Trabalhando com Poesia

“…Estátuas e cofres e paredes pintadas, ninguém sabe o que aconteceu… Ela se jogou da janela do quinto andar, nada é fácil de entender… Dorme agora, huummhum! É só o vento lá fora… Quero colo! Vou fugir de casa! Posso dormir aqui com vocês, estou com medo, tive um pesadelo, só vou voltar depois das três… Meu filho vai ter nome de santo, hummhum! Quero o nome mais bonito… É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há… Me diz, por que que o céu é azul, explica a grande fúria do mundo, são meus filhos que tomam conta de mim… Eu moro com a minha mãe, mas meu pai vem me visitar, eu moro na rua, não tenho ninguém, eu moro em qualquer lugar… Já morei em tanta casa, que nem me lembro mais, eu moro com os meus pais huhuhuhu!…ouh! ouh!… É preciso amar as pessoas, como se não houvesse amanhã, por que se você parar pra pensar, na verdade não há… Sou uma gota d’água, sou um grão de areia, você me diz que seus pais não te entendem, mas você não entende seus pais… Você culpa seus pais por tudo, isso é absurdo, são crianças como você, o que você vai ser, quando você crescer?…” (Legião Urbana – Pais e Filhos – Comp.: Dado Villa-Lobos / Renato Russo / Marcelo Bonfá)

“…Quem me dera ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro, que entreguei a quem conseguiu me convencer, que era prova de amizade, se alguém levasse embora até o que eu não tinha… Quem me dera ao menos uma vez, esquecer que acreditei que era por brincadeira, que se cortava sempre um pano-de-chão, de linho nobre e pura seda… Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender, que o que aconteceu, ainda está por vir e o futuro não é mais como era antigamente… Quem me dera ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence que não tem o bastante, fala demais por não ter nada a dizer… Quem me dera ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente… Quem me dera ao menos uma vez, entender como um só Deus, ao mesmo tempo é três e esse mesmo Deus foi morto por vocês, sua maldade, então deixaram Deus tão triste… Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda! Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você, que me entende do iní­cio ao fim… E é só você que tem a cura do meu vício de insistir, nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… Quem me dera ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar, que o mundo é perfeito que todas as pessoas são felizes… Quem me dera ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos, obrigado…. Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente…Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda! Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você, que me entende do iní­cio ao fim… E é só você que tem a cura do meu vício de insistir, nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… Nos deram espelhos e vimos um mundo doente… Tentei chorar e não consegui…” (Legião Urbana – Índios – Comp.: Renato Russo)

“Afaste de si o veneno da lisonja. Não creia naqueles que o (a) elogiam sem motivo.Prefira ouvir uma crítica honesta a um galanteio vazio. A crítica aos nossos atos poderão trazer-nos o alerta do que necessitamos para corrigir-nos. O elogio fácil nos amolece e ilude. E nada existe de mais frágil que uma criatura iludida a seu próprio respeito.” (Minutos de sabedoria Pg. 17)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? espero que muito bem.

Nosso final de semana em Lauro de Freitas foi dedicado ao nosso Padroeiro, Santo Amaro de Ipitanga, com uma bela missa, celebrada por Dom Geraldo Magela e com a Igreja Matriz completamente tomada.

Aos ocupantes de cargo comissionado e demais servidores (as), que compareceram, os nossos agradecimentos e as congratulações por terem entendido a importância do momento, por nós vivenciado.

Na manhã/tarde de ontem, tivemos mais uma lavagem das escadarias da Igreja Matriz e, neste aspecto, a lamentar o fechamento do adro da Igreja, de forma diversa do que ocorrera em anos anteriores, de forma similar à Lavagem do Bomfim. Entendo que deva-se dialogar com o pároco Jair, que tem se mostrado sensivel a estas questões, para retrnarmos a fazer em 2012 a Lavagem com o Adro aberto e a Imagem de Santo Amaro na porta da Igreja.

