Trabalhando com Poesia

“…Eu já não sei mais por que vivo a sofrer, pois eu nada fiz para merecer. Te dei carinho, amor, em troca ganhei ingratidão, não sei porquê, mas acho que é falta de compreensão, você me tem como réu, o culpado e o ladrão, por tentar ganhar seu coração… Eu já não sei mais por que vivo a sofrer, pois eu nada fiz para merecer. Te dei carinho, amor, em troca ganhei ingratidão, não sei porquê, mas acho que é falta de compreensão, você me tem como réu, o culpado e o ladrão, por tentar ganhar seu coração… Todo mundo erra! Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar, não sei porquê, meu Deus, sozinho eu vivo a penar… Não tenho nada a pedir, também não tenho nada a dar, por isso é que eu vou me mandar. Vou-me embora agora… Vou-me embora agora, vou embora prá outro planeta, na velocidade da luz, ou quem sabe de um cometa… Eu vou solitário e firme, onde a morte me aqueça, talvez assim de uma vez, para sempre eu lhe esqueça… Te dei carinho, amor, em troca ganhei ingratidão, não sei porquê, mas acho que é falta de compreensão, você me tem como réu, o culpado e o ladrão, por tentar ganhar seu coração… Todo mundo erra! Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar, não sei porquê, meu Deus, sozinho eu vivo a penar… Não tenho nada a pedir, também não tenho nada a dar, por isso é que eu vou me mandar. Vou-me embora agora… Vou-me embora agora, vou embora prá outro planeta, na velocidade da luz, ou quem sabe de um cometa… Eu vou solitário e firme, onde a morte me aqueça, talvez assim de uma vez, para sempre… Todo mundo erra! Todo mundo erra sempre, todo mundo vai errar, não sei porquê, meu Deus, sozinho eu vivo a penar… Não tenho nada a pedir, também não tenho nada a dar, por isso é que eu vou me mandar… Por isso é que eu vou me mandar… Por isso é que eu vou me mandar… Por isso é que eu vou me mandar…” (Revelação – Velocidade da luz – Comp.: Anderson Luiz Florentino)

”… Quando eu te vi pela primeira vez, me encantei com o seu jeitinho de ser, seu olhar tão lindo me fez viajar, vi no seu sorriso imenso mar… Fiz uma canção pra nunca esquecer o momento em que eu conheci você, era uma linda noite de verão, você despertou minha emoção… Passei a minha vida a procurar alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão… Já tentei não dá pra esconder o amor que sinto por você, é luz, desejo, encanto e sedução, ardente como a fúria de um vulcão… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… Quando eu te vi pela primeira vez, me encantei com o seu jeitinho de ser, seu olhar tão lindo me fez viajar, vi no seu sorriso imenso mar… Fiz uma canção pra nunca esquecer o momento em que eu conheci você, era uma linda noite de verão, você despertou minha emoção… Passei a minha vida a procurar alguém que eu pudesse entregar a chave para abrir meu coração, tirar de vez do peito a solidão… Já tentei não dá pra esconder o amor que sinto por você, é luz, desejo, encanto e sedução, ardente como a fúria de um vulcão… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi… A paixão me pegou, tentei escapar não consegui, nas grades do meu coração, sem querer eu te prendi…” (Revelação – A paixão me pegou – Comp.: João Carlos, Mauro Jr. e Xande de Pilares)

