo do inverno que embriaga entretanto como o último vinho dos condenados: a recordação dos dias idos, a acerba saudade da primavera.

O Ventre – Raul Pompéia

A atração sideral é uma forma do egoísmo. O equilíbrio dos egoísmos, derivado em turbilhão, faz a ordem nas cousas. Passa-se assim em presença do homem: a fúria sedenta das raízes penetra a terra buscando alimento; na espessura, o leão persegue o antílope; nas frondes, vingam os pomos assassinando as flores. O egoísmo cobiça a destruição. A sede inabrandável do mar tenta beber o rio, o rio pretende dar vazão às nuvens, a nuvem ambiciona sorver o oceano. E vivem perpetuamente as flores, e vivem os animais nas brenhas, e vive a floresta; o rio corre sempre, a nuvem reaparece ainda. Esta luta de morte é o quadro estupendo da vida na terra; como o equilíbrio das atrações ávidas dos mundos, trégua forçada de ódios, apelida-se a paz dos céus. A fome é a suprema doutrina. Consumir é a lei. A chama devora e cintila; a terra devora e floresce; o tigre devora e ama.

O abismo prenhe de auroras alimenta-se de séculos.

A ordem social também é o turbilhão perene ao redor de um centro. Giram as instituições, gravitam as hipocrisias, passam os Estados, bradam as cidades… O ventre, soberano como um deus, preside e engorda.

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