Trabalhando com Poesia

“…Sempre precisei de um pouco de atenção, acho que não sei quem sou, só sei do que não gosto, nesses dias tão estranhos, fica a poeira se escondendo pelos cantos… Esse é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante; e a primeira vez, sempre a última chance… Ninguém vê onde chegamos, os assassinos estão livres, nós não estamos… Vamos sair! Mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão, procurando emprego… Voltamos a viver, como há dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas… Vamos lá, tudo bem! Eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal prá ir… Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas, esperamos que um dia nossas vidas possam se encontrar… Quando me vi, tendo de viver, comigo apenas e com o mundo, você me veio como um sonho bom e me assustei, não sou perfeito… Eu não esqueço, a riqueza que nós temos, ninguém consegue perceber e de pensar nisso tudo, eu, homem feito, tive medo e não consegui dormir… Vamos sair! Mas não temos mais dinheiro, os meus amigos todos estão, procurando emprego… Voltamos a viver, como há dez anos atrás e a cada hora que passa envelhecemos dez semanas… Vamos lá, tudo bem! Eu só quero me divertir, esquecer dessa noite, ter um lugar legal prá ir… Já entregamos o alvo e a artilharia, comparamos nossas vidas e mesmo assim, não tenho pena de ninguém…” (Legião Urbana – Teatro Dos Vampiros – Comp.: Renato Russo)

“…De tarde quero descansar, chegar até a praia e ver se o vento ainda esta forte e vai ser bom subir nas pedras… Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora… Agora está tão longe ver, a linha do horizonte me distrai, dos nossos planos é que tenho mais saudade, quando olhávamos juntos, na mesma direção… Aonde está você agora, alem de aqui dentro de mim… Agimos certo sem querer, foi só o tempo que errou, vai ser difícil sem você, porque você esta comigo o tempo todo e quando vejo o mar, existe algo que diz, que a vida continua e se entregar é uma bobagem… Já que você não está aqui, o que posso fazer é cuidar de mim, quero ser feliz ao menos, lembra que o plano era ficarmos bem… Eieieieiei! Olha só o que eu achei, humrun, cavalos-marinhos… Sei que faço isso pra esquecer, eu deixo a onda me acertar e o vento vai levando tudo embora…” (Legião Urbana – Vento No Litoral – Comp.: Renato Russo)

“… Se fiquei esperando meu amor passar, já me basta que então, eu não sabia amar… E me via perdido e vivendo em erro, sem querer me machucar de novo, por culpa do amor… Mas você e eu podemos namorar e era simples: ficamos fortes… Quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu, quando se aprende a amar, o mundo passa a ser seu… Sei rimar romã, com travesseiro, quero a minha nação soberana, com espaço, nobreza e descanso… Se fiquei esperando meu amor passar, já me basta que estava então longe de sereno e fiquei tanto tempo duvidando de mim, por fazer amor fazer sentido… Começo a ficar livre, espero, acho que sim… De olhos fechados não me vejo e você sorriu pra mim… “Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós… Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, tende piedade de nós… Cordeiro de Deus que tirai os pecados do mundo, dai-nos a paz…” (Legião Urbana – Se Fiquei Esperando Meu Amor Passar – Comp.: Dado Villa-Lobos/Renato Russo/Marcelo Bonfá)

“Não procure evidência pessoa. Reflita que, quanto mais exposto (a) à visão alheia, mais se tornará alvo de ciúme e inveja. As vibrações negativas, mesmo que não lhe façam mal, positivamente, poderão cansá-lo (a), no trabalho de defender-se. Procure agir discretamente, embora com firmeza, deixando que os (as) vaidosos (as) e vazios (as) se exponham numa evidência de que você, certamente, não necessita para brilhar. O vidro comum brilha muito ao sol, mas o brilho do ouro está escondido no cofre: Nem por isso valerá menos que o vidro…” (Minutos de Sabedoria Pg. 20)

Bom dia pessoal,

Em 20 de Janeiro de 1567 as tropas de Mem de Sá e Estácio de Sá atacam e vencem aos Tamoios e Franceses que Villegaignon havia deixado no rio de Janeiro.

Em 20 de Janeiro de 1951 URSS acusa Reino Unido e França de violação do tratado de amizade feitos durante a 2ª. Guerra Mundial.

Em 20 de Janeiro de 1953Dwight Eisenhower toma posse como Presidente dos EUA.

Em 20 de Janeiro de 1961 John Kennedy assume a Presidência dos EUA.

Em 20 de Janeiro de 1965 Lyndon Johson toma posse como Presidente dos EUA.

Em 20 de Janeiro de 1969 Richard Nixon toma posse como Presidente dos EUA e na mesma data no ano de 1973 toma posse para o segundo mandato.

Em 20 de Janeiro de1977 Jimmy Carter toma posse como Presidente dos EUA.

Em 20 de Janeiro de 1977 Ernesto Geisel inaugura o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro.

Em 20 de Janeiro de1981 Ronald Reagan toma posse como Presidente dos EUA.

Em 20 de Janeiro de 2007 Barack Obama toma posse como Presidente dos EUA.

20 de Janeiro também é dia de homenagem a São Sebastião, Padroeiro da cidade do Rio de Janeiro. Saiba mais sobre sua história em:

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Sebasti%C3%A3o

Desejo a vocês um excelente dia de trabalho. Lembre-se sempre: Nem sempre o atalho, que pode ser o percurso mais curto, é o melhor caminho a seguir!

