Trabalhando com Poesia

“… Quem me dera ao menos uma vez, ter de volta todo o ouro que entreguei a quem, conseguiu me convencer que era prova de amizade, se alguém levasse embora até o que eu não tinha… Quem me dera ao menos uma vez, esquecer que acreditei que era por brincadeira, que se cortava sempre um pano-de-chão, de linho nobre e pura seda… Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender, que o que aconteceu ainda está por vir e o futuro não é mais como era antigamente… Quem me dera ao menos uma vez, provar que quem tem mais do que precisa ter, quase sempre se convence que não tem o bastante, fala demais por não ter nada a dizer… Quem me dera ao menos uma vez, que o mais simples fosse visto, como o mais importante, mas nos deram espelhos e vimos um mundo doente… Quem me dera ao menos uma vez, entender como um só Deus ao mesmo tempo é três e esse mesmo Deus foi morto por vocês, sua maldade, então, deixaram Deus tão triste… Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda! Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você, que me entende do iní­cio ao fim e, é só você que tem a cura pro meu vício de insistir, nessa saudade que eu sinto de tudo que eu ainda não vi… Quem me dera ao menos uma vez, acreditar por um instante em tudo que existe e acreditar que o mundo é perfeito e que todas as pessoas são felizes… Quem me dera ao menos uma vez, fazer com que o mundo saiba que seu nome está em tudo e mesmo assim, ninguém lhe diz ao menos, obrigado… Quem me dera ao menos uma vez, como a mais bela tribo, dos mais belos índios, não ser atacado por ser inocente… Eu quis o perigo e até sangrei sozinho, entenda! Assim pude trazer você de volta pra mim, quando descobri que é sempre só você, que me entende do início ao fim e, é só você que tem a cura pro meu vício de insistir nessa saudade que eu sinto, de tudo que eu ainda não vi… Nos deram espelhos e vimos um mundo doente… Tentei chorar e não consegui…” (Legião Urbana – indios – Comp.: Renato Russo)

“… Tenho andado distraído, impaciente e indeciso e, ainda estou confuso, só que agora é diferente: sou tão tranquilo e tão contente… Quantas chances desperdicei, quando o que eu mais queria era provar pra todo o mundo que eu não precisava provar nada pra ninguém… Me fiz em mil pedaços, pra você juntar e queria sempre achar explicação pro que eu sentia… Como um anjo caído fiz questão de esquecer, que mentir pra si mesmo e sempre a pior mentira… Mas, não sou mais tão criança a ponto de saber tudo… Já não me preocupo se eu não sei por que, às vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê e eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu vejo o mesmo que você… Tão correto e tão bonito, o infinito é realmente um dos deuses mais lindos!… Sei que, às vezes uso palavras repetidas, mas quais são as palavras que nunca são ditas?… Me disseram que você estava chorando e foi então que eu percebi, como lhe quero tanto… Já não me preocupo se eu não sei por que, ás vezes, o que eu vejo, quase ninguém vê e eu sei que você sabe, quase sem querer, que eu quero o mesmo que você…” (Legião Urbana– Quase sem querer – Comp.: Dado Villa Lobos / Renato Russo / Renato Rocha)

“… Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê, que o caminho é um só… Porque esperar? Se podemos começar tudo de novo, agora mesmo, a humanidade é desumana, mas ainda temos chance, o sol nasce pra todos, só não sabe quem não quer… Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê, que o caminho é um só… Até bem pouco tempo atrás, poderíamos mudar o mundo, quem roubou nossa coragem?… Tudo é dor e toda dor vem do desejo de não sentimos dor… Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê, que o caminho é um só…” (Legião Urbana– Quando o sol bater na janela do seu quarto – Comp.: Renato Russo / Dado Villa-Lobos / Marcelo Bonfá)

“… Não existem pessoas realmente más. Ou são enfermas ou não têm conhecimento da grande lei de que recebemos exatamente aquilo que damos. quem é enfermo precisa ser curado. Quem pratica o mal precisa ser elucidado. Mas de modo algum podemos agir com ódio e maldade. Procure ensinar aos outros pelo seu próprio exemplo, compreendendo que a maldade é uma situação transitória do homem.” (Minutos de Sabedoria – Página 235)

Boa tarde pessoal,

Dias com chuva, desde a tarde de ontem. Previsão da Climatempo para hoje apontam a precipitação em torno de 23 mm. Equipes em alerta nas secretarias que compõem o Sistema Municipal de defesa Civil.

