Trabalhando com Poesia

“…Se um dia, meu coração for consultado, para saber se andou errado, será difícil negar… Meu coração tem mania de amor, amor não é fácil de achar, a marca dos meus desenganos ficou, ficou, só um amor pode apagar, a marca dos meus desenganos ficou, ficou, só um amor pode apagar… Porém! Ai porém! Há um caso diferente, que marcou num breve tempo, meu coração para sempre… Era dia de Carnaval. Carregava uma tristeza, não pensava em novo amor, quando alguém que não me lembro anunciou: Portela, Portela, o samba trazendo alvorada, meu coração conquistou… Ah! Minha Portela! Quando vi você passar, senti meu coração apressado, todo o meu corpo tomado, minha alegria voltar, não posso definir aquele azul, não era do céu, nem era do mar… Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar… Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar… Foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar!…” (Paulinho da Viola – Foi Um Rio Que Passou em Minha Vida – Comp.: Paulinho da Viola)

“…Antigamente era Paulo da Portela, agora é Paulinho da Viola… Antigamente era Paulo da Portela, agora é Paulinho da Viola…Paulo da Portela, nosso professor, Paulinho da Viola, o seu sucessor. Vejam que coisa tão bela, o passado e o presente da nossa querida Portela… Vejam que coisa tão bela, o passado e o presente da nossa querida Portela… Paulo, com sua voz comovente, cantava, ensinando a gente, com pureza e prazer… O seu sucessor na mesma trilha, é razão que hoje brilha, vaidade nele não se vê… Ó Deus, conservai esse menino, que a Portela do Seu Natalino, saúda com amor e paz… Quem manda um abraço é Rufino, pois Candeia e Picolino lhe desejam muito mais… Quem manda um abraço é Rufino, pois Candeia e Picolino lhe desejam muito mais… Pois Candeia e Picolino lhe desejam muito mais… Pois Candeia e Picolino lhe desejam muito mais…” (Monarco, Paulinho da Viola e Velha Guarda da Portela – De Paulo a Paulinho – Comp.: Chico Santana-Monarco)

“…Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval! Na vida de um sonhador, de um sonhador! Quanta gente aí se engana e cai da cama, com toda a ilusão que sonhou e a grandeza se desfaz, quando a solidão é mais, alguém já falou… Mas é preciso viver e viver, não é brincadeira não, quando o jeito é se virar, cada um trata de si, irmão desconhece irmão e aí! Dinheiro na mão é vendaval, dinheiro na mão é solução e solidão! Dinheiro na mão é vendaval, dinheiro na mão é solução e solidão!… Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval! Na vida de um sonhador, de um sonhador! Quanta gente aí se engana e cai da cama, com toda a ilusão que sonhou e a grandeza se desfaz, quando a solidão é mais, alguém já falou… Mas é preciso viver e viver, não é brincadeira não, quando o jeito é se virar, cada um trata de si, irmão desconhece irmão e aí! Dinheiro na mão é vendaval, dinheiro na mão é solução e solidão! Dinheiro na mão é vendaval, dinheiro na mão é solução e solidão!… E solidão!… E solidão!… E solidão!…” (Paulinho da Viola – Pecado Capital – Comp.: Paulinho da Viola)

“Ajude a natureza! Não destrua os bens que a natureza coloca a seu dispor, para ajudá-lo (a) a progredir. Coopere com as árvores, porque elas cooperam com a suá vida, na purificação do ar que você respira. Colabore com a pureza das fontes, porque elas lhe fornecem água para dessedentar seu corpo. Auxilie o solo a produzir, para que o pão seja sempre farto na mesa de todos (as). Ajude à Natureza!” (Minutos de Sabedoria Pg. 35)
Bom dia pessoal,

As homenagens de hoje, além das pessoas que aniversariam neste dia, vão para o maior, mais famoso e tradicional Afoxé da Bahia e do Brasil: O Afoxé Filhos de Gandhy, agremiação que tenho a honra de integrar.

Em 1948 os estivadores eram tidos como privilegiados, dadas as condições econômicas da época que lhes favorecia e ao fato de não terem patrões. O trabalho era fiscalizado pelo próprio sindicato dos estivadores, o que lhes conferia um certo status. Data desse ano a fundação do bloco “Comendo Coentro”, composto de um caminhão em que se instalou vários instrumentos musicais, seguido dos estivadores, trajados finamente com o que de mais elegante existia: roupas de linho importado, chapéus “Panamá” e sapatos “Scamatchia”. A festa era regada a muita comida e bebida e os estivadores chegavam a alugar barracas para a farra carnavalesca.

Conheça mais sobre a história do Afoxé Filhos de Gandhy nos links:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Filhos_de_Gandhy

http://www.filhosdegandhy.com.br

Em homenagem ao tapete branco da paz, reproduzo abaixo a composição de Tonho Matéria, na voz de Daniela Mercury. Olha o Gandhy aê… Ajayô!!

“…Olha o Gandhi aê, olha o Gandhi aê ô… Toca curimbó que a terra é nossa, Gandhi, toca que eu quero ouvir seu som gigante, toca que eu quero me embalar, no Alá de Oxalá, toca que eu quero ouvir seu som gigante… Das mãos do Alabê, ouço o som do tambor e o fino toque do agogô… Todo mundo quer ver o tapete branco passar, transbordando a avenida de paz, só pra cantar… Olha o Gandhi aê, olha o Gandhi aê ô… Ê lá vai o Gandhi, ê com a patuscada… Das mãos do Alabê, ouço o som do tambor e o fino toque do agogô… Todo mundo quer ver o tapete branco passar, transbordando a avenida de paz, só pra cantar… Olha o Gandhi aê, olha o Gandhi aê ô… Ê lá vai o Gandhi, ê com a patuscada…”

Para comemorar este dia acontece neste instante missa em ação de graças pelos 62 anos da entidade, seguida de café da manhã festivo.

Mais um final de semana e deixo aqui o desejo de que tenham momentos de paz e de lazer com seus familiares e amigos.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma sexta feira abençoada por Deus e pela paz de Oxalá.

Bom final de semana e até segunda feira,

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
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Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

Amanhecimento – Elisa Lucinda

De tanta noite que dormi contigo
no sono acordado dos amores
de tudo que desembocamos em amanhecimento
a aurora acabou por virar processo.
Mesmo agora
quando nossos poentes se acumulam
quando nossos destinos se torturam
no acaso ocaso das escolhas
as ternas folhas roçam
a dura parede.
nossa sede se esconde
atrás do tronco da árvore
e geme muda de modo a
só nós ouvirmos.
Vai assim seguindo o desfile das tentativas de nãos
o pio de todas as asneiras
todas as besteiras se acumulam em vão ao pé da montanha
Para um dia partirem em revoada.
Ainda que nos anoiteça
tem manhã nessa invernada
Violões, canções, invenções de alvorada…
Ninguém repara,
nossa noite está acostumada.

Au Gratin – Elisa Lucinda

Fumo um cigarro fino
Como um palito
O calor do Rio é ridículo
Calor de chuva enrustida
Calor do céu oprimido
De inferno mal resolvido
Que não sabe se queima esse cara
Ou o assa ao ponto
Um calor filho da puta
Um calor de estufa
E eu sem nem ser judia
Sofro aos pouquinhos
Sofro esse zé pagodinho
Ardo nesse pecado que não cometi
Nesse forno onde me meti
Por uma apimentada dica
De um nordestino
Que me mostrou uma placa citada, tinhosa:
“CIDADE MARAVILHOSA”
Eu vim.

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