Trabalhando com Poesia

“…Vejam essa maravilha de cenário: É um episódio relicário, que o artista, num sonho genial, escolheu para este carnaval e o asfalto como passarela, será a tela, do Brasil em forma de aquarela. Caminhando pelas cercanias do Amazonas, conheci vastos seringais, no Pará, a ilha de Marajó e a velha cabana do Timbó… Caminhando ainda um pouco mais, deparei com lindos coqueirais… Estava no Ceará, terra de Irapuã, de Iracema e Tupã… Fiquei radiante de alegria, quando cheguei na Bahia… Bahia de Castro Alves, do acarajé, das noites de magia do Candomblé… Depois de atravessar as matas do Ipu, assisti em Pernambuco a festa do frevo e do maracatu… Brasília tem o seu destaque, na arte, na beleza, arquitetura, feitiço de garoa pela serra! São Paulo engrandece a nossa terra… Do leste, por todo o Centro-Oeste, tudo é belo e tem lindo matiz, no Rio dos sambas e batucadas, dos malandros e mulatas, de requebros febris… Brasil, essas nossas verdes matas, cachoeiras e cascatas de colorido sutil… E este lindo céu azul de anil, emoldura em aquarela o meu Brasil….” (Martinho da Vila – Aquarela Brasileira – Comp.: Silas de Oliveira)

“…Eu quero me esconder debaixo dessa sua saia, prá fugir do mundo, pretendo também me embrenhar, no emaranhado desses seus cabelos, preciso transfundir seu sangue, pro meu coração, que é tão vagabundo… Me deixa te trazer num dengo, prá num cafuné, fazer os meus apelos… Me deixa te trazer num dengo, prá num cafuné, fazer os meus apelos… Eu quero ser exorcizado, pela água benta desse olhar infindo, que bom é ser fotografado, mas pelas retinas desses olhos lindos… Me deixe hipnotizado, prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…Eu quero ser exorcizado, pela água benta desse olhar infindo, que bom é ser fotografado, mas pelas retinas desses olhos lindos… Me deixe hipnotizado, prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia… Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…Vem logo, vem curar seu nego, que chegou de porre, lá da boemia…” (Martinho da Vila – Disritmia – Comp.: Zé Katimba)

“…Felicidade, passei no vestibular, mas a faculdade é particular. particular, ela é particular. Particular, ela é particular… Livros tão caros, tanta taxa prá pagar, meu dinheiro muito raro, alguém teve que emprestar… O meu dinheiro, alguém teve que emprestar, o meu dinheiro, alguém teve que emprestar… Morei no subúrbio, andei de trem atrasado, do trabalho ia prá aula, sem jantar e bem cansado, mas lá em casa à meia-noite, tinha sempre a me esperar, um punhado de problemas e criança prá criar… Para criar, só criança prá criar, para criar, só criança prá criar… Mas felizmente, eu consegui me formar, mas da minha formatura, não cheguei participar… Faltou dinheiro prá beca e também pro meu anel, nem o diretor careca entregou o meu papel… O meu papel, meu canudo de papel, o meu papel, meu canudo de papel… E depois de tantos anos, só decepções, desenganos, dizem que sou um burguês, muito privilegiado, mas burgueses são vocês, eu não passo, de um pobre coitado e quem quiser ser como eu, vai ter é que penar um bocado… Um bom bocado, vai penar um bom bocado…Um bom bocado, vai penar um bom bocado…Um bom bocado, vai penar um bom bocado…” (Martinho da Vila – O Pequeno Burguês – Comp.: Martinho da Vila)

