Trabalhando com Poesia

“… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã penteia os seus cabelos macios, quando a luz da lua cheia clareia as águas do rio, Ogum sonhava com a filha de Nanã e pensava que as estrelas eram os olhos de Yansã… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar…Na terra dos orixás, o amor se dividia, entre um Deus que era de paz e outro Deus que combatia… Como a luta só termina quando existe um vencedor, Yansã virou rainha da coroa de Xangô… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar…” (Clara Nunes – A Deusa dos Orixás – Comp.: Romildo/Toninho)

“… Fumo de rolo arreio e cangalha, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Bolo de milho broa e cocada, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Pé de moleque, alecrim, canela, moleque sai daqui me deixa trabalhar e Zé saiu correndo pra feira de pássaros e foi passo-voando pra todo lugar… Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar, tomar uma bicada com lambu assado e olhar pra Maria do Juá… Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar, tomar uma bicada com lambu assado e olhar pra Maria do Juá… Cabresto de cavalo e rabichola, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Farinha rapadura e graviola, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Pavio de cadeeiro panela de barro, menino vou me embora, tenho que voltar, xaxar o meu roçado que nem boi de carro, alpargata de arrasto não quer me levar… Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar… Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar… Eiii forró da mulestia…Mais é que tem um sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar… Eitaa Sanfoneiro da gota serena…” (Clara Nunes – Feira de Mangaió – Comp.: Glorinha Gadelha / Sivuca)

“Se alguém não o (a) compreende, perdoe, e siga em frente! Não guarde em seu coração mágoas e ressentimentos, medo e tristeza. Caminhe para a frente! Quanta gente espera de você apoio, compreensão e carinho? Se não o (a) compreendem, não se importe. Perdoe e siga em frente, por que em todos os caminhos encontraremos sempre lições preciosas, que nos farão progredir.” (Minutos de Sabedoria Pg. 45)

Bom dia pessoal,

Como foram de carnaval? Espero que muito bem.

Uma pergunta não quer calar em minha mente, passados os seis dias de folia? A quem definitivamente interessa o fim do carnaval do centro da cidade?

O mais tradicional circuito está sendo abandonado pelas “Estrelas” do Axé Music, que chegaram onde estão, ironicamente, pela exposição de suas performances naquele palco do Campo Grande! Ou será que Bel, Daniela, Ivete, Cláudia Leite, entre outros (as) esquecem disso? O comportamento da mídia televisiva não é diferente! Entre quinta e domingo, passei sempre depois das 22 horas pelo Campo Grande e, pasmem, todo o aparato da maioria delas (Exceto honrosamente a nossa TVE), mantendo na maioria das vezes um cinegrafista para colher imagens, para depois se vangloriarem de terem feito a “maior e melhor cobertura”.

A partir do domingo começamos a ver alguns dos que contribuíram para esta situação, nada a assombrar, tendo o conselho do carnaval, quem tem. Não esqueço de como os Internacionais perderam o Chiclete com Banana e como modificou o perfil dos seus associados.

Os parabéns a Márcio Vitor pelo discurso feito à frente do camarote do Pida, sobre preconceito, mas, esses parabéns só valerão se ele levar a cabo o que todo cidadão vítima de preconceito deve fazer: Denunciar juridicamente o autor, para que cada vez menos possamos vivenciar este nefasto crime contra a dignidade da pessoa humana.

Quero deixar aqui a minha solidariedade à amiga e ex-colaboradora da SEGOv, Rosângela, pela perda de sua mãe, desejando-lhe toda a força necessária para suplantar esse momento de dor.

Em 09 de Março de 1451 Nasce Américo Vespúcio, navegador, mercador, geógrafo e explorador de oceanos. Em sua homenagem foi batizado o continente americano.

Em 09 de Março de 1500 parte de Portugal a frota comandada por Pedro Álvares Cabral, que desembarcaria no Brasil em 22 de Abril de 1500.

Em 09 de Março de 2001 Os cientistas Panayiotis Zavos (americano) e Severino Antinori (Italiano) se declaram prontos para produzir clones de seres humanos.

Semana curta, sinôimo de trabalho dobrado, sendo assim, desejo todo o sucesso a cada um (a) de vocês.

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e uma quarta feira abençoada por Deus e por Yansã.

Apio Vinagre Nascimento
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CANTO À AMADA – Solano Trindade

Eu tenho uns versos bonitos
pra cantar pra minha amada
sempre sempre desdobrada
em beleza e formosura
Ontem minha amada estava
dentro da cara da Lua
numa garota da rua
no palhaço da folia
Um dia vi minha amada
nas águas do grande mar
outra vez a encontrei
num belo maracatu
Numa canção ela estava
num samba estava também
estava numa boa pinga
sempre está no meu amor
Eu tenho uns versos bonitos
pra cantar pra minha amada
sempre sempre desdobrada
em beleza e formosura

SOU NEGRO – Solano Trindade

A Dione Silva

Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh’alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh’alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação…

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