Depoimento fórum concurseiros – Relato de um concurseiro vitorioso – Por Jairo Fernandes

Recebi este depoimento de minha amiga Vania Almeida e achei interessante, dentro do princípio que boas experiências e informação só serve se forem compartilhadas com as outras pessoas, resolvi trazer para a leitura de vocês. Espero que gostem do relato de Jairo Fernandes, que obteve sucesso num dos concursos mais concorridos do país. Boa leitura!

Quem sou eu?

Meu nome é Jairo, sou formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal da Bahia e tenho 35 anos. Bom, acabou de sair a minha nomeação para Analista do Banco Central (BC) e agora resolvi fazer o depoimento dessa minha vitória, assim como outras pessoas aqui já o fizeram e que tanto me estimulou (e motivou) a conseguir alcançar esse objetivo.

O que me estimulou a estudar para concursos públicos foi uma propaganda de apostilas para o concurso da Receita Federal que saía toda semana na revista Veja e que dizia assim: “seja um Auditor Fiscal da Receita Federal e ganhe R$ XXXX mil por mês”. Lembro-me que era uma grana preta , e aquele anúncio me chamou bastante atenção. Eu devia ter uns 17 anos de idade, mas já sabia que eu queria aquilo para mim (ganhar aquele salário sem depender de ninguém, rs). O que eu não sabia naquele momento é que demoraria tanto tempo para isso acontecer, e o quão difícil seria alcançar aquele objetivo.

Como o título diz, eu não me considero uma pessoa inteligente, assim como minha família e meus amigos. Alguns deles até me falam que eu não tenho cara de quem estuda para concursos, kkkk. Acho que quem pretende fazer um concurso público considerado top como o do BC acha que só nerd tem condições de passar… TIRE ESSA IDEIA DA CABEÇA! NÃO SOU NERD E CONSEGUI PASSAR NO BC!

Nunca fui daquela turminha que tirava sempre as melhores notas na escola ou na faculdade. Minha média escolar final na faculdade foi 7,14, e eu nunca tinha lido um livro na vida até o momento em que comecei a estudar para concursos, aos 22 anos de idade… Eu sempre me considerei um aluno mediano, mas tenho algumas qualidades que considero que são FUNDAMENTAIS para quem quer passar em um concurso disputado: tenho MUITA DISCIPLINA e uma FORÇA DE VONTADE ANORMAL!!! Essas qualidades acabaram por compensar a minha “normalidade intelectual” – digamos assim – e essas características qualquer pessoa pode aprender a ter. Não é fácil adquiri-las, mas é perfeitamente possível. Na época que fiz o vestibular é que comecei a descobrir a minha força de vontade e disciplina, e o quanto elas foram importantes para eu poder passar na Federal, que era outro grande sonho que eu realizei com muito esforço.

Sou de uma família de classe média de lauro de Freitas-BA (região metropolitana de Salvador), estudei a minha vida inteira em colégio particular (Colégio Apoio, de Vilas do Atlântico), mas lá em casa as coisas nunca foram fáceis. Perdi meu pai aos 9 anos de idade, e minha mãe educou sozinha 4 filhos, conseguindo que todos obtivessem diploma universitário. Minha mãe sempre se esforçou como pôde para pagar escola particular para todos os filhos. Eu via o tamanho do esforço que ela fazia para nos dar uma boa educação, e por isso falei para ela que eu iria passar no vestibular da Federal, e que a partir daí ela não precisaria mais ter essa despesa afetando o bolso. Sei que no fundo ela duvidava disso, pois sempre fui relapso para os estudos (sempre estudei só em véspera de prova) e sempre tive notas medianas na escola. Lembro-me que ela se assustou quando me via estudar 4 horas por dia a partir da 1ª semana de aula do terceiro ano… A partir daí ela passou a acreditar em mim, rs…

Bom, como eu já sabia que queria fazer concursos, faltando 6 meses para me formar (junho de 1998) larguei o estágio do Banco do Brasil e passei a me dedicar exclusivamente para os estudos para o concurso da Receita Federal nos anos de 1999, 2000 e 2001. Naquela época, o governo federal autorizou concursos para a receita federal para os próximos 4 anos. Como eu não havia me formado ainda e já havia material disponível e alguns cursinhos para os próximos concursos, resolvi começar a estudar um ano antes do concurso sair. Estudava em média 8 horas por dia de segunda a sexta, e não estudava no final de semana. Como sempre fiz estágio na faculdade, eu pude juntar um pouco de dinheiro para me manter nos próximos 2 anos (levando uma vida de estudante, é lógico, rs) e, além disso, investir em livros e cursos voltados para o concurso da Receita Federal.

Aí que veio a primeira decepção de minha vida: em março de 1999, momento em que eu estava “voando” nos estudos e faltando umas duas semanas para me formar, o governo federal divulgou uma nota suspendendo todos os concursos por prazo indeterminado… Era reflexo da crise da Rússia, e o governo cortava gastos para poder conter a crise. Essa notícia foi um balde de água fria para mim, pois saiu totalmente do meu controle. E eu só queria fazer o concurso da Receita Federal, pois era um grande sonho passar nele, e só ele me interessava.