A Universidade do Estado da Bahia, Organizadora do Concurso Público promovido pela Prefeitura de Lauro de Freitas, divulgou, na tarde de segunda (07), os Gabaritos referentes às provas realizadas na tarde de ontem (06/05/2012).

Confira AQUI os Gabaritos das Provas feitas no Último domingo (Nivel Superior)

Eventuais recursos aos gabaritos devem ser interpostos, nos termos definidos no Edital e, nos prazos definidos no Comunicado Confira Aqui:

Os parabéns de hoje para os (as) amigos (as) Gilmara Brandão, Andreia Lopes, Mye Komatsu, Eduardo Galvão e a companheira de lutas petistas Paula Grejianin. Paz, Saúde e felicidades a todos (as).

Está disponível, desde a tarde de segunda (30), o acesso ao cartão de informação dos candidatos (as) ao Concurso Público, realizado pela Prefeitura de Lauro de Freitas.

O certame que fora suspenso, em função de problemas com a antiga empresa organizadora, passou a ser organizado pela Universidade do Estado da Bahia, em Convênio com a Prefeitura de Lauro de Freitas.

Após a etapa realizada ontem (06), a data das provas para ensino Médio e fundamental será a seguinte:

CARGO DE NÌVEL MÉDIO E FUNDAMENTAL: 20/5/2012
Turno: Vespertino
12h30min: Abertura dos Portões
13h30min: Fechamento dos Portões
Duração da Prova: 4 horas

Confira AQUI o seu local de Prova:

Confira ainda:

* Edital da UNEB referente ao Concurso

* Inscrições Deferidas e Comunicado

* Edital de convocação das provas

Confira as notícias do dia de hoje no meu Diário de Notícias:


http://paper.li/a_vinagre/1326026431

Hoje na História – 08 de Maio

Em 08 de Maio de 1350 Pelo Tratado de Brétigny, assinado nesta data, o rei da França João II cedeu à Inglaterra numerosos territórios franceses, entre eles Aquitânia, no Sudeste da França. O Tratado de Brétigny também pôs fim ao primeiro período da Guerra dos Cem Anos. Os termos do acordo foram em geral favoráveis à Inglaterra: Eduardo III da Inglaterra renunciou ao trono da França em troca dos territórios de Aquitânia, Loira, Los Pirenéus, o Maciço Central, Calais e seus arredores, também impôs um resgate de três milhões de escudos pela liberdade do rei João II da França, que posteriormente voltou à sua prisão inglesa pouco antes de sua morte para não fazer frente ao pagamento de seu enorme resgate.

Em 08 de Maio de 1794 – Morre Antoine Lavoisier, o pai da Química moderna

http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/21690/hoje+na+historia+1794+%96+morre+antoine+lavoisier+o+pai+da+quimica+moderna.shtml

Em 08 de Maio de 1828 Nasce na Suíça Jean Henri Dunant, conhecido por ser o criador da Cruz Vermelha, movimento humanitário que busca defender a vida e a dignidade de vítimas de conflitos, sejam eles internacionais ou internos a cada país. preocupado com a solidariedade mundial. Foi o ganhador do primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, por ter fundado a Cruz Vermelha Internacional e criado a Convenção de Genebra. A Cruz Vermelha é uma organização que até hoje ajuda pessoas doentes no mundo inteiro.


