Trabalhando com Poesia

“… Saquarema, siriema, levantando o dilema, ave-pássaro-cidade, construindo problemas, riso que me invade de feliz sinto pena, minha fábula ferida pelas feras da arena, minha vaidade fora deste sistema, só lá floram lírios doutro poema… Só lá floram lírios doutro poema e eu só de saudade e sede aqui pela cidade, corro pelos quatro cantos, canto felicidade, tarde que me arde, tragana, noite sere quando a madrugada tarda vem revogar nossas penas, só uma verdade ameniza esse drama, cara a cara quando a cura é divina… Cara a cara quando a cura é divina, abro a boca pelo mundo, quero água, saciar minha sede, tenho mágoa, peixe não fica na rede que rebenta, tempo não tem mais idade, resta um resto de esperança se desprendeu do ar, rosto antigo de criança novamente que virá…” (Xangai – Fábula Ferida – Comp.: Augusto Jatobá)

“… Inriba daquela serra passa u’a istrada rial, entre todos qui ali passa uns passa bem ôtros mal, apois lá moraum ferrêro, ferradô de animal, qui sentado o dia intêro no portêro do quintal, conta istoras de guerrêros, de cavalêros ligêros, do Rêno de Portugal… Conta istoras de guerrêros, de cavalêros ligêros, do Rêno de Portugal… Anda mula ruana, qui a vida tirana foi dexada por Deus, dêrna de Adão pra quem pissui os tére aqui na terra, pra quem nada pissui, te pru ladrão… Das coisas de minha ceguêra aquela qui eu mais quiria, formá u’a tropa intêra e arribá no mundo um dia, cabeçada de u’a arrôba vinte campa de arrilia, cruzeta riata nova, rabichola e peitural e arriça fazeno ruaça, a tripa na bôca da praça, do Rêno de Portugal… E eu disse arriça fazeno ruaça, a tripa na bôca da praça, do Rêno de Portuga… Destá mula ruana, na vida tirana, ela é fela e mais dura qui a lei, nóis inda vai xabrá, pinga de cana, jabá e rapadura mais o rei, rei, rei… Cuano saí lá de casa dexei os campo in fulô, a lua já deu treis volta só a buneca num voltô, mais prá quê tanta labuta corre corre e confusão, quanto mais junta mais dana é tribusana é só busão, oras qui na vida in ança, o pobre cristão só discansa dibaixo d’um tampo de chão… Oras qui na vida in ança, o pobre cristão só discansa dibaixo d’um tampo de chão… Para mula ruana dexa de gana, qui a vinda do tropêro é só u’a veis, assusta mêrmo a vida, assim tirana, é pura buniteza, foi Deus quem fez, fez…” (Xangai – Tirana (de “O Tropeiro Gonsalin”) – Elomar Figueira Melo – Comp.: Elomar)

“… Lagoa de tinquijada, pasto das cabra lijêra, siguino os rebãin donde vai no pôço da catinguêra, bem longe da casa dos pai, dassanta burrêga marrã, passava vigiano os rebãin de seu sinhô todas manhã e tomém as tarde intêra… Se alevantava cuns aruvai, curria pru chiquêro abria a portêra, se ajuelhava pidia bença ao pai, panhava o café o assuca e a chiculatêra, botava água na cumbuca e o balaizim de custura, dispindurava na cintura e rumpia facêra boian boian, chiquê chiquê, minhas cabrinha lambancêra… E as vêis ela se alembrava das moda qui seu pai cantava e ôtras qui aprendeu nas fêra e cuan a sêca chegava, as cabra ia prus fêcho, qui ficava reservado e a mucama assim dexava, de piligriná nos êxos e vagá pelos cerrado, seu pai lhe ricumendava, vai nos pano tira uns lãin pega maiado e martelo (animais de serviço), junta os trem cum tua mãe, ela no casco eu in pêlo, num carece tomá bãin, basta ajeitá os cabelo, junta a traia sinhazinha, ferramenta côcho e prancha, albarda os casco in martelo, se o sinhô fô pirmitido, inda hoje nois arrancha no pôso do sete istrêlo… Foi lá qui nua dismancha, qui ela cunheceu um tropêro, moço e muito viajado, nas istrada do sertão, qui ali chegô cansado nua bespa de são juão, dispois de tê arranchado e agasaiado a tropa, foi no ôi d’água tomô um bãin, e logo trocô de rôpa, calçô um pá de butim, novo e muito riluzente, botô no bolso um jasmim, um lenço branco e um pente e preparado assim, tava qui mitia mêdo, fermoso feito um gaiêro, xotano in noite de lua, pelos alto dos lajêdo, infestano as mão sua, tinha cinco anel nos dêdo… Já a foguêra tava acesa, todo mundo no terrêro, festejava são juão, foi cuan intrô o tropêro, feito um prinspe feiticêro, foi aquele quilarão… O danado foi riscano no terrêro feito um rai, dassanta junto dos pai, prêle foi se paxonano, pois o turuna pachola, qui tinha pauta cum cão, mais pió qui ua pistola, qui tinguin febre ispanhola, chegô cua viola na mão, uns conta quêles casô, otros qui se imbrechô, ôtros qui se ajuntô, já ôtros qui num casô não…” (Xangai – Dos Labutos – 2º Canto do Auto da Catingueira – Comp.: Elomar)