Após a divulgação dessa notícia, resolvi parar de estudar (meu grande erro) e então comecei a procurar emprego. Estava muito decepcionado com concursos públicos, daí resolvi mandar curriculum para tudo quanto é lugar. Até surgiram algumas propostas, mas nenhuma que me interessasse de verdade. A maioria era para ganhar no máximo dois salários mínimos e trabalhar como operador de telemarketing. Não tenho nada contra essa profissão, mas eu sabia que essa área não me oferecia nenhuma perspectiva de carreira, e daí eu preferia ficar em casa continuando a procurar alguma coisa melhor.

Quem se formou no final da década de 90 teve muito azar… O desemprego era altíssimo, e as boas ofertas de trabalho (como as empresas de auditoria internacionais, por exemplo) exigiam sempre testes de inglês e dinâmica de grupo, e eu sempre era reprovado nessas duas seleções. Daí, a minha auto-estima ia diminuindo a cada dia que passava, pois todas as empresas diziam que eu não tinha perfil para a vaga, etc…

As minhas economias estavam acabando, pois já tinha se passado mais de um ano e eu não tinha conseguido nenhum emprego que valesse à pena… Então a situação econômica do país melhorou um pouco, e aos poucos os concursos foram sendo retomados… Em junho de 2000, saiu o edital do concurso da Câmara dos Deputados e resolvi estudar. Até tive um desempenho razoável, mas insuficiente para classificar para a segunda etapa. Em novembro do mesmo ano, saiu o edital da Receita Federal. Pronto! Agora sim poderia tentar realizar o meu sonho. Estudei como um louco para esse concurso (12 horas por dia durante 3 meses, exceto nos finais de semana) e novamente obtive um desempenho até razoável (68% dos pontos para a área de aduana), mas insuficiente para passar dentro das vagas (o último passou com 76%), e novamente fui reprovado. Mais uma decepção na minha vida… Lembro que eu estava confiante de que poderia passar nesse concurso, mas quando saiu o resultado veio a dor da reprovação. Quem já estudou muito para um concurso e foi reprovado sabe muito bem do que eu estou falando… Aí comecei a me questionar: será que eu não sou capaz de passar em um concurso? Será que vou ficar desempregado o resto da minha vida? Enquanto isso, meus amigos (quase todos da minha idade) estavam começando a deslanchar na carreira, comprando carro, tendo um padrão de vida razoável, coisa que eu não tinha naquela época… Meu dinheiro era contado, e muitas vezes eu não tinha grana nem para sair com eles, pois não poderia dar o luxo de ir a um bar, por exemplo… Afinal, nunca tinha trabalhado, e minhas economias estavam acabando…

Um mês depois do concurso da receita, resolvi fazer o antigo concurso de Técnico da Receita Federal (atual Analista Tributário), que não pagava tão bem quanto a receita, mas pelo menos dava para eu poder me manter e trabalhar (melhor do que ser operador de TMKT, rs). Eu quase passei nesse concurso, pois só não fui aprovado porque não atingi o mínimo em Inglês. Mas era mais uma derrota. A partir desse momento, as derrotas em concursos não me abalavam mais…

Nessa época, eu estava morando em Brasília, pois um tio meu era Dep Federal e me chamou para morar com ele, pois lá tinha os melhores cursinhos. Meu tio ficava impressionado com a minha força de vontade e disciplina de estudos, e resolveu pagar um cursinho para mim para eu poder estudar para o próximo concurso: Analista de Comércio Exterior do Ministério de Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC). Já era meados de fevereiro de 2001, e eu estava lá estudando como um doido para o MDIC. Dessa vez, fazendo cursinho para ver se ajudava. Segundo meu tio, meu problema era o meu método, que estava errado, e somente um cursinho faria com que eu fosse aprovado. Pois bem, fiz lá a prova e quase passei nesse concurso. Lembro que foi o CESPE que fez, e acertei 27% dos pontos da prova (foi DIFICÍLIMA), mas o último fez 33% e, novamente, fui reprovado. Eu estava em um nível de estudos muito bom, os concursos que eu fizera me ajudaram a ter mais experiência para fazer as provas, e sabia que meu dia estava perto…

Bom, foi nessa época que eu consegui arrumar um emprego: meu tio me contratou para ser assessor parlamentar na Câmara dos Deputados em Brasília, e daí comecei a trabalhar umas 10 horas por dia igual a um peão e ganhar pouco (não ganhava nem R$ 1,5 mil na época). E eu tinha parado de estudar de novo, pois não tinha tempo disponível por causa do meu trabalho. Além disso, eu estava tentando fazer outro tipo de atividade remunerada, que nunca deu certo…

Meu emprego era muito instável, pois eu dependia da eleição de meu tio para mantê-lo e ainda morava de favor na casa dele. E meu tio nunca reconheceu o valor do meu trabalho, e sempre ficava me enchendo o saco para voltar a estudar para concursos, que aquilo ali não era emprego para mim, etc… Aí eu comecei a cair na real. Vi que aquele emprego não era para sempre, que eu merecia coisa melhor, mas como eu poderia estudar se eu trabalhava 10 horas ou mais por dia?

