Trabalhando com Poesia

“…Eu tenho a marca da promessa!… Se tentam destruir-me, zombando da minha fé e até tramam contra mim, querem entulhar meus poços, querem frustrar meus sonhos e me fazer desistir… Mas quem vai apagar o selo que há em mim, a marca da promessa que ele me fez?… E quem vai me impedir, se decidido estou? Pois quem me prometeu é fiel pra cumprir… O meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez, minha sorte ele mudará, diante dos meus olhos… Se tentam destruir-me, zombando da minha fé e até tramam contra mim, querem entulhar meus poços, querem frustrar meus sonhos e me fazer desistir… Mas quem vai apagar o selo que há em mim, a marca da promessa que ele me fez?… E quem vai me impedir, se decidido estou? Pois quem me prometeu é fiel pra cumprir… O meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez, minha sorte ele mudará, diante dos meus olhos… Eu tenho a marca da promessa!! Eu tenho a marca da promessa, que ele me fez!!!! Eu tenho a marca da promessa !! Eu tenho a marca da promessa, que ele me fez!!!!… Mas quem vai apagar o selo que há em mim, a marca da promessa que ele me fez?… E quem vai me impedir, se decidido estou? Pois quem me prometeu é fiel pra cumprir… O meu Deus nunca falhará, eu sei que chegará minha vez, minha sorte ele mudará, diante dos meus olhos…Eu tenho a marca da promessa!! Eu tenho a marca da promessa, que Ele me fez!!!!…” (Trazendo a Arca – A marca da promessa – Comp.: Davi Sacer / Luiz Arcanjo / Deco Rodrigues / Ronald Fonseca)

“…O tempo da dor, as frustrações, a solidão, angústia de estar vivendo sem saber quando vai mudar, eu nunca te vi, mas reconheço que estás aqui, eu vou me levantar, já vejo acontecer quando eu te tocar, eu sei que posso te alcançar… Decidi, não vou desistir, vou lutar contra a multidão, lançar-me aos teu pés e te tocar… Há virtude em ti pra sarar o meu mal, transformado serei se ao menos te tocar… O tempo da dor, as frustrações, a solidão, angústia de estar vivendo sem saber quando vai mudar, eu nunca te vi, mas reconheço que estás aqui, eu vou me levantar, já vejo acontecer quando eu te tocar, eu sei que posso te alcançar… Decidi, não vou desistir, vou lutar contra a multidão, lançar-me aos teu pés e te tocar… Há virtude em ti pra sarar o meu mal, transformado serei se ao menos te tocar… Decidi, não vou desistir, vou lutar contra a multidão, lançar-me aos teu pés e te tocar… Há virtude em ti pra sarar o meu mal, transformado serei se ao menos te tocar…” (Trazendo a Arca – Não vou desistir – Comp.: Davi Sacer e Luiz Arcanjo)

“… Não, este não pode ser teu fim, não é o que Deus sonhou pra ti, não podes aceitar ver tua família se acabar, tua esperança se apagar, tua fé esmorecer… Sei que é difícil crer que sim, se tudo em volta diz que não e a angústia te faz esquecer de tudo o que Deus prometeu, que sobre a tua vida estão as mesmas bençãos de Abraão… Bendita será tua casa, benditos serão teus filhos e, Deus engrandecerá teu nome… Não, este não pode ser teu fim, não é o que Deus sonhou pra ti, não podes aceitar ver tua família se acabar, tua esperança se apagar, tua fé esmorecer… Sei que é difícil crer que sim, se tudo em volta diz que não e a angústia te faz esquecer de tudo o que Deus prometeu, que sobre a tua vida estão as mesmas bençãos de Abraão… Bendita será tua casa, benditos serão teus filhos e, Deus engrandecerá teu nome… Bendita será tua casa, benditos serão teus filhos e, Deus engrandecerá teu nome… Bendita será tua casa, benditos serão teus filhos e, Deus engrandecerá teu nome… Bendita será tua casa, benditos serão teus filhos e, Deus engrandecerá teu nome…” (Toque no Altar – Bendito Serás – Comp.: Davi Sacer / Luiz Arcanjo / André Rodrigues)

“…Se o sol se por e a noite chegar, Tu és quem me guia, se a tempestade me alcançar, Tu és meu abrigo… Se o mar me submergir, a tua mão me traz a tona pra respirar e me faz andar sobre as águas… Tu és o Deus da minha salvação, és o meu dono, da minha paixão, minha canção és o meu louvor… Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia… Se o mar me submergir, a tua mão me traz a tona pra respirar e me faz andar sobre as águas… Tu és o Deus da minha salvação, és o meu dono, da minha paixão, minha canção és o meu louvor… Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia, Ale lu ia…” (Toque no Altar – Sobre as águas – Comp.: Davi Sacer, Luiz arcanjo e André Rodrigues)

