Trabalhando com Poesia

“…As borboletas estão voando, a dança louca das borboletas, quem vai voar, não quer dançar, só quer voar, avoar… Quem vai voar, não quer dançar, só quer voar, avoar… E as borboletas estão girando, estão virando a sua cabeça. Quem vai girar, não quer cair, só quer girar, não caia!… Quem vai girar, não quer cair, só quer girar, não caia!… E as borboletas estão invadindo os apartamentos, cinemas e bares, esgotos e rios e lagos e mares… Em um rodopio de arrepiar, derrubam janelas e portas de vidro, escadas rolantes e nas chaminés… Se sentam e pousam em meio à fumaça, de um arco-íris, se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… E as borboletas estão invadindo os apartamentos, cinemas e bares, esgotos e rios e lagos e mares… Em um rodopio de arrepiar, derrubam janelas e portas de vidro, escadas rolantes e nas chaminés… Se sentam e pousam em meio à fumaça, de um arco-íris, se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é…” (Zé Ramalho– A dança das borboletas – Comp.: Zé Ramalho & Alceu Valença)

“… Não dá pé, não tem pé nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem coração que esqueça, não tem ninguém que mereça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um bicho de sete cabeças… Não dá pé, não tem pé nem cabeça, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem jeito mesmo, não tem dó no peito, não tem nem talvez, ter feito o que você me fez, desapareça, cresça e desapareça… Não tem dó no peito, não tem jeito, não tem ninguém que mereça, não tem coração que esqueça, não tem pé, não tem cabeça, não dá pé, não é direito, não foi nada, eu não fiz nada disso e você fez um bicho de sete cabeças, bicho de sete cabeças, bicho de sete cabeças, bicho de sete cabeças… “ (Zé Ramalho– Bicho de sete cabeças – Comp.: Geraldo Azevedo, Zé Ramalho e Renato Rocha)

“… Quantos olhos você têm pra me falar? Quantas bocas você diz a me olhar? Quantos dentes eram tristes? Quantos eram solidão? Outros eram diferentes, não nasceram para o chão… Quantos olhos você têm pra me falar? Quantas bocas você diz a me olhar? Quantos dentes eram tristes? Quantos eram solidão? Outros eram diferentes, não nasceram para o chão… Claros pelos evidentes nascerão em cada mão, lívidos e conscientes, pelo vinho e pelo pão… Beijos de doce veneno, quero sim e quero não, pelo fogo dos repentes, desafia o coração… Claros pelos evidentes nascerão em cada mão, lívidos e conscientes, pelo vinho e pelo pão… Beijos de doce veneno, quero sim e quero não, pelo fogo dos repentes, desafia o coração… Quantos olhos você têm pra me falar? Quantas bocas você diz a me olhar? Quantos dentes eram tristes? Quantos eram solidão? Outros eram diferentes, não nasceram para o chão… Quantos olhos você têm pra me falar? Quantas bocas você diz a me olhar? Quantos dentes eram tristes? Quantos eram solidão? Outros eram diferentes, não nasceram para o chão… Claros pelos evidentes nascerão em cada mão, lívidos e conscientes, pelo vinho e pelo pão… Beijos de doce veneno, quero sim e quero não, pelo fogo dos repentes, desafia o coração… Claros pelos evidentes nascerão em cada mão, lívidos e conscientes, pelo vinho e pelo pão… Beijos de doce veneno, quero sim e quero não, pelo fogo dos repentes, desafia o coração…” (Zé Ramalho – Pelo vinho e pelo pão – Comp.: Zé Ramalho)

“Tenha dinamismo em sua vida! Não fique aí parado, de braços cruzados. Não são as ideias bonitas que valem. São as ações práticas! Os pés que não caminham criam raízes. A vida é luta! Não espere que os necessita dos o venham procurar: vá visitá-los em seus tugúrios. Leve uma palavra de conforto, um sorriso de compreensão, um pensamento de ternura.” (Minutos de Sabedoria Pg. 268)

Bom dia pessoal,

Se me perguntassem a alguns meses atrás sobre a possibilidade de não ter meu pai presente em minha vida certamente minha resposta seria categórica: Pela saúde que o coroa tem, com fé em Deus ainda o terei ao meu lado fisicamente por muitos anos. Pois bem. Quis a vida, numa destas peças que ela sempre nos prega, me tirar meu velho no início do mês de junho. Hoje portanto meus caros amigos e amigas, é um dia de refletir sobre tudo que seu Emilio significou em minha vida. Ele que nasceu em 03 de Outubro de 1946 e que estaria completando seus 67 anos hoje, certamente estaria ao longo do dia trabalhando e batalhando por dias melhores, agora para meus irmãos menores e para sua companheira, não esquecendo dos outros filhos.