Bom, 2,5 anos depois de começar a trabalhar resolvi tomar uma atitude. Era Janeiro de 2004, e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) tinha acabado de lançar o edital para o cargo de Administrador. A atividade do cargo me interessava bastante (análise de viabilidade econômica de projetos). Eu gostava das matérias que o edital cobrava, e então resolvi estudar para esse concurso. O salário não era alto (R$ 2.000 na época), mas era mais do que eu ganhava e eram 6 horas de trabalho por dia… Ou seja, eu poderia estudar em um turno para outro concurso melhor, o que não era possível no meu trabalho atual.

Bom, resolvi fazer o concurso do Bdmg. Como eu estava 2,5 anos sem estudar, eu tinha esquecido muita coisa. Além disso, as matérias eram novas em relação às que eu havia estudado anteriormente. Aí é que veio o pulo do gato: eu estava com férias programadas para ir para Salvador em Janeiro e Fevereiro, e já tinha inclusive comprado abadá do carnaval, etc (rs). Tomei uma decisão: resolvi ficar em Brasília estudando nas minhas férias para o concurso do Bdmg, pois eu sabia que se eu fosse para Salvador eu não iria estudar era nada, pois meus amigos iriam ficar me enchendo o saco para ir à praia, ir a festas, carnaval, etc. Lembro que eles me criticaram bastante por ter ficado em Brasília estudando no verão… Achavam que era para eu estudar em Salvador, etc, mas eu sabia que eu não seria aprovado no concurso se fosse para lá. Resolvi ficar em Brasília estudando e ponto final!

Como faltava 1,5 mês para a prova do Bdmg, eu tinha que estudar igual a um louco para poder passar, e não deu outra: como agora eu tinha uma grana guardada, comprei todos os livros recomendados pelo edital do concurso e li todos eles (13 livros ao todo). Eu estudava de domingo a domingo, 8 horas por dia, pois eu corria contra o tempo… Faltando uma semana para a prova, baixei várias provas do concurso de administrador na internet, e resolvi todas elas até o dia do concurso. Nesse dia, eu estava bastante confiante, pois eu sentia que tinha aprendido a estudar para concursos depois de tantas derrotas, e minha preparação foi muito boa para esse concurso.

Fiz a prova: 80% dos pontos. Putz! Nem acreditei! Agora eu tinha que passar nesse concurso! Não é possível que eu iria ser novamente reprovado. Duas semanas depois (abril de 2004), teve o concurso de administrador da Infraero, e resolvi fazer também, pois o assunto era praticamente igual ao do Bdmg. Fiz a prova: 76% dos pontos! Outro bom desempenho! Bom, agora eu tinha certeza que eu iria passar em pelo menos um desses dois concursos, pois meu desempenho foi muito bom nas duas provas…

Saiu o resultado do Bmdg: aprovado!!!! Eram 17 vagas e eu tinha ficado em quarto lugar! Que alegria! Eu não era burro!!! consegui passar no meu primeiro concurso!!!! Contei para a minha mãe, e ela espalhou a notícia para a família toda! No mesmo dia, saiu o resultado da Infraero: novamente aprovado em quarto lugar! Putz! Eu estava “voando baixo”, como diz Galvão Bueno! E agora? Qual escolher? Bdmg, lógico, pois pagava o mesmo salário, tinha um plano de carreira razoavelmente melhor e, principalmente, ERA 6 HORAS POR DIA!!! Daí, arrumei minhas malas e me mandei para BH.

Chegando em BH, curti adoidado a minha nova vida de FUNCIONÁRIO PÚBLICO CONCURSADO! Que alívio, meu Deus! Agora não dependia de mais ninguém para poder trabalhar… Meu tio deu pulos de alegria quando soube que eu passei, kkkk. Bom, agora vamos à parte final desse relato, que fala da minha preparação para o BC…

PREPARAÇÃO PARA O CONCURSO DO BANCO CENTRAL

Bom, Comecei a trabalhar no Bdmg, e gostava muito do trabalho. Enquanto isso, eu tentava arrumar outra atividade remunerada, pois eu NOVAMENTE tinha parado de estudar. Queria mais era curtir a vida de concursado! E estava adorando morar em BH! Meu dinheiro dava para pagar as minhas contas e me divertir… E só, rs. Só que o tempo passa, eu via meus amigos subindo na carreira na iniciativa privada, comprando apartamento, e eu lá, trabalhando minhas 6 horas e sem juntar dinheiro nenhum, e sem perspectiva alguma de crescer no Bdmg. Estava desiludido com o banco, pois o plano de cargos e salários não permitia (e não permite até hoje) que os novatos alcançassem o salário dos funcionários antigos. Além disso, a minha outra atividade remunerada (eu fui consultor do Sebrae por 6 meses) tinha acabado. Aí saiu o resultado do concurso do Banco Central de 2006, e 3 pessoas que trabalhavam no Bdmg passaram. Aí eu me questionei: se tem 3 pessoas do Bdmg que passaram no Banco Central, por que eu não poderia passar? Afinal, agora eu tinha tempo de sobra para estudar (morava ao lado do trabalho, bastando atravessar a rua para chegar ao Bdmg) e trabalhava 6 horas por dia. Resolvi encarar esse desafio.