Abraços paz, energia positiva Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma quinta feira abençoada por Deus e por Oxossi.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9196573284471271823
Twitter: http://www.twitter.com/a_vinagre
Blog: https://oipa2.wordpress.com
Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

A Tempestade – Gonçalves Dias

Quem porfiar contigo… ousara
Da glória o poderio;
Tu que fazes gemer pendido o cedro,
Turbar-se o claro rio?

A. HERCULANO

Um raio
Fulgura
No espaço
Esparso,
De luz;
E trêmulo
E puro
Se aviva,
S’esquiva
Rutila,
Seduz!

Vem a aurora
Pressurosa,
Cor de rosa,
Que se cora
De carmim;
A seus raios
As estrelas,
Que eram belas,
Tem desmaios,
Já por fim.

O sol desponta
Lá no horizonte,
Doirando a fonte,
E o prado e o monte
E o céu e o mar;
E um manto belo
De vivas cores
Adorna as flores,
Que entre verdores
Se vê brilhar.

Um ponto aparece,
Que o dia entristece,
O céu, onde cresce,
De negro a tingir;
Oh! vede a procela
Infrene, mas bela,
No ar s’encapela
Já pronta a rugir!
Não solta a voz canora
No bosque o vate alado,
Que um canto d’inspirado
Tem sempre a cada aurora;
É mudo quanto habita
Da terra n’amplidão.
A coma então luzente
Se agita do arvoredo,
E o vate um canto a medo
Desfere lentamente,
Sentindo opresso o peito
De tanta inspiração.

Fogem do vento que ruge
As nuvens aurinevadas,
Como ovelhas assustadas
Dum fero lobo cerval;
Estilham-se como as velas
Que no alto mar apanha,
Ardendo na usada sanha,
Subitâneo vendaval.

Bem como serpentes que o frio
Em nós emaranha, — salgadas
As ondas s’estanham, pesadas
Batendo no frouxo areal.
Disseras que viras vagando
Nas furnas do céu entreabertas
Que mudas fuzilam, — incertas
Fantasmas do gênio do mal!

E no túrgido ocaso se avista
Entre a cinza que o céu apolvilha,
Um clarão momentâneo que brilha,
Sem das nuvens o seio rasgar;
Logo um raio cintila e mais outro,
Ainda outro veloz, fascinante,
Qual centelha que em rápido instante
Se converte d’incêndios em mar.

Um som longínquo cavernoso e ouco
Rouqueja, e n’amplidão do espaço morre;
Eis outro inda mais perto, inda mais rouco,
Que alpestres cimos mais veloz percorre,
Troveja, estoura, atroa; e dentro em pouco
Do Norte ao Sul, — dum ponto a outro corre:
Devorador incêndio alastra os ares,
Enquanto a noite pesa sobre os mares.

Nos últimos cimos dos montes erguidos
Já silva, já ruge do vento o pegão;
Estorcem-se os leques dos verdes palmares,
Volteiam, rebramam, doudejam nos ares,
Até que lascados baqueiam no chão.

Remexe-se a copa dos troncos altivos,
Transtorna-se, tolda, baqueia também;
E o vento, que as rochas abala no cerro,
Os troncos enlaça nas asas de ferro,
E atira-os raivoso dos montes além.

Da nuvem densa, que no espaço ondeia,
Rasga-se o negro bojo carregado,
E enquanto a luz do raio o sol roxeia,
Onde parece à terra estar colado,
Da chuva, que os sentidos nos enleia,
O forte peso em turbilhão mudado,
Das ruínas completa o grande estrago,
Parecendo mudar a terra em lago.

Inda ronca o trovão retumbante,
Inda o raio fuzila no espaço,
E o corisco num rápido instante
Brilha, fulge, rutila, e fugiu.
Mas se à terra desceu, mirra o tronco,
Cega o triste que iroso ameaça,
E o penedo, que as nuvens devassa,
Como tronco sem viço partiu.

Deixando a palhoça singela,
Humilde labor da pobreza,
Da nossa vaidosa grandeza,
Nivela os fastígios sem dó;
E os templos e as grimpas soberbas,
Palácio ou mesquita preclara,
Que a foice do tempo poupara,
Em breves momentos é pó.

Cresce a chuva, os rios crescem,
Pobres regatos s’empolam,
E nas turvam ondas rolam
Grossos troncos a boiar!
O córrego, qu’inda há pouco
No torrado leito ardia,
É já torrente bravia,
Que da praia arreda o mar.

Mas ai do desditoso,
Que viu crescer a enchente
E desce descuidoso
Ao vale, quando sente
Crescer dum lado e d’outro
O mar da aluvião!
Os troncos arrancados
Sem rumo vão boiantes;
E os tetos arrasados,
Inteiros, flutuantes,
Dão antes crua morte,
Que asilo e proteção!

Porém no ocidente
S’ergue de repente
O arco luzente,
De Deus o farol;
Sucedem-se as cores,
Qu’imitam as flores
Que sembram primores
Dum novo arrebol.

Nas águas pousa;
E a base viva
De luz esquiva,
E a curva altiva
Sublima ao céu;
Inda outro arqueia,
Mais desbotado,
Quase apagado,
Como embotado
De tênue véu.

Tal a chuva
Transparece,
Quando desce
E ainda vê-se
O sol luzir;
Como a virgem,
Que numa hora
Ri-se e cora,
Depois chora
E torna a rir.

A folha
Luzente
Do orvalho
Nitente
A gota
Retrai:
Vacila,
Palpita;
Mais grossa
Hesita,
E treme
E cai.

Anúncios
Esse post foi publicado em Livros e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s