Trabalhando com Poesia

“… De você sei quase nada, pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho? Será um atalho ou um desvio? Um rio raso, um passo em falso, um prato fundo, pra toda fome que há no mundo… Noite alta que revele um passeio pela pele, dia claro madrugada, de nós dois não sei mais nada… De você sei quase nada, pra onde vai, ou porque veio. Nem mesmo sei, qual é a parte da tua estrada no meu caminho? Será um atalho ou um desvio? Um rio raso, um passo em falso, um prato fundo, pra toda fome que há no mundo… Se tudo passa, como se explica o amor que fica nessa parada? Amor que chega sem dar aviso, não é preciso saber mais nada… De você sei quase nada… De você sei quase nada… Quase nada, quase nada… De você sei quase nada… De você sei quase nada… Quase nada, quase nada, quase nada, quase nada… Minh’alma de sonhar-te anda perdida, meus olhos andam cegos de te ver… Quase nada, quase nada, quase nada, quase nada…” (Zeca Baleiro – Quase nada – Comp.: Alice Ruiz / Zeca Baleiro)

“… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Quando o sol se vai a lua amarela, fica colada no céu, cheio de estrela. Se essa lua fosse minha, ninguém chegava perto dela, a não ser eu e você, ah, eu pagava prá ver nós dois no cavalo de ogum, nós juntos parecendo um, na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Você vai comigo aonde eu for, você vai bem, se vem comigo, serei teu amigo e teu bem, fica bem, mas fica só comigo… Quando o sol se vai a lua amarela, fica colada no céu, cheio de estrela. Se essa lua fosse minha, ninguém chegava perto dela, a não ser eu e você, ah, eu pagava prá ver nós dois no cavalo de ogum, nós juntos parecendo um, na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão… Na lua, na rua, na nasa, em casa, brasa da boca de um dragão…” (Zeca Baleiro – Comigo – Comp.: Zeca Baleiro)

“…Nalgum lugar em que eu nunca estive, alegremente além de qualquer experiência, teus olhos tem o seu silêncio, no teu gesto mais frágil, há coisas que me encerram, ou que eu não ouso tocar, porque estão demasiado perto… Teu mais ligeiro olhar facilmente me descerra, embora eu tenha me fechado como dedos nalgum lugar… Me abres sempre, pétala por pétala, como a primavera abre tocando sutilmente, misteriosamente a sua primeira rosa, sua primeira rosa… Ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida, nos fecharemos belamente, de repente, assim como o coração desta flor imagina a neve cuidadosamente descendo em toda a parte… Nada que eu possa perceber neste universo, Iguala o poder de tua intensa fragilidade, cuja textura compele-me com a cor de seus continentes, restituindo a morte e o sempre, cada vez que respirar… Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas, ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Não sei dizer o que há em ti que fecha e abre, só uma parte de mim compreende que a voz dos teus olhos é mais profunda que todas as rosas, ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… Ninguém, nem mesmo a chuva, tem mãos tão pequenas… “ (Zeca Baleiro – Nalgum lugar– Comp.: E. E. Cummings)

“…Eu quero me esconder debaixo dessa sua saia prá fugir do mundo. Pretendo também me embrenhar no emaranhado desses seus cabelos. Preciso transfundir teu sangue, pro meu coração, que é tão vagabundo… Me deixe te trazer num dengo, prá num cafuné fazer os meus apelos! Me deixe te trazer num dengo, prá num cafuné fazer os meus apelos!… Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo. Que bom é ser fotografado, mas pelas retinas dos seus olhos lindos… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego que chegou… que chegou de porre lá da bo… la da boemia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego, que chegou… que chegou de porre lá da boemia… Eu quero ser exorcizado pela água benta desse olhar infindo. Que bom é ser fotografado, mas pelas retinas dos seus olhos lindos… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego que chegou… que chegou de porre lá da bo… la da boemia. Vem logo! Vem curar teu nego, que chegou de porre lá da boemia… Vem logo, vem curar… vem curar teu nego, que chegou… que chegou de porre lá da boemia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez com essa disritmia… Me deixe hipnotizado prá acabar de vez!…” (Zeca Baleiro – Disritmia – Comp.: Martinho da Vila)

“Contribua, com sua parcela, para tornar mais belo este mundo. Um pequenino gesto, uma ação insignificante, podem melhorar muito o ambiente em que nos encontramos, elevar o entusiasmo de quem está desanimado, reanimar aquele que está desiludido. Um simples aperto de mão confiante faz renascer, por vezes, a coragem de quem estava por fraquejar. Contribua com algo de seu, para tornar mais belo este mundo” (Minutos de Sabedoria Pg. 233)

Boa tarde pessoal,

Como está a sua relação com o mundo a sua volta? Já parou para refletir sobre isso? Quanto efetivamente você tem feito para se sentir melhor consigo mesmo? Quanto te preocupa o bem estar de seu irmão ou irmã, seja ele seu cosanguíneo ou não?

Assistia ontem a situação ocorrida com a servidora da FACOM/UFBA e efetivamente é de estarrecer a banalidade com que as pessoas matam hoje em dia. Não menos estarrecedor que a morte de quatro jovens no Chafariz, aqui em Lauro de Freitas. Precisamos debater a questão da segurança pública, ou a falta dela de uma forma mais efetiva! E falo isso quanto aos diversos atores e atrizes que se dispõem a fazê-lo. Jamais encontraremos saídas se continuarmos a entender que só tem anjos de um lado e capetas do outro, pois, efetivamente ambos estão em todos os lados e lugares. O problema é de todos (as) nós. Acompanhei atentamente a questão sobre o assassinato da família do casal de policiais em São Paulo e, sinceramente, irei preferir me pronunciar com mais elementos.

Aprendi que nem sempre a tese mais próxima da obviedade é a que prospera ou é a verdadeira no mundo da criminologia. Até por que, me parece fácil demais ser um adolescente morto, que não tem como ofertar defesa, a ser apontado como responsável pela chacina, mesmo com alguns elementos estranhos já surgindo na cena do crime (Chave reserva embrulhada na garagem, entre outras coisas).

Nossa sugestão de leitura de hoje é um texto nosso: “Juventude transviada ou fuzilada”, escrito em 10 de novembro de 2009, no qual abordo a forma estrábica que alguns agentes de repressão enxergam o enfrentamento à criminalidade, sempre a qualificando como coisa característica de determinado segmento da sociedade. Espero que gostem.

https://oipa2.wordpress.com/2009/11/10/juventude-transviada-ou-fuzilada/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/13/trabalhando-com-poesia-488/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma terça-feira abençoada por Deus e repleta da energia guerreira de Ogum.

Apio Vinagre Nascimento
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Flor da Mocidade – Machado de Assis

Eu conheço a mais bela flor;
És tu, rosa da mocidade,
Nascida aberta para o amor.
Eu conheço a mais bela flor.
Tem do céu a serena cor,
E o perfume da virgindade.
Eu conheço a mais bela flor,
És tu, rosa da mocidade.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Teme acaso indiscreta mão;
Vive às vezes na solidão.
Poupa a raiva do furacão
Suas folhas de azul celeste.
Vive às vezes na solidão,
Como filha da brisa agreste.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno;
Que a flor morta já nada val.
Colhe-se antes que venha o mal.
Quando a terra é mais jovial
Todo o bem nos parece eterno.
Colhe-se antes que venha o mal,
Colhe-se antes que chegue o inverno.

Menina e Moça – Machado de Assis

A Ernesto Cibrão
Está naquela idade inquieta e duvidosa,
Que não é dia claro e é já o alvorecer;
Entreaberto botão, entrefechada rosa,
Um pouco de menina e um pouco de mulher.
Às vezes recatada, outras estouvadinha,
Casa no mesmo gesto a loucura e o pudor;
Tem cousas de criança e modos de mocinha,
Estuda o catecismo e lê versos de amor.
Outras vezes valsando, o seio lhe palpita,
De cansaço talvez, talvez de comoção.
Quando a boca vermelha os lábios abre e agita,
Não sei se pede um beijo ou faz uma oração.
Outras vezes beijando a boneca enfeitada,
Olha furtivamente o primo que sorri;
E se corre parece, à brisa enamorada,
Abrir as asas de um anjo e tranças de uma huri.
Quando a sala atravessa, é raro que não lance
Os olhos para o espelho; e raro que ao deitar
Não leia, um quarto de hora, as folhas de um romance
Em que a dama conjugue o eterno verbo amar.
Tem na alcova em que dorme, e descansa de dia,
A cama da boneca ao pé do toucador;
Quando sonha, repete, em santa companhia,
Os livros do colégio e o nome de um doutor.
Alegra-se em ouvindo os compassos da orquestra;
E quando entra num baile, é já dama do tom;
Compensa-lhe a modista os enfados da mestra;
Tem respeito a Geslin, mas adora a Dazon.
Dos cuidados da vida o mais tristonho e acerbo
Para ela é o estudo, excetuando-se talvez
A lição de sintaxe em que combina o verbo
To love, mas sorrindo ao professor de inglês.
Quantas vezes, porém, fitando o olhar no espaço,
Parece acompanhar uma etérea visão;
Quantas cruzando ao seio o delicado braço
Comprime as pulsações do inquieto coração!
Ah! se nesse momento, alucinado, fores
Cair-lhe aos pés, confiar-lhe uma esperança vã,
Hás de vê-la zombar de teus tristes amores,
Rir da tua aventura e contá-la à mamã.
É que esta criatura, adorável, divina,
Nem se pode explicar, nem se pode entender:
Procura-se a mulher e encontra-se a menina,
Quer-se ver a menina e encontra-se a mulher!

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