“…O que vem pra tentar ferir, o valente de Deus em meio às suas guerras, que ataque é capaz de fazê-lo olhar pra trás e querer desistir? Que terrível arma é usada pra tentar paralisar sua fé? Cansaço, desânimo, logo após uma vitória, a mistura de um desgaste com um contra-ataque do mal… A dor de uma perda, ou a dor da traição? Uma quebra de aliança, que é raiz da ingratidão, se alguém está assim, preste muita atenção, ouça o que vem do coração de Deus: Em tempos de guerra, nunca pare de lutar, não baixe a guarda, nunca pare de lutar… Em tempos de guerra, nunca pare de adorar, libera a palavra, profetiza sem parar… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O que vem pra tentar ferir, o valente de Deus em meio às suas guerras, que ataque é capaz de fazê-lo olhar pra trás e querer desistir? Que terrível arma é usada pra tentar paralisar sua fé? Cansaço, desânimo, logo após uma vitória, a mistura de um desgaste com um contra-ataque do mal… A dor de uma perda, ou a dor da traição? Uma quebra de aliança, que é raiz da ingratidão, se alguém está assim, preste muita atenção, ouça o que vem do coração de Deus: Em tempos de guerra, nunca pare de lutar, não baixe a guarda, nunca pare de lutar… Em tempos de guerra, nunca pare de adorar, libera a palavra, profetiza sem parar… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora… O escape, o descanso, a cura, a recompensa vem sem demora…” (Ludmila Feber – Nunca Pare de Lutar – Comp.: Ludmila Ferber)

“… Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração, se lançaram você numa cova, e ferido perdeu a visão… Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração, se lançaram você numa cova, e ferido perdeu a visão… Não desista, não pare de crer. os sonhos de Deus jamais vão morrer. Não desista, não pare de lutar, não pare de adorar, levanta teus olhos e vê, Deus está restaurando os teus sonhos, e a tua visão… Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação… Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação… Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração, se lançaram você numa cova, e ferido perdeu a visão… Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração, se lançaram você numa cova, e ferido perdeu a visão… Não desista, não pare de crer. os sonhos de Deus jamais vão morrer. Não desista, não pare de lutar, não pare de adorar, levanta teus olhos e vê, Deus está restaurando os teus sonhos, e a tua visão… Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação… Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação… Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração, se lançaram você numa cova, e ferido perdeu a visão… Se tentaram matar os teus sonhos, sufocando o teu coração, se lançaram você numa cova, e ferido perdeu a visão… Não desista, não pare de crer. os sonhos de Deus jamais vão morrer. Não desista, não pare de lutar, não pare de adorar, levanta teus olhos e vê, Deus está restaurando os teus sonhos, e a tua visão… Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação… Recebe a cura, recebe a unção, unção de ousadia, unção de conquista, unção de multiplicação…” (Ludmila Feber – Os sonhos de Deus – Comp.: Ludmila Ferber)

“… Sonda-me, Senhor e me conhece, quebranta o meu coração, transforma-me conforme a tua palavra e enche-me até que em mim se ache só a ti… Então, usa-me, Senhor, usa-me… Como um farol que brilha à noite, como ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flecha que acerta o alvo… Eu quero ser usado da maneira que te agrade, em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida usa-me, Senhor, usa-me… Sonda-me, Senhor e me conhece, quebranta o meu coração, transforma-me conforme a tua palavra e enche-me até que em mim se ache só a ti… Então, usa-me, Senhor, usa-me… Como um farol que brilha à noite, como ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flecha que acerta o alvo… Eu quero ser usado da maneira que te agrade, em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida usa-me, Senhor, usa-me… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Como um farol que brilha à noite, como ponte sobre as águas, como abrigo no deserto, como flecha que acerta o alvo… Eu quero ser usado da maneira que te agrade, em qualquer hora e em qualquer lugar, eis aqui a minha vida usa-me, Senhor, usa-me… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor… Sonda-me, quebranta-me, transforma-me, enche-me e usa-me, Senhor…” (Aline Barros – Sonda-me, usa-me – Comp.: Aline Barros, Edson Feitosa e Ana Feitosa)