“… Eu estou apaixonado, deixa eu ser seu namorado, quero ficar do teu lado, pra ter seu abraço e seu beijo, pra mim… Teu olhar não me engana, eu sei que você me ama, teu coração diz que você me quer, mas o medo não deixa você se entregar… Vem pra mim, não faz assim, dê logo um fim nessa tortura, nosso romance tem que se eternizar, você tem que me aceitar… Eu quero a paz do seu sorriso, pra enfeitar meu paraíso, dê uma chance, não custa nada tentar… Meu bem querer, meu bem querer, preciso te amar, o seu amor me faz sonhar, se eu te perder, se eu te perder, não sei onde encontrar um novo amor no seu lugar… Meu bem querer, meu bem querer, preciso te amar, o seu amor me faz sonhar, se eu te perder, se eu te perder, não sei onde encontrar um novo amor no seu lugar… Teu olhar não me engana, eu sei que você me ama, teu coração diz que você me quer, mas o medo não deixa você se entregar… Vem pra mim, não faz assim, dê logo um fim nessa tortura, nosso romance tem que se eternizar, você tem que me aceitar… Eu quero a paz do seu sorriso, pra enfeitar meu paraíso, dê uma chance, não custa nada tentar… Meu bem querer, meu bem querer, preciso te amar, o seu amor me faz sonhar, se eu te perder, se eu te perder, não sei onde encontrar um novo amor no seu lugar… Meu bem querer, meu bem querer, preciso te amar, o seu amor me faz sonhar, se eu te perder, se eu te perder, não sei onde encontrar um novo amor no seu lugar…” (Revelação – Eternizar – Comp.: Grupo Revelação)

“… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar, o meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor e cerveja pra comemorar, o meu lugar tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá, o meu lugar é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá, Madureira, lá, laiá… O meu lugar, é caminho de Ogum e Iansã, lá tem samba até de manhã, uma ginga em cada andar, o meu lugar, é cercado de luta e suor, esperança num mundo melhor e cerveja pra comemorar, o meu lugar tem seus mitos e seres de luz, é bem perto de Oswaldo Cruz, Cascadura, Vaz Lobo, Irajá, o meu lugar é sorriso é paz e prazer, o seu nome é doce dizer, Madureira, lá, laiá, Madureira, lá, laiá… Ah que lugar, a saudade me faz relembrar, os amores que eu tive por lá, é difícil esquecer… Doce lugar, que é eterno no meu coração e aos poetas traz inspiração, pra cantar e escrever… Ai meu lugar, quem não viu tia Eulália dançar, Vó Maria o terreiro benzer e ainda tem jongo à luz do luar… Ah que lugar, tem mil coisas pra a gente dizer, o difícil é saber terminar, Madureira, lá, laia, Madureira, lá, laiá… Em cada esquina um pagode um bar, em Madureira, Império e Portela também são de lá, em Madureira e no mercadão você pode comprar, por uma pechincha você vai levar, um dengo, um sonho pra quem sonhar, em Madureira e quem se habilita até pode chegar, tem jogo de ronda, caipira e bilhar, buraco, sueca pro tempo passar, em Madureira e uma fezinha até posso fazer, no grupo dezena, centena e milhar, pelos setes lados eu vou te cercar, em madureira… Lalalaialalaialalaia, em Madureira, Lalalaialalaialalaia, em madureira…” (Revelação – Meu lugar– Comp.: Arlindo Cruz)

” Ajude a todos os que estão enfermos. Amanhã talvez deseje que alguém o visite em sua enfermidade. os doentes solitários, que aspiram por uma palavra de conforto e de carinho. Não apenas seus parentes e amigos mas até os pobres conhecidos e abandonados, que não encontram um sorriso de incentivo, e que estão famintosde solidariedade humana e de amor.” (Minutos de Sabedoria – Página 229)

Boa noite pessoal,

Corrida do dia só me permitiu apresentar o “Trabalhando com Poesia” de hoje. Acontece de hoje até sábado, no Centro de Convenções de Natal/RN, o Congresso Internacional de Direito Constitucional. Evento, que já se tornou uma tradição na área, atrai para Natal estudantes e profissionais do Direito de todo o país.

https://oipa2.wordpress.com/2012/04/26/x-congresso-internacional-de-direito-constitucional-jurisdicao-constitucional-democracia-e-direitos-fundamentais/

A relação de Inscrições deferidas no Concurso da Pretura de Lauro de Freitas está disponível no Diário Oficial do Município, no link abaixo:

http://ba.portaldatransparencia.com.br/prefeitura/laurodefreitas/doe/?pagina=abre_documentos&arquivo=_repositorio%2F_publicacoes%2F_documentos%2F230%2F337%2F_dop%2F2EA2A1AD-9EBC-AA03-560466D2120C8B7F25042012045253.pdf&mime_type=application%2Fpdf

Confira as notícias do dia de hoje no meu Diário de Notícias:

http://paper.li/a_vinagre/1326026431

O Samba bem humorado e malandro perdeu na manhã de hoje um de seus expoentes mais populares, com a morte de Dicró, vitimado de infarto, aos 66 anos de idade.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Dicr%C3%B3

No último dia 13 de Abril, a Prefeitura de Lauro de Freitas divulgou novo edital, referente ao concurso Público Nº. 001/2012, que tem provas nos dias 06/05 (Nivel Superior) e dia 20/05 (Nivel fundamental e médio).

