Trabalhando com Poesia

“… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros vão cantar louvando você, em cantiga de amigo, cantando comigo, somente porque você é minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer… Dezessete é minha conta vem amiga e conta uma coisa linda pra mim, conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anselos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim… Lá na Casa dos Carneiros, sete candeeiros iluminam a sala de amor, sete violas em clamores, sete cantadores são sete tiranas de amor, para amiga em flor qui partiu e até hoje não voltou… Dezessete é minha conta, vem amiga e conta uma coisa linda pra mim, pois na Casa dos Carneiros, violas e violeiros só vivem clamando assim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim… Lá na Casa dos Carneiros, sete candeeiros iluminam a sala de amor, sete violas em clamores, sete cantadores, são sete tiranas de amor, para amiga em flor, qui partiu e até hoje não voltou… Dezessete é minha conta, vem amiga e conta uma coisa linda pra mim, conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…” (Elomar Figueira Melo – Cantiga de Amigo – Comp.: Elomar)

“… Vou cantá, no canto di primero, as coisa lá da minha mudernage, qui mi fizero errante e violêro, eu falo sério e num é vadiage… E pra você qui agora está mi ovino, juro inté pelo Santo Minino, Vige Maria qui ôve o queu digo, sSi fo mintira mi manda um castigo… Apois pro cantadô i violero, só há treis coisa nesse mundo vão: Amô, furria, viola, nunca dinhero, viola, furria, amo, dinhero não… Cantado di trovas i martelo, di gabinete, lijêra i moirão, ai cantado já curri o mundo intero, já inté cantei nas portas di um castelo, dum rei qui si chamava di Juão… Pode acriditá meu companhero, dispois di tê cantado o dia intero, o rei mi disse fica, eu disse não… Apois pro cantadô i violero, só há treis coisa nesse mundo vão: Amô, furria, viola, nunca dinhero, viola, furria, amo, dinhero não… Si eu tivé di vivê obrigado um dia i antes dêsse dia eu morro, Deus feiz os homi e os bicho tudo fôrro, já vi iscrito no livro sagrado, qui a vida nessa terra é uma passage… Cada um leva um fardo pesado, é um insinamento qui desde a mudernage, eu trago bem dentro do coração guardado… Apois pro cantadô i violero, só há treis coisa nesse mundo vão: Amô, furria, viola, nunca dinhero, viola, furria, amo, dinhero não… Tive muita dô di num tê nada, pensano qui êsse mundo é tudo tê, mais só dispois di pená pela istrada, beleza na pobreza é qui vim vê, vim vê na procissão do Louvado Seja I o assombro das casa abandonada, côro di cego na porta das igreja I o êrmo da solidão das istrada… Apois pro cantadô i violero, só há treis coisa nesse mundo vão: Amô, furria, viola, nunca dinhero, viola, furria, amo, dinhero não… Pispiano tudo do cumêço, eu vô mostrá como faiz um pachola, qui inforca o pescoço da viola e revira toda moda pelo avêsso i sem arrepará si é noite ou dia, vai longe cantá o bem da furria, sem um tostão na cuia u cantado, canta inté morrê o bem do amo… Apois pro cantadô i violero, só há treis coisa nesse mundo vão: Amô, furria, viola, nunca dinhero, viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não… Viola, furria, amo, dinhero não…” (Elomar Figueira Melo – Violeiro – Comp.: Elomar)

“… Já qui tu vai lá prá fêra, traga di lá para mim, água do fulô qui chêra um nuvelo e um carmim, trais um pacote de misse, meu amigo ah se tu visse aquele cego cantadô! Um dia ele me disse, jogano um mote de amô, qui eu havéra de vivê pur esse mundo e morrê ainda em flô… Passa naquela barraca, daquela mulé reizêra, onde almuçamo paca, panelada e frigidêra, inté você disse uma lõa, gabano a boia bôa, qui das casa da cidade, aquela era a primêra… Trais pra mim vãs brividade, qui eu quero matá a sôdade, fais tempo qui fui na fêra, ai sôdade… Apois sim vê se num isquece quinda nessa lua chêa, nós vai brincá na quermesse, lá no Riacho d’Arêa, na casa daquêle home, feitecêro e curadô, que o dia intêro é home, filho do Nosso Sinhô, mais dispois da mêa noite, é lubisome cumedô dos pagão qui as mãe isqueceu, do batismo salvadô… E tem mais dois garrafão, cum dois canguin responsadô, apois sim vê se num isquece de trazê ruge e carmim, ah se o dinheiro desse! Eu quiria um trancilin e mais treis metro de chita, qui é preu fazê um vistido e ficá bem mais bunita qui Madô de Juca Dido, qui Zefa de lô Joaquim… Já qui tu vai lá prá fêra, meu amigo trais essas coisinhas para mim…” (Elomar Figueira Melo – O Pidido – Composição: Elomar)

“… Dona da minha cabeça ela vem como um carnaval e toda paixão recomeça, ela é bonita, é demais… Não há um porto seguro, futuro também não há, mas faz tanta diferença quando ela dança, dança… Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita… Digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita… Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar, quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes… Na força dessa beleza é que eu sinto firmeza e paz, por isso nunca desapareça, nunca me esqueça, eu não te esqueço jamais… Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita… Digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita… Dona da minha cabeça ela vem como um carnaval e toda paixão recomeça, ela é bonita, é demais… Não há um porto seguro, futuro também não há, mas faz tanta diferença quando ela dança, dança… Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita… Digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita… Dona da minha cabeça quero tanto lhe ver chegar, quero saciar minha sede milhões de vezes, milhões de vezes… Na força dessa beleza é que eu sinto firmeza e paz, por isso nunca desapareça, nunca me esqueça, eu não te esqueço jamais… Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita… Digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita… Eu digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, bonita… Digo e ela não acredita, ela é bonita demais! Eu digo e ela não acredita, ela é bonita, é bonita…é demais!…” (Geraldo Azevedo – Dona da Minha Cabeça – Comp.: Geraldo Azevedo / Fausto Nilo)

“… Eu e você no mundo da lua de mel, você e eu voando no sétimo céu, dê no que dê, a gente não quer mais parar, aconteceu e eu quero de novo… Quero você ainda que faça chorar, quero você, sorrindo querendo ficar, dá pra sentir o teu coração bater no meu, dá pra saber aonde esse amor vai desagüar… Pois quem tem amor, pode rir ou chorar, quem tem amor, pode rir ou chorar, quem tem amor, pode rir ou chorar, pois quem tem amor, pode rir ou chorar… Eu e você no mundo da lua de mel, você e eu voando no sétimo céu, dê no que dê, a gente não quer mais parar, aconteceu e eu quero de novo… Quero você ainda que faça chorar, quero você, sorrindo querendo ficar, dá pra sentir o teu coração bater no meu, dá pra saber aonde esse amor vai desagüar… Pois quem tem amor, pode rir ou chorar, quem tem amor, pode rir ou chorar, quem tem amor, pode rir ou chorar, pois quem tem amor, pode rir ou chorar…” (Geraldo Azevedo – Sétimo céu – Comp.: Geraldo Azevedo – Fausto Nilo)

“… A todo mundo eu dou “Psiu” (Psiu! Psiu! Psiu!), perguntando por meu bem (Psiu! Psiu! Psiu!), tendo o coração vazio, vivo assim a dá “Psiu”, sabiá vem cá também… A todo mundo eu dou “Psiu” (Psiu! Psiu! Psiu!), perguntando por meu bem (Psiu! Psiu! Psiu!), tendo o coração vazio, vivo assim a dá “Psiu”, sabiá vem cá também… Tu que andas pelo mundo (Sabiá!), tu que tanto já vôou (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor… Tem pena d’eu (Sabiá!), diz por favor (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor (Sabiaaaaaaaá!)… A todo mundo eu dou “Psiu” (Psiu! Psiu! Psiu!), perguntando por meu bem (Psiu! Psiu! Psiu!), tendo o coração vazio, vivo assim a dá “Psiu”, sabiá vem cá também… A todo mundo eu dou “Psiu” (Psiu! Psiu! Psiu!), perguntando por meu bem (Psiu! Psiu! Psiu!), tendo o coração vazio, vivo assim a dá “Psiu”, sabiá vem cá também… Tu que andas pelo mundo (Sabiá!), tu que tanto já vôou (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor… Tem pena d’eu (Sabiá!), diz por favor (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor… Tem pena d’eu (Sabiá!), diz por favor (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor… Tem pena d’eu (Sabiá!), diz por favor (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor… Tem pena d’eu (Sabiá!), diz por favor (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor… Tem pena d’eu (Sabiá!), diz por favor (Sabiá!), tu que cantas passarinho! (Sabiá!), alivia a minha dor (Sabiaaaaaaaá!)…” (Geraldo Azevedo – Sabiá – Composição: Luiz Gonzaga / Zé Dantas)

“Não se queixe do mundo. O mundo não é mau. Os homens é que ainda não conseguiram ser bons. Mas da lama imunda nasce a pureza dos lírios. E também daquilo que nos parece mau e impuro pode surgir a luz mais sublime. Repare que a luz não se suja, mesmo quando é refletida pelo pântano. Procure ter apenas pensamentos bons, porque eles não serão maculados, nem mesmo quando refletidos em ambientes menos puros.” (Minutos de Sabedoria Pg133)

“Não creia que encontrará a perfeição naqueles que o rodeiam. A sublimidade é difícil. Portanto, se encontrar falhas naqueles que você admira, não se decepcione: dê a eles mais carinho e apoio, para que possam reparar as oportunidades perdidas. Não despreze a quem erra: Procure erguê-lo, exaltando aquelas qualidades que todos têm dentro de si, de modo que ele possa vencer e subir.” (Minutos de Sabedoria Pg134)

Bom dia pessoal,

A semana foi corrida e acabamos por não conseguir enviar as nossas mensagens com a regularidade habitual.

