Trabalhando com Poesia

“… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol, eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, e se você quiser me achar, e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim… Eu não quero mais mentir, usar espinhos que só causam dor. Eu não enxergo mais o inferno que me atraiu, dos cegos do castelo me despeço e vou, a pé até encontrar um caminho, o lugar pro que eu sou… Eu não quero mais dormir, de olhos abertos me esquenta o sol, eu não espero que um revólver venha explodir, na minha testa se anunciou, a pé a fé devagar, foge o destino do azar que restou… E se você puder me olhar, e se você quiser me achar, e se você trouxer o seu lar… Eu vou cuidar, eu cuidarei dele, eu vou cuidar do seu jardim… Eu vou cuidar, eu cuidarei muito bem dele, eu vou cuidar, eu cuidarei do seu jantar, do céu e do mar, e de você e de mim…” (Titãs – Os cegos do Castelo – Comp.: Nando Reis)

“…Teus olhos querem me levar, eu só quero que você me leve, eu ouço as estrelas conspirando contra mim… Eu sei que as plantas me vigiam do jardim… As luzes querem me ofuscar, eu só quero que essa luz me cegue, nem cinco minutos guardados dentro de cada cigarro, não há pára-brisa pra limpar, nem vidros no teu carro… O meu corpo não quer descansar, não há guarda-chuva, não há guarda-chuva, contra o amor… O teu perfume quer me envenenar, minha mente gira como um ventilador… A chama do teu isqueiro quer incendiar a cidade, teus pés vão girando igual aos da porta estandarte… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… Eu estou no meio da rua, você está no meio de tudo… O teu relógio quer acelerar, quer apressar os meus passos, não há pára-raio contra o que vem de baixo… Tanto faz qual é a cor da sua blusa, tanto faz a roupa que você usa, faça calor ou faça frio, é sempre carnaval no Brasil… No Brasil… No Brasil… “ (Titãs – Nem cinco minutos guardados – Comp.: Sergio Britto/ Marcelo Fromer)

“… Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia, eu não encho mais a casa de alegria, os anos se passaram enquanto eu dormia, e quem eu queria bem me esquecia… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não tenho mais a cara que eu tinha, no espelho essa cara já não é minha, mas é que quando eu me toquei achei tão estranho, a minha barba estava desse tamanho… Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar, me adaptar… Eu não vou me adaptar, me adaptar… Não vou! Me adaptar! Me adaptar! Não vou! Me adaptar! Não vou! Me adaptar!…” (Titãs – Não vou me adaptar – Comp.: Arnaldo Antunes)

“Não se deixe derrotar em situação alguma. A derrota depende de nós, tanto quanto a vitória. Entretanto, a pior derrota é a de quem desanima. Perder, nem sempre é ser derrotado. Mas o desânimo estraga totalmente a vida. Não desanime jamais. Siga à frente corajosamente, porque a vitória sorri somente àqueles que não param no meio da estrada.” (Minutos de Sabedoria Pg. 243)

Bom dia pessoal,

Problemas com a minha internet, bem como algumas questões pessoais que me exigem resolver imediatamente, estão me impedindo de fazer o “Trabalhando com Poesia” durante o dia.

Na nossa sugestão de leitura de hoje dois artigos do Site Brasil 247. Vale conferir:

Globo censura: “Medicina cubana revoluciona” – A frase acima e todo o comentário informativo do jornalista Jorge Pontual, correspondente da Globo em Nova York, foram retirados do site do programa Em Pauta, da Globo News; censura bruta; na tevê, foi ao ar, mas só porque ele falava ao vivo; Pontual, ao lado de Eliane Cantanhêde, deu uma aula sobre o assunto; disse que entrevistou pesquisadora americana Julia Silver para o programa Sem Fronteiras; dali extraiu informações que a Globo detestou; sistema de medicina comunitária foi criado por Che Guevara; médicos cubanos livraram 600 mil africanos da cegueira; Organização Mundial de Saúde recomenda modelo cubano para todo o mundo; “agora, os brasileiros vão desfrutar dessa medicina que revoluciona o modelo tradicional”; tudo foi cortado; furo é do site Tijolaço;

http://www.brasil247.com/pt/247/saudeebemestar/113323/Globo-censura-“Medicina-cubana-revoluciona.htm

“Estrangeiro atende e dá “tapa” no preconceito” – O médico uruguaio Gonzalo Lacerda Casaman (de camisa listrada), 31 anos, prestou os primeiros atendimentos à vendedora de amendoins Helena Paulina de Araújo, 63 anos, atropelada por uma motocicleta em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, onde acontece o curso de capacitação para estes profissionais; o atendimento pode ter sido o primeiro do País no âmbito do Mais Médicos; para calar os críticos e preconceituosos de plantão, o médico passou o recado: “É por isso que estamos aqui”; declaração é praticamente uma bofetada nos que condenam o programa; “Graças a Deus ele estava aqui”, disse a vítima.

http://www.brasil247.com/pt/247/pernambuco247/113227/Estrangeiro-atende-e-dá-tapa-no-preconceito.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/08/29/trabalhando-com-poesia-496/

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz.

Apio Vinagre Nascimento
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Passado, Presente, Futuro – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

Eu fui. Mas o que fui já me não lembra:
Mil camadas de pó disfarçam, véus,
Estes quarenta rostos desiguais.
Tão marcados de tempo e macaréus.

Eu sou. Mas o que sou tão pouco é:
Rã fugida do charco, que saltou,
E no salto que deu, quanto podia,
O ar dum outro mundo a rebentou.

Falta ver, se é que falta, o que serei:
Um rosto recomposto antes do fim,
Um canto de batráquio, mesmo rouco,
Uma vida que corra assim-assim.

No Coração, Talvez – José Saramago, in “Os Poemas Possíveis”

No coração, talvez, ou diga antes:
Uma ferida rasgada de navalha,
Por onde vai a vida, tão mal gasta.
Na total consciência nos retalha.
O desejar, o querer, o não bastar,
Enganada procura da razão
Que o acaso de sermos justifique,
Eis o que dói, talvez no coração.

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