É pai. Que bom que tivemos a oportunidade de comemorar seus 65 anos e reunir a maioria dos seus netos (as), seus filhos (as), primos e amigos aqui em casa. Quem diria que aquela seria a última festa deste tipo no nosso convívio. A dor segue firme. Tem se diluído, mas, graças a sua forma de agir conosco, não apagou e nem apagará a nossa lembrança carinhosa de seu sorriso e de seus conselhos. Que Deus siga te tendo em seus braços meu velho.
Rodada de ontem não foi boa para o tricolor baiano que perdeu para o Corinthians por 2×0 em Mogi Mirim e perdeu a invencibilidade de cinco jogos no segundo turno. Time ocupa a 13º colocação, com 32 pontos mantendo sete pontos de distância da Zona de rebaixamento e nove do G4. O time de Canabrava venceu o Goiás na Fonte Nova, subindo para a quinta colocação no Campeonato com 37 pontos.

Na nossa sugestão de leitura de hoje artigos do Blog Brasil 247. Vale a pena conferir:

“Aécio usa artimanhas do avô para chefiar oposição’ – Com jeitinho, presidente do PSDB une partido, se articula com adversários e está a um passo de se consolidar como candidato mais viável da oposição à presidente Dilma Rousseff em 2014; anti-PT, Aécio Neves uniu os tucanos ao derrotar José Serra internamente sem briga, tem um convite na ponta da língua para fazer da estrela Marina Silva sua vice e um forte pacto de não agressão com o socialista Eduardo Campos; jovial e inquieto, mas conciliador e matreiro como Tancredo Neves, ele percorre o País reanimando as bases partidárias, ganhando musculatura eleitoral e aumentando o cacife numa aposta que, a depender da conjuntura econômica do próximo ano, pode fazê-lo cumprir um destino insólito: ser o que a morte não deixou o mestre ser (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/116602/A%C3%A9cio-usa-artimanhas-do-av%C3%B4-para-chefiar-oposi%C3%A7%C3%A3o.htm

“Supertele brasileira”, a Oi agora é portuguesa – Portugal Telecom está assumindo o controle da Oi, que foi fruto da fusão entre as empresas Telemar e Brasil Telecom; negócio que injetará R$ 7 bilhões na empresa nacional; tais recursos permitirão a saída dos atuais sócios privados Sergio Andrade, da Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, do grupo La Fonte; criação da “supertele” foi um dos negócios mais polêmicos do governo Lula; executivo Zeinal Bava, da Portugal Telecom, já dá as cartas na operadora, que ainda não conseguiu deslanchar no mercado brasileiro, e diz que a empresa estará entre “as maiores do mundo”; ministro Paulo Bernardo disse que anúncio favorece a competição (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/economia/116522/Supertele-brasileira-a-Oi-agora-%C3%A9-portuguesa.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/10/03/trabalhando-com-poesia-520

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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Galo Galo – Ferreira Gulart

O galo
no salão quieto.

Galo galo
de alarmante crista, guerreiro,
medieval.

De córneo bico e
esporões, armado
contra a morte,
passeia.

Mede os passos. Pára.
Inclina a cabeça coroada
dentro do silêncio:

que faço entre coisas ?
de que me defendo ?

Anda.
No saguão.
O cimento esquece
o seu último passo.

Galo: as penas que
florescem da carne silenciosa
e duro bico e as unhas e o olho
sem amor. Grave
solidez.
Em que se apóia
tal arquitetura ?

Saberá que, no centro
de seu corpo, um grito
se elabora ?
Como, porém, conter,
uma vez concluído,
o canto obrigatório ?

Eis que bate as asas, vai
morrer, encurva o vertiginoso pescoço
donde o canto rubro escoa

Mas a pedra, a tarde,
o próprio feroz galo
subsistem ao grito.

Vê-se: o canto é inútil.

O galo permanece — apesar
de todo o seu porte marcial —
só, desamparado,
num saguão do mundo.
Pobre ave gurreeira!

Outro grito cresce
agora no sigilo
de seu corpo; grito
que, sem essas penas
e esporões e crista
e sobretudo sem esse olhar
de ódio,
não seria tão rouco
e sangrento

Grito, fruto obscuro
e extremo dessa árvore: galo.
Mas que, fora dele,
é mero complemento de auroras.

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