Trabalhando com Poesia

“… Prefiro ser, essa metamorfose ambulante, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Eu quero dizer, agora o oposto do que eu disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou… Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou, se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor… Lhe tenho amor. Lhe tenho horror. Lhe faço amor. Eu sou um ator… É chato chegar a um objetivo num instante, eu quero viver nessa metamorfose ambulante… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo, do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Sobre o que é o amor, sobre o que eu nem sei quem sou… Se hoje eu sou estrela, amanhã já se apagou, se hoje eu te odeio, amanhã lhe tenho amor… Lhe tenho amor. Lhe tenho horror. Lhe faço amor. Eu sou um ator… Eu vou desdizer aquilo tudo que eu lhe disse antes, eu prefiro ser essa metamorfose ambulante… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo… Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…” (Raul Seixas – Metamorfose ambulante – Comp.: Raul Seixas)

“… Veja! Não diga que a canção está perdida, tenha fé em Deus, tenha fé na vida, tente outra vez!… Beba! Beba!, pois a água viva ainda tá na fonte, Tente outra vez! Você tem dois pés para cruzar a ponte, nada acabou! Não! Não! Não! Oh! Oh! Oh! Oh!… Tente! Levante sua mão sedenta e recomece a andar, não pense que a cabeça aguenta se você parar. Não! Não! Não! Não! Não! Não!… Há uma voz que canta, uma voz que dança, uma voz que gira, Gira!, bailando no ar… Uh! Uh! Uh!… Queira! Queira!… Basta ser sincero e desejar profundo, você será capaz de sacudir o mundo. Vai! Tente outra vez! Humrum!… Tente! Tente! E não diga que a vitória está perdida. Se é de batalhas que se vive a vida, tente outra vez!…” (Raul Seixas – Tente outra vez – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

“… É pena que você pense que eu sou seu escravo, dizendo que eu sou seu marido e não posso partir… Como as pedras imóveis na praia, eu fico ao seu lado, sem saber dos amores que a vida me trouxe e eu não pude viver… Eu perdi o meu medo, o meu medo, o meu medo da chuva, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar… Aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas, no mesmo lugar… Eu não posso entender tanta gente aceitando a mentira, de que os sonhos desfazem aquilo que o padre falou… Porque quando eu jurei meu amor, eu traí a mim mesmo, hoje eu sei, que ninguém nesse mundo é feliz tendo amado uma vez… Uma vez… Eu perdi o meu medo, o meu medo, o meu medo da chuva, pois a chuva voltando pra terra traz coisas do ar… Aprendi o segredo, o segredo, o segredo da vida, vendo as pedras que choram sozinhas, no mesmo lugar… Vendo as pedras que choram sozinhas, no mesmo lugar… Vendo as pedras que sonham sozinhas no mesmo lugar…” (Raul Seixas – Medo da chuva – Comp.: Paulo Coelho e Raul Seixas)

“Cada um de nós é responsável por seus atos. Por que vai desanimar, pelo que os outros fizeram a você? Que tem você que ver com isso? Siga à frente, ainda que o mundo inteiro esteja contra você. Você há de vencer, mesmo que fique sozinho. Continue sem desânimo, por que você é o único responsável por seus atos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 008)

Bom dia pessoal,

Ao longo dessas duas semanas, alguns assuntos acabaram por passar pelo nosso cotidiano, mas, a necessidade de me dedicar à apresentação do meu TCC e ao Juri Simulado promovido pela faculdade com os alunos do 9º semestre me exigiam disciplina e acabaram por sacrificar o TCP, como chama uma amiga o “Trabalhando com Poesia”.

Passadas as duas atividades com boa performance estamos de volta, nesta sequência de final de ano. Espero chegar até vocês de forma suave e qualificada.

No âmbito do futebol, a felicidade em nos mantermos com os dois principais clubes do estado na primeira divisão do futebol brasileiro foi manchada por mais uma página de vergonha e, mais uma vez tendo como beneficiário direto o Fluminense do Rio de Janeiro. Sob a alegação de irregularidade de um jogador, condenado pelo STJD, numa sentença que só foi publicada na segunda feira, após o jogo dá ao futebol brasileiro, sede da Copa do Mundo de 2014 um ar de incredibilidade que sinceramente os torcedores e até mesmo os jogadores não merecem, definitivamente.

Lamentavelmente o Campeão Brasileiro de 2012 desceu abaixo do que imaginamos já ser vergonhoso, ao vê-lo rebaixado no ano seguinte ao título. A CBF passa a compro de forma definitiva a alcunha de ambiente propício às falcatruas, Às armações, enfim, de tudo aquilo que execramos em qualquer setor da vida em sociedade. Lamentável.

O Mundo perdeu uma das suas maiores, se não a maior liderança, no âmbito do combate à discriminação racial no mundo. Nelson Mandela, o Madiba, deixa um legado de lutas, de sonhos transformados em ideais, mas, acima de tudo, deixa uma herança magnífica para seus milhões de herdeiros sul africanos.

Logicamente que nossas sugestões de leitura hoje, no TCP, fazem a ele a homenagem deste blog. Descanse em Paz Madiba, obrigado pelas lições e pelo exemplo de lutas. Até um dia!!

Nelson Rolihlahla Mandela (Mvezo, 18 de julho de 1918 — Joanesburgo, 5 de dezembro de 2013) foi um advogado, líder rebelde e presidente da África do Sul de 1994 a 1999, considerado como o mais importante líder da África Negra, ganhador do Prêmio Nobel da Paz de 1993, e Pai da Pátria da moderna nação sul-africana.
Até 2009 havia dedicado 67 anos de sua vida à causa que defendeu como advogado dos direitos humanos e pela qual se tornou prisioneiro de um regime de segregação racial, até ser eleito o primeiro presidente da África do Sul livre, razão pela qual em sua homenagem, a Organização das Nações Unidas instituiu o Dia Internacional Nelson Mandela no dia de seu nascimento, como forma de valorizar em todo o mundo a luta pela liberdade, pela justiça e pela democracia

http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Mandela

MANDELA: OS ELOGIOS DOS SEM VERGONHA, por Georges Gastaud [*] – Caros amigos e camaradas: Lenine dizia que a maneira com que a burguesia consegue sujar os grandes revolucionários consiste em incensá-los a título póstumo depois de os ter perseguido durante toda a sua vida. É o que acontece hoje. A burguesia mundial incensa Mandela depois de o te aprisionado durante 27 anos. Ela quer esconder que os grandes estados capitalistas, França inclusive, se desinteressaram de Mandela durante décadas. Sem vergonha, o grande patronato do nosso país importava os diamantes e as laranjas sul-africanos manchados com o sangue do apartheid.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12931

50 verdades sobre Nelson Mandela, por Salim Lamrani [*] – As grandes potências ocidentais opuseram-se até ao último instante à sua luta e apoiaram sempre o governo racista de Pretória, mas o herói da luta contra o apartheid marcou para sempre a história da África. – No crepúsculo da sua existência, Nelson Mandela passou a ser louvado por aqueles que sempre o combateram ou o ignