Trabalhando com Poesia

“… Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela, na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok… Mas, ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: “Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!… Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Eu tava triste, tristinho! Mais sem graça que a top-model magrela, na passarela. Eu tava só, sozinho! Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano. Tava mais bobo que banda de rock, que um palhaço do circo Vostok… Mas, ontem eu recebi um telegrama, era você de Aracaju ou do Alabama, dizendo: “Nêgo sinta-se feliz, porque no mundo tem alguém que diz: Que muito te ama! Que tanto te ama! Que muito muito te ama, que tanto te ama!… Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… … Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… … Hoje eu acordei com uma vontade danada de mandar flores ao delegado, de bater na porta do vizinho e desejar bom dia, de beijar o português da padaria… Mama! Oh Mama! Oh Mama!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Mama! Oh Mama! Oh Mama! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu! Quero ser seu papa!… Me dê a mão, vamos sair prá ver o sol!…” (Zeca Baleiro – Telegrama – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Eu não sei dizer o que quer dizer, o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer… Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer… Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer… Se eu digo: Siga! O que quer que eu diga, você não vai entender, mas, se eu digo: Venha! Você traz a lenha pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Eu não sei dizer o que quer dizer, o que vou dizer. Eu amo você, mas não sei o que isso quer dizer… Eu não sei por que eu teimo em dizer que amo você. Se eu não sei dizer, o que quer dizer o que vou dizer… Se eu digo: Pare! Você não repare no que possa parecer… Se eu digo: Siga! O que quer que eu diga, você não vai entender, mas, se eu digo: Venha! Você traz a lenha pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender… Mas se eu digo: Venha! Você traz a lenha, pro meu fogo acender…“ (Zeca Baleiro – Lenha – Comp.: Zeca Baleiro)

“… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo… Não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um Bicho de Sete Cabeças… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não dá pé, não é direito, não tem nem talvez ter feito, não foi nada, eu não fiz nada disso, o que você me fez desapareça, e você fez um, cresça e desapareça… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças!… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo… Não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um Bicho de Sete Cabeças… Não dá pé, não tem pé, nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não dá pé, não é direito, não tem nem talvez ter feito, não foi nada, eu não fiz nada disso, o que você me fez desapareça, e você fez um, cresça e desapareça… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças… Bicho de Sete Cabeças!…” (Zeca Baleiro – Bicho de sete cabeças – Comp.: Zé Ramalho, Geraldo Azevedo e Renato Rocha)

“… Eu já falei tantas vezes, e você nada de me ouvir. Vão-se os dias, anos e meses e tudo que você sabe fazer é sentir… Quantas canções falam de você, tantas paixões sem você não são, não pare nunca pra eu não morrer, nem voe tão mais além do chão… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Coração surdo não tem juízo. Não ouve nunca a voz da razão. E razão você sabe, é preciso, pra curar a sua loucura, coração… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Eu já falei tantas vezes, e você nada de me ouvir. Vão-se os dias, anos e meses e tudo que você sabe fazer é sentir… Quantas canções falam de você, tantas paixões sem você não são, não pare nunca pra eu não morrer, nem voe tão mais além do chão… Coração surdo não tem juízo. Não ouve nunca a voz da razão. E razão você sabe, é preciso, pra curar a sua loucura, coração… Bandido cansado de enganos. Heróis de capa e espada na mão. Esquece metas, retas e planos, veleja no mar escuro da ilusão… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração… Deixa, me deixa em paz, ó meu coração. Chega, o que liberta é também prisão… Deixa, deixa assim, só e salvo e são. Quem tanto bate um dia apanha, chega de manha, não me assanha, doido, louco, maluco coração…” (Zeca Baleiro – Calma aí coração – Comp.: Hyldon e Zeca Baleiro)

“Domine sua agitação! Só as criaturas calmas podem ser totalmente eficientes. A agitação cansa e produz tudo mal feito. A pressa é inimiga da perfeição. A calma é o segredo daqueles que realizam tudo bem feito. Quanto mais trabalho, maior deve ser nossa calma. Domine sua agitação, permaneça sereno (a), e tudo lhe sairá bem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 232)

