Trabalhando com Poesia

“… São tão claros os presságios e os encontros dessa vida, quando as partes combinadas surgem numa mesma estrada e na dimensão dos sonhos, sobre a sombra das palavras é que eu mando um abraço pra ti, pequenina… Flor vermelha, tão cheirosa, tão bonita e amorosa, onde a essência dessa estória, paira plena na memória, não pergunte pelo tempo, pois o tempo é agora, o futuro na luz da manhã não demora… São tão claros os presságios e os encontros dessa vida, quando as partes combinadas surgem numa mesma estrada e na dimensão dos sonhos, sobre a sombra das palavras é que eu mando um abraço pra ti, pequenina… Flor vermelha, tão cheirosa, tão bonita e amorosa, onde a essência dessa estória, paira plena na memória, não pergunte pelo tempo, pois o tempo é agora, o futuro na luz da manhã não demora…” (Xangai – Pequenina – Comp.: Renato Teixeira)

“… Montado no meu cavalo, libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu, viajava o mundo inteiro, nas estampas eucalol… À sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol…. Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal… São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora, que roubei do Rei Lear… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal… São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora, que roubei do Rei Lear… Montado no meu cavalo, libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu, viajava o mundo inteiro, nas estampas eucalol… À sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol…. Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal… São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora, que roubei do Rei Lear… Montado no meu cavalo…” (Xangai – Estampas Eucalol – Comp.: Hélio Contreiras)

“… Cipó caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do pinheiro balançar, sentir o cheiro do mato da imburana, descansar morrer de sono na sombra da barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar, tal mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares impossível replantar… Que triste sina teve cedro nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar, depois de tanto sofrimento seu destino, virou tamborete mesa cadeira balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da sucupira, parece até mentira que o jacarandá, antes de virar poltrona porta armário, mora no dicionário vida eterna milenar… Quem hoje é vivo corre perigo e os inimigos do verde da sombra, o ar, que se respira e a clorofila das matas virgens destruídas vão lembrar, que quando chegar a hora, é certo que não demora, não chame Nossa Senhora, só quem pode nos salvar é… Caviúna, cerejeira, baraúna, Imbuia, pau-d’arco, solva, juazeiro e jatobá, gonçalo-alves, paraíba, itaúba, louro, ipê, paracaúba, peroba, massaranduba, carvalho, mogno, canela, imbuzeiro, catuaba, janaúba, aroeira, araribá, pau-fero, anjico amargoso, gameleira, andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá… Cipó caboclo tá subindo na virola, chegou a hora do pinheiro balançar, sentir o cheiro do mato da imburana, descansar morrer de sono na sombra da barriguda… De nada vale tanto esforço do meu canto, pra nosso espanto tanta mata haja vão matar, tal mata Atlântica e a próxima Amazônica, arvoredos seculares impossível replantar… Que triste sina teve cedro nosso primo, desde de menino que eu nem gosto de falar, depois de tanto sofrimento seu destino, virou tamborete mesa cadeira balcão de bar… Quem por acaso ouviu falar da sucupira, parece até mentira que o jacarandá, antes de virar poltrona porta armário, mora no dicionário vida eterna milenar… Quem hoje é vivo corre perigo e os inimigos do verde da sombra, o ar, que se respira e a clorofila das matas virgens destruídas vão lembrar, que quando chegar a hora, é certo que não demora, não chame Nossa Senhora, só quem pode nos salvar é… Caviúna, cerejeira, baraúna, Imbuia, pau-d’arco, solva, juazeiro e jatobá, gonçalo-alves, paraíba, itaúba, louro, ipê, paracaúba, peroba, massaranduba, carvalho, mogno, canela, imbuzeiro, catuaba, janaúba, aroeira, araribá, pau-fero, anjico amargoso, gameleira, andiroba, copaíba, pau-brasil, jequitibá… Quem hoje é vivo corre perigo…” (Xangai – Matança – Comp.: Jatobá)

“Plante sementes de bondade e de amor, mas não se preocupe com os resultados futuros. Se não obteve o bem que você esperava, ou se o benefício não provocou a gratidão deseja da não se aborreça. Ajude e passe adiante! Lance as sementes ao solo, e deixe que cresçam e frutifiquem segundo as possibilidades do terreno. Aguarde o tempo… Mas, por enquanto, plante as sementes da bondade e do amor, por onde quer que você passe.” (Minutos de Sabedoria Pg. 115)