“… O meu Deus, é o Deus do impossível, Jeová jiré o grande el shadai, que abriu o mar vermelho e ao seu povo fez passar, que da rocha água limpa fez brotar… O meu Deus é o Deus do impossível, que liberta encarcerados das prisões, faz da estéril mãe de filhos, restaura a alma do ferido e dilata o amor nos corações… Que dá vista aos cegos e aos surdos faz ouvir, faz a tempestade se acalmar, andou por sobre o mar e aos mudos fez falar, paralíticos e coxos fez andar… O meu Deus é o Deus do impossível, é o mesmo hoje e sempre há de ser… O meu Deus é o Deus do impossível e fará o impossível pra você e fará o impossível por você… O meu Deus, é o Deus do impossível, Jeová jiré o grande el shadai, que abriu o mar vermelho e ao seu povo fez passar, que da rocha água limpa fez brotar… O meu Deus é o Deus do impossível, que liberta encarcerados das prisões, faz da estéril mãe de filhos, restaura a alma do ferido e dilata o amor nos corações… Que dá vista aos cegos e aos surdos faz ouvir, faz a tempestade se acalmar, andou por sobre o mar e aos mudos fez falar, paralíticos e coxos fez andar… O meu Deus é o Deus do impossível, é o mesmo hoje e sempre há de ser… O meu Deus é o Deus do impossível e fará o impossível pra você e fará o impossível por você… O meu Deus, é o Deus do impossível, Jeová jiré o grande el shadai, que abriu o mar vermelho e ao seu povo fez passar, que da rocha água limpa fez brotar… O meu Deus é o Deus do impossível, que liberta encarcerados das prisões, faz da estéril mãe de filhos, restaura a alma do ferido e dilata o amor nos corações… Que dá vista aos cegos e aos surdos faz ouvir, faz a tempestade se acalmar, andou por sobre o mar e aos mudos fez falar, paralíticos e coxos fez andar… O meu Deus é o Deus do impossível, é o mesmo hoje e sempre há de ser… O meu Deus é o Deus do impossível e fará o impossível pra você e fará o impossível por você…” (Aline Barros – Deus do Impossível – Comp.: Alda Célia • Aline Barros)

“Para você subir na vida, dois degraus existem de suma importância. São representados por dois verbos: AMAR e SERVIR. Jamais desanime na escalada dos valores da alma, e procure em todas as circunstâncias AMAR e SERVIR a todos e a tudo, para ajudar ao máximo o progresso do planeta que o recebe tão generosamente, auxiliando-lhe a evolução.” (Minutos de Sabedoria Pg. 152)

“Tenha coragem em todas as circunstâncias da vida. Por piores que lhe pareçam as dificuldades, tenha a certeza de que pode superá-las com a persistência e a força que provêm de seu íntimo. Deus está dentro de cada um de nós, pronto a dar-nos energia e vigor, ânimo e incentivo. Confie na bondade do Pai, que jamais desampara nenhum de seus filhos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 153)

Boa tarde pessoal,

E lá vamos nós para mais um final de semana. Em nosso município muita movimentação, começando pelos shows em homenagem ao Dia dos Evangélicos, hoje e amanhã, com a apresentação de damares e Eyshila, entre atrações da música Gospel local. Êxito e muita paz na atividade.
A Juventude Petista de Lauro de Freitas realiza seu Congresso municipal amanhã na Unime. Tenho convicção que emanará de lá boas deliberações.

No domingo acontece a VI Parada do Orgulho Gay de Lauro de Freitas, que tem estimativa de levar milhares de pessoas à Orla do nosso município. Que reine a alegria e a paz entre todos e todas.

A Administração Municipal reabriu as inscrições para o Concurso Público 001/2011, que vão do meio dia de ontem até as 18 horas do próximo dia 29/09/2011. Confira os detalhes:

https://oipa2.wordpress.com/2011/09/15/prefeitura-de-lauro-de-freitas-reabre-inscricoes-para-concurso-publico-n%c2%ba-0012011/

Os parabéns de hoje vão para os amigos e amigas Cidcleide Improta, Jorgete Noronha, Márcio Saiu No Blog, Nuria Santos e Vera Tabajara. Paz, Saúde e muitas felicidades neste ano que se inicia.

Amanhã completa os seus 14 anos a caçulinha da prole, minha filha Thais Vinagre. Que o pai de todas as coisas possa te dar a sabedoria para lidar com a vida e que me dê saúde para acompanhar não só a sua como a vida dos seus irmãos e irmãs. Parabéns marrentinha. Beijos. Te amo!

Em 16 de setembro de 1955 acontecia na Argentina o inevitável. Após meses de tensão política, causada pela pressão dos militares ao governo devido a uma grave crise financeira, as Forças Armadas insurgiram num golpe de Estado que teve como conseqüência a renúncia de Juan Domingo Perón à Presidência da República. Populares e pessoas ligadas ao partido peronistas tentaram pegar em armas para lutar contra o levante, mas Perón abdicou seus então nove anos de governo, não incentivou a revanche e partiu para o exílio no Paraguai.

