Trabalhando com Poesia

“… Ah! Que saudade de você, estou a te esperar, a dor ainda está no meu peito… Ah! Nas ruas meu olhar fica a te procurar, a dor ainda está no meu peito… Ah! As marcas de batom, num casaco de vison, aquele beijo imaginar, beijo na boca de lingua… Ah! Com os amigos vou jogar bate papo e conversa fora, prá tentar me segurar… Me liga! Me manda um telegrama, uma carta de amor, de Amor! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá… Ah! Que saudade de você, estou a te esperar, a dor ainda está no meu peito… Ah! Nas ruas meu olhar fica a te procurar, a dor ainda está no meu peito… Ah! As marcas de batom, num casaco de vison, aquele beijo imaginar, beijo na boca de lingua… Ah! Com os amigos vou jogar bate papo e conversa fora, prá tentar me segurar… Me liga! Me manda um telegrama, uma carta de amor, de Amor! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá… Me liga! Me manda um telegrama, uma carta de amor, de Amor! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá, eu vou! Que eu vou até lá…” (Exaltasamba – Telegrama – Comp.: Leandro Lehart)

“… Vem a noite e eu tão só, doidinho prá te ver, no meu quarto, na pior, querendo só você… Nem a lua, nem o sol acendem o coração, é tão triste adormecer e acordar na solidão… Passa o dia o tempo passa, oh, oh, oh! E a saudade me maltrata, êh! Laiá! Tô carente, tô sozinho, oh, oh, oh! Sinto falta do amorzinho, que você sabe dar… Ficar sem te ver, só vai machucar, louca paixão deixa eu te amar! Louca paixão, deixa eu te amar… Oh oh! Oh oh! Deixa eu te amar! Oh oh! Oh oh! Deixa eu te amar… Vem a noite e eu tão só, doidinho prá te ver, no meu quarto, na pior, querendo só você… Nem a lua, nem o sol acendem o coração, é tão triste adormecer e acordar na solidão… Passa o dia o tempo passa, oh, oh, oh! E a saudade me maltrata, êh! Laiá! Tô carente, tô sozinho, oh, oh, oh! Sinto falta do amorzinho, que você sabe dar… Ficar sem te ver, só vai machucar, louca paixão deixa eu te amar! Louca paixão, deixa eu te amar… Oh oh! Oh oh! Deixa eu te amar! Oh oh! Oh oh! Deixa eu te amar… Ficar sem te ver, só vai machucar, louca paixão deixa eu te amar! Louca paixão, deixa eu te amar… Oh oh! Oh oh! Deixa eu te amar! Oh oh! Oh oh! Deixa eu te amar…” (Exaltasamba – Louca Paixão – Comp.: Ana Lins/ Ricardo Peres)

“… Eu não vou suportar mais uma noite fria sem te ter, vem me aquecer. É difícil esconder a dor da tua ausência e quem me vê, logo percebe… Outros lábios beijei, mas neles não senti, O amor que eu deixei guardado só pra ti… Faz falta! Tua vida junto a minha, me falta, vontade de seguir nessa estrada, traz de volta a metade que esta faltando em mim… Eu não vou suportar mais uma noite fria sem te ter, vem me aquecer. É difícil esconder a dor da tua ausência e quem me vê, logo percebe… Outros lábios beijei, mas neles não senti, O amor que eu deixei guardado só pra ti… Faz falta! Tua vida junto a minha, me falta, vontade de seguir nessa estrada, traz de volta a metade que esta faltando em mim… Faz falta! Tua vida junto a minha, me falta, vontade de seguir nessa estrada, traz de volta a metade que esta faltando em mim… Faz falta! Tua vida junto a minha, me falta, vontade de seguir nessa estrada, traz de volta a metade que esta faltando em mim…” (Exaltasamba – Faz Falta – Comp.: Thiaguinho / Claudio Bonfin / Indio)

“Não perca sua serenidade. A raiva faz mal à saúde, o rancor estraga o fígado, a mágoa envenena o coração. Domine suas reações emotivas. Seja dono de si mesmo. Não jogue lenha no fogo de seu aborrecimento. Esqueça e passe adiante, para não perder sua serenidade. Não perca sua calma. Pense antes de falar, e não ceda a sua impulsividade.” (Minutos de Sabedoria Pg. 89)

“Procure descobrir o seu caminho na vida. Ninguém é responsável por nosso destino, a não ser nós mesmos. Nós é que temos que descobrir a estrada e segui-la com os nossos próprios pés. Desperte para a vida, para a Verdadeira Vida. E, se deseja a felicidade, lembre-se: você é o único responsável por seu destino. Supere as dificuldades, vença os obstáculos e construa sua vida.” (Minutos de Sabedoria Pg. 90)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Começamos hoje mais uma jornada semanal e espero que estejamos todos e todas revigorados (as) e prontos para cada dia melhorar ainda mais a nossa atuação, não só no trabalho, mas, principalmente na vida.