O certame, que teve as provas suspensas no mês de Março de 2012, passou a ser realizado pela Universidade do estado da Bahia e já possui seu novo cronograma de atividades definido pela Comissão Organizadora.

Permanecem válidas as inscrições realizadas no período anterior de 15/8/2011 e 15/09/2011 a 29/09/2011.
Concluída a fase de desistência descrita no item 1.1 do presente capítulo, será publicada no site www.laurodefreitas.ba.gov.br e no site da UNEB www.selecao.uneb.br/laurodefreitas a Relação Geral de Inscrições, cujos candidatos estarão aptos a participar do Concurso.

Data, locais e horários de realização das Provas Objetivas e da Redação

CARGOS DE NÍVEL SUPERIOR : 6/5/2012
Turno: Vespertino
12h30min: Abertura dos Portões
13h30min: Fechamento dos Portões
Duração da Prova: 5 horas

CARGO DE NÌVEL MÉDIO E FUNDAMENTAL: 20/5/2012

Turno: Vespertino
12h30min: Abertura dos Portões
13h30min: Fechamento dos Portões
Duração da Prova: 4 horas

Confira o Edital completo do Concurso 001/2012 e seus anexos

https://oipa2.files.wordpress.com/2012/04/edital-concurso-001-2012-final.pdf

Em 26 de Abril de 1952 A Bloch Editores lança a revista Manchete, semanário ilustrado.

Em 26 de Abril de 1963 Haiti invade a embaixada da República Dominicana em Porto Príncipe e sequestra 22 refugiados políticos haitianos.

Em 26 de Abril de 1973 O Brasil e o Paraguai assinam acordo sobre o projeto hidrelétrico de Itaipu, na fronteira entre os dois países.

Em 26 de abril de 1986, o reator número quatro do complexo nuclear de Chernobil, na Ucrânia (URSS), explode. A nuvem radioativa afetou países vizinhos, provocou 31 mortes no primeiro dia, contaminou 10 mil quilômetros quadrados e atingiu com as radiações 600 mil pessoas.

Em 26 de Abril de 1990 O ex-guerrilheiro Carlos Pizarro, candidato à presidência da Colômbia, é assassinado no aeroporto de Bogotá.

Em 26 de Abril de 1991 Príncipe Charles chega ao Brasil e abre em Belém, ao lado do presidente Collor, um seminário sobre ecologia e desenvolvimento.

Em 26 de Abril de 1998Bispo guatemalteco, D. Juan Geradi, morre assassinado por desconhecidos que o surpreenderam na casa paroquial.

Em 26 de Abril de 1999 Preso ex-presidente do Banco Central, Francisco Lopes, por recusar-se a depor na CPI sobre o sistema financeiro.

Em 26 de Abril de 2002 Estudante alemão de 19 anos invade sua escola e mata 16 pessoas, entre elas 13 professores, e se suicida.

Em 26 de Abril de 2002 Brasil tem vitória na OMC no recurso apresentado contra os subsídios ao algodão concedidos pelos EUA a seus produtores.

Outros Fatos históricos relacionados ao dia 26 de Abril

1544 – O capitão espanhol Domingo Martínez de Irala é proclamado governador do Paraguai após prender Núñez Cabeza de Vaca, que vinha ocupando o posto.

1711 – Nasce David Hume, filósofo escocês.

1731 – Morre Daniel Defoe, escritor inglês.

1798 – Nasce Eugenio Delacroix, pintor francês.