http://elisonaldohistoria.blogspot.com.br/2012/05/hoje-na-historia_08.html

Em 08 de Maio de 1886 foi criada a Coca-Cola, uma das mais famosas bebidas do mundo. Inventada pelo farmacêutico John Pemberton, ela é produzida em mais de 201 países pela empresa The Coca-Cola. Na época de sua invenção, a Coca-Cola era um remédio patenteado que, mais tarde, foi comprado pelo empresário Asa Griggs Candler, que soube usar as ferramentas do marketing para dominar o mercado de refrigerantes no século XX. A Coca-Cola foi criada a partir de uma mistura de folhas de coca e sementes de cola. Ela era inicialmente vendida como um medicamento para aliviar dores de cabeça e náuseas. Contudo, Pemberton começou a vender o produto em sua farmácia também para aliviar a sede. O preço de cada vidrinho da bebida era de apenas cinco centavos de dólar. Aos poucos a Coca-Cola foi se tornando famosa. Pouco tempo depois, Pemberton vendeu a sua fórmula para comercialização por US$ 2.300 na época.

Em 08 de Maio de 1950 – Alto Comissariado Aliado promulga lei que impede o rearmamento alemão.

Em 08 de Maio de 1950 – Morre, no Rio de Janeiro, o cientista Vital Brasil, criador do soro antiofídico.

Em 08 de Maio de 1954 França, Reino Unido, EUA, URSS, China, Vietnam, Laos, Camboja e Viet Minh começam a discutir a questão da Indochina em conferência em Genebra.

Em 08 de Maio de 1955 Morre Ataulfo de Paiva, ministro do Supremo Tribunal Federal de 1934 a 1937.

Em 08 de Maio de 1966 A República Popular da China explode sua terceira bomba nuclear.

Em 08 de Maio de 1967 Centenário da Retirada de Laguna. O centenário da Retirada de Laguna, um dos episódios mais famosos da Guerra do Paraguai (1864 a 1870), foi lembrado em uma solenidade realizada junto ao monumento de Laguna e Dourados, na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro.

http://www.jblog.com.br/hojenahistoria.php?itemid=12687

Em 08 de Maio de 1972 – O presidente Nixon ordena a colocação de minas em portos do Vietnam do Norte e a intensificação do bombardeio das rotas de suprimentos.

Em 08 de Maio de 1981 François Maurice Adrien Marie Mitterrand foi um advogado e político francês, além de Presidente da República Francesa desde 8 de maio de 1981 a 17 de maio 1995. É o mandatário que mais tempo permaneceu no cargo (14 anos). No dia seguinte de sua posse, aproveitando a favorável corrente de opinião, dissolveu o Parlamento e propôs muitas reformas de caráter social. O campo da rádio e da televisão foi liberalizado e criou-se um imposto que gravou as grandes fortunas. No terreno social aumentou significativamente o salário mínimo e a ajuda familiar, e os imigrantes sem papéis foram massivamete regularizados para favorecer sua inserção no mercado de trabalho. Da mesma forma, foi instaurada uma quinta semana de férias pagas e a semana de trabalho ficou establecida em 39 horas. Adiantou-se a idade de aposentadoria para 60 anos. Em relação aos direitos civis, foi derrogada a pena de morte e livrada de pena a homossexualidade.

Em 08 de Maio de 1983 morria, aos 74 anos, em Woodland, na Califórnia, John Fante, um romancista ítalo-americano, caracterizado pelo seu humor corrosivo. Nascido no dia 8 de abril de 1909, em Denver, nos EUA, ele publicou seu primeiro romance “Espere a Primavera, Bandini”, em 1938. No ano seguinte, escreveu seu mais célebre livro, “Pergunte ao Pó”. Além de seus livros, Fante também foi autor de roteiros para Hollywood. Em 1955, ele descobriu que tinha diabetes. A doença o deixou cego em 1978, mas mesmo assim ele publicou seu último livro, “Sonhos de Bunker Hill” para esposa, Joyce.

Em 08 de Maio de 1984 A URSS e logo outros países socialistas anunciam boicote aos Jogos Olímpicos de Los Angeles, alegando não haver segurança para seus atletas.

