Trabalhando com Poesia

“… A noite no dia, a vida na morte, o céu no chão, pra ele, vingança dizia muito mais que o perdão. O riso no pranto, a sorte no azar, o sim no não, pra ele, o poder valia muito mais que a razão… Quando o sol da manhã vem nos dizer, que o dia que vem pode trazer o remédio pra nossa ferida, abre o meu coração, logo o vento da noite vem lembrar, que a morte está sempre a esperar em um canto qualquer desta vida, quer queira, quer não… O espanto na calma, coragem no medo, vai e vem, o corpo sem alma, ainda na noite o mal e o bem, a noite no dia, a vida na morte, o céu no chão Pra ele, vingança dizia muito mais que o perdão…” (Vinicius de Moraes – O Bem-Amado -Comp.: Vinicius de Moraes / Toquinho)

“…Vai meu irmão, pegue esse avião, você tem razão de correr assim desse frio, mas beija o meu Rio de Janeiro, antes que um aventureiro lance mão… Pede perdão pela duração dessa temporada, mas não diga nada que me viu chorando e pr’os da pesada diz que eu vou levando… Vê como é que anda aquela vida à tôa e se puder me manda uma notícia boa… Vai meu irmão, pegue esse avião, você tem razão de correr assim desse frio, mas beija o meu Rio de Janeiro, antes que um aventureiro lance mão… Pede perdão pela duração dessa temporada, mas não diga nada que me viu chorando e pr’os da pesada diz que eu vou levando… Vê como é que anda aquela vida à tôa e se puder me manda uma notícia boa… Vai meu irmão pegue esse avião, você tem razão, mas não diga nada que me viu chorando e pr’os da pesada diz que eu vou levando… Pede perdão pela duração dessa temporada, vê como é que anda aquela vida à tôa e se puder me manda uma notícia boa…” (Vinicius de Moraes – Samba de Orly – Comp.: Chico Buarque/Toquinho/Vinicius de Moraes)

“… Ele era um menino valente e caprino, um pequeno infante, sadio e grimpante. Anos tinha dez e asas nos pés, com chumbo e bodoque, era plic e ploc… O olhar verde gaio parecia um raio, para tangerina, pião ou menina, seu corpo moreno vivia correndo, pulava no escuro, não importa que muro… Saltava de anjo, melhor que marmanjo e dava o mergulho, sem fazer barulho, em bola de meia, jogando de meia-direita ou de ponta, passava da conta, de tanto driblar… Amava era amar, amava Leonor, menina de cor, amava as criadas, varrendo as escadas, amava as gurias da rua, vadias, amava suas primas, com beijos e rimas, amava suas tias, de peles macias, amava as artistas, das cine-revistas, amava a mulher, a mais não poder… Por isso fazia seu grão de poesia, e achava bonita a palavra escrita, por isso sofria de melancolia, sonhando o poeta, que quem sabe um dia poderia ser…” (Vinicius de Moraes – O Poeta Aprendiz – Comp.: Vinicius de Moraes / Toquinho)

“… Em meio a um cristal de ecos, o poeta vai pela rua, seus olhos verdes de éter abrem cavernas na lua. A lua volta de flanco, eriçada de luxúria, o poeta, aloucado e branco palpa as nádegas da lua… Entre as esferas nitentes tremeluzem pêlos fulvos, o poeta, de olhar dormente entreabre o pente da lua. Em frouxos de luz e água palpita a ferida crua… O poeta todo se lava de palidez e doçura. Ardente e desesperada, a lua vira em decúbito, a vinda lenta do espasmo aguça as pontas da lua… O poeta afaga-lhe os braços e o ventre que se menstrua, a lua se curva em arco, num delírio de volúpia. O gozo aumenta de súbito, em frêmitos que perduram a lua vira o outro quarto, e fica de frente, nua… O orgasmo desce do espaço, desfeito em estrelas e nuvens, nos ventos do mar perspassa um salso cheiro de lua, e a lua, no êxtase, cresce, se dilata e alteia e estua… O poeta se deixa em prece, ante a beleza da lua. Depois a lua adormece e míngua e se apazigua… O poeta desaparece envolto em cantos e plumas, enquanto a noite enlouquece, no seu claustro de ciúmes…” (Vinicius de Moraes – O Poeta e a Lua – Comp.: Vinicius de Moraes)

“… Ao ver uma rosa branca o poeta disse: Que linda! Cantarei sua beleza, como ninguém nunca ainda!… Qual não é sua surpresa, ao ver, à sua oração, a rosa branca ir ficando rubra de indignação… É que a rosa, além de branca, diga-se isso a bem da rosa… Era da espécie mais franca e da seiva mais raivosa… – Que foi? – balbucia o poeta, e a rosa; – Calhorda que és! Pára de olhar para cima! Mira o que tens a teus pés!… E o poeta vê uma criança, suja, esquálida, andrajosa, comendo um torrão da terra, que dera existência à rosa… – São milhões! – a rosa berra. Milhões a morrer de fome, e tu, na tua vaidade, querendo usar do meu nome!… E num acesso de ira, arranca as pétalas, lança-as fora, como a dar comida a todas essas crianças… O poeta baixa a cabeça. – É aqui que a rosa respira… Geme o vento, morre a rosa. E um passarinho que ouvira, quietinho toda a disputa, tira do galho uma reta e ainda faz um cocozinho, na cabeça do poeta…” (Vinicius de Moraes – O Poeta e a Rosa – Comp.: Vinicius de Moraes)