“Tenha cuidado em não magoar ninguém com suas ações, nem com suas palavras. Aprenda a dizer o “não” de tal forma, que não melindre. Não seja ríspido nem demons ter intolerância. Compreenda o ponto de vista dos outros, que têm tanto direito, quanto você, de ter sua opinião própria. Use, em todos os seus atos e palavras, de benevolência e gentileza. Domine sua irritabilidade!” (Minutos de sabedoria Pg. 114)

Bom dia pessoal,

Definitivamente, esse minuto de sabedoria veio para mim! Quero pedir desculpas aos que eventualmente tem sofrido com minha irritabilidade, notadamente com os erros cometidos. As vezes é preciso aprender que nem todos caminham com o mesmo olhar e nem sempre percebem a mesma importância nas mesmas coisas. De qualquer sorte, não tenho como prometer, até por que não gosto de promessas, modificar por completo meu jeito de ser. Não consigo conviver com determinado tipo de comportamento e entendo ser mais correto ser sincero do que hipócrita.

Participaremos daqui a pouco da I Conferência Municipal de Segurança Alimentar, no Auditório da UNIME. Parabéns à SEMASCI, na figua de minha amiga Fernanda Maia, Diretora do Dptº. responsável por este setor no governo.

Às 11 horas daremos posse ao novo Conselho Municipal de Cultura, para o biênio 2011/2013, na Sala de Reuniões do Centro de Referência à Cultura Afro Brasileira Mãe Mirinha de Portão.

Em 18 de Julho de 1918 Nascia Nelson Rolihlahla Mandela – Mandiba, Lider libertário sul Africano, depois de apriisonado por décadas chegou à Presidência daquele país, sendo até hoje uma referência na luta do povo negro Mundial. Salve Mandiba!!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela

Em 19 de Julho de 1987 Morria Clementina de Jesus, mulher negra, uma das referências do samba carioca e brasileiro.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Clementina_de_Jesus

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2011/07/19/trabalhando-com-poesia-319/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Simultâneos (Tude Celestino )

O vozerio em torno era aguerrido

Mas nós dizíamos versos simultaneamente

Ao ouvido um do outro e sua voz dolente

Embalava de sonhos meu atento ouvido.

Quando de minha vez, em mil rimas perdido,

Tentando compensá-la pelo áureo presente,

Tropeçava no verso e a lira cadente

Descantava cativa um sonho dolorido

Cumpliciada com a brisa que passava

Envolta em ondas de Perfume, a minha face

A sua cabeleira afagava.

E a noite complacente meu desejo embala

Desejo que crucia e me leva ao traspasse,

Por conter, insensato, a ânsia de beijá-la.

Ouve-me (Tude Celestino)

Entra em minh’alma, vem! Mas não perguntes nada

Que eu também a ti, nada perguntarei.

Eu me esqueci de tudo e agora já nem sei

Se houve pedras ou flores pela minha estrada.

Se castelos ergui na doida caminhada

Que inconseqüente fiz, jamais os encontrei.

Mas que importa se fui pária ou se fui rei,

Qual na existência vã é o meu degrau na escada?

Não sei se vim ou se fui, que sei da vida?

Chegar não é talvez o mesmo que ir embora?

Não sei, só sei que amo. Ouve-me, querida,

O ontem se foi, o amanhã nem sei se posso

Dizer se vem ou não; amemo-nos agora,

Neste hoje que é eterno e tão somente nosso.

Imponderável (Tude Celestino)

Começou… não, nem sei se começou

Foi um vislumbre, apenas um olhar,

Um prenúncio de sol, tênue luar,

U’a pluma que a brisa esvoaçou.

Um sonho belo que não se sonhou

Um lírio inexistente num altar

Uma canção que não se ouviu cantar,

Um instante sublime que passou.

Foi música que ouvi quase em surdina

Miragem? Sim! Mas guardo na retina

Como um esbater de asas de cetim.

Volátil aroma de etérea flor

Foi amor… mas que estranho amor,

“Sem nunca ter princípio, teve fim”.

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