Trabalhando com Poesia

“…Isso! Que acontece com a gente, acontece sempre com qualquer casal… Isso! Ataca de repente, não respeita cor, credo ou classe social… Isso! Isso!… Parecia que não ia acontecer com a gente, nosso amor era tão firme, forte e diferente… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não adianta mesmo reclamar, acreditar que basta apenas se deixar levar… Isso! Que atrapalha nossos planos, derrubou o muro, invadiu nosso quintal… Isso! Passam-se os anos, sempre foi assim e será sempre igual… Isso! Isso!… Parecia que não ia acontecer com a gente, nosso amor era tão firme, forte e diferente… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Não vá dizer, que eu não avisei você, olha o que vai fazer, não vá dizer… Isso! Isso!…” (Titãs – Isso – Comp.: Tony Bellotto)

“…Devia ter amado mais, ter chorado mais, ter visto o sol nascer… Devia ter arriscado mais e até errado mais, ter feito o que eu queria fazer… Queria ter aceitado as pessoas como elas são, cada um sabe a alegria e a dor que traz no coração… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído, o acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr… Devia ter me importado menos, com problemas pequenos, ter morrido de amor… Queria ter aceitado a vida como ela é, a cada um cabe alegrias e a tristeza que vier… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído, o acaso vai me proteger, enquanto eu andar… O acaso vai me proteger, enquanto eu andar distraído, o acaso vai me proteger, enquanto eu andar… Devia ter complicado menos, trabalhado menos, ter visto o sol se pôr…” (Titãs – Epitáfio – Comp.: Sérgio Britto)

“…Porque eu sei que é amor, eu não peço nada em troca, porque eu sei que é amor, eu não peço nenhuma prova… Mesmo que você não esteja aqui, o amor está aqui, agora, mesmo que você tenha que partir, o amor não há de ir embora… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar e eu peço somente o que eu puder dar… Porque eu sei que é amor, sei que cada palavra importa, porque eu sei que é amor, sei que só há uma resposta… Mesmo sem porquê eu te trago aqui, o amor está aqui, comigo, mesmo sem porquê eu te levo assim, o amor está em mim, mais vivo… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar e eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar e eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar e eu peço somente o que eu puder dar… Eu sei que é pra sempre, enquanto durar e eu peço somente o que eu puder dar… Porque eu sei que é amor… Porque eu sei que é amor… Porque eu sei que é amor…” (Titãs – Porque Eu Sei Que É Amor – Comp.: Sérgio Britto e Paulo Miklos)

“…Quem espera que a vida, seja feita de ilusão, pode até ficar maluco, ou morrer na solidão… É preciso ter cuidado, pra mais tarde não sofrer, é preciso saber viver… Toda pedra do caminho, você pode retirar, numa flor que tem espinhos, você pode se arranhar, se o bem e o mal existem, você pode escolher… É preciso saber viver… É preciso saber viver… É preciso saber viver… É preciso saber viver… Saber viver, saber viver!… Quem espera que a vida, seja feita de ilusão, pode até ficar maluco, ou morrer na solidão… É preciso ter cuidado, pra mais tarde não sofrer, é preciso saber viver… Toda pedra do caminho, você pode retirar, numa flor que tem espinhos, você pode se arranhar, se o bem e o mal existem, você pode escolher… É preciso saber viver… É preciso saber viver… É preciso saber viver… É preciso saber viver… Saber viver, saber viver!…” (Titãs – É Preciso Saber Viver – Comp.: Erasmo Carlos / Roberto Carlos)

“Tenha equilíbrio e alegria. Saiba ser reconhecido, procure ser humilde. Não lance pedras a quem o beneficiou. Não se julgue diminuído quando o (a) ajudarem. Saiba agradecer. Quebre seu orgulho e receba com gratidão o auxilio que lhe derem. E jamais esqueça o benefício nem o (a) benfeitor (a). O pior dos defeitos é a ingratidão, que despreza e apedreja hoje quem nos beneficiou ontem.” (Minutos de sabedoria Pg. 53)

Bom dia pessoal,

Em 23 de Dezembro de 1667 a Inquisição condena o Padre Antonio Vieira à reclusão do silêncio.

Em 23 de Dezembro de 1948 Hideki Tojo ex 1º Ministro do Japão é executado com mais seis funcionários do alto escalão japonês por crimes de guerra.

