Trabalhando com Poesia

“… Vai ficar para trás na primeira curva, um saco de sonhos e ilusões trazidas de tempo distante, do olhar confiante, barreiras vencidas, a nossa certeza nas frases sonhadas saídas do peito, mas como é cego e profundo este terceiro mundo, que deixa sem força, sem corda e sem jeito, eu precisava ouvir agora da minha janela o som da cidade na flauta mais doce, sonata mais bela, eu só não contava com as cartas marcadas, os planos desfeitos, minhas asas cortadas, a mente cansada, o corpo sem força, sem corda e sem jeito… Vai ficar a distância, marcando o silêncio, retalhos de todas as noites vividas, sorriso forjado, encanto quebrado, em cada partida, o caminho da volta, trilhado nos versos, compondo a história, mas que mistério profundo, este terceiro mundo, tão frio incerto, metade da glória, eu precisava ouvir agora, da minha janela, o som da cidade, na flauta mais doce, sonata mais bela… Eu só não contava com as luzes deixadas, no palco desfeito, minhas asas cortadas, a mente cansada, o corpo sem força, sem corda e sem jeito…” (Zé Geraldo – Terceiro Mundo – Composição: Zé Geraldo)

“…O gesto que agradece o dado, o ato que engradece o fato, a luz que guia o meu sapato, o passo é um laço… As grandes pedras do caminho, a sensação de embaraço, a intimidade de um abraço, o pacto, o rapto… As coisas do mundo Vão se traduzindo e o tempo é o vento, que vai conduzindo e a gente navega nos mares da vida aprendendo a viver… Um dia se ama, outro dia se chora, é triste demais, quando alguém vai embora, a alma do tempo é uma luz que se acende na escuridão… O tempo de plantar os sonhos, a hora mestra do momento, a voz do povo não pergunta, apenas comenta… O gestual da ousadia, o verso inverso da poesia, o lado oculto do silêncio, o lenço, a lágrima… Então o justo é ir embora, se assim quiser seu coração, palavras abrirão caminhos, por entre os espinhos, não tema o jeito do destino, viver é só um fingimento e tudo é só uma lembrança, imagens, momentos… ” (Zé Geraldo – Aprendendo a viver – Comp.: Renato Teixeira)

“A educação no lar é a base da felicidade de nossos filhos. Dê toda a sua atenção para a formação do caráter de seus filhos, sobretudo por meio dos exemplos de sua própria vida. Não discuta jamais com sua esposa. Não dê jamais, um passo errado. Viva de tal forma, que seu filho possa orgulhar-se de você, vendo, em seu exemplo, o modelo que ele deve seguir, para ser um homem de bem.” (Minutos de sabedoria Pg. 46)

Bom dia pessoal,

Em 16 de Dezembro de 1815 o Brasil é elevado à condição de Reino Unido de Portugal e Algarves.

Em 16 de Dezembro de 1966 Morre no Rio de Janeiro aos 61 anos, o escritor Manuel Cavalcante Proença.

Em 16 de Dezembro de 1971 Ataque indiano põe fim à guerra do Paquistão.

Em 16 de Dezembro de 1974 testes no litoral do Estado do Rio de Janeiro concluem pela existência de uma reserva de 500 a 600 milhjões de barris de petróleo.

Em 16 de Dezembro de 1986 Câmara dos Deputados aprova a transformação do Território de Rondônia em Estado.

Em 16 de Dezembro de 1997 o Tribunal de Ímola, na Itália absolve os seis acusados pela morte do piloto brasileiro Airton Senna, ocorrida em 01 de maio de 1994.

Em 16 de Dezembro de209 aos 93 anos, Cleonice Berardinelli é eleita para a academia brasileira de Letras.

O Senado Federal aprovou em primeiro turno a reforma do Código de Processo Civil. Projeto será agora votado em segundo turno e, sendo aprovado, encaminhado à Câmara dos Deputados para apreciação.

O Esporte Clube Bahia oficializou ontem 3 novos contratados para o ano de 2011: o meia Magno e os atacantes Souza e Bruno Paulo. http://www.ecbahia.com/imprensa/noticia.asp?nid=19845

A CBF anunciou ontem os confrontos da Copa do Brasil 2011. Bahia e Vitória estreiam fora de casa no dia 16/02/2011 contra São Domingos/SE e Botafogo/PB e têm os jogos de volta em Salvador no dia 23/02/2011, sempre as 21 horas.

As saudações ao amigo Robson Wagner, que passa a receber, a partir de hoje as edições diárias do “Trabalhando com Poesia. Seja bem vindo companheiro tricolor.

Tá valendo a pena ir ao Cine Teatro de Lauro de Freitas ver as peças do Festival Nacional Ipitanga de Teatro. O equipamento foi reformado, contando agora com poltronas confortáveis e ambiente confortável com um bom sistema de ar condicionado.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma quinta feira abençoada por Deus e por Oxossi.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9196573284471271823
Twitter: http://www.twitter.com/a_vinagre
Blog: https://oipa2.wordpress.com
Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

Fragmentos de pensamentos de Margarida Rebelo Pinto

“Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer. E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade. Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação tênue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim. Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor. Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo. Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar. Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer.”