A perda de pessoas queridas é sempre acompanhada de muita dor e por mais que palavras confortem, nunca irão calar a dor que se encerra nos corações de quem fica, pois, por mais espiritualizados que sejamos, por mais entendimento que tenhamos acerca desta mudança de plano de vida, a primeira sensação é a de rompimento de uma relação, que por muitas vezes é, além de duradoura, carregada de muito amor e de carinho.

Quero me solidarizar com Letícia pela perda de um grande amigo e de uma familiar, ocorridas na semana passada, com Victor Arnon, pela perda de seu filhinho Artur. Que a energia positiva que movimenta o universo possa trazer a paz de espírito necessária para conviver com este momento.

Publiquei em meu blog a nota do Conselho Municipal de Cultura em relação à morte do nosso amigo e presidente Raimundo Nonato nas Neves – Kasutemi.

https://oipa2.wordpress.com/2011/06/03/nota-de-falecimento-cmc-conselho-municipal-de-cultura/

Como não pudemos enviar nossa mensagem de sexta feira, encerramos hoje as homenagens a Abdias do Nascimento, começando a enviar as poesias de Ferreira Gulart a partir de amanhã. A notícia do fim do grupo Exaltasamba, um dos melhores do gênero “Pagode romântico” do Brasil, nos faz trazer sua música ao Prefácio Musical desta semana. Espero que gostem.

Nossa confraternização hoje com as colegas Ednalva e Ester, que aniversariaram ontem e, nas pessoas delas com os demais aniversariantes deste período.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”, que agora traz links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique: https://oipa2.wordpress.com

Abraços nos amigos, beijos nas amigas e nos (as) filhos (as), desejando axé, paz, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda Feira abençoada por Deus e por Omolu.

Uma ótima semana a todos e todas,

Apio Vinagre Nascimento
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AUTOBIOGRAFIA – Abdias do Nascimento

EITO que ressoa no meu sangue
sangue do meu bisavô pinga de tua foice
foice da tua violação
ainda corta o grito de minha avó
LEITO de sangue negro
emudecido no espanto
clamor de tragédia não esquecida
crime não punido nem perdoado
queimam minhas entranhas
PEITO pesado ao peso da madrugada de chumbo
orvalho de fel amargo
orvalhando os passos de minha mãe
na oferta compulsória do seu peito
PLEITO perdido
nos desvãos de um mundo estrangeiro
libra… escudo… dólar… mil-réis
Franca adormecida às serenatas de meu pai
sob cujo céu minha esperança teceu
minha adolescência feneceu
e minha revolta cresceu
CONCEITO amadurecido e assumido
emancipado coração ao vento
não é o mesmo crescer lento
que ascende das raízes
ao fruto violento
PRECONCEITO esmagado no feito
destruído no conceito
eito ardente desfeito
ao leite do amor perfeito
sem pleito
eleito ao peito
da teimosa esperança
em que me deito

Buffalo, 25 de janeiro de 1979

IMAGEM NOTURNA DE COPACABANA – Abdias do Nascimento

Nascido no exílio me disseram um dia:
– Este é o teu país
Olhei em torno
e não me reconheci nas coisas que me rodeavam
Deverei também cantar o Brasil?
Antes de sentir
adivinhei o perfume noturno da minha Pátria
Chegue perto bem perto amor
Chegue mais bem pertinho de mim
Que teus escuros braços
me enlacem o peito assim
me tomem o negro coração em teus abraços
Me aconchegue bem amor assim
Suplico a proteção da tua sombra
nesta noite sem imagens lunares
Me sustenta sombra-pátria
nesta revolta sem fim
Para que não se desfaça
o coração dentro de mim
Veja ao palor do néon o Banco Português
Embalado à fria guarda dos escudos
Herdados do sangue do saque
e da sordidez
A madrugada acalenta o banco
os escudos
e vela o sono de uma negra velha
sob a marquise em leito de farrapos
O fervor do meu ódio e rancor mudos
afague o frescor do teu beijo
Que a doçura do teu pejo
não detenha e ira do meu punho
nem dilua o vibrar da minha tensão
neste ato de revolta em compulsão
Onde está o meu País?
Ao embalo matinal dos pesadelos
À visão do banco
e da minha raça atirada ao lixo
Os sentimentos bradaram Ogunhiê!
as idéias se fizeram armas e
o ódio não se consumiu em vão
Ó pátria queimada de amor demais
negro perfume meu
Celebro aqui tuas forças misteriosas
que alimentam nossa vida
na esperança que sustenta a luta
no amor teu
que é história
é luta passada
é glória
é luta de libertação
Agora

Buffalo, 1974

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Uma resposta para Trabalhando com Poesia

  1. Ana Cláudia disse:

    Exaltasamba é um grupo que fez uma história muito bonita, e assim como eu tenho certeza que retrata a vida de muitos. Bela homenagem sobrevivente!

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