Trabalhando com Poesia

“… Primavera chegou cedo, não há nada em meu jardim, madrugada anda calada, nem andor passa por mim, o terno cinza do outono disse o tom ao coração, tudo que me aquece agora é só vazio e solidão… O tempo só passa lá fora, eu fico no mesmo lugar, desde que você foi embora, toda noite é sem luar… Já bebi toda a Guanabara e nada de você voltar, com seu sorriso de iara, de brisa de velejar… Quero dançar ao vento, deixa eu dançar… Primavera chegou cedo, não há nada em meu jardim, madrugada anda calada, nem andor passa por mim, o terno cinza do outono disse o tom ao coração, tudo que me aquece agora é só vazio e solidão… O tempo só passa lá fora, eu fico no mesmo lugar, desde que você foi embora, toda noite é sem luar… Já bebi toda a Guanabara e nada de você voltar, com seu sorriso de iara, de brisa de velejar… Quero dançar ao vento, deixa eu dançar… Quero dançar ao vento, deixa eu dançar…” (Vander Lee – Terno Cinza – Comp.: Vander Lee)

“… Meu bem, você é tão bela, mas só a beleza fria, tão fria, é fria… É um sol quem não me aquece, nem me irradia o dia, vazia, vazia… É uma linda paisagem num papel parede, é água que não molha, nem me mata a sede, é feito um gol sem rede, efeito anestesia… É rio que não corre, não desce, é rosa que não morre, nem cresce, você é como praia artificial, sem sal, sem sal… Eu me apaixonaria, se você tivesse ao menos uma estria, algum defeito grave, hipermetropia, uma verruga no dedão do pé… Talvez até te amasse, se não existisse o espelho entre nós, se você ao menos levantasse a voz, dissesse um palavrão, mas nem pobre você é…. Adeus amor, estou indo embora, embora não queira, estou me apaixonando pela a arrumadeira, ela não é tão linda e já é mãe solteira e atende pelo alcunha de imperfeição… Eu vou pedir a sua mão. Adeus!…” (Vander Lee – Beleza fria – Comp.: Vander Lee)

“…Ando procurando pelo seu olhar, clareou o dia você desapareceu na estrada, no vento ou qualquer outra rota estelar, na ilha deserta ou no inverno do norte europeu… Mergulhando ruas, beijos ao luar, velejando bocas, loucas pra beijar, mar e o oceano, e a onda que veio e bateu, lembra a distância entre o seu mundo e o meu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é seu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… Passo todo dia e noites a vagar, solto no descaso, preso em seu mirar, na dança do tempo só você, meu bem, é que não vem, durmo sabendo que você não vai voltar… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu… O aluguel venceu, meu time jogou, tudo aqui é breu e você não ligou! De manhã choveu, o carro enguiçou, o sinal fechou, o amor não percebeu…” (Vander Lee – Breu – Comp.: Vander Lee)

“… Ok, você pediu, você plantou, você se abriu, você sonhou e acordou entre suspiros, a olhar para a distancia, uma vida a esperar, por quem você mal viu e até chorou quando partiu, que procurou, mas, estava a mil, agora esquece essa intenção, que a vida acende o candelabro da razão, juntando outros lados da mesma questão, as cartas na mesa e as cinzas no chão, dispenso as certezas, mas, presto atenção, recolho meus cacos e deixo nos braços da canção e, vou dar uma volta, olho a minha volta, nada tem volta, volta… Juntando outros lados da mesma questão, as cartas na mesa e as cinzas no chão, dispenso as certezas, mas, presto atenção, recolho meus cacos e deixo nos braços da canção e, vou dar uma volta, olho a minha volta, nada tem volta, volta…” (Vander Lee – Cacos – Comp.: Vander Lee)

“… Corro contra o tempo prá te ver, eu vivo louco por querer você, Oh! Oh! Oh! Oh!, morro de saudade e a culpa é sua… Bares, ruas, estradas, desertos, luas, que atravesso em noites nuas, Oh! Oh! Oh! Oh!, só me levam prá onde está você… O vento que sopra meu rosto cega, só o seu calor me leva, Oh! Oh! Oh! Oh!, numa estrela prá lembrança sua… O que sou? Onde vou? Tudo em vão! Tempo de silêncio e solidão… O que sou? Onde vou? Tudo em vão! Tempo de silêncio e solidão… O mundo gira sempre em seu sentido, tem a cor do seu vestido azul, Oh! Oh! Oh! Oh!, todo atalho finda em seu sorriso nú… Na madrugada, uma balada soul, um som assim, meio que rock’n roll, Oh! Oh! Oh! Oh!, só me serve prá lembrar você… Qualquer canção que eu faça tem sua cara, rima rica, jóia rara, Oh! Oh! Oh! Oh!, tempestade louca no Saara…. O que sou? Onde vou? Tudo em vão! Tempo de silêncio e solidão… O que sou? Onde vou? Tudo em vão! Tempo de silêncio e solidão… (Vander Lee – Contra o tempo – Comp.: Vander Lee)

