Trabalhando com Poesia

“… Uma paisagem tão rara, que setembro apelou pra Pedro, quero chuva mansa e clara, que a flor que vi se a flor que sou não chego… Olhe que já vi primaveras, luar nascendo cedo, matei a sede na fonte das pedras, ouvindo o passaredo, passeei entre os cajus, descobrindo teu segredo, ouvindo o canto da inhambu, nos confins dos arvoredos… No ribeirão já banhei nu, entre meio os alamedos, já vi em noites azuis, lampejos nos lajedos, quando é tempo de chover, se alegram flores, bichos, gados… Eu ainda hei de ver um mundo sem guerra de homens honrados, então seguirei por aqui de pés no chão despreocupado, sou menino, sou guri, tupi, guarani dourado… No quebrar das cachoeiras, debaixo dos ingazeiros, o flabelar das palmeiras, nos cachos dos teus cabelos, já vi flor de todo cheiro, pra que tanto nesse olhar… Já vi chumbo virar ouro, já vi choro sem mágoa, todo tipo de tesouro, o coração pode guardar, cristão abraçando Mouro, em coro pra celebar… Bela igual assim nesse doiro, sSó se o arco-íris bordar, não esqueci sem conhecer, só de ver hei de lembrar… Quando é tempo de chover, se alegram flores, bichos, gados, eu ainda hei de ver um mundo sem guerra de homens honrados, então seguirei por aqui de pés no chão despreocupado, sou menino, sou guri, tupi, guarani dourado… Sou menino, sou guri, tupi, guarani dourado…” (Xangai – Luz Dourada – Comp.: Juraildes da Cruz)

“… Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais… Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco sei, ou nada sei… Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs… É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir… Penso que cumprir a vida seja simplesmente, compreender a marcha e ir tocando em frente… Como um velho boiadeiro, levando a boiada, eu vou tocando os dias, pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou… Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs… É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir… Todo mundo ama um dia,, todo mundo chora, um dia a gente chega e no outro vai embora… Cada um de nós compõe a sua historia, cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz… Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs… É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir… Ando devagar, porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais… Hoje me sinto mais forte, mais feliz, quem sabe, só levo a certeza de que muito pouco sei, ou nada sei… Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs… É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir… Penso que cumprir a vida seja simplesmente, compreender a marcha e ir tocando em frente… Como um velho boiadeiro, levando a boiada, eu vou tocando os dias, pela longa estrada, eu vou, estrada eu sou… Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs… É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir… Todo mundo ama um dia,, todo mundo chora, um dia a gente chega e no outro vai embora… Cada um de nós compõe a sua historia, cada ser em si carrega o dom de ser capaz, e ser feliz… Conhecer as manhas e as manhãs, o sabor das massas e das maçãs… É preciso amor pra poder pulsar, é preciso paz pra poder sorrir, é preciso a chuva para florir… Ando devagar porque já tive pressa e levo esse sorriso, porque já chorei demais… Cada um de nós compõe a sua historia, cada ser em si, carrega o dom de ser capaz e ser feliz…” (Almir Sater – Tocando em Frente – Comp.: Almir Sater e Renato Teixeira)

“… Um dia se eu mergulhasse e num mergulho penetrasse, através dessas retinas, através dessas meninas dos teus olhos colibris, tão flutuantes fluentes, tão cantantes, tão contentes, meninas tão… Meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Meninas tão… Meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Desataria da garganta, esse travor de fogo e sol; e cantaria o rouxinol, decantaria juriti… Galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou… Galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou… Que no Sertão do meu penar, brotaram mágoas, que o meu pranto hoje deságua, na cacimba que secou…” (Xangai – Retinas – Comp.: Maciel Melo e Virgílio Siqueira)