Em 08 de Maio de 1991 – Demitida a ministra da Economia, Zélia Cardoso de Melo, a ser substituída pelo embaixador do Brasil em Washington, Marcílio Marques Moreira.

Em 08 de Maio de 1996 Aprovada na África do Sul uma constituição que garante o direito de greve e proíbe a discriminação racial, a prisão sem julgamento e a incitação à violência.

Em 08 de Maio de 2000 Responsáveis pelo Projeto Genoma Humano anunciam o sequenciamento do ADN do cromossomo 21, cujo defeito leva à síndrome de Dowm..

Em 08 de Maio de 2004 Polícia alemã prende jovem de dezoito anos criador do vírus Sasser, que atacou milhões de computadores conectados à internet.

Em 08 de Maio de 2009 Brasil tem primeiro caso de transmissão interna da Gripe Suína.

Em 08 de Maio de 2009 Jacob Zuma toma posse como novo presidente da África do Sul.

Outros Fatos referentes ao dia 08 de maio

1627 – Sebastião Caboto descobre o Rio Paraná.

1686 – Isaac Newton termina o prefácio de sua obra Philosophiae Naturalis Principia Matematica.

1790 – A Assembléia Nacional Francesa pede à Academia de Ciências a formulação de um sistema decimal de pesos e medidas.

1863 – É estabelecida a Constituição Federal da Colômbia, que fica em vigor no país durante 23 anos.

1894 – Rafael Iglesias Castro toma posse do cargo de presidente da Costa Rica.

1902 – O vulcão La Montagne Pelée entra em erupção na Martinica, causando a morte de 30 mil pessoas.

1919 – É implantado nos Países Baixos o direito ao voto feminino.

1920 – Revolução no México: o presidente Carranza deixa a capital.

1933 – Mahatma Gandhi inicia uma greve de fome contra a opressão britânica na Índia.

1941 – É proclamada a República na Grécia.

1943 – É criada a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), em Hot Springs (EUA). O obejtivo é combater a fome no mundo.

1949 – As rádios A Voz da América e a BBC aumentam sua potência para chegar à URSS.

1951 – Um terremoto em El Salvador causa a morte de mais de mil pessoas.

1957 – O presidente norte-americano Dwight Eisenhower aceita a proposta soviética de criar uma zona parcialmente desmilitarizada na Europa.

1971 – Uma série de atentados antibritânicos ocorrem na Irlanda, após os acordos das facções do IRA.

1984 – A URSS se nega a participar dos Jogos Olímpicos de Los Angeles. Treze países seguem seu exemplo.

1988 – François Mitterrand é reeleito presidente da França.

1996 – A Assembléia Constituinte da África do Sul aprova a nova Constituição.

Nasceram neste dia…

1828 – Nasce Jean Henri Dunant, suíço fundador da Cruz Vermelha Internacional, ganhador do primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901.

1829 – Louis Moreau Gottschalk, compositor e pianista norte-americano (m. 1869).

1851 – José Gomes Pinheiro Machado, na imagem, político brasileiro, senador e propagandista da República (m. 1915).

1884 – Harry Truman, político e ex-presidente norte-americano (m. 1972).

1899 – Friedrich von Hayek, economista austríaco.

1903 – Fernando Costadin, ator cômico francês.

1906 – Roberto Rossellini, cineasta italiano.

Morreram neste dia…

1797 – O francês Francis Noel Babeuf, precursor do comunismo, morre na guilhotina.

1936 – Oswald Spengler, filósofo e historiador alemão.

1782 – Marquês de Pombal, estadista português (n. 1699).

1873 – Morre John Stuart Mill, filósofo e economista inglês.

1880 – Morre Gustave Flaubert, novelista francês.

1988 – Robert A. Heinlein, escritor de ficção científica estadunidense (n. 1907).

1999 – Sir Dirk Bogarde, ator britânico.

2000 – John O’Connor, arcebispo de Nova York.