1828 – A Rússia declara guerra contra a Turquia por uma suposta violação do tratado de Ackermann.

1845 – Começa a ser publicado O Paraguaio Independente, primeiro jornal impresso no Paraguai.

1856 – Nasce Henri Philippe Petain, presidente da França durante a ocupação alemã.

1889 – Nasce Ludwig Wittgenstein, filósofo austríaco.

1894 – Nasce Rudolf Hess, militar e político alemão.

1910 – Morre Bjornstjerne Bjornson, escritor norueguês.

1915 – Primeira Guerra Mundial: é selado um acordo secreto entre os aliados e a Itália, que oferece a este país compensações territoriais caso ele declare guerra contra a Áustria.

1916 – Nasce Morris West, escritor australiano.

1918 – A Alemanha e o governo soviético estabelecem relações diplomáticas.

1924 – É publicado O Processo, a primeira das grandes novelas de Franz Kafka.

1925 – Os alemães elegem o marechal Paul von Hindenburg como presidente da República.

1933 – Nasce Arno Allan Penzias, cientista norte-americano, vencedor do Prêmio Nobel de Física de 1978.

1946 – Morre Hermann A. Keyserling, filósofo alemão.

1954 – Começa, em Genebra, uma conferência sobre Indochina.

1957 – O Egito proíbe a passagem pelo canal de Suez aos navios de guerra israelenses.

1973 – Paraguai e Brasil firmam um tratado que permite a construção da hidroelétrica de Itaipú, a mais potente do mundo, no rio Paraná, limite entre os dois países.

1984 – Morre Count Basie, músico norte-americano de jazz.

1986 – Um grave acidente acontece na central nuclear de Chernobil, no norte da Ucrânia (URSS), causando grandes danos materiais e deixando muitas pessoas feridas.

1989 – Morre Lucille Ball, atriz norte-americana.

1990 – O rei da Espanha entrega ao escritor paraguaio Augusto Roa Bastos o Prêmio Cervantes de Literatura.

1990 – Carlos Pizarro, candidato à presidência da Colômbia pelo partido M-19, é assassinado.

1992 – Fortes terremotos atingem o norte da Califórnia, nos Estados Unidos, e causam 53 mortes.

1994 – O Conselho Nacional Africano, de Nelson Mandela, ganha as primeiras eleições multirraciais da África do Sul com 62,6% dos votos, contra 20,4% do governante do Partido Nacional.

1999 – Morre Al Hirt, músico norte-americano.

Vejam a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique. Obrigado a cada um (a) de vocês por esta caminhada feliz!

https://oipa2.wordpress.com/2012/04/26/trabalhando-com-poesia-429/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Quinta feira abençoada por Deus, repleta da energia positiva que circunda o universo a nossa volta, muita paz, Lucidez, sabedoria e harmonia sempre.

Apio Vinagre Nascimento
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A Tempestade- Gonçalves Dias

Quem porfiar contigo… ousara
Da glória o poderio;
Tu que fazes gemer pendido o cedro,
Turbar-se o claro rio?
A. HERCULANO

Um raio
Fulgura
No espaço
Esparso,
De luz;
E trêmulo
E puro
Se aviva,
S’esquiva
Rutila,
Seduz!

Vem a aurora
Pressurosa,
Cor de rosa,
Que se cora
De carmim;
A seus raios
As estrelas,
Que eram belas,
Tem desmaios,
Já por fim.

O sol desponta
Lá no horizonte,
Doirando a fonte,
E o prado e o monte
E o céu e o mar;
E um manto belo
De vivas cores
Adorna as flores,
Que entre verdores
Se vê brilhar.

Um ponto aparece,
Que o dia entristece,
O céu, onde cresce,
De negro a tingir;
Oh! vede a procela
Infrene, mas bela,
No ar s’encapela
Já pronta a rugir!
Não solta a voz canora
No bosque o vate alado,
Que um canto d’inspirado
Tem sempre a cada aurora;
É mudo quanto habita
Da terra n’amplidão.
A coma então luzente
Se agita do arvoredo,
E o vate um canto a medo
Desfere lentamente,
Sentindo opresso o peito
De tanta inspiração.