“… Minha florzinha bateu no meu peito, uma vontade sem jeito de te ver agora, mas não deu certo o coração aguenta, só na semana que entra, meu amor não chora… Minha florzinha bateu no meu peito, uma vontade sem jeito de te ver agora, mas não deu certo o coração aguenta, só na semana que entra, meu amor não chora… Caí no mundo feito um fugitivo, como quem fora anos cativo de cadeia, querendo ter na vida um lenitivo, na dor o alívio e o mel das abelhas, dando murro em ponta de faca, comendo o pão que o diabo nem quis amassar, mas também tenho o coração dengoso, que hoje amanheceu queixoso, querendo amar… Mas também tenho o coração dengoso, que hoje amanheceu queixoso, querendo amar… Minha florzinha bateu no meu peito, uma vontade sem jeito de te ver agora, mas não deu certo o coração aguenta, só na semana que entra, meu amor não chora… Minha florzinha bateu no meu peito, uma vontade sem jeito de te ver agora, mas não deu certo o coração aguenta, só na semana que entra, meu amor não chora… Caí no mundo feito um fugitivo, como quem fora anos cativo de cadeia, querendo ter na vida um lenitivo, na dor o alívio e o mel das abelhas, dando murro em ponta de faca, comendo o pão que o diabo nem quis amassar, mas também tenho o coração dengoso, que hoje amanheceu queixoso, querendo amar… Mas também tenho o coração dengoso, que hoje amanheceu queixoso, querendo amar… Minha florzinha bateu no meu peito, uma vontade sem jeito de te ver agora, mas não deu certo o coração aguenta, só na semana que entra, meu amor não chora… Minha florzinha bateu no meu peito, uma vontade sem jeito de te ver agora, mas não deu certo o coração aguenta, só na semana que entra, meu amor não chora…” (Xangai – Florzinha – Comp.: Juraildes da Luz, Braguinha Barroso)

“Se o sofrimento bateu à sua porta não se desespere: são bem aventurados os que choram porque serão consolados. O sofrimento parece a todos um mal, a dor apavora, mas, quando aprendemos que a dor é uma libertação que nos devolve a paz ao espírito passamos a jugá-la menos dolorosa. Para que sua dor doa menos, aprenda a conformasse com ela, porque ela representa sua libertação.” (Minutos de sabedoria Pg. 117)

Boa tarde pessoal,

Minha memória acabou me traindo ontem. Por sorte citei o fato na segunda, mas, acabei, no corre corre ontem deixando de citar: Em 21 de Julho de 1989 morria o nosso poeta Ipitanguense, Tude Celestino de Souza, cuja família e amigos (as) saúdo na pessoa de minha amiga e nossa colega Tina Tude.

As felicitações de hoje vão para o amigo e colega César Menezes, que aniversaria hoje e Domingos Silva, que aniversaria no próximo domingo. Amanhã meu querido irmão mais novo João Emílio completa mais um ano de vida. Não é fácil ser o caçula e criança, no meio de tanto irmão grande e chato, não é mesmo?

Mais um final de semana nos chega ao cotidiano e, quem dera que todos os finais de semana nos chegassem sem problemas não é mesmo? Espero que cada um (a) de vocês possa vivenciar um final de semana de paz, de felicidade e principalmente de vibrações positivas, junto aos seus familiares e amigos.

Hoje é dia dedicado a Santa Maria Madalena, na Igreja católica. Também é o dia do cantor lírico

Em 22 de Julho de 1624 Carta Régia determina a instalação no Brasil do tribunal de inquisição

Em 22 de Julho de 1920 Nasceu Florestan Fernandes, sociólog brasileiro.

Em 22 de Julho de 1942 Tem inicio a deportação sistemática de Judeus do Gueto de Varsóvia.

Em 22 de Julho de 1946 são escritos os primeiros estatutos da Organização Mundial de Saúde

Em 22 de Julho de 1990 Morreu o Escritor Argentino Manuel Puig

Em 22 de Julho de 2005 o Brasileiro Jean Charles é assassinado pela polícia londrina dentro do metrô de Londres.

Em 22 de Julho de 2006 Morreu Gianfrancesco Guarnieri, ator, poeta e dramaturgo brasileiro.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2011/07/22/trabalhando-com-poesia-322/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Sexta feira abençoada por Deus.

Um ótimo Final de Semana e até segunda,

Apio Vinagre Nascimento
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Tude Celstino de Souza - Poeta de Ipitanga

Inconseqüência (Tude Celestino)

Da luz do teu olhar sereno eu preciso
Para guiar-me mansamente em meu caminho.
Quero teu colo morno para ser meu ninho
E teu corpo para ser meu paraíso.
Para suster meu passo trôpego e indeciso,
Requeiro o braço amigo e o teu carinho;
Para afastar meu tédio, ouvir o som de pinho
Em serenata que se expande em teu sorriso.
Do teu andar sutil, requisito os maneios;
Da tua boca rubra, quero o beijo quente
Para aplacar-me n’alma todos meus anseios.
Mas uma voz me diz, quebrando-me o encanto:
-Quem és tu, boêmio louco, inconseqüente,
que nada tens a dar e ousas pedir tanto?

***

Dentro da Noite (Tude Celestino)

Varando a noite eu vi pelos cassinos
A esbórnia destruindo patrimônios
Vi anjos transformando-se em demônios
E mestres cometendo desatinos.
Vi nas vielas torcerem destinos;
Vi virgens que pediram a Santo Antônio
Um lar e o sacrossanto matrimônio
Serem pastos de vis e libertinos.
Vi a inocência ao léu sob as marquises
Morrendo ante um escol inconseqüente
E a pureza do olhar das meretrizes
Vi ante mil estrelas assombradas
Boêmios sob um céu indiferente
Sereno estuprando as madrugadas.