Vejam a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”, que ultrapassou a marca das 43 mil visitas. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique. Obrigado a cada um (a) de vocês por esta caminhada feliz!

https://oipa2.wordpress.com/2012/05/08/trabalhando-com-poesia-435/

Abraços nos amigos, beijos nos filhos e nas amigas, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça feira abençoada por Deus, repleta da energia positiva que circunda o universo a nossa volta e que nos traga muita paz, lucidez, sabedoria e muita saúde.

Boa semana a todos (as),

Apio Vinagre Nascimento
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Amemos! – Castro Alves

DAMA NEGRA

“Por isso, dobrada ou não a sua barraca,
com o declínio do dia,
não pergunte pela alegria;
Contente-vos com o amor!
Neste mundo de mentiras,
Eu, a minha fome, a minha dor;
Se os meus sonhos são seus sonhos,
Se suas lágrimas são as minhas lágrimas.”

V. HUGO.

Por que tardas, meu anjo! oh! vem comigo.
Serei teu, serás minha… É um doce abrigo
A tenda dos amores!
Longe a tormenta agita as penedias…
Aqui, ao som de errantes harmonias,
Se adormece entre flores.
Quando a chuva atravessa o peregrino,
Quando a rajada a galopar sem tino
Açoita-lhe na face,
E em meio à noite, em cima dos rochedos,
Rasga-se o coração, ferem-se os dedos,
E a dor cresce e renasce…
A porta dos amores entreaberta
É a cabana erguida em plaga incerta,
Que ampara do tufão…
O lábio apaixonado é um lar em chamas
E os cabelos, rolando em espadanas,
São mantos de paixão.
Oh! amar é viver… Deste amor santo
– Taça de risos, beijos e de prantos
Longos sorvos beber…
No mesmo leito adormecer cantando…
Num longo beijo despertar sonhando…
Num abraço morrer.
Oh! amar é ser Deus!… Olhar ufano
O céu azul, os astros, o oceano
E dizer-lhes: “Sois meus!”
Fazer que o mundo se transforme em lira,
Dizer ao tempo: “Não… Tu és mentira,
Espera que eu sou Deus!”
Amemos! pois. Se sofres terei prantos,
Que hão de rolar por terra tantos, tantos,
Como chora um irmão.
Hei de enxugar teus olhos com meus beijos,
Escutarás os doces rumorejes
D’ave do coração.
Depois… hei de encostar-te no meu peito,
Velar por ti – dormida sobre o leito –
Bem como a luz no altar.
Te embalarei com uma canção sentida,
Que minha mãe cantava enternecida
Quando ia me embalar.
Amemos, pois! P’ra ti eu tenho nalma
Beijos, prantos, sorrisos, cantos, palmas…
Um abismo de amor…
Sorriso de uma irmã, prantos maternos,
Beijos de amante, cânticos eternos,
E as palmas do cantor!
Ah! fora belo unidos em segredo,
Juntos, bem juntos… trêmulos de medo,
De quem entra no céu,
Desmanchar teus cabelos delirante,
Beijar teu colo!… Oh! vamos minha amante,
Abre-me o seio teu.
Eu quero teu olhar de áureos fulgores,
Ver desmaiar na febre dos amores,
Fitos fitos… em mim.
Eu quero ver teu peito intumescido,
Ao sopro da volúpia arfar erguido
O oceano de cetim
Não tardes tanto assim… Esquece tudo…
Amemos, porque amar é um santo escudo,
Amar é não sofrer.
Eu não posso ser de outra… Tu és minha,
Almas que Deus uniu na balça edênea
Hão de unidas viver.
Meu Deus!… Só eu compreendo as harmonias,
De tua alma sublime as melodias
Que tens no coração.
Vem! Serei teu poeta, teu amante…
Vamos sonhar no leito delirante
No templo da paixão.

A Uma Taça Feita de Um Crânio Humano

Não recues! De mim não foi-se o espírito…
Em mim verás – pobre caveira fria –
Único crânio que, ao invés dos vivos,
Só derrama alegria.