A vida sempre nos traz lições maravilhosas de como enxergá-la e nos enxergar nela. cabe a nós termos visão e sabedoria para saber ler suas letras e habilidade para construir nossas composições.

Semana que vem, se o labor assim permitir, voltaremos com o habitual resumo histórico. Muita coisa teria a ser contada essa semana: Dia emh homenagem à Venerável Dulce dos Pobres, Aniversário de Morte de Raul Seixas, Aniversários de pessoas queridas, mas, o que fica no coração, mesmo que não dito, produz a sua carga positiva de energia, se positivo for.

Desejo a cada um (a) de vocês um excelente final de semana, com a presença do amor em seus corações e o convivio maravilhoso de suas famílias e amigos.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”, que já ultrapassou a marca das 11200 visitas. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2011/08/19/trabalhando-com-poesia-337/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Sexta feira abençoada por Deus e repleta da paz do Alá de Oxalá!

Excelente fim de semana a todos (as) e até segunda.

Apio Vinagre Nascimento
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“Muitos pais, em nome do amor, deixam de cobrar coisas que precisam cobrar e ficam poupando os filhos; o amor é poupar, nessa linguagem de excesso de amor estraga. O verdadeiro amor tem que educar a outra pessoa e, para educar, muitas vezes, é preciso ajudar a organizar a vida, ajudar o filho a fazer o que ele é capaz. Mas os pais ficam poupando e acabam estragando seus filhos, em vez de ajudá-los…” (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)

“O sucesso e a felicidade não dependem somente de uma pessoa fazer o que gosta. Entendendo que esta pessoa seja competente, disciplinada, ética, criativa, com iniciativa e cidadã. O sucesso e a felicidade dependem também da pessoa saber lidar com o que não gosta. Pois o que a pessoa gosta traz também algo que ela não gosta. Se as pessoas largarem o que gostam por não saberem lidar com o que não gostam, elas vão restringindo cada vez mais os seus campos de ação. Pessoas de sucesso e felizes não têm portas fechadas à sua frente. Acompanhando os jovens percebo que eles são capazes de largar uma faculdade por não conseguir superar suas dificuldades com uma ou outra matéria, outros largam seus sonhos por não conseguir estabelecer uma estratégia de realização. Esses são algumas das conseqüências de uma educação muito permissiva que aceita que os filhos não cumpram suas tarefas até o fim. Os pais destes jovens tomaram para si a responsabilidade de deixarem os filhos fazerem o que tiverem vontade. Assim, deixaram de preparar os filhos para a vida. O sucesso não é o que a própria pessoa se apregoa. O sucesso é o reconhecimento que outras pessoas lhe dão. Felicidade é uma sensação interior que se aprende a desenvolver, curtindo o que tem, sem ficar chorando pelo que não tem…” (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)

“Não adianta ter bom senso. É preciso INFORMAÇÃO e conhecimento, é preciso praticar ser pai. Não é só o bom senso, pois o bom senso leva ao que está acontecendo, que é o filho ser uma colcha de retalhos de educação e não o resultado de um projeto educativo. Cada hora se faz de um jeito e os pais pensam que acertaram, mas no fundo ainda estão fazendo cada um de uma forma: o pai, a mãe, a avó, a babá – e ainda querem que os filhos tenham equilíbrio. Deve haver um planejamento, um projeto educativo. A educação é um projeto, é algo que tem um caminho, que não pode ser simplesmente de qualquer forma. Deve ser muito elaborada, pois é o futuro do filho e da família que estão em jogo…” (Frases e Pensamentos de Içami Tiba)

Portas – Içami Tiba

Se você abre uma porta,
você pode ou não entrar em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra, dá um grande passo:
Nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço…
São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta deve ser aberta.
A vida não é rigorosa,
ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos quando com eles se aprende.
Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a cada sala que se vive, descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece quem se arrisca a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos e generosamente oferece afortunadas portas.
Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta, terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação,
é a monotonia monocromática perante a multiplicidade das cores,
é a estagnação da vida…
Para a vida, as portas não são obstáculos, mas diferentes passagens!

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