Fogem do vento que ruge
As nuvens aurinevadas,
Como ovelhas assustadas
Dum fero lobo cerval;
Estilham-se como as velas
Que no alto mar apanha,
Ardendo na usada sanha,
Subitâneo vendaval.

Bem como serpentes que o frio
Em nós emaranha, — salgadas
As ondas s’estanham, pesadas
Batendo no frouxo areal.
Disseras que viras vagando
Nas furnas do céu entreabertas
Que mudas fuzilam, — incertas
Fantasmas do gênio do mal!

E no túrgido ocaso se avista
Entre a cinza que o céu apolvilha,
Um clarão momentâneo que brilha,
Sem das nuvens o seio rasgar;
Logo um raio cintila e mais outro,
Ainda outro veloz, fascinante,
Qual centelha que em rápido instante
Se converte d’incêndios em mar.

Um som longínquo cavernoso e ouco
Rouqueja, e n’amplidão do espaço morre;
Eis outro inda mais perto, inda mais rouco,
Que alpestres cimos mais veloz percorre,
Troveja, estoura, atroa; e dentro em pouco
Do Norte ao Sul, — dum ponto a outro corre:
Devorador incêndio alastra os ares,
Enquanto a noite pesa sobre os mares.

Nos últimos cimos dos montes erguidos
Já silva, já ruge do vento o pegão;
Estorcem-se os leques dos verdes palmares,
Volteiam, rebramam, doudejam nos ares,
Até que lascados baqueiam no chão.

Remexe-se a copa dos troncos altivos,
Transtorna-se, tolda, baqueia também;
E o vento, que as rochas abala no cerro,
Os troncos enlaça nas asas de ferro,
E atira-os raivoso dos montes além.

Da nuvem densa, que no espaço ondeia,
Rasga-se o negro bojo carregado,
E enquanto a luz do raio o sol roxeia,
Onde parece à terra estar colado,
Da chuva, que os sentidos nos enleia,
O forte peso em turbilhão mudado,
Das ruínas completa o grande estrago,
Parecendo mudar a terra em lago.

Inda ronca o trovão retumbante,
Inda o raio fuzila no espaço,
E o corisco num rápido instante
Brilha, fulge, rutila, e fugiu.
Mas se à terra desceu, mirra o tronco,
Cega o triste que iroso ameaça,
E o penedo, que as nuvens devassa,
Como tronco sem viço partiu.

Deixando a palhoça singela,
Humilde labor da pobreza,
Da nossa vaidosa grandeza,
Nivela os fastígios sem dó;
E os templos e as grimpas soberbas,
Palácio ou mesquita preclara,
Que a foice do tempo poupara,
Em breves momentos é pó.

Cresce a chuva, os rios crescem,
Pobres regatos s’empolam,
E nas turvam ondas rolam
Grossos troncos a boiar!
O córrego, qu’inda há pouco
No torrado leito ardia,
É já torrente bravia,
Que da praia arreda o mar.

Mas ai do desditoso,
Que viu crescer a enchente
E desce descuidoso
Ao vale, quando sente
Crescer dum lado e d’outro
O mar da aluvião!
Os troncos arrancados
Sem rumo vão boiantes;
E os tetos arrasados,
Inteiros, flutuantes,
Dão antes crua morte,
Que asilo e proteção!

Porém no ocidente
S’ergue de repente
O arco luzente,
De Deus o farol;
Sucedem-se as cores,
Qu’imitam as flores
Que sembram primores
Dum novo arrebol.

Nas águas pousa;
E a base viva
De luz esquiva,
E a curva altiva
Sublima ao céu;
Inda outro arqueia,
Mais desbotado,
Quase apagado,
Como embotado
De tênue véu.

Tal a chuva
Transparece,
Quando desce
E ainda vê-se
O sol luzir;
Como a virgem,
Que numa hora
Ri-se e cora,
Depois chora
E torna a rir.

A folha
Luzente
Do orvalho
Nitente
A gota
Retrai:
Vacila,
Palpita;
Mais grossa
Hesita,
E treme
E cai.

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