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=23624

Em 16 de Setembro de 1977 A grande diva da ópera mundial, Maria Callas, 53 anos, morreu de crise cardíaca, em sua residência em Paris numa tarde de sexta-feira. Sua última atuação pública, fora como diretora de ópera, quatro anos antes. Diferente do êxtase que causou na crítica ao longo da carreira, por essa experiência recebeu opinião quase unânime de que cometera um terrível engano. Foi seu trágico desfecho. Viveu reclusa desde então.

http://radiocabiuna.com.br/portal/index.php?option=com_content&task=view&id=5482&Itemid=9

Em 16 de Setembro de 1996, A Suíça quebra sigilo bancário relativo a contas de nazistas e judeus vítimas de perseguição na segunda guerra mundial. Em 14 de Setembro de 1975 O papa Paulo VI canoniza a madre Elizabeth Ann Bayley Seton, primeira santa nascida nos EUA.

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”, que alcança a casa dos 14 mil acessos. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2011/09/16/trabalhando-com-poesia-352/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Sexta feira abençoada por Deus e que a energia positiva que circunda o universo a nossa volta possa nos conceder paz e harmonia sempre.

Ótimo final de semana e até segunda

Apio Vinagre Nascimento
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Ouvir Estrelas (Olavo Bilac)

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo
Perdeste o senso!” E eu vos direi, no entanto,
Que, para ouvi-las, muitas vezes desperto
E abro as janelas, pálido de espanto…
E conversamos toda a noite, enquanto
A via-láctea, como um pálio aberto,
Cintila. E, ao vir do sol, saudoso e em pranto,
Inda as procuro pelo céu deserto.
Direis agora: “Tresloucado amigo!
Que conversas com elas? Que sentido
Tem o que dizem, quando estão contigo?”
E eu vos direi: “Amai para entendê-las!
Pois só quem ama pode ter ouvido
Capaz de ouvir e de entender estrelas.”

Só (Olavo Bilac)

Este que um Deus cruel arremessou à vida
Marcando com um sinal da sua maldição
Este que desabrochou com uma erva má
Nascida apenas para os pés ser calcada no chão.
De motejo em motejo arrasta a alma ferida
Sem constância no amor dentro do coração,
Sente, crespa crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solidão.
Longos dias sem sol. Noites de eterno luto.
Alma cega, perdida à-toa no caminho,
Roto casco de nau desprezado no mar
E árvore acabará sem nunca dar um fruto.
E homem há de morrer como viveu:
Sozinho, sem ar, sem luz, sem Deus
Sem fé, sem pão, sem lar.

A Boneca (Olavo Bilac)

Deixando a bola e a peteca,
Com que inda há pouco brincavam,
Por causa de uma boneca,
Duas meninas brigavam.
Dizia a primeira: “É minha!”
– “É minha!” a outra gritava;
E nenhuma se continha,
Nem a boneca largava.
Quem mais sofria (coitada!)
Era a boneca. Já tinha
Toda a roupa estraçalhada,
E amarrotada a carinha.
Tanto puxaram por ela,
Que a pobre rasgou-se ao meio,
Perdendo a estopa amarela
Que lhe formava o recheio.
E, ao fim de tanta fadiga,
Voltando à bola e à peteca,
Ambas, por causa da briga,
Ficaram sem a boneca …

Um Beijo (Olavo Bilac)

Foste o beijo melhor da minha vida,
ou talvez o pior…Glória e tormento,
contigo à luz subi do firmamento,
contigo fui pela infernal descida!
Morreste, e o meu desejo não te olvida:
queimas-me o sangue, enches-me o pensamento,
e do teu gosto amargo me alimento,
e rolo-te na boca malferida.
Beijo extremo, meu prêmio e meu castigo,
batismo e extrema-unção, naquele instante
por que, feliz, eu não morri contigo?
Sinto-me o ardor, e o crepitar te escuto,
beijo divino! e anseio delirante,
na perpétua saudade de um minuto…

Inania Verba (Olavo Bilac)

Ah! quem há de exprimir, alma impotente e escrava,
O que a boca não diz, o que a mão não escreve?
– Ardes, sangras, pregada à tua cruz e, em breve,
Olhas, desfeito em lodo, o que te deslumbrava…
O Pensamento ferve, e é um turbilhão de lava:
A Forma, fria e espessa, é um sepulcro de neve…
E a Palavra pesada, abafa a Idéia leve,
Que, perfume e clarão, refulgia e voava.
Quem o molde achará para a expressão de tudo?
Ai! quem há de dizer as ânsias infinitas
Do sonho? e o céu que foge à mão que se levanta?
E a ira muda? e o asco mudo? e o desespero mudo?
E as palavras de fé que nunca foram ditas?
E as confissões de amor que morrem na garganta?
padecem!

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