Vivi! amei! bebi qual tu: Na morte
Arrancaram da terra os ossos meus.
Não me insultes! empina-me!… que a larva
Tem beijos mais sombrios do que os teus.

Mais val guardar o sumo da parreira
Do que ao verme do chão ser pasto vil;
– Taça – levar dos Deuses a bebida,
Que o pasto do réptil.

Que este vaso, onde o espírito brilhava,
Vá nos outros o espírito acender.
Ai! Quando um crânio já não tem mais cérebro
…Podeis de vinho o encher!

Bebe, enquanto inda é tempo! Uma outra raça,
Quando tu e os teus fordes nos fossos,
Pode do abraço te livrar da terra,
E ébria folgando profanar teus ossos.

E por que não? Se no correr da vida
Tanto mal, tanta dor aí repousa?
É bom fugindo à podridão do lodo
Servir na morte enfim p’ra alguma coisa!…

Lord Byron (tradução de Castro Alves)

Teus olhos (Barcarola) – Castro Alves

Teus olhos são negros, negros,
Como as noites sem luar…
São ardentes, são profundos,
Como o negrume do mar;
Sobre o barco dos amores,
Da vida boiando à flor,
Douram teus olhos a fronte
Do Gondoleiro do amor.
Tua voz é a cavatina
Dos palácios de Sorrento,
Quando a praia beija a vaga,
Quando a vaga beija o vento;
E como em noites de Itália,
Ama um canto o pecador,
Bebe a harmonia em teus cantos
O Gondoleiro do amor.
Teu sorriso é uma aurora,
Que o horizonte enrubesceu,
— Rosa aberta com biquinho
Das aves rubras do céu.
Nas tempestades da vida
Das rajadas no furor,
Foi-se a noite, tem auroras
O Gondoleiro do amor.
Teu seio é vaga dourada
Ao tíbio clarão da lua,
Que, ao murmúrio das volúpias, Arqueja, palpita nua;
Como é doce, em pensamento,
Do teu colo no langor
Vogar, naufragar, perder-se
O Gondoleiro do amor! …
Teu amor na treva é — um astro,
No silêncio uma canção,
É brisa — nas calmarias,
É abrigo — no tufão;
Por isso eu te amo, querida,
Quer no prazer, quer na dor,
Rosa! Canto! Sombra! Estrela!
Do Gondoleiro do amor.
Recife, janeiro de 1867.

Quando eu Morrer… Castro Alves

Quando eu morrer… não lancem meu cadáver
No fosso de um sombrio cemitério…
Odeio o mausoléu que espera o morto
Como o viajante desse hotel funéreo.

Corre nas veias negras desse mármore
Não sei que sangue vil de messalina,
A cova, num bocejo indiferente,
Abre ao primeiro o boca libertina.

Ei-la a nau do sepulcro — o cemitério…
Que povo estranho no porão profundo!
Emigrantes sombrios que se embarcam
Para as plagas sem fim do outro mundo.

Tem os fogos — errantes — por santelmo.
Tem por velame — os panos do sudário…
Por mastro — o vulto esguio do cipreste,
Por gaivotas — o mocho funerário…

Ali ninguém se firma a um braço amigo
Do inverno pelas lúgubres noitadas…
No tombadilho indiferentes chocam-se
E nas trevas esbarram-se as ossadas…

Como deve custar ao pobre morto
Ver as plagas da vida além perdidas,
Sem ver o branco fumo de seus lares
Levantar-se por entre as avenidas!…

Oh! perguntai aos frios esqueletos
Por que não têm o coração no peito…
E um deles vos dirá “Deixei-o há pouco
De minha amante no lascivo leito.”

Outro: “Dei-o a meu pai”. Outro: “Esqueci-o
Nas inocentes mãos de meu filhinho”…
…Meus amigos! Notai… bem como um pássaro
O coração do morto volta ao ninho!…

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