Na minha longa carreira de concurseiro (8 anos até então), depois de tantas reprovações e duas aprovações, já tinha aprendido a estudar e já sabia o “caminho das pedras”. Daí resolvi definir uma estratégia: começar a estudar para um só concurso (Banco Central – foco) e sem pressa para passar, pois não havia nenhuma perspectiva de quando seria o próximo concurso. Ao mesmo tempo, como eu estava trabalhando, sabia que eu não teria mais 8 horas livres para estudar, como eu tive durante o meu tempo de desempregado. Na verdade, eu até poderia ter esse tempo disponível (bastava estudar de manhã e de noite), mas eu não estava a fim de deixar de viver minha vida por causa desse concurso.

Bom, minha estratégia foi a seguinte: Como morava ao lado do trabalho e trabalhava só pela tarde, eu comecei a estudar em casa 4 horas por dia (pela manhã, de segunda a sexta) e à tarde eu iria para o trabalho. Como não tinha prazo para o concurso acontecer, eu não estudava nem à noite, nem nos finais de semana e nem nas férias. Eu estudava religiosamente 4 horas por dia até o concurso ser autorizado, em julho de 2009; ou seja, foram 3 anos estudando 4 horas por dia. O bom foi que, durante esse período, eu nunca tive a sensação de “deixar de viver” por causa desse concurso, pois eu só estudava de segunda a sexta pela manhã (no FDS e nas férias eu nem lembrava que estudava para concursos, rs). Durante esse período, fiz alguns cursinhos de algumas matérias e, quando saiu a autorização do concurso do BC, eu já tinha visto 90% do total do assunto que seria cobrado.

Bom, agora já era Julho de 2009 e o concurso do BC, enfim, foi autorizado pelo MPOG. Agora chegou a hora da “onça beber água”. Aí, resolvi aumentar a carga horária de estudos: a partir desse momento, passei a estudar 4 horas pela manhã e 3 horas pela noite e aos sábados por mais 7 horas, até às 16:00. Domingo eu não estudava. Nesse período, somando as horas de segunda a sábado, eu estudava em média 40 horas semanais durante 3 meses…

Em Novembro de 2009, saiu o edital do BC. Como eu já tinha acumulado férias para tirar na época da prova, resolvi pedir 40 dias de licença sem remuneração e emendar com as férias, só para estudar para o BC. A partir de então, passei a estudar 12 horas por dia de segunda a sexta e mais 7 horas no sábado, e domingo eu não estudava. Foram 2,5 meses nesse ritmo, até o dia da prova.

A partir do momento em que eu pedi licença e fiquei somente estudando, tive um problema de saúde: labirintite, uma semana após ficar só por conta dos estudos. Foi um susto, pois eu achava que não poderia mais estudar normalmente, além dos dias que eu deixei de estudar para o concurso durante o período de crise. Graças a Deus deu tudo certo: perdi somente dois dias de cursinho e fiquei sem estudar por 3 dias, o que não afetou muito a minha preparação.

O tempo ia passando e a hora da prova estava chegando… Faltando um mês, eu fiz uma planilha no excel dividindo o meu tempo de estudos entre as matérias. Com o passar do tempo, eu fazia alguma alterações, pois eu percebia que umas matérias eu sabia mais, outras menos e outras eu tinha que priorizar por causa do peso alto e outras simplesmente parei de estudar, como inglês. Eu sabia que o tempo da prova era curto, e então começava a traçar estratégia de como fazer a prova, quais as questões iria fazer primeiro e quais matérias priorizar na reta final de preparação. Eu sabia que a redação tinha um peso absurdo para esse concurso (40% do total dos pontos, antes dos títulos), e eu tinha decidido gastar mais tempo fazendo a redação e sacrificar as matérias de conhecimentos gerais, que tinham pouco peso e eram no mesmo dia. Conhecimentos específicos tinha 40% do peso do total dos pontos do BC (antes da prova de títulos), e é de onde viria o tema da redação. Portanto, meu foco era estudar muito as específicas e treinar mais redação.

No dia da prova eu estava muito confiante, pois eu sabia que eu nunca tinha me preparado tanto para um concurso como me preparei para esse. Mas é lógico que eu fiquei um pouco nervoso, pois eu sabia que eram 3,5 anos de preparação somente para aquele concurso.