Os parabéns de hoje vão para a colaboradora Jordênia Silva, da SPM, que está aniversariando hoje. Abraços e felicidades.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma segunda feira abençoada por Deus e por Omolu.

Uma otima semana a todos (as),

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9196573284471271823
Twitter: http://www.twitter.com/a_vinagre
Blog: https://oipa2.wordpress.com
Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

Se se morre de amor! – Gonçalves Dias

Se se morre de amor! — Não, não se morre,
Quando é fascinação que nos surpreende
De ruidoso sarau entre os festejos;
Quando luzes, calor, orquestra e flores
Assomos de prazer nos raiam n’alma,
Que embelezada e solta em tal ambiente
No que ouve, e no que vê prazer alcança!

Simpáticas feições, cintura breve,
Graciosa postura, porte airoso,
Uma fita, uma flor entre os cabelos,
Um quê mal definido, acaso podem
Num engano d’amor arrebatar-nos.
Mas isso amor não é; isso é delírio,
Devaneio, ilusão, que se esvaece
Ao som final da orquestra, ao derradeiro

Clarão, que as luzes no morrer despedem:
Se outro nome lhe dão, se amor o chamam,
D’amor igual ninguém sucumbe à perda.
Amor é vida; é ter constantemente
Alma, sentidos, coração — abertos
Ao grande, ao belo; é ser capaz d’extremos,
D’altas virtudes, té capaz de crimes!
Compr’ender o infinito, a imensidade,
E a natureza e Deus; gostar dos campos,
D’aves, flores, murmúrios solitários;
Buscar tristeza, a soledade, o ermo,
E ter o coração em riso e festa;
E à branda festa, ao riso da nossa alma
Fontes de pranto intercalar sem custo;
Conhecer o prazer e a desventura
No mesmo tempo, e ser no mesmo ponto
O ditoso, o misérrimo dos entes;
Isso é amor, e desse amor se morre!

Amar, e não saber, não ter coragem
Para dizer que amor que em nós sentimos;
Temer qu’olhos profanos nos devassem
O templo, onde a melhor porção da vida
Se concentra; onde avaros recatamos
Essa fonte de amor, esses tesouros
Inesgotáveis, d’ilusões floridas;
Sentir, sem que se veja, a quem se adora,
Compr’ender, sem lhe ouvir, seus pensamentos,
Segui-la, sem poder fitar seus olhos,
Amá-la, sem ousar dizer que amamos,
E, temendo roçar os seus vestidos,
Arder por afogá-la em mil abraços:
Isso é amor, e desse amor se morre!

Se tal paixão porém enfim transborda,
Se tem na terra o galardão devido
Em recíproco afeto; e unidas, uma,
Dois seres, duas vidas se procuram,
Entendem-se, confundem-se e penetram
Juntas — em puro céu d’êxtases puros:
Se logo a mão do fado as torna estranhas,
Se os duplica e separa, quando unidos
A mesma vida circulava em ambos;

Que será do que fica, e do que longe
Serve às borrascas de ludíbrio e escárnio?
Pode o raio num píncaro caindo,
Torná-lo dois, e o mar correr entre ambos;
Pode rachar o tronco levantado
E dois cimos depois verem-se erguidos,
Sinais mostrando da aliança antiga;
Dois corações porém, que juntos batem,
Que juntos vivem, — se os separam, morrem;
Ou se entre o próprio estrago inda vegetam,
Se aparência de vida, em mal, conservam,
Ãnsias cruas resumem do proscrito,
Que busca achar no berço a sepultura!

Esse, que sobrevive à própria ruína,
Ao seu viver do coração, — às gratas
Ilusões, quando em leito solitário,
Entre as sombras da noite, em larga insônia,
Devaneando, a futurar venturas,
Mostra-se e brinca a apetecida imagem;
Esse, que à dor tamanha não sucumbe,
Inveja a quem na sepultura encontra
Dos males seus o desejado termo!

Anúncios
Esse post foi publicado em Livros e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s