Em 23 de Dezembro de 1950 o Papa Pio XII confirma descoberta do túmulo de São Pedro sob a basílica de mesmo nome.

Em 23 de Dezembro de 1968 o Home circunda a lua pela primeira vez na história.

Em 23 de Dezembro de 1972 16 sobreviventes de acidente de avião militar uruguaio nos andes são resgatados após 72 dias. Eles admitem terem praticado canibalismo para se manter vivos.

Em 23 de Dezembro de 1986 o avião Voyager é o 1º. avião a dar a volta ao mundo sem escalas.

Em 23 de Dezembro de 2009 o Heptacampeão Mundial de Fórmula 1 Michael Schumacher anuncia sua volta às pistas.

E chegamos em mais um período natalino em nossas vidas. Tempo de reflexão, que na verdade deveria ocorrer a cada segundo das nossas vidas, mas, que por motivos de cada um (a) de nós acaba só ocorrendo, quando ocorre nesta época.

Pois bem, espero que em nossas reflexões natalinas possamos estar felizes internamente com o conjunto da obra realizada durante este período. Que possamos avaliar nossas relações pessoais e ver que fizemos mais amigos que adversários e que o respeito próprio e ao outro tenham sido o nosso norte.

Ontem no Festival Ipitanga de Teatro, durante a premiação dos melhores uma feliz surpresa. A filha de um querido amigo de muitos anos, que tive a o prazer de reencontrar, transformou-se numa excelente atriz, autora e produtora de teatro, levando nada mais que 3 importantes premiações: Melhor atriz, melhor texto e melhor espetáculo adulto, com o espetáculo “Manhecer”. Meu amigo Bebé pulava de alegria com o sucesso de sua filha Juliana Bebé e confesso que também me senti muito feliz.

Feliz com o resultado final da faculdade, que agora me dá um tempo de 35 dias até o 4º. semestre.

Quero desejar a cada um (a) de vocês um Natal de paz e de luz e que Papai ou Mamãe Noel tragam ou realizem os seus desejos.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma Quinta Feira abençoada por Deus,

Feliz Natal!

Apio Vinagre Nascimento
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POEMA EM LINHA RETA – Álvaro de Campos

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos – mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

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Todas as cartas de amor são ridículas – Álvaro de Campos

Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.
Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.
As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.
Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.
Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.
A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.
(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)
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Adiamento – Álvaro de Campos

Depois de amanhã, sim, só depois de amanhã…
Levarei amanhã a pensar em depois de amanhã,
E assim será possível; mas hoje não…
Não, hoje nada; hoje não posso.
A persistência confusa da minha subjetividade objetiva,
O sono da minha vida real, intercalado,
O cansaço antecipado e infinito,
Um cansaço de mundos para apanhar um elétrico…
Esta espécie de alma…
Só depois de amanhã…
Hoje quero preparar-me,
Quero preparar-rne para pensar amanhã no dia seguinte…
Ele é que é decisivo.
Tenho já o plano traçado; mas não, hoje não traço planos…
Amanhã é o dia dos planos.
Amanhã sentar-me-ei à secretária para conquistar o mundo;
Mas só conquistarei o mundo depois de amanhã…
Tenho vontade de chorar,
Tenho vontade de chorar muito de repente, de dentro…
Não, não queiram saber mais nada, é segredo, não digo.
Só depois de amanhã…
Quando era criança o circo de domingo divertia-rne toda a semana.
Hoje só me diverte o circo de domingo de toda a semana da minha infância…
Depois de amanhã serei outro,
A minha vida triunfar-se-á,
Todas as minhas qualidades reais de inteligente, lido e prático
Serão convocadas por um edital…
Mas por um edital de amanhã…
Hoje quero dormir, redigirei amanhã…
Por hoje, qual é o espetáculo que me repetiria a infância?
Mesmo para eu comprar os bilhetes amanhã,
Que depois de amanhã é que está bem o espetáculo…
Antes, não…
Depois de amanhã terei a pose pública que amanhã estudarei. Depois de amanhã serei finalmente o que hoje não posso nunca ser.
Só depois de amanhã…
Tenho sono como o frio de um cão vadio.
Tenho muito sono.
Amanhã te direi as palavras, ou depois de amanhã…
Sim, talvez só depois de amanhã…
O porvir…
Sim, o porvir…

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