DIA DA PROVA DO BC

A prova da manhã era de conhecimentos gerais + redação. A prova da tarde era só de conhecimentos específicos. Como eu sabia que a redação tinha um peso grande e iria derrubar muita gente, resolvi gastar a maior parte do tempo fazendo-a. Depois, fiz a prova de conhecimentos gerais “voando”, e acabou não sobrando muito tempo para resolver as questões. Por isso chutei a prova inteira de inglês e quase metade da prova de português. Foi um risco calculado, pois eu já tinha visto as provas de inglês e de português da Cesgranrio, e eu sabia que os textos eram imensos, por isso resolvi priorizar outras questões mais diretas de conhecimentos gerais. Além disso, não sobrou tempo para copiar o gabarito da prova de conhecimentos gerais, e eu não sei quantos pontos eu fiz em cada matéria até hoje!

Depois da prova da manhã, minha namorada foi me buscar e me levar para o hotel para eu poder dar uma descansada, tomar banho e almoçar. Quando cheguei no quarto eu me lembrei que havia esquecido de pôr o título na redação, que era obrigatório. Fiquei P da vida comigo mesmo, pois eu tinha gasto tanto tempo para fazer a redação, e tinha esquecido de pôr a porcaria do título obrigatório! Bom, agora era fazer a prova de conhecimentos específicos pela tarde e depois ver se eu tinha zerado ou não a redação pelo fato de ter esquecido o título.

À tarde, fui muito bem na prova específica, tanto que saí meia hora antes de acabar o horário (costumo ficar até o último minuto de prova). Depois da prova, liguei para a minha professora de redação perguntando se eu tinha zerado a redação. Ela me falou que provavelmente sim, mas que não tinha certeza, pois cada banca tinha uma interpretação diferente sobre isso, e ela não sabia como a Cesgranrio iria julgar esse caso. A partir daí, tirei férias e esqueci desse concurso. Estava muito chateado, pois tinha investido 3,5 anos de estudo somente para o BC, e eu fiquei frustrado por ter sido desclassificado só porque esqueci o maldito título da redação.

Bom, ao sair o resultado, tomei um susto: Fui aprovado, e não tinha zerado a redação! Meu Deus, que glória! Mas perdi 5 pontos da redação, o que acabou me tirando do número de aprovados dentro das vagas, mas estava ótimo! Fiquei como cadastro de reserva, e fui chamado logo na 1ª chamada dos excedentes (hoje)!

No total, foram 13 anos de vida de concurseiro, até ser chamado pelo BC. Meu conselho: NUNCA DESISTA DOS SEUS SONHOS! Acredite em sua capacidade, pois se nem você acredita, quem vai acreditar? Seja perseverante como eu fui, e nunca pare de estudar, pois você acaba esquecendo a maioria dos assuntos cobrados.

Bom, agora que Deus me agraciou com essa aprovação, só falta pagar as minhas promessas: doar metade do meu 1º salário para uma instituição de caridade e meus livros para a Escola de Administração da Universidade Federal da Bahia, a quem sou muito grato por essa vitória! Espero que vocês sigam o exemplo, e retribuam à sociedade uma pequena parte do que você ganhará agora como Servidor Público Federal!

DICAS PARA SER APROVADO:

Estude muito antes de sair o edital, de preferência logo depois do resultado do último concurso que você pretende fazer, pois você ainda encontrará material disponível para estudar para ele.

Não pare de estudar enquanto você não passar no concurso que é o seu objetivo. Ter parado de estudar várias vezes foi o grande erro que eu cometi durante a minha preparação. Se tivesse continuado estudando com certeza já teria passado em um concurso top. O ideal é o seguinte: após a prova de cada concurso que você fizer, tire umas duas semanas de descanso (três no máximo). Essa parada vai deixar você menos tenso, e você não esquecerá o assunto por causa dela.

Aprenda a estudar, antes de começar realmente a estudar o assunto do concurso. O método de estudo é tudo, e aprenda principalmente com os concurseiros famosos (William Douglas, Alex Meirelles, etc) e um pouco também com os desconhecidos, como eu, rs. Existe, sim, uma forma de você melhorar o seu aprendizado, e leia os livros que falam do assunto, além de ler os depoimentos de quem já passou. Cada pessoa tem uma forma de estudar, e ela deve saber qual método se adéqua ao seu perfil e disponibilidade de tempo. Só não deixe de perceber que o problema é com seu método após a reprovação no concurso, pois aí já será tarde demais.

Faça resumos. A quantidade de matérias que caem em concursos atualmente é uma coisa absurda, então você tem que fazer resumos para economizar tempo. Eu fazia meus resumos fazendo exercícios. O método era o seguinte: quando eu considerava que um exercício era interessante, marcava um “i” ao lado da questão. Quando errava ele, marcava um “*” ao lado da questão. Eu nunca riscava o exercício, pois sempre os resolvia de novo, e não tem graça você fazer exercício já feito. Para isso não acontecer, eu anotava o gabarito dos exercícios em uma folha anexa. Depois, fazia os exercícios novamente e ia melhorando o desempenho. Quando eu estava “craque”, só fazia os exercícios que eu tinha marcado “i” ou “*”, pois tem exercício que é muito fácil e não vale à pena fazer de novo. E o resumo eu fazia com base nas informações dos exercícios marcados com “i” ou “*”. Exemplo: Vamos supor que caiu uma questão que pergunta:
A capital do Brasil é:

a) Salvador
b) Rio de janeiro
c) São Paulo
d) Brasília
e) Florianópolis

Vamos supor que eu não saiba essa questão, ou a considere importante ou a erre. Vou fazer um resumo dessa questão da seguinte forma: “Brasília é a capital do Brasil”. Como são vários exercícios, seu resumo vai ficar grande depois de resolver várias questões, então é bom você dividir por tópicos, para ficar mais organizado. Esse resumo é muito eficaz, uma vez que as questões dos concursos se repetem e, a partir do momento que você ler o resumo antes de fazer os exercícios, você não errará mais os exercícios. Assim, a matéria fixa no seu cérebro. É um resumo fácil de fazer, e você não gasta muito tempo para fazê-lo.

Se você não trabalha (ou trabalha 8 horas), pense em fazer um concurso que te permita trabalhar 6 horas ou somente um turno antes de fazer um concurso “top”. Como os concursos top são mais concorridos, você precisa de mais tempo para estudar para eles e, ao mesmo tempo, investir muito dinheiro na sua preparação. Portanto, se você trabalha 8 horas, pense em fazer um concurso menos concorrido e que te permita ter tempo disponível para estudar para um mais concorrido depois, mesmo que o cargo pague um pouco menos do que você recebe atualmente. Se você não trabalha ou é recém-formado, a dica é a mesma, pois diminui a “pressão” para passar em um concurso top. O Banco do Brasil e a Caixa, por ex, são concursos que muita gente despreza por causa do baixo salário inicial, mas é bom lembrar que são 6 horas por dia, o que dá tempo para estudar no outro período, e tem outros benefícios, como ticket de R$ 710 por mês, FGTS e PLR de uns 3 salários por ano. É preciso ter dinheiro para investir em cursos e livros, e só um trabalho te permitirá isso (ou um “paitrocínio”, rs). Não é por acaso que existem várias pessoas que passaram no BC e que trabalhavam no BB.

Se você puder, more próximo do seu trabalho, para evitar gastar tempo com trânsito. Isso foi fundamental para a minha aprovação. Eu costumava dizer que meu dia durava 26 horas, pois não gastava nenhum minuto com trânsito.

Invista em cursos e livros. Eu gastei uns R$ 13.000,00 em cursos e livros, e comprei até alguns livros que eu não li (pois vi depois que não valia à pena ler). Meu hobby nos finais de semana era ir a livrarias nos shoppings e ver se tinha algum livro interessante para o concurso do BC. Portanto, é preciso ter capital para investir em um concurso desse nível.

Não se abale com as derrotas. Elas são cruéis, mas não se engane: você tem 99% de chances de perder pelo menos um concurso antes de passar no que te interessa. São raros os casos em que a pessoa passa de 1ª. Portanto, prepare-se para elas, pois você deverá perder alguns concursos antes de passar no que te interessa. Quando você ficar desanimado, vá ao tópico do Fórum Concurseiros que conta a trajetória das pessoas que passaram em concursos. Isso dá uma animada! Eu sempre fazia isso quando estava “para baixo”. E lembre-se: concurso é conhecimento acumulado, e você deve estudar ATÉ passar. A fila anda. Se você já está batendo na trave, é questão de tempo. Aprimore o seu método, que sua hora vai chegar.

Se você morar longe do local da prova e se ela for o dia inteiro, hospede-se em um hotel próximo da prova. Além disso, peça para alguém se hospedar com você e te deixar no local, para você não precisar se preocupar com estacionamento, trânsito, etc. Eu me hospedei em um hotel próximo do local da prova, e minha namorada ficou comigo lá. Ela me deixou e me levou até o local da prova. Na hora do intervalo, como o hotel era próximo, eu almocei no hotel, tomei um banho e dei uma descansada na cama. Isso foi fundamental para a minha aprovação, pois eu cheguei para fazer a prova da tarde relaxado, uma vez que tinha descansado, tomei banho e almocei tranquilo. Isso me fez ter um bom desempenho na prova da tarde, pois eu estava com a cabeça ótima!

Invista em recursos tecnológicos: eu comprei uma TV 42 polegadas e, como fazia aulas do canal dos concursos, adquiri um cabo que “jogava” a imagem do meu notebook na tela da TV, e eu ficava estudando em casa deitado, tranquilo, assistindo às aulas do canal dos concursos. Enquanto isso, meu amigo reclamava de dor nas costas, porque assistia às aulas do canal dos concursos no computador pessoal, sentado na frente dele…

Faça muitos exercícios. O importante não é saber a matéria, e sim acertar os exercícios. Tem muita gente que sabe a matéria, mas não sabe como ela é cobrada. No começo do meu estudo, eu lia vários livros (até desnecessários), e não fazia muitos exercícios porque não tinha muitos disponíveis. Estude com foco, e sempre resolva exercícios assim que terminar um tópico de uma matéria.