“…Valeu Zumbi, o grito forte dos Palmares, que correu terras céus e mares, iInfluenciando a abolição… Zumbi valeu, hoje a Vila é Kizomba, é batuque, canto e dança, jongo e maracatu, vem menininha pra dançar o Caxambu, vem menininha pra dançar o Caxambu… ô ô nega mina, Anastácia não se deixou escravizar, ô ô Clementina, o pagode é o partido popular… Sarcedote ergue a taça, convocando toda a massa, nesse evento que com graça, gente de todas as raças, numa mesma emoção… Esta Kizomba é nossa constituição, esta Kizomba é nossa constituição…Que magia, reza, ageum e Orixá, tem a força da Cultura, tem a arte e a bravura e um bom jogo de cintura, faz valer seus ideais… E a beleza pura dos seus rituais, vem a Lua de Luanda, para iluminar a rua, nossa sede é nossa sede, de que o Apartheid se destrua… Vem a Lua de Luanda
para iluminar a rua, nossa sede é nossa sede, de que o Apartheid se destrua… Valeu! Valeu Zumbi… Valeu Zumbi, o grito forte dos Palmares, que correu terras céus e mares, iInfluenciando a abolição… Zumbi valeu, hoje a Vila é Kizomba, é batuque, canto e dança, jongo e maracatu, vem menininha pra dançar o Caxambu, vem menininha pra dançar o Caxambu… ô ô nega mina, Anastácia não se deixou escravizar… ô ô Clementina, o pagode é o partido popular… Sarcedote ergue a taça, convocando toda a massa, nesse evento que com graça, gente de todas as raças, numa mesma emoção… Esta Kizomba é nossa constituição, esta Kizomba é nossa constituição…Que magia, reza, ageum e Orixá, tem a força da Cultura, tem a arte e a bravura e um bom jogo de cintura, faz valer seus ideais… E a beleza pura dos seus rituais, vem a Lua de Luanda, para iluminar a rua, nossa sede é nossa sede, de que o Apartheid se destrua… Vem a Lua de Luanda para iluminar a rua, nossa sede é nossa sede, de que o Apartheid se destrua… Valeu! Valeu Zumbi, o grito forte dos Palmares…” (Unidos de Vila ISabel – Kizomba, Festa da Raça – Comp.: Rodolpho / Jonas / Luís Carlos da Vila)

“Acate com respeito todos as religiões. Cada homem / Mulher tem o direito de escolher o caminho que prefere. Respeite a liberdade de crenças dos outros; tanto quanto aprecia que respeitem a sua. Não discuta nem procure tirar ninguém do caminho em que se acha, a não ser que seja procurado (a) para isso. Respeite, para ser respeitado (a).” (Minutos de Sabedoria Pg. 32)

Bom dia pessoal,

Em 02 de Dezembro de 1809 nasceu, em Majé-RJ, Francisco de Paula, primeiro editor Brasileiro.

Em 02 de Dezembro de 1917 nasce Deóscoredes Maximiliano dos Santos, o Mestre Didi, escritor e escultor. Indicado nas comunidades nagôs da Bahia é alapini, supremo sacerdote do culto Egungun e Assobá, sumo sacerdote do Obaluaiyê, na Bahia.

Em 02 de Dezembro de 1993, saía definitivamente de circulação o traficante Pablo Escobar, morto em confronto com a polícia.

Em 02 de Dezembro de 1945 Eurico Gaspar Dutra era eleito Presidente do Brasil.

Em 02 de Dezembro de 1804 Napoleão Bonaparte rfoi coroado como primeiro Imperador da França.

Comemora-se hoje também o Dia Nacional do Samba, data que nasceu em Salvador, a partir da iniciativa de um Vereador, chamado Luis Monteiro da Costa, em homenagem a Ary Barroso, que havia composto em 1938 a música “Na Baixa dos Sapateiros”, onde canta em versos as belezas da Bahia e das baianas. Confira essas e outras informações sobre esse ritmo genuinamente brasileiro em http://pt.wikipedia.org/wiki/Samba

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma quinta feira abençoada por Deus e por Oxossi

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
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Num monumento à aspirina – João Cabral de Melo Neto

Claramente: o mais prático dos sóis,
o sol de um comprimido de aspirina:
de emprego fácil, portátil e barato,
compacto de sol na lápide sucinta.
Principalmente porque, sol artificial,
que nada limita a funcionar de dia,
que a noite não expulsa, cada noite,
sol imune às leis de meteorologia,
a toda hora em que se necessita dele
levanta e vem (sempre num claro dia):
acende, para secar a aniagem da alma,
quará-la, em linhos de um meio-dia.

*

Convergem: a aparência e os efeitos
da lente do comprimido de aspirina:
o acabamento esmerado desse cristal,
polido a esmeril e repolido a lima,
prefigura o clima onde ele faz viver
e o cartesiano de tudo nesse clima.
De outro lado, porque lente interna,
de uso interno, por detrás da retina,
não serve exclusivamente para o olho
a lente, ou o comprimido de aspirina:
ela reenfoca, para o corpo inteiro,
o borroso de ao redor, e o reafina.

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