Trabalhando com Poesia

“…Ás vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois, eu fico ali sonhando acordado, juntando, o antes o agora e o depois… Porque você me deixa tão solto? Porque você não cola em mim? Tô me sentindo muito sozinho… Não sou nem quero se o seu dono, é que um carinho as vezes cai bem, eu tenho meus segredos e planos, secretos, só abro pra você, mais ninguém… Por que você me esquece e some? E se eu me interessar por alguém? E se ela de repente me ganha? Quando a gente gosta é claro que a gente cuida. Fala que me ama só que é da boca pra fora, ou você me engana ou não está madura, Onde está você agora?…” (Caetano Veloso – Sozinho – Comp.: Peninha)

“…Eu tô fazendo saber, vou saber fazer tudo de que eu sou a fins, logo eu cri que não crer era o vero crer, hoje oro sobre patins, Sampa na Boca do Rio, o meu projeto Brasil perigas perder você, mas mesmo na deprê, chama-se um Gilberto Gil, bode não dá pra enterder, torna a repetir, transcende o marco dois mil, barco desvela esse mar, delta desvenda esse ar, não me digam que eu estou louco, é só um jeito de corpo, não precisa ninguém me acompanhar… Eu sou Renato Aragão, santo trapalhão, eu sou Muçum, sou Dedé, sou Zacarias, carinho, pássaro no ninho, qual tu me vê na tevê, falta aprender a mentir… Entro até numas por ti, minha identificação, registro geral, carece de revisão, cara, careta, dedão, isso não é legal em frase de transição, sou celacanto do mar, adolescendo solar, não pensem que é um papo torto, é só um jeito de corpo, não precisa ninguém me acompanhar…” (Caetano Veloso – Jeito de Corpo – Comp.: Caetano Veloso)

“…Jorge sentou praça na cavalaria e eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia… Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge, para que meus inimigos tenham pés e não me alcancem, para que meus inimigos tenham mãos e não me toquem, para que meus inimigos tenham olhos e não me vejam e nem mesmo em pensamento eles possam ter, para me fazeram mal… Armas de fogo meu corpo não alcançarão, facas e espadas se quebrem, sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem, sem o meu corpo amarrar, pois eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge, Jorge é de Capadócia …” (Caetano Veloso – Jorge da Capadócia – Comp.: Jorge Ben)

“Não se deixe abater pelo desânimo! Não queira jamais, abandonar a vida, porque isto nada resolve e agravará ainda mais seus sofrimentos. Se você pensa que, fugindo, se sentirá aliviado, engana-se redondamente. Não se vingue dos outros, fazendo mal a si mesmo! Reaja com todas as suas forças, e não se deixe esmagar pela incompreensão alheia.” (Minutos de Sabedoria Pg. 60)

Bom dia pessoal,

Em 30 de Dezembro de 1804 é introduzido o uso de vacinas no Brasil.

Em 30 de Dezembro de 1922 Criação da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) que compreendia Rússia, Bielorussia, Ucrânia e Transcaucásia.

Em 30 de Dezembro de 1966 Brasil e Venezuela reatam relações diplomáticas, rompidas desde 1964.

Chegamos mais uma vez ao final do ano e como sempre fazemos, é hora de analisar os feitos, a realização ou não do planejado. É hora também de olhar para a frente, de planejar as ações para o ano que chega em dois dias.

Ontem tivemos mais uma oportunidade de ver por que Lula chega ao último dia de seu governo, com a eleição da sua candidata à sucessão e portador de uma aprovação, recorde mundial, de 87 % da população.

Definitivamente, jamais houve, em toda a história deste magnífico país chamado Brasil, alguém que encarnasse de forma tão ímpar a alma do povo como Luis Inácio Lula da Silva.

A Bahia é campeã brasileira em contratos para construção de habitações para a população com renda de 0 a 3 Salários Mínimos, com mais de 60 mil contratos e Lauro de Freitas tem papel importante neste contexto.

Espero que no balanço a ser feito por cada um (a) de vocês o saldo seja extremamente positivo, que 2010 tenha sido um bom ano e que 2011 chegue com toda a carga de energias positivas e repleto de vitórias e realizações.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas, uma Quinta feira abençoada por Deus e por Oxossi e um excelente final de semana.

Até segunda,

FELIZ ANO NOVO!!!

Apio Vinagre Nascimento
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Tirem-me os Deuses (Ricardo Reis)
Tirem-me os deuses
Em seu arbítrio
Superior e urdido às escondidas
O Amor, glória e riqueza.
Tirem, mas deixem-me,
Deixem-me apenas
A consciência lúcida e solene
Das coisas e dos seres.
Pouco me importa
Amor ou glória,
A riqueza é um metal, a glória é um eco
E o amor uma sombra.
Mas a concisa
Atenção dada
Às formas e às maneiras dos objetos
Tem abrigo seguro.
Seus fundamentos
São todo o mundo,
Seu amor é o plácido Universo,
Sua riqueza a vida.
A sua glória
É a suprema
Certeza da solene e clara posse
Das formas dos objetos.
O resto passa,
E teme a morte.
Só nada teme ou sofre a visão clara
E inútil do Universo.
Essa a si basta,
Nada deseja
Salvo o orgulho de ver sempre claro
Até deixar de ver.

Vem sentar-te comigo, Lídia, à beira do rio (Ricardo Reis)

Vem sentar-te comigo Lídia, à beira do rio.
Sossegadamente fitemos o seu curso e aprendamos
Que a vida passa, e não estamos de mãos enlaçadas.
(Enlacemos as mãos.)
Depois pensemos, crianças adultas, que a vida
Passa e não fica, nada deixa e nunca regressa,
Vai para um mar muito longe, para ao pé do Fado,
Mais longe que os deuses.
Desenlacemos as mãos, porque não vale a pena cansarmo-nos.
Quer gozemos, quer nao gozemos, passamos como o rio.
Mais vale saber passar silenciosamente
E sem desassosegos grandes.
Sem amores, nem ódios, nem paixões que levantam a voz,
Nem invejas que dão movimento demais aos olhos,
Nem cuidados, porque se os tivesse o rio sempre correria,
E sempre iria ter ao mar.
Amemo-nos tranquilamente, pensando que podíamos,
Se quiséssemos, trocar beijos e abraços e carícias,
Mas que mais vale estarmos sentados ao pé um do outro
Ouvindo correr o rio e vendo-o.
Colhamos flores, pega tu nelas e deixa-as
No colo, e que o seu perfume suavize o momento –
Este momento em que sossegadamente não cremos em nada,
Pagãos inocentes da decadência.
Ao menos, se for sombra antes, lembrar-te-ás de mim depois
Sem que a minha lembrança te arda ou te fira ou te mova,
Porque nunca enlaçamos as mãos, nem nos beijamos
Nem fomos mais do que crianças.
E se antes do que eu levares o óbolo ao barqueiro sombrio,
Eu nada terei que sofrer ao lembrar-me de ti.
Ser-me-ás suave à memória lembrando-te assim – à beira-rio,
Pagã triste e com flores no regaço.

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