Alterne as matérias estudadas durante um período, pois assim o assunto é melhor assimilado. Eu estudava, no máximo, duas horas por dia de cada matéria. Assim, não ficava cansado de ver o mesmo assunto o dia todo.

Converse com pessoas que estudam para concursos. Isso te ajuda a trocar ideias, traçar estratégias e conhecer bons livros e cursos que até então você não conhecia. Além disso, acesse o Fórum Concurseiros e não tenha vergonha de postar lá. Isso é importante para definir estratégias, métodos e conhecer livros e cursos de boa qualidade.

Tenha foco: não fique “atirando para tudo quanto é lado”, pois você vai acabar é não passando em nenhum concurso, pois são muitas matérias e bancas examinadoras com estilos de prova diferentes. Também acho que excesso de foco, como foi o meu caso, uma estratégia arriscada. Há alguns concursos que as matérias são parecidas. Ex: BC, CVM e SUSEP. Portanto, se esse for seu foco, estude as matérias que são comuns para eles. Acho que o ideal é ter foco em um concurso por ano, mas isso varia de pessoa para pessoa.

Faça um bom curso de redação com muita antecedência do concurso e depois pratique. Se você acha que escreve bem e não precisa fazer curso de redação, é melhor rever os seus conceitos. Existe uma “manha” para fazer a redação, e você só aprende se fizer um bom cursinho. Conheço muita gente que escreve bem e se deu mal na redação do Banco Central, alguns são até professores. Uma coisa é você fazer um relatório na sua empresa no computador com tempo sobrando, outra coisa é fazer uma redação “na mão” para um concurso em uma hora ou menos.

Tenha paciência: concurso é projeto de vida! Eu levei 13 anos (REPITO 13 anos) para passar em um concurso top. Então, tenha paciência que seu dia chegará.

BIBLIOGRAFIA

CONHECIMENTOS GERAIS

Português: Não tenho nada de bom para indicar;

Redação:

Se você for de BH, faça o curso da profª Rafaela Lobo no Méritus. Ela é ótima professora, te dá várias manhas para fazer a redação. Depois de fazer o curso, é bom fazer uma redação por semana, na mão, e entregar a algum professor para corrigir.

Direito Constitucional:

Vale à pena, antes de estudar, ler a constituição umas 5 vezes. Depois que você fizer isso, leia um livro teórico bom. Os concurseiros recomendam Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, mas eu estudei pelo livro de Pedro Lenza, Direito Constitucional Esquematizado, ed Saraiva.

Exercício: Gustavo Barchet, questões comentadas, ed. Campus.

Direito Administrativo:

Os concurseiros recomendam Marcelo Alexandrino, mas eu estudei por Dirley da Cunha Júnior, Curso de Direito Administrativo, ed Podivm. Livro muito bom. Tem uns resumos legais e alguns exercícios também.
Exercícios: Gustavo Barchet, questões de concursos com gabarito comentado, ed Campus. Bom livro.
Outro de exercícios comentados: Henrique Cantarino, questões comentadas, ed Ferreira.

Sistema Financeiro Nacional:

Os dois livros que indiquei para contabilidade de Instituições Financeiras têm um capítulo que trata desse assunto. Acho que é suficiente.

Exercícios: César de Oliveira Frade, Sistema Financeiro Nacional e Conhecimentos Bancários, questões com gabaritos comentados, ed Vestcon.

Macroeconomia:

Eu gosto do livro de Marlos Vargas Ferreira, Economia para Concursos, ed Campus. Marlos explica o beabá da macroeconomia e dá os exercícios mais previsíveis. Ele não fica fazendo gráficos, etc, por isso gosto muito desse livro.

Para exercícios: Marlos Vargas Ferreira, Economia – mais de 260 questões resolvidas, ed Campus. Nesse livro, ele comenta os exercícios que são dados no livro teórico que eu indiquei acima.

Microeconomia:

Bom, estudei pelo livro de Paulo E. V. Viceconti e Silvério das Neves, Introdução à Economia, 7ª edição. Só que não tem a parte de teoria dos jogos, que sempre cai nos concursos do BC.
Além disso, existem vários livros bons de exercícios comentados na praça, mas não vou recomendar um específico porque não estudei muito essa matéria.

Raciocínio Lógico:

Não comprei livro. Fiz um curso em BH com o prof Emerson Mauro, que é excelente professor. Vale à pena!

Inglês: Nenhum livro para recomendar:

CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS

Operações Bancárias e Contabilidade de Instituições Financeiras:

Para entender essa matéria, você tem que saber contabilidade geral primeiro, senão não vai entender nada. Ela é chata demais!!!!! Não tem jeito! Ela é muito específica e só cai em pouquíssimos concursos, como o BC, por exemplo. Portanto, não há muito material disponível e nem professores excelentes. Fiz as aulas com o Prof. Irinieu no Méritus (BH). Tem que ler o COSIF e torcer para cair o que você estudar (ou simplesmente não cair nada de COSIF, rs). Mas há alguns livros razoáveis no mercado:

Jorge Katsumi Niyama e Amaro L. Oliveira, Contabilidade de Instituições Financeiras, ed Atlas. A última edição que conheço é a 3ª (eles sempre atualizam as edições quando tem edital do BC na praça, portanto é bom ficar atento). Esse livro explica o COSIF de forma didática, e é o que melhor explica o COSIF em um 1º momento. Além disso, você entende a sistemática do Débito/Crédito para o COSIF.

