Trabalhando com Poesia

“…A paz invadiu o meu coração, de repente, me encheu de paz, como se o vento de um tufão, arrancasse meus pés do chão, onde eu já não me enterro mais… A paz fez um mar da revolução, invadir meu destino; a paz, como aquela grande explosão, uma bomba sobre o Japão, fez nascer o Japão da paz… Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós; que contradição, só a guerra faz, nosso amor em paz… Eu vim, vim parar na beira do cais, onde a estrada chegou ao fim, onde o fim da tarde é lilás, onde o mar arrebenta em mim, o lamento de tantos “ais”… A paz invadiu o meu coração, de repente, me encheu de paz, como se o vento de um tufão, arrancasse meus pés do chão, onde eu já não me enterro mais… A paz fez um mar da revolução, invadir meu destino; a paz, como aquela grande explosão, uma bomba sobre o Japão, fez nascer o Japão da paz… Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós; que contradição, só a guerra faz, nosso amor em paz… Eu vim, vim parar na beira do cais, onde a estrada chegou ao fim, onde o fim da tarde é lilás, onde o mar arrebenta em mim, o lamento de tantos “ais”… A paz…” (Gilberto Gil – A Paz – Comp.: Gilberto Gil & João Donato)

“…A raça humana é uma semana, do trabalho de Deus, a raça humana é uma semana, do trabalho de Deus, a raça humana é a ferida acesa, uma beleza, uma podridão, o fogo eterno e a morte, a morte e a ressurreição… A raça humana é uma semana, do trabalho de Deus, a raça humana é uma semana, do trabalho de Deus… A raça humana é o cristal de lágrima, da lavra da solidão, da mina, cujo mapa traz na palma da mão… …A raça humana é uma semana, do trabalho de Deus, a raça humana é uma semana, do trabalho de Deus… A raça humana risca, rabisca, pinta, a tinta, a lápis, carvão ou giz, o rosto da saudade, que traz do gênesis, dessa semana santa, entre parênteses, desse divino oásis, da grande apoteose, da perfeição divina, na grande síntese… A raça humana é uma semana, do trabalho de Deus, a raça humana é uma semana, do trabalho de Deus…” (Gilberto Gil – A Raça Humana – Comp.: Gilberto Gil)

“…O rei da brincadeira, ê, José! O rei da confusão, ê, João! Um trabalhava na feira, ê, José!, Outro na construção, ê, João!… A semana passada, no fim da semana, João resolveu não brigar, no domingo de tarde saiu apressado e não foi prá Ribeira jogar capoeira! Não foi prá lá pra Ribeira, foi namorar… O José como sempre, no fim da semana, guardou a barraca e sumiu, foi fazer no domingo, um passeio no parque, lá perto da Boca do Rio… Foi no parque que ele avistou Juliana, foi que ele viu, foi que ele viu Juliana na roda com João, uma rosa e um sorvete na mão, Juliana seu sonho, uma ilusão, Juliana e o amigo João… O espinho da rosa feriu Zé, feriu Zé! Feriu Zé! E o sorvete gelou seu coração, o sorvete e a rosa, ô, José! A rosa e o sorvete, ô, José! Foi dançando no peito, ô, José! Do José brincalhão, ô, José!… O sorvete e a rosa, ô, José! A rosa e o sorvete, ô, José! Oi girando na mente, ô, José! Do José brincalhão, ô, José!… Juliana girando, oi girando! Oi, na roda gigante, oi, girando! Oi, na roda gigante, oi, girando! O amigo João, João… O sorvete é morango é vermelho! Oi, girando e a rosa é vermelha! Oi girando, girando é vermelha! Oi, girando, girando… Olha a faca! Olha a faca! Olha o sangue na mão, ê, José! Juliana no chão, ê, José! Outro corpo caído, ê, José! Seu amigo João, ê, José!… Amanhã não tem feira, ê, José! Não tem mais construção, ê, João! Não tem mais brincadeira, ê, José! Não tem mais confusão, ê, João!…” (Gilberto Gil – Domingo no Parque – Comp.: Gilberto Gil)

“…Um dia vivi a ilusão de que ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo me daria, do que eu quisesse ter… Que nada, minha porção mulher que até então se resguardara, é a porção melhor que trago em mim agora, é o que me faz viver… Quem dera pudesse todo homem compreender, ó mãe, quem dera, ser o verão no apogeu da primavera e só por ela ser… Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história, por causa da mulher… Quem sabe o super-homem venha nos restituir a glória, mudando como um Deus o curso da história, por causa da mulher… ” (Gilberto Gil – Super-Homem, a Canção – Comp.: Gilberto Gil)

“Visite os pobres e enfermos. Pelo menos uma vez por semana dedique algumas horas a consolar um coração aflito. O consolo que você levar, mesmo com sacrifício de sua parte, é a garantia de que está cumprindo um dever de cristão e de homem/mulher. Não espere que o procurem, para agir fraternalmente, amparando os fracos e confortando os tristes. Nem pense que você está dando mais do que recebe: quem consola um coração triste, na realidade recebe muito mais do que dá.” (Minutos de sabedoria Pg. 28)

Bom dia pessoal,

Em 28 de Janeiro de 1808 Carta Régia abre os portos brasileiros às nações amigas.

Em 28 de Janeiro de 1942 Brasil rompe com os países do Eixo Nazista. Em 22 de Agosto daquele ano o Brasil entraria na II Guerra ao lado dos aliados.

Em 28 de Janeiro de 1956 O Pacto de Varsóvia admite o ingresso em seus quadros da República Democrática Alemã.

Em 28 de Janeiro de 1986 A nave espacial Challenger explode no ar, 1min12s após o seu lançamento e mata seus sete tripulantes.

Em 28 de Janeiro de 2008 Israel faz pedido público de desculpas aos Beatles por tê-los proibido de se apresentar em 1965, no seu território.

Hoje é aniversário da colaboradora Adnélia Bispo (Isis), a quem parabenizamos, juntamente com os demais servidores (as) que também completam anos hoje.

Amanhã dia 29 de Janeiro, aniversaria a nossa amiga e colaboradora Fernanda Maia. Antecipadamente os nossos parabéns a ela, juntamente com os demais servidores (as) que também completam anos amanhã e domingo!

Fico imaginando as vezes o que nos faz otimistas ou pessimistas a longo de certa jornada, seja ela um dia, uma noite, etc, ou numa ou noutra tarefa. Quero crer que a nossa capacidade de acreditar em nós mesmos (as), independente dos contratempos ou obstáculos.

É fantástico como há pessoas que não conseguem olhar por cima dos próprios ombros e enxergar o rastro de coisas erradas que faz, mas, é o (a) primeiro (a) a enxergar o “erro” efetivo ou suposto do (a) outro (a).

Não ligue para isso! Se você tem certeza de que está correto (a), siga em frente e corra atrás da sua felicidade e do seu crescimento, mas, lembre-se: ele só será efetivo e completo se você conseguir seguir os seus princípios e ter condições, lá na frente, de olhar para trás e perceber que poderia fazer o mesmo caminho, sem arrependimentos.

Abraços paz, energia positiva Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma Sexta feira Abençoada por Deus e pela paz de Oxalá.

Um excelente final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
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Amar – Carlos Drummond de Andrade

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

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