“Enquanto você espera pelo céu, não se esqueça de que a terra está esperando por você. Mantenha seus pés fixos no chão, mas eleve sua cabeça para o céu. Ajude a estrada que você palmilha, tornando-a mais confortável para todos aqueles que lhe seguem os passos. Dê trabalho a seus braços, leve consolo aos aflitos, enxugue as lágrimas dos que choram… Você não poderá caminhar sozinho. Ajude a todos os que caminham a seu lado para o mesmo objetivo: a perfeição.” (Minutos de Sabedoria Pg. 220)

Bom dia pessoal,

Dia de aniversário de figuras importantes em minha vida. Minha sobrinha Vanessa Andrade, minha prima querida Adriana Vinagre e minha queridíssima irmã, quase mais nova (risos) Beatriz Cruz. Que o pai de todas as coisas continue abençoando vocês. Feliz Aniversário!

A cada dia somos chamados a refletir sobre a nossa vida e a qual propósito se destina a nossa ação. Diversos são os momentos em que somos impelidos pela vida a ver ao nosso redor as situações em que podemos influenciar positiva ou negativamente. As opções são sempre livres, as consequências obrigatórias, ou como dizem em outros termos: semear é liberado, colher é obrigatório e, lembre-se: Não se planta umbu pra se colher manga. Então meu irmão, minha irmã, permita-me chamá-lo (a) assim, reflita bem sobre as sementes que está jogando no solo à sua volta.

Muitas pessoas têm me provocado a me pronunciar acerca de assuntos referentes à gestão que se instalou a partir de 01 de janeiro em nossa cidade. Peço-lhes que tenham calma. Farei as considerações necessárias e que julgar pertinente, no momento oportuno. Algumas questões, que considero críticas e passiveis de gerar problemas graves, tenho pontuado, mas, chegará o tempo de falar sobre tudo, sem problemas.

O Dia na história: 02 de abril

Em 02 de abril de 1776 Reconquista do Rio Grande do Sul aos espanhóis.

Em 02 de abril de 1840, nasceu o escritor francês e criador do Naturalismo Émile Zola. Em 1862 Zola começou a trabalhar na livraria Hachette, onde nasceu o seu interesse pela poesia e pelo teatro.

Os seus primeiros livros foram “Contes à Ninon” e “La Confession de Claude”. Zola dedicou-se por completo à escrita, sentindo afinidade com o movimento realista e o positivismo, e publicou uma das suas obras mais importantes, “Thérèse Raquin”, que lhe assegurou um certo prestígio.

O rigor científico inspirou uma série de 20 romances, denominada “Les Rougon-Macquart”, em que Zola descreveu a genealogia e trajetória de mais de 200 personagens. Foi alvo de críticas e elogios.

Os ensaios de Zola abrangem teoria sobre o Naturalismo, embora também tenha escrito textos polémicos como “J’accuse”, um extenso artigo dirigido ao Chefe de Estado francês, que foi publicado no jornal “L’Aurore”, onde Zola defendeu a inocência do capitão de origem judaica A. Dreyfus, acusado de alta traição à pátria por militares antissemitas.

Em 02 de abril de 1951 Permitida a produção de armas na Alemanha Ocidental.

Em 02 de abril de 1958 O presidente dos EUA pede ao Congresso que autorize a criação da NASA.

Em 02 de abril de 1964 João Goulart refugia-se no Uruguai

Em 02 de abril de 1966 Venezuela e Chile estreitam laços com ALALC.

Em 02 de abril de 1975 Forças do Viet Cong tomam Qui Nhon.

Em 02 de abril de 1981 O petroleiro Jari, da Petrobrás, sofre uma explosão, provocada pelo acúmulo de gás nos tanques.

Em 02 de abril de 1982 Tropas argentinas ocupam as ilhas Malvinas (Falkland), administradas pelo Reino Unido. Argentina invade as Ilhas Malvinas, enclave britânico desde 1833. Os Britânicos tinham reclamando as Ilhas Malvinas desde tempos lendários, alegando como razão principal as viagens que os navegantes britânicos tinham realizado durante o século XVII.

Do mesmo modo, a Espanha, a França e a Argentina têm reclamado esses direitos em diferentes ocasiões ao longo dos últimos séculos. Durante décadas, a Argentina submeteu uma petição às Nações Unidas pela posse das Malvinas, sendo recusada pela Grã-Bretanha.

O ditador argentino, general Leopoldo Galtieri, ordenou uma invasão a grande escala. Após o fracasso da diplomacia, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, respondeu ao ataque com a defesa, impondo as forças armadas britânicas às argentinas em apenas seis semanas. Durante a chamada Guerra das Malvinas, a Grã-Bretanha perdeu cinco barcos e 256 vidas, antes de reconquistar as ilhas.

Por seu lado, a Argentina perdeu o seu único cruzeiro e aproximadamente 750 soldados. Em 1989, sete anos depois do conflito, os quase 2.000 residentes das Malvinas reafirmaram a sua nacionalidade britânica, recusando um partido político pró-Argentina.

Em 02 de abril de 2004 Suicidam-se em Madri os quatro suspeitos de participação no atentado de 11 de março.

Em 2 de abril de 2005, faleceu, aos 84 anos, o Papa João Paulo II, no Vaticano, vítima de septicemia e colapso cardiopulmonar, causados pela doença de Parkinson. O seu falecimento foi comunicado poucos minutos depois pelo Monsenhor Leonardo Sandri, que deu a notícia às pessoas que se encontravam na Praça de São Pedro e ao mundo inteiro.

Os problemas de saúde começaram com uma fratura no colo do fémur. A partir desse momento, e dada a idade avançada, o seu estado de saúde foi-se deteriorando.

Durante a sua liderança como Chefe de Estado e chefe máximo da Igreja Católica, conseguiu melhorar as relações diplomáticas com outros 89 estados e fez mais de 140 visitas internacionais por todo o mundo.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Papa_Jo%C3%A3o_Paulo_II

Dia 02 de Abril também é o Dia Mundial de Conscientização quanto ao Autismo. O autismo é uma disfunção global do desenvolvimento. É uma alteração que afeta a capacidade de comunicação do indivíduo, de socialização (estabelecer relacionamentos) e de comportamento (responder apropriadamente ao ambiente — segundo as normas que regulam essas respostas). Esta desordem faz parte de um grupo de síndromes chamado transtorno global do desenvolvimento (TGD), também conhecido como transtorno invasivo do desenvolvimento (TID), do inglês pervasive developmental disorder (PDD). Entretanto, neste contexto, a tradução correta de “pervasive” é “abrangente” ou “global”, e não “penetrante” ou “invasivo”. Mais recentemente cunhou-se o termo Transtorno do Espectro Autista (TEA) para englobar o Autismo, a Síndrome de Asperger e o Transtorno Global do Desenvolvimento Sem Outra Especificação.

Saiba mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Autismo

Confira as notícias do dia de hoje no meu Diário de Notícias:

http://paper.li/a_vinagre/1326026431

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/04/02/trabalhando-com-poesia-475/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça feira abençoada por Deus e repleta da Garra e força de Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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LÍLITCHKA! (Maiakóvski)

Em lugar de uma carta

Fumo de tabaco rói o ar.
O quarto —
um capítulo do inferno de Krutchônikh. (1)
Recorda —
atrás desta janela
pela primeira vez
apertei tuas mãos, atônito.
Hoje te sentas,
no coração — aço.
Um dia mais
e me expulsarás,
talvez, com zanga.
No teu hall escuro longamente o braço,
trêmulo, se recusa a entrar na manga.
Sairei correndo,
lançarei meu corpo à rua .
Transtornado,
tornado
louco pelo desespero.
Não o consintas,
meu amor, meu bem,
digamos até logo agora.
De qualquer forma
o meu amor
— duro fardo por certo —
pesará sobre ti
onde quer que te encontres.
Deixa que o fel da mágoa ressentida
num último grito estronde.
Quando um boi está morto de trabalho
ele se vai
e se deita na água fria.
Afora o teu amor
para mim
não há mar,
e a dor do teu amor nem a lágrima alivia.
Quando o elefante cansado quer repouso
ele jaz como um rei na areia ardente.
Afora o teu amor
para mim
não há sol,
e eu não sei onde estás e com quem.
Se ela assim torturasse um poeta,
ele trocaria sua amada por dinheiro e glória,
mas a mim
nenhum som me importa
afora o som do teu nome que eu adoro.
E não me lançarei no abismo,
e não beberei veneno,
e não poderei apertar na têmpora o gatilho.
Afora
o teu olhar
nenhuma lâmina me atrai com seu brilho.
Amanhã esquecerás
que eu te pus num pedestal,
que incendiei de amor uma alma livre,
e os dias vãos — rodopiante carnaval —
dispersarão as folhas dos meus livros…
Acaso as folhas secas destes versos
far-te-ão parar,
respiração opressa?
Deixa-me ao menos
arrelvar numa última carícia
teu passo que se apressa.

1916

(Tradução: Augusto de Campos)

(1) Alusão ao poema “Um jogo no inferno”,
de A. Krutchônikh e V. Khliébnikov.

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