Boa tarde pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem e que os pais e filhos (as) tenham vivenciado momentos de paz, amor e muito carinho. Acerca deste dia e do seu significado para mim e minha família neste 2013, escrevi ontem no perfil do Facebook: “Hoje é um dia diferente! Dia de pais e de filhos, dia de refletir sobre o papel que cabe a cada uma dessas figuras que compõem este sub-núcleo familiar. Nas discussões cotidianas costumamos ouvir a pérola: “Mãe só tem uma, pai pode ser qualquer um.”, quem de nós já não ouviu isso? Não. Definitivamente, não é qualquer um que pode ser pai! E não falo das restrições biológicas, mas, das dificuldades que cada ser humano tem em trilhar certos caminhos. A vida me deu algumas figuras importantíssimas, que cumpriram, do seu jeito e na sua condição serem meio que pais para mim. Primeiro meu avô, Appio Guilherme Vinagre, ou Padre, como era conhecido. Avô, padrinho, enfim, um dos grandes amores da minha vida, mas, que Deus chamou para perto de si na flor dos meus nove anos de idade, seu amor inarredável pelo neto e afilhado “Os amor dele” como sempre lembrava a minha mãe, meu primeiro advogado, me safei de boas surras com suas defesas. Foi com o velho padre que aprendi a amar a natureza, especialmente ao mar, local principal da sua tarefa de sustentar a sua família. Meu avô Agripino, com seu lidar sertanejo com a vida, sua alegria e festa quando íamos para o velho Boqueirão de Santa Terezinha, as matanças de carneiro, a ordenha das vacas, a ida ao laranjal, ah, Deus, como sinto saudades desses tempos. Meu tio Zé Vinagre, que com seu jeitão, talvez tenha sido a primeira pessoa a instigar, de forma indireta, a minha índole de não me convencer pura e simplesmente pela vontade alheia, a não ser que efetivamente me convencesse da justiça dessa vontade. Meu tio Zé do Pombo, cujo diálogo entre nós, talvez seja uma das minhas lembranças mais vivas da tenra infância e sempre motivo de citação e risadas entre nós da família: “Oh meu tio, carregue seu sobrinho, que tá tão cansado.”, Meu tio Clovis Appio Vinagre (Vitinho), que foi, é e sempre será meu segundo pai, por consideração e pelo vínculo de amor que mantemos até o dia de hoje e a figura principal desse comentário, que deixei por último exatamente para poder detalhar melhor. Meu pai, Emilio José do Nascimento sempre foi uma pessoa de referência para mim, Ele e meus avôs Padre e Agripino sempre foram o ponto referencial de como eu queria ser em relação ao trabalho: Dedicados, competentes e sempre na busca de novos desafios. Hoje, fisicamente, ele não está aqui. Não poderei passar no Casa de Palha, onde certamente estaria, para dar o meu beijo de Feliz Dia dos Pais, tampouco ao ligar para seu celular ouvirei do outro lado da linha “Oi, filho, que coisa boa ouvir a sua voz.”, Pois é! Primeiro dia dos pais sem a presença dessa figura que é linha e giz, juntamente com minha velha Célia Vinagre no desenhar da minha caminhada. Quis o destino que essa primeira data sem ele caísse exatamente no dia do advogado, profissão que escolhi para trilhar daqui por diante e que me trás a lembrança do nosso último encontro. Ahhh Pai, se nós soubéssemos que aquela seria a última vez a nos vermos…

Pois bem, filhos, pais, Mães que são pais, pais que também são mães, esta mensagem é para desejar a vocês todos (as) um Feliz Dia dos Pais e para desejar que vocês se amem linda e intensamente, como se não houvesse amanhã, pois, de fato, não saberemos, nunca saberemos quando o dia sem amanhã chegará até nós. Se amem, e não hesitem em demonstrar esse amor.”

Na nossa sugestão de leitura de hoje: “Metrô de São Paulo: ‘São milhões, talvez bilhões envolvidos’, diz MP sobre escândalo”:

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=e530eb364302c7bc23d19d0575a7d9cd&cod=12186

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/12/trabalhando-com-poesia-487/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Musa dos olhos verdes – Machado de Assis

Musa dos olhos verdes, musa alada,
Ó divina esperança,
Consolo do ancião no extremo alento,
E sonho da criança;
Tu que junto do berço o infante cinges
C’os fúlgidos cabelos;
Tu que transformas em dourados sonhos
Sombrios pesadelos;
Tu que fazes pulsar o seio às virgens;
Tu que às mães carinhosas
Enches o brando, tépido regaço
Com delicadas rosas;
Casta filha do céu, virgem formosa
Do eterno devaneio,
Sê minha amante,
os beijos meus recebe,
Acolhe-me em teu seio!
Já cansada de encher lânguidas flores
Com as lágrimas frias,
A noite vê surgir do oriente a aurora
Dourando as serranias.
Asas batendo à luz que as trevas rompe,
Piam noturnas aves,
E a floresta interrompe alegremente
Os seus silêncios graves.
Dentro de mim, a noite escura e fria
Melancólica chora;
Rompe estas sombras que o meu ser povoam;
Musa, sê tu a aurora!

Círculo vicioso (Machado de Assis)

Bailando no ar, gemia inquieto vagalume:
“Quem me dera que eu fosse aquela loira estrela
Que arde no eterno azul, como uma eterna vela!”
Mas a estrela, fitando a lua, com ciúme:
“Pudesse eu copiar-te o transparente lume,
Que, da grega coluna à gótica janela,
Contemplou, suspirosa, a fronte amada e bela”
Mas a lua, fitando o sol com azedume:
“Mísera! Tivesse eu aquela enorme, aquela
Claridade imortal, que toda a luz resume”!
Mas o sol, inclinando a rútila capela:
Pesa-me esta brilhante auréola de nume…
Enfara-me esta luz e desmedida umbela…
Por que não nasci eu um simples vagalume?”

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