“Não sei há quantos dias ando nisto, sempre ouvi dizer que o amor faz dos estúpidos inteligentes e torna as pessoas inteligentes em estúpidas, mas sinto-me cada vez mais idiota, estupidamente idiota, mergulhado numa espécie de estado de graça quase divina, como se ser feliz também fosse não querer saber de nada, não me importar com coisa nenhuma, não ser nunca mais obrigado a pensar em nada, só sentir e amar e amar e sentir. Não sei há quantos dias ando nisto, quando se perde a cabeça – devia era dizer-se quando se perde o coração, porque é este que primeiro se parte, se desfaz, se transforma numa massa qualquer sem forma que faz todo o sentido – perde-se a noção do tempo e do espaço, os dias são intermináveis até que a tua presença os apazigua, a casa fica enorme e vazia na tua ausência e as árvores só dançam quando já chegaste para me encher a sala, a mesa, a cama e então estás em todo o lado, és os objectos e os sons que me cercam e me embalam, como se o mundo existisse lá fora, como se o universo inteiro chegasse e partisse contigo. E acredita é como se sentisse o mundo inteiro na mão a pulsar em golfadas silenciosas, uma espécie de poder que só sente quem ama e se entrega, quem aceita o bilhete sem volta de uma viagem alucinante ao outro lado da vida, ao lado onde não há tempo nem medo, onde palavras, gestos e sentimentos só servem para amar. Dizem que isto não dura sempre, que a paixão é um estado que diminui um homem e o escraviza ao desejo dos sentidos, mas não acredito que não possa ser verdade e que não possa ser a melhor coisa do mundo. Vivo, respiro, durmo e alimento-me de paixão, olho à minha volta e vejo-te em todos os cantos, a tua voz paira ainda no ar a chamar-me baixinho e a dizer quero-te, quero-te, quero-te e é por isso meu amor, que não sei há quantos dias, meses, anos me perdi em ti e neste amor, mas não quero saber, já não me importo com nada, quero lá saber do frio, do calor, da chuva, dos impostos, do partido…”

“Um grande amor nunca se faz sem entrega, e se não há entrega, então é porque não há amor. É como quem ama a vida; nunca tem medo de se entregar a ela, mesmo que isso lhe custe a sua própria existência. Quem tem medo da vida e da vontade, acaba por não viver. Eu só sei amar assim, com as mãos estendidas e o coração sem defesas. Chamem-me romântica. Eu acho que sou apenas lúcida. Se não viver assim, com o coração fora do peito, embalada por um sonho que me aquece o corpo e o espírito nas noites de mais um Outono morno e luminoso, sei que a tristeza pode tomar conta da minha vida e a seguir à tristeza ou vem a indiferença ou a loucura, que afinal podem ser e tantas vezes são a mesma coisa.”

“É preciso saber viver o amor, esquecer mágoas e matar inseguranças e acreditar que vale a pena amar alguém, que vale a pena partilhar o nosso amor, mesmo que quem o recebe não saiba abrir as mãos para o agarrar.”

“Não, não partas já, espera um pouco ainda, espera que o tempo passe e nos apazigúe a alma nos arrefeça os ímpetos e nos faça voltar à terra, a essa estúpida e reguladora rotina que nos rege os dias e as noites e nos faz sentir que afinal somos pessoas normais, donas da nossa vida e do nosso coração. Espera só um momento, deixa que o silêncio perpetue os nossos momentos de perfeição, a comunhão das nossas almas em noites passadas em claro, em conversas ligadas por um fio invisível, o fio do desejo, daquele desejo duradouro e certo que o tempo não mata, só ajuda a cimentar, que a distância não destrói, só ajuda a alimentar. Espera só mais um instante, até que a tua memória quente cristalize os nossos momentos e os preserve como um tesouro secreto por mais ninguém descoberto e cobiçado. Guarda bem estes instantes, num lugar qualquer entre a tua cabeça e o teu coração, que deve ser mais ou menos onde se situa a alma e espera que o tempo te diga se o que sentes vai crescer e dar sentido à tua vida.”

“Espera só mais um ou dois minutos, eterniza este abraço, grava-o na tua memória para que amanhã e depois, e depois te dê apoio e protecção, te faça sentir amado e desejado, como uma mãe que ama um filho, sempre e em silêncio, sem nunca perder a paciência, sem nunca cobrar, sem nunca pedir, só dar, dar, dar. Espera ainda, esconde tudo leva o meu cheiro para casa e esconde-o dentro de uma gaveta, não deixes que ninguém saiba que te quero e te desejo, não deixes que te falem de mim, não ouças o que os outros te dizem, eles não estão no meio de nós, ninguém está no meio de nós, só nós é que estamos aqui, a vida que vivemos é a nossa vida e não a que os outros querem que seja. Vive cada minuto intensamente e no maior segredo, faz como aquele poeta que só deixou que as suas palavras fossem lidas depois de morrer, para que ninguém o julgasse ou pudesse apontar-lhe o dedo. Guarda-me bem, perto de ti, sempre perto, mesmo que eu não te veja ou tu não me fales, estarei ali, junto de ti, como Vênus sempre atrás da lua quando o dia cai e a noite se levanta, silenciosa, altiva, celeste e discreta. Deixa-me ficar ai, ai ninguém me vê, estou protegida pela discrição da noite, pelo silêncio dos pássaros que já dormem e não nos podem denunciar. Serei uma sombra, um suspiro, um sorriso, uma festa no teu cabelo. E a minha presença, certa e segura junto ao teu coração, vai-te trazer de volta os sons das nossas conversas, a temperatura das nossas mãos entrelaçadas uma na outra, o sabor da minha boca na tua, o meu olhar dentro do teu como se nunca tivesse partido, como se nunca mais precisasses de voltar a essa estúpida rotina que nos rege os dias e as noites, e nunca mais te sentirás uma pessoa normal, igual às outras, porque é agora que podes ser dono da tua vida e do teu coração, é agora que tudo pode acontecer de outra forma e a vida se transformar em algo que sempre sonhaste!”

Anúncios
Esse post foi publicado em Livros e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

w

Conectando a %s