Trabalhando com Poesia

“… Bota dendê no meu caruru, bota dendê no meu vatapá, eu quero ver o caldeirão ferver, põe pimenta pra arder, já mandei botar dendê, eu quero ver o caldeirão ferver, põe pimenta pra arder, já mandei botar dendê… Bota dendê… Bota dendê no meu caruru, bota dendê no meu vatapá, eu quero ver o caldeirão ferver, põe pimenta pra arder, já mandei botar dendê, eu quero ver o caldeirão ferver, põe pimenta pra arder, já mandei botar dendê… Já mandei botar dendê, pra dar gosto no tempero, já mandei botar dendê, pro sabor bailar no cheiro, bota, se não eu não vou comer, eu não quero me aborrecer, já mandei botar dendê…. Faça o favor de me obedecer, se não brigo com você, já mandei botar dendê… Sinto saudade da comida de sinhá, que jamais deixou de usar, dendê pra dar bom paladar, é na moqueca, é no bobó, é no xinxim, bota um pouco mais pra mim, tempero sem dendê, não dá… O tempero é gostoso, vem ver, é gostoso demais, pode crer, vem comigo sentir o prazer, de provar do dendê… O tempero é gostoso, vem ver, é gostoso demais, pode crer, vem comigo sentir o prazer, de provar do dendê… Bota dendê…Bota dendê no meu caruru, bota dendê no meu vatapá, eu quero ver o caldeirão ferver, põe pimenta pra arder, já mandei botar dendê, eu quero ver o caldeirão ferver, põe pimenta pra arder, já mandei botar dendê… Já mandei botar dendê, pra dar gosto no tempero, já mandei botar dendê, pro sabor bailar no cheiro, bota, se não eu não vou comer, eu não quero me aborrecer, já mandei botar dendê…. Faça o favor de me obedecer, se não brigo com você, já mandei botar dendê… Sinto saudade da comida de sinhá, que jamais deixou de usar, dendê pra dar bom paladar, é na moqueca, é no bobó, é no xinxim, bota um pouco mais pra mim, tempero sem dendê, não dá… O tempero é gostoso, vem ver, é gostoso demais, pode crer, vem comigo sentir o prazer, de provar do dendê… O tempero é gostoso, vem ver, é gostoso demais, pode crer, vem comigo sentir o prazer, de provar do dendê… ” (Arlindo Cruz – Já Mandei Botar Dendê – Comp.: Zeca Pagodinho – Arlindo Cruz – Maurição)

“… Eu também fico o dia todo na janela esperando aquela mulata mais bela do bairro passar, ela é por demais diferente, nunca vi mulher tão atraente, faz qualquer homem a cuca virar… Eu também fico o dia todo na janela esperando aquela mulata mais bela do bairro passar, ela é por demais diferente, nunca vi mulher tão atraente, faz qualquer homem a cuca virar… Essa fêmea tem um rebolado que é uma sensação, seus cabelos são longos, o corpo é igual violão, eu sigo seus passos, não sei o que faço, pra cair em seus braços, vou morrer de paixão…Eu sigo seus passos, não sei o que faço, pra cair em seus braços, vou morrer de paixão… Eu também fico o dia todo na janela esperando aquela mulata mais bela do bairro passar, ela é por demais diferente, nunca vi mulher tão atraente, faz qualquer homem a cuca virar… Eu também fico o dia todo na janela esperando aquela mulata mais bela do bairro passar, ela é por demais diferente, nunca vi mulher tão atraente, faz qualquer homem a cuca virar… Essa fêmea tem um rebolado que é uma sensação, seus cabelos são longos, o corpo é igual violão, eu sigo seus passos, não sei o que faço, pra cair em seus braços, vou morrer de paixão…Eu sigo seus passos, não sei o que faço, pra cair em seus braços, vou morrer de paixão… Eu também fico o dia todo na janela… Eu também fico o dia todo na janela …Eu também fico o dia todo na janela… ” (Arlindo Cruz & Dudu Nobre – Mulata Beleza – Comp.: Zé Roberto)

“… Eu vou fingir que morri, pra ver quem vai chorar por mim e quem vai ficar gargalhando no meu gurufim, quem vai beber minha cachaça e tomar do meu café e quem vai ficar paquerando a minha mulher… Eu vou fingir que morri, pra ver quem vai chorar por mim e quem vai ficar gargalhando no meu gurufim, quem vai beber minha cachaça e tomar do meu café e quem vai ficar paquerando a minha mulher… Quando o caixão chegar, eu me levanto da mesa e vou logo apagar as quarto velas acesas e vou dizer pra minha mãe, não chora, amigo a gente vê é nessa hora…E vou dizer pra minha mãe, pra minha mãe, mamãe não chora, amigo a gente vê é nessa hora… Eu vou fingir que morri, pra ver quem vai chorar por mim e quem vai ficar gargalhando no meu gurufim, quem vai beber minha cachaça e tomar do meu café e quem vai ficar paquerando a minha mulher… Eu vou fingir que morri, pra ver quem vai chorar por mim e quem vai ficar gargalhando no meu gurufim, quem vai beber minha cachaça e tomar do meu café e quem vai ficar paquerando a minha mulher… Quando o caixão chegar, eu me levanto da mesa e vou logo apagar as quarto velas acesas e vou dizer pra minha mãe, não chora, amigo a gente vê é nessa hora…E vou dizer pra minha mãe, pra minha mãe, mamãe não chora, amigo a gente vê é nessa hora… Amigo a gente vê, amigo a gente vê, amigo a gente vê é nessa hora… Amigo a gente vê, amigo a gente vê, amigo a gente vê é nessa hora…” (Arlindo Cruz – Meu Gurufim – Comp.: Lino Roberto – Dominguinho – Bafo da Onça)

“… Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… Vou mostrar para ele que não sou mané, me garanto no banjo e ainda digo no pé, eu não deixo furo e no samba duro, na festa da Penha já disse qual é… Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… Quem não acredita emburaca pra ver, tiro chinfra adoidado se o coro comer, eu sou da antiga eu não gosto de briga, mas não vou correr, sem ele, Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… Tem até filmadora pra gente filmar, ele pagando mico, tentando versar, quero ver se ele agüenta, ficar de marola com a rapaziada até o sol raiar, já versei com Aniceto e o velho Babau, com Geraldo Babão, Paderinho e Guara, eu nunca me entrego, quem é esse prego pra me esculachar?… Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… Esse mala sem alça hoje vai me pagar, dá um lençol de casado pra ele enxugar e secar todo pranto, bastante cuidado com esse comédia, pra não se afogar, ele tem que aprender respeitar a raiz, que um sambista da antiga não diz blá blá blá, quando chegar meu banjo, vai sobrar ouriço pra ele sentar… Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… Sem ele no pagode eu não me arranjo, vai buscar o meu banjo que hoje eu quero versar, curti com a cara desse marmanjo, que chegou no pagode dizendo que pode até me derrubar… ” (Arlindo Cruz – O Banjo – Comp.: Luiz Grande – Marquinho Diniz – Barberinho do Jacarezinho)

“… A minha vida é um mar de rosas, em tua companhia, brigamos mil vezes ao dia, mas depois das brigas retorna a harmonia, àss vezes ela é dengosa, às vezes é bicho de peçonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… A sua vida é um mar de rosas, em minha companhia, brigamos mil vezes ao dia, mas depois das brigas retorna a harmonia, às vezes eu sou dengosa, às vezes sou bicho de peçonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Nós brigamos por ciúmes, costumes, queixumes ou coisas banais, não quero que ele fume, ele quer que o perfume que eu use, não cheire demais, crigamos quando sou bravo, brigamos até quando banco o pamonha, por que…Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… A minha vida… A minha vida é um mar de rosas, em tua companhia, brigamos mil vezes ao dia, mas depois das brigas retorna a harmonia, àss vezes ela é dengosa, às vezes é bicho de peçonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Às vezes ela provoca e às vezes sou eu o provocador, mas, quando fazemos as pazes, nós somos os azes na arte do amor, mesmo brigando esperamos, por muitas visitas da Dona Cegonha, por que, Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… Sem vergonha, somos um casal sem vergonha… ” (Arlindo Cruz & Maria Rita – Casal sem vergonha – Comp.: Acyr Marques – Arlindo Cruz)

“Sua irritação não solucionará problema algum! Medite na grande vantagem de não irritar-se, para não prejudicar sua saúde. Se você não se irritar, seu interlocutor voltará aos poucos à serenidade, e todos poderão entender-se. Seja calmo. Pense bastante entes de falar. E não se irrite, porque a irritação não pode solucionar nenhum problema!” (Minutos de Sabedoria Pg. 44)

Bom dia pessoal,

Como já dizia Jerônimo, em um de seus sucessos: “…Já é carnaval, cidade, acorda prá ver, a chuva passou cidade e o sol brilhaê…” Começou, ontem a noite o carnaval de Salvador, com a passagem de diversas bandas e charangas pelas ruas da Barra, hoje a noite acontece a entrega das chaves da cidade ao Rei Momo, Rainha e Princesas do Carnaval, bem como os desfiles oficiais pelos 3 circuitos oficiais.

Quem optar por ficar no município também poderá curtir as diversas atrações locais que puxarão os blocos de sexta feira até a quarta feira, quandoocorre o arrastão do Bankoma pelas ruas de Portão.

Por falar em Bankoma, o bloco que se traduz em umas das grandes atrações entre os Afro do carnaval da capital se apresenta hoje e sábado, no circuito Osmar (Campo Grande). Estaremos no Bankoma sábado, tendo em vista que hoje, tradicionalmente estaremos mais uma vez nas vileiras Azuis e Brancas do Alerta Geral, o maior e melhor bloco de samba do carnaval baiano. Amanhã será a vez do bloco Saudade e Folia levar o Samba de partido alto para a avenida, com as bandas Bom Gosto e Fora da Mídia, além de Arlindo Cruz filho e convidados. Domingo, Segunda e Terça, os Filhos de Gandhi estarão nas ruas (Segunda na Barra), levando seu axé com odor de Alfazema e a paz de Oxalá, nos passos e nas canções do Ijexá. O Afoxè mais antigo e mais tradicional do Brasil deverá levar cerca de 10 mil integrantes às ruas de Salvador, produzindo uma das cenas mais belas e emocionantes do Carnaval de Salvador que é a passagem do tapete branco da paz. Nos vemos por lá!

Quero desejar a cada um (a) de vocês, que irão brincar o carnaval, que o faça com tranquilidade, paz de espírito e que na quarta feira, apesar de esgotados fisicamente, nossas baterias possam estar super recarregadas para o restante do ano. Saímos hoje as 17 horas e voltamos a nos encontrar na quarta feira as 13 horas.

Também se apresentam no carnaval de Salvador o Zambiã, puxado pelas meninas do Zambiã, bloco da Itinga (Sexta e domingo no Circuito Batatinha – Pelourinho)e o Atikun, bloco percursivo de Portão Sexta no Pelourinho e Segunda na Mudança do Garcia).

Detalhes do Carnaval em Lauro podem ser vistos em http://www.imprensalauro.com.br

Quero apresentar os meus parabéns atrasados aqui, já que fiz atempadamente ontem por telefone, os nossos parabéns ao colega de PMLF e de faculdade, Edmilson Sales e, na figura dele, parabenizo a todos que fizeram ontem e farão nos próximos dias.

Parabenizar antecipadamente minha querida filha Fabiana, que na próxima segunda feira de carnaval estará fazendo mais uma primavera. Que Deus e Inansã sigam te protegendo e dando sabedoria para fazer as escolhas que a vida apresentr a sua frente.

Sem esquecer logicamente, de parabenizar a todas as mulheres, que na próxima terça feira de carnaval têm a passagem do dia internacional em homenagem a sua luta histórica por igualdade de direitos e condições de vida. A luta continua!

Em 03 de Março de 1985 Morre, aos 92 anos de idade, o artista plástico Gabriel Joaquim dos Santos, autor da Casa da Flor, magnífica obra arquitetônica fita de cacos de louça coloridos, em São Pedro da Aldeia,RJ.

03 de Março comemora-se também o dia do Meteorologista. Que o seu dia possa ser comemorado nos próximos seis dias, com previsões de tempo bom e de muito sol na flia brasileira.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e o desejo de um carnaval de paz. Uma quinta feira abençoada por Deus e por Oxossi.

Bom carnaval e até quarta feira,

Apio Vinagre Nascimento
e-mail: oipa@uol.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
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Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

EM BUSCA DO AMOR – Florbela Espanca

O meu Destino disse-me a chorar:
“Pela estrada da Vida vai andando;
E, aos que vires passar, interrogando
Acerca do Amor, que hás de encontrar.”
Fui pela estrada a rir e a cantar,
As contas do meu sonho desfilando…
E noite e dia, à chuva e ao luar,
Fui sempre caminhando e perguntando…
Mesmo a um velho eu perguntei: “Velhinho,
Viste o Amor acaso em teu caminho?”
E o velho estremeceu… olhou… e riu…
Agora pela estrada, já cansados,
Voltam todos pra trás, desanimados…
E eu paro a murmurar: “Ninguém o viu!…”

IMPOSSÍVEL – Florbela Espanca

Disseram-me hoje, assim, ao ver-me triste:
“Parece Sexta-Feira de Paixão.
Sempre a cismar, cismar d’olhos no chão,
Sempre a pensar na dor que não existe…
O que é que tem?! Tão nova e sempre triste!
Faça por ’star contente! Pois então?!…”
Quando se sofre, o que se diz é vão…
Meu coração, tudo, calado, ouviste…
Os meus males ninguém mos adivinha…
A minha Dor não fala, anda sozinha…
Dissesse ela o que sente! Ai quem me dera!…
Os males d’Anto toda a gente os sabe!
Os meus… ninguém… A minha Dor não cabe
Nos cem milhões de versos que eu fizera!…

Amiga – Florbela Espanca

Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa, a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho…
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho…

Beija-mas bem!… Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei prà minha boca!…

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