Trabalhando com Poesia

“… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros, vão cantar louvando você. Em cantigas de amigo, cantando comigo, somente porque, você é minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer. Dezessete é minha conta, minha amiga conta uma coisa linda pra mim; Conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…. Lá na Casa dos Carneiros, sete candeeiros, Iluminam a sala de amor; sete violas em clamores, sete cantadores, são sete tiranas de amor, para amiga em flor, que partiu e até hoje não voltou. Dezessete é minha conta, vem amiga e conta uma coisa linda pra mim; pois na Casa dos Carneiros, violas e violeiros, só vivem clamando assim, madre amiga é ruim me mentiu jurando amor que não tem fim… Lá na Casa dos Carneiros, onde os violeiros, vão cantar louvando você. Em cantigas de amigo, cantando comigo, somente porque, você é, minha amiga mulher, lua nova do céu que já não me quer. Dezessete é minha conta, minha amiga conta uma coisa linda pra mim; conta os fios dos seus cabelos, sonhos e anelos, conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim, me mentiu jurando amor que não tem fim…” (Elomar – Cantiga de amigo – Comp.:Elomar)

“… Montado no meu cavalo libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu… Viajava o mundo inteiro nas estampas eucalol, a sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal, São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora que roubei do Rei Lear… Montado no meu cavalo libertava prometeu, toureava o minotauro, era amigo de teseu… Viajava o mundo inteiro nas estampas eucalol, a sombra de um abacateiro, Ícaro fugia do sol… Subia o monte Olimpo, ribanceira lá do quintal, mergulhava até netuno, no oceano abissal, São Jorge ia prá lua, lutar contra o dragão, São Jorge quase morria, mas eu lhe dava a mão e voltava trazendo a moça, com quem ia me casar, era minha professora que roubei do Rei Lear…” (Xangai – Estampas Elcalol – Comp.: Hèlio Contreiras)

“…Era casa era jardim, noites e um bandolim, os olhares nas varandas e um cheiro de jasmim… Lara, lara, lara, lara, lara… Era um telhado, um pombal, melodias e madrigal e ninguém nem percebia, que o real e a fantasia se separam no final… Lara, lara, lara, lara, lara… Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida, arranjar meio de vida, Margarida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Veja você, arco-íris já mudou de cor e uma rosa nunca mais desabrochou e eu não quero ver você, com esse gosto de sabão…na boca, arco-íris já mudou de cor e uma rosa nunca mais desabrochou e eu não quero ver você, eu não quero ver… Veja meu bem, gasolina vai subir de preço e eu não quero nunca mais seu endereço, ou é o começo do fim…ou é o fim… Eu vou partir, pra cidade garantida, proibida, arranjar meio de vida, Margarida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim… Essas feridas da vida Margarida, essas feridas da vida, amarga vida, pra você gostar de mim…“ (Vital Farias – Era Casa era jardim / Veja Margarida– Comp.: Vital Farias)

“…Um dia se eu mergulhasse e num mergulho penetrasse, através dessas retinas, através dessas meninas dos teus olhos colibris, tão flutuantes, fluentes, tão cantantes, tão contentes… Meninas tão… meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Meninas tão… meninas tão bem… Meninas tão bem-te-vis… Desataria da garganta esse travor de fogo e sol e cantaria o rouxinol, decantaria juritis, galo de campina, sabiá, xexéu, rolinha, grava tua voz na minha, canta o fogo se apagou, que no Sertão do meu penar, brotaram mágoas, que o meu pranto hoje deságua na cacimba que secou…” (Xangai – Retinas – Comp.: Maciel Melo)

“Não se aborreça com seu amigo, só porque ele está mal humorado. Saiba desculpar. Quantas vezes também você está irritado, e responde mal a seus amigos… e no entanto gosta que eles o desculpem. Você não sabe o que lhe aconteceu, desconhece seus problemas íntimos… desculpe, então! Não leve a mal, releve, e continue a querer-lhe bem. É a melhor maneira de mostrar sua amizade e compreensão.” (Minutos de Sabedoria Pg. 228)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. O dia de hoje, ao menos na parte da manhã veio repleto de boas notícias, pois conseguimos finalizar uma etapa tida como importantíssima pelo Juizado Especial Cível, local onde estagio e onde estou tendo a oportunidade de aprendizado muito interessante.