Para exercícios: Cláudio Filgueiras, Manual de Contabilidade Bancária, ed Campus. Esse livro tem teoria também, mas mal explicada (é praticamente a cópia do COSIF). Vale mesmo é por causa dos exercícios.

Lembrando que na prova de 2009 caíram muitas questões de contabilidade geral e apenas uma de COSIF, se não me engano.
Para quem quiser aprender o beabá da contabilidade, recomendo o livro de Osni Moura Ribeiro, Contabilidade Geral Fácil da ed Saraiva.

Supervisão de Instituições Financeiras:

Bom, estudei por um material do ponto, mas não lembro o autor. Quando estiver fera no BC eu indico um material bom, kkkk.

Direito Comercial:

Carlos Barbosa Pimentel, Direito Comercial, ed Campus;
Exercícios: Direito Comercial, questões de provas preambulares de concursos jurídicos, ed. Damásio de Jesus. Não tem autor, pois é só uma coletânea de exercícios sem comentários.

Direito penal:

Aqui, o que vale é ler o código penal várias vezes, e decorar todos os crimes. Para a parte teórica: André Estefam, Direito Penal 1, ed Saraiva

Exercícios Comentados: Samir José Caetano Martins, Direito Penal – questões de exercícios comentadas, ed Campus; outro bom: Dicler Forestieri, questões comentadas de Direito Penal FCC, ed Ferreira.

Estatística:

Essa matéria é dificílima! Bom, recomendo os seguintes livros:

Para estatística básica, Antônio Arnot Crespo, Estatística Fácil, ed Saraiva

Para a parte de estatística avançada: Larson – Farber, Estatística Aplicada, 2ª edição, ed Prentice Hall.
Exercícios comentados: Pedro Bello, Estatística ESAF, ed Ferreira.

Finanças:

A dica é fazer as aulas do prof César Frade, tanto a aula teórica quanto a de exercícios. O conteúdo é muito extenso, então César tem umas manhas lá que você aprende e não se esquece. Se você não pegar as aulas presenciais, ele dá aula no canal dos concursos.

Se você é daqueles que gosta de comprar um livro por disciplina, recomendo o livro Mercado Financeiro, de Alexandre Assaf Neto, ed Atlas. Mas repito: o que vale à pena mesmo é assistir às aulas de César Frade.

Auditoria Governamental:

Tem pouco material bom disponível. Estudei por uma apostila do ponto dos concursos e pelo livro Elementos de Auditoria Governamental, Ana Paula de Oliveira Gomes, ed Campus

Espero que tenham gostado!

Abraços e bons estudos!

Visite o site: http://www.forumconcurseiros.com/forum/showthread.php?t=300539

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8 respostas para Depoimento fórum concurseiros – Relato de um concurseiro vitorioso – Por Jairo Fernandes

  1. QUAL APOSTILA PARA MATEMÁTICA?

    • Apio Vinagre disse:

      Caro Edilson,

      A melhor apostila estará sempre subordinada a quais aspectos da matemática vc busca. Existem disponiveis diversas e com os mais variados assuntos. Sugiro uma pesquisa mais detalhada.

  2. JC disse:

    Matemática “Professor Joselias – 500 Questões Comentadas de Concursos Anteriores”
    Excelente Material
    JC

  3. andre carlos disse:

    Amigos concurseiros vale a pena visitar o site http://www.ganhecomconcurso.com.br podemos ganhar dinheiro com a nossa colocação nos concursos públicos em que participarmos

  4. Eduardo disse:

    Parabéns Jairo!!! Não vejo a hora de um dia postar o meu depo… hehe

  5. Renata disse:

    Nossa, sua história realmente me surpreendeu!!! Pq nunca tinha visto antes uma situação tão parecida. Já tenho 7 anos que presto concurso federal e nada. Geralmente, só vejo histórias de aprovação com menos de 3 anos. Depois do que vc disse eu n vou mesmo desistir. Sou efetiva como Administradora na minha cidade. Foi o que consegui. E CR no concurso de Administrador do Ministério da Saúde, recentemente. Mas n consegui ainda nomeação num concurso federal de menor porte e quem dirá um top. Mas vc me inspirou. Além de também ouvir histórias de quem tinha paistrocínios para desenhar a trajetória e dar apoio nos seus sonhos.
    Parabénsssss, linda história.

  6. Renata Pollyana Matos disse:

    Meu Deus, isso que é uma bela história de vida. Parabéns Jairo!!! Foco nos estudos.

  7. Eduardo Drummond de Souza disse:

    Parabéns Jairo! moro em Lauro de Freitas, estudei no apoio também, tenho 25 anos..

    Obrigado por postar sua história e dicas! foi muito valioso!

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