Boa tarde pessoal,

Hoje é dia do amigo e, como passamos a maior parte do nosso tempo juntos, mesmo que seja virtualmente, creio que assim posso considerá-los (as). Sendo assim, mandei ontem um texto para meus amigos (as) de e-mail e que reproduzi em meu blog. O texto chama-se “Por que nos distanciamos dos amigos??” Dêem uma olhada em

https://oipa2.wordpress.com/2011/07/20/porque-nos-distanciamos-dos-amigos-%e2%80%8f/

Você conhece a história sobre o Dia do amigo? Onde começou? veja em

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_amigo

Parabéns pelo aniversário hoje à amiga Naide Brito da SUGESP e em sua pessoa parabenizo a todos os demais servidores (as) que aniversariam hoje.

Agradeço também a todos (as) que me enviaram seu carinho em mensagens pelo dia do amigo. Valeu!

Em 20 de Julho de 1873 mascia no Sítio Cabangu em Minas Gerais Alberto Santos Dumont.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santos_Dumont

Em 20 de Julho de 1897 é inaugurada a Academia Brasileira de Letras

Em 20 de Julho de 1969 Neil Armstrong autor da célebre frase “Este é um pequeno passo para um homem, mas, um grande passo para a humanidade” e Edwin Aldrin tornam-se os primeiros homens a pisar no solo lunar.

Em 20 de Julho de 1989 morria o ator brasileiro Lauro Corona.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2011/07/20/trabalhando-com-poesia-320/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Quarta feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Eu, Palhaço (Tude Celestino)

“Enquanto o lábio trêmulo gargalha,
dentro do peito o coração soluça.” (de ‘O Palhaço’, Pe. Antônio Tomaz)

Com o coração dopado, eis-me aqui em cena
No palco da ilusão pintado de alvaiade;
Trazendo uma esperança unida a uma saudade,
Enfrento a plebe-rude, essa feroz hiena.
Nas contrações da face escondendo a vil gangrena
Do meu terrível tédio e, em mágica habilidade,
Promovo galhofeiro e levo a chã vaidade
À infrene turba-multa que ruge na arena.
E em meio a essa gente e luzes divinais,
Escamoteio a dor de minhas emoções
Quando o aplauso ou a vaia estruge nas gerais.
Burlesco alvo à mercê desses contrastes todos,
Eu choro temeroso em meio às ovações
E rio como forte, enfrentando os apodos.

Ilhas (Tude Celestino)

Que tormento, meu Deus, se eu não a via,
Que angústia se a tinha a meu lado
Pois muito antes de ela ter chegado
Já a dor de sua partida eu pressentia.
Como era longa a ausência de um só dia
Quando eu contava as horas desolado
Como eu sofria, meu Deus, com ela abraçado,
Longe dela, meu Deus, como eu sofria!
Mas deste amor as chamas se apagaram
E dessa lava ardente, hoje absorto,
Contemplo só as cinzas que ficaram.
Foram-se as juras, foram-se os carinhos
Somos agora as ilhas de um mar morto
Vivemos lado a lado e tão sozinhos.

Lago de Narciso (Tude Celestino)

Não basta ser feliz, ainda preciso,
Além dessa ventura, ter camisa;
E que não haja amor, marco ou divisa
A cercear meu lago de narciso.
Que sensualmente fêmea e sem juízo,
Leve-me pouco a pouco, hábil, precisa
Ao teu inferno e depois, com a brisa,
Transfere-me ao céu com teu sorriso.
Que tuas mãos me façam mil carícias
E ofuscado ante teus contornos
Eu goze desse amor todas delícias.
E farto enfim, mas face a um novo ardor
Que tu ainda com teus beijos mornos,
Leve-me, louco, a morrer de amor.