Essa semana, no “Trabalhando com Poesia”, homenageamos o magnífico Pablo Neruda um dos meus prediletos, pela profundidade e simbologia de seus versos. No Prefácio musical a presença de brilhantes cantores da música nordestina Elomar Filgueiras, Vital Farias, Xangai, entre outros. Espero que gostem!

Acho que vou convidar a população de Santo Amaro de Ipitanga para morar na Propaganda do PP local. Vá mentir assim na casa do chapéu, para usar um termo publicável!

Creio que o atual prefeito de Lauro de Freitas deve revisitar as suas falas no plenário da Câmara, quando vereador. Ou será que ele deixou de achar que um governo que gasta muito em propaganda tem um canal aberto para a corrupção? Se não, como ele define o fato de ter, em menos de oito meses aparecido em horário nobre da TV Globo, mais que o governo que o antecedeu fez em oito anos?

Muito tem se falado sobre a polêmica criada por um conjunto de Médicos brasileiros sobre o Projeto Mais Médicos do Governo federal. Sobre isso achei super interessante um artigo do blogueiro Leonardo Sakamoto, que compartilho com nossos leitores.

“O que fazer com um médico que afirma ser vítima de “trabalho escravo”?, por Leonardo Sakamoto, em seu blog – Tratei disso no Facebook, mas como muita gente não entendeu, trago a discussão para cá. A gente perde os cabelos, há anos, tentando fazer a bancada ruralista no Congresso Nacional entender que trabalho escravo contemporâneo Não é qualquer manguaba, como falta de azulejo no banheiro, mas um pacote de condições que configura uma gravíssima violação aos direitos humanos, e aparecem médicos dizendo – na maior cara-de-pau – que a proposta de estágio obrigatório para a formação de médicos é “escravidão”?”

Leia o artigo completo em:

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2013/08/04/o-que-fazer-com-um-medico-que-afirma-ser-vitima-de-trabalho-escravo/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/05/trabalhando-com-poesia-483/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma segunda-feira abençoada por Deus e repleta das bênçãos de Obaluaiê.

Apio Vinagre Nascimento

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Querer (Pablo Neruda)

Não te quero senão porque te quero
E de querer-te a não querer-te chego
E de esperar-te quando não te espero
Passa meu coração do frio ao fogo.
Te quero só porque a ti te quero,
Te odeio sem fim, e odiando-te rogo,
E a medida de meu amor viageiro
É não ver-te e amar-te como um cego.
Talvez consumirá a luz de janeiro
Seu raio cruel, meu coração inteiro,
Roubando-me a chave do sossego.
Nesta história só eu morro
E morrerei de amor porque te quero,
Porque te quero, amor, a sangue e a fogo.

Nos Bosques, Perdido (Pablo Neruda)

Nos bosques, perdido, cortei um ramo escuro
E aos labios, sedento, levante seu sussurro:
era talvez a voz da chuva chorando,
um sino quebrado ou um coração partido.
Algo que de tão longe me parecia
oculto gravemente, coberto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…
berto pela terra,
um gruto ensurdecido por imensos outonos,
pela entreaberta e úmida treva das folhas.
Porém ali, despertando dos sonhos do bosque,
o ramo de avelã cantou sob minha boca
E seu odor errante subiu para o meu entendimento
como se, repentinamente, estivessem me procurando as raízes
que abandonei, a terra perdida com minha infância,
e parei ferido pelo aroma errante.
Não o quero, amada.
Para que nada nos prenda
para que não nos una nada.
Nem a palavra que perfumou tua boca
nem o que não disseram as palavras.
Nem a festa de amor que não tivemos
nem teus soluços junto à janela…

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