***

Boêmio II – (Tude Celestino)

Boêmio, eu não sei porque tão desregrado
Trocas assim teu lar pelo antro da taberna,
E a saúde destróis e tua alma tão terna
Arrastas pela rua como um desvairado.

Num poema genial, no bar improvisado,
Retratas no asfalto o homem da caverna,
E os copos se sucedem e lá por fora inverna,
E num verso profano o vinho é sublimado

E a noite avança, e enquanto o lar te espera em calma,
Na madrugada fria, com a mente em brasa,
Desvendas insensato os teus segredos d’alma

E já manhã agora, a dúvida o situa,
Entre o dever imperioso de ir pra casa
E uma vontade louca de ficar na rua.

***

Redenção (Tude Celestino)

Sarve, Oh! Deus Onipotente!
Qui criou o céu e o má,
Qui veno a gente pecá
Ainda perdoa a gente;
Sempre bondoso e cremente,
Nos dá toda proteção,
É pai ditoso e, então,
Seu amô é santo, é puro
Qui inté pru crime mais duro
Ele reserva um perdão!
Minha istora é cunhecida
Pur todo esse sertão,
Só ninguém sabe, patrão,
Qui a liberdade quirida,
Quando a gente vê perdida
É qui o remorso aparece
E dentro da gente, cresce.
Mas cadê pudê vortá
Do mei da trama e evitá
As teia qui o diabo tece?
Ao obtê a liberdade,
Num teno mais o meu pai,
Minha mãe, vai mas num vai,
Saí triste, na verdade.
Minha mãe, pur piedade,
Do muito qui ocorreu,
Num relato pra eu.
Ansim, preso, eu num sabia
Qui a fome, muitos dia,
Na sua porta bateu.
Mas minha mãe inda me viu
Gozano da liberdade.
Mas já avançada da idade,
Com mais um ano, partiu.
Me abraçano sorriu
Quando sua hora chegô,
Sorrino me abençoô,
E pru céu, cuma um anjinho,
Ansim Cuma um passarinho,
Sua alma pura vuô.
Fiquei sozinho no mundo,
Inda pur cima, mal visto.
Me agarrei cum Jesus Cristo
Pra num sê um vagabundo.
Meu desgosto era profundo
Quando eu via Dona Aninha
Qui tombém ficô sozinha,
Pois viúva criô Zé,
Qui eu ajuntei os pé
Naquela hora mesquinha.
Deus me perdoe – Ave Maria!
Se vou dizê coisa fea:
Mermo sorto ou na cadea
Eu tinha a merma agonia,
A merma dô me afrigia
Cuma se eu fosse um ateu,
Era triste os dia meu…
Parecia, meu patrão,
Qui Deus, cum toda razão,
Andava cum raiva d’eu.
Apesá de tê dexado
A danada da cadêa
Tinha na alma u’a peia
Eu vivia amargurado.
Tinha um remorso incausado
Qui num achava meizinha,
Mas u’a voz, u’a tardinha,
Me dixe qui pra eu vivê
Eu tinha qui obtê
O perdão de Dona Aninha.
Fui entonce, sem demora,
Pru ranchim, pra casa dela,
Qui, pra mim, virô capela
E ela, Nossa Senhora!
Dona Aninha, minh’alma implora,
Eu vim aqui lhe implorá
Seu perdão; e ela, a me oiá
Cum uns zoinho imbaciado
Me abraçô e, abraçado,
Nós cumecemo a chorá.
Dipois sirrimo. E Jesus,
Num registro na parede
Do ranchim, bem junto à rede,
Tombém sirriu lá da cruz.
A sala se incheu de luz
Viro u’a ingreja a casinha
Diante, intão, da veinha,
Sentei o juei no chão,
De Deus sintino o perdão
No perdão de Dona Aninha.
E ainda, pur sorte minha,
Cumpretano o seu perdão,
Numa noite de São João,
Ela quis sê minha madrinha.
Ansim, a doce veinha
Fez eu isquecê o qui se deu,
O meu passado morreu
E a minha vida hoje é bela.
A minha mãe, hoje, é ela
E o Zé, pra ela, sô eu.
Sarve, Oh! Deus Onipotente!
Qui criou o céu e o má,
Qui veno a gente pecá
Ainda perdoa a gente;
Sempre bondoso e cremente,
Nos dá toda proteção,
É pai ditoso e, então,
Seu amô é santo, é puro
Qui inté pru crime mais duro
Ele reserva um perdão.

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