O Ás de Ouro (Tude Celestino)

Seu moço, eu já fui incréu,
Mas num baráio, meu patrão,
Nunca mais eu boto a mão
Inquanto huvé Deus no Céu!
Baráio é morte, é ruína,
E pru mode essa silibrina
Pai de famia se mata
Dispôs que impenha a aprecata
E perde a ropa e o chapéu.
Todo jogo é tentação,
Mas num baraio, seu dotô,
Foi que o anjo inganadô
Butô mais quengo e treição
É cum ele que o sujo ganha
As arma qui ele arrebanha
Nos arçapão das cafuas
Pois é u’a verdade nua:
Baráio é a bíbria do cão!
Meu pai já foi home abastado
Quando eu ainda era minino,
Quando eu cresci, seu Celino
Já era, então, um pé rapado.
Vaca, casa, budega,
As casinha, os boi, as égua,
Roça, casa de farinha,
Quando pensou que ainda tinha,
Já o baráio tinha levado.
Migué Celini Paranho
O Ás de Ouro cunhecido,
Era um véio distemido
E ao falá num me acanho,
Ao perdê tudo, meu pai
Dixe ansim: Num jogo mais!
No baráio sapecô fogo
Pagô as dívida do jogo
E foi dá dia de ganho.
Meu pai era um véio pacato;
Cum eu o leite frivia,
Pois sei que o jogo esse dia
Era u’a cama de gato;
E eu dismanchava a baiúca,
Dismantelava a arapuca,
Gritava: Arco de reis!
Matava dois cabra ou três
E me imbrenhava no mato.
Pur quê eu nunca quis tostão
Num seno meu, seu dotô
O meu tumém eu num dô
Nem qui venha um batainhão;
E mode esse rejume,
Eu cunheci o negrume
Do Manto dos disingano
Dos qui leva quinze ano
No fundo de u’a prisão.
Hoje qui tudo acabô
E qui eu já fui perduado,
Qui no baú do passado
Num guardo mais essa dô,
Essa mágua, essa enlusão,
Vô abri meu coração
Qui é pra todo mundo vê
E eu contá pra vamicê
Cuma o caso se passô:
Foi no arraiá dos Firmino
Numa noite de Natá,
In vez de i pra ingrejinha oiá
Nos presepe Deus Minino
Fui foi pr’um jogo que tinha
Na casa de Zé de Aninha,
Um jogadô patotero
Qui robô muito dinhero
Do meu pai – do véi Celino.
Pur o cabra eu tinha rêxa
Guardada no coração,
Dessas que garra um cristão
E nem cum a morte num dêxa.
Atrás do Zé, no sucaro,
Cuma cachorro no faro,
Há muito tempo eu vivia
E ele bem sabia
A razão de minhas quêxa.
Fui e entrei no mundéu;
Zé de Aninha cum distreza
Butava as carta na mesa
Si rino sempre pra eu;
Figurô terno e ás de ouro
Sinti um tremô no coro
E falei cum frio na ispinha:
Nesta ronda, Zé de Aninha,
Os ás qui sai é meu.
Ele dixe: Cuma quêra,
Do princípio inté o fim;
Seu pai tomém era ansim
Mas já lhe fiz a cavêra.
E eu lhe dixe: Mas cum fio
Num ande fora dos trio;
Vou lhe avisá, num se zangue:
Lhe afogo todo em seu sangue
Se jogá cum ladroêra.
E arrancano o meu punhá
Finquei de leve na mesa
Quando larguei, qui beleza,
O cabo tremeu no ar.
Dois capanga do Zé
Qui tavam atrás dele, in pé,
Tremero veno meu fogo;
Zé deu saída no jogo
E cumecemo a jogá.
Meia noite a pressão
Do nosso jogo subia;
Eu no ás sempre perdia
E o Zé si rino… Apois não!
E eu já cheio de incerteza,
Oiei dibaxo da mesa
E vi então cum esses óio
Qui nunca teve dordóio
Dois ás de baráio no chão.
Dano um sarto de cavalo,
Ranquei o punhá da mesa,
E, cum toda ligereza,
Sigurei Zé no gargalo
E dei vinte punhalada
Inquanto qui in disparada
Os dois capanga fugia
E na ingrejinha se uvia
Cantarem a missa do galo.
Quinze ano – ou foi cem?
Eu amarguei na prisão.
Já sou homem de bem;
Só vivo do meu trabáio.
Num peguei mais in baráio,
Dexei aquela vidinha.
Mas o tal de Zé de Aninha
Nunca mais roba ninguém.

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