“Trabalho é sinônimo de nobreza. Não desdenhe o trabalho que lhe coube realizar na vida. O trabalho enobrece aquele que o faz com entusiasmo e amor. Não existem trabalhos humildes. Só se distinguem por serem bem ou mal realizados. Dê valor ao seu trabalho, fazendo com todo o amor e carinho, e estará desta maneira dando valor a si mesmo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 283)

Bom dia pessoal,

A Câmara Municipal de Salvador aprovou ontem a tarde o projeto de lei do executivo que estabelece isenção de ISS para as obras de retomada do empreendimento do metrô de Salvador. A votação aconteceu depois de um acordo firmado no final da manhã no gabinete do prefeito ACM Neto (DEM) com os vereadores Carlos Muniz, do PTN, Henrique Carballal, do PT, e Joceval Rodrigues, líder do governo na Câmara. Há cerca de um mês o projeto bloqueava a pauta de votações na Câmara. Alegando que não faz sentido dar isenção de impostos a empresas, quando a Prefeitura eleva os valores do IPTU para a população, votaram contra a isenção os vereadores Hilton Coelho (Psol), Ana Rita Tavares (PV) e Soldado Prisco, do PSDB.

A presidenta Dilma afirmou, em formatura de 2 mil alunos do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), em Belo Horizonte, nesta quarta-feira (23), que o desenvolvimento do Brasil depende de trabalhadores técnicos qualificados. “A cada um [dos formandos] quero dizer que encontraram um caminho, e começaram a percorrer”, disse.

“Quero dizer que a formação técnica, profissional é um grande caminho, porque um país como o nosso, para crescer, se desenvolver, se transformar numa nação rica, tem que qualificar tecnicamente seus trabalhadores. Precisa dar importância pra eles, porque não existe país desenvolvido sem trabalho técnico qualificado”, destacou Dilma.
Criado em 2011, o programa tem o objetivo de expandir, interiorizar e democratizar a educação profissional e tecnológica, com a meta de ofertar oito milhões de vagas até 2014. Em Minas Gerais já foram realizadas 189,5 mil matrículas em cursos da Bolsa-Formação ofertados pelos serviços nacionais de aprendizagem, pela Rede Federal e pela Rede Estadual de Educação Profissional e Tecnológica. Apenas este ano, mais de 130 mil matrículas foram realizadas em todo o estado.

Confira alguns momentos da atividade:

Na nossa sugestão de leitura de hoje artigos do Site Correio do Brasil. Vale a pena conferir:

Relator propõe votação do marco civil da internet mesmo sem consenso – Relator do marco civil da internet, o deputado Alessandro Molon (PT-RJ) defendeu a votação da proposta em Plenário, mesmo sem consenso. Molon participou de um videochat, transmitido pelo portal e pela TV Câmara. Ele respondeu a perguntas da população sobre o projeto, que tramita em regime de urgência constitucional e trancará a pauta do Plenário se não for votado até o dia 28.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/politica/relator-propoe-votacao-do-marco-civil-da-internet-mesmo-sem-consenso/656144/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131023

Anistia acusa EUA de cometerem crimes de guerra no Paquistão – A Anistia Internacional (AI) acusou nesta terça-feira os Estados Unidos de violarem o direito internacional e, em alguns casos, cometerem crimes de guerra, através de seus ataques com aviões não tripulados (drones) no Paquistão. A entidade acusa também a Alemanha de colaborar com os bombardeios.

http://correiodobrasil.com.br/ultimas/anistia-acusa-eua-de-cometerem-crimes-de-guerra-no-paquistao/656253/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131023

Brasil é um dos países com o maior superávit primário, segundo Mantega – O Brasil é um dos países com o maior superávit primário, economia para pagamento de juros da dívida pública, disse nessa terça-feira o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Mesmo em momento de crise, mantivemos um desempenho fiscal satisfatório”, destacou.

http://correiodobrasil.com.br/economia-4/brasil-e-um-dos-paises-com-o-maior-superavit-primario-segundo-mantega/656241/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131023

Confira outras notícias do site Correio do Brasil:

http://correiodobrasil.com.br/

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/10/24/trabalhando-com-poesia-534

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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O PASSADO – Cora Coralina

O salão da frente recende a cravo.
Um grupo de gente moça
se reúne ali.
“Clube Literário Goiano”.
Rosa Godinho.
Luzia de Oliveira.
Leodegária de Jesus,
a presidência.

Nós, gente menor,
sentadas, convencidas, formais.
Respondendo à chamada.
Ouvindo atentas a leitura da ata.
Pedindo a palavra.
Levantando idéias geniais.

Encerrada a sessão com seriedade,
passávamos à tertúlia.
O velho harmônio, uma flauta, um bandolim.
Músicas antigas. Recitativos.
Declamavam-se monólogos.
Dialogávamos em rimas e risos.

D. Virgínia. Benjamim.
Rodolfo. Ludugero.
Veros anfitriões.
Sangrias. Doces. Licor de rosa.
Distinção. Agrado.

O Passado…

Homens sem pressa,
talvez cansados,
descem com leva
madeirões pesados,
lavrados por escravos
em rudes simetrias,
do tempo das acutas.
Inclemência.
Caem pedaços na calçada.
Passantes cautelosos
desviam-se com prudência.
Que importa a eles o sobrado?

Gente que passa indiferente,
olha de longe,
na dobra das esquinas,
as traves que despencam.
-Que vale para eles o sobrado?

Quem vê nas velhas sacadas
de ferro forjado
as sombras debruçadas?
Quem é que está ouvindo
o clamor, o adeus, o chamado?…
Que importa a marca dos retratos na parede?
Que importam as salas destelhadas,
e o pudor das alcovas devassadas…
Que importam?

E vão fugindo do sobrado,
aos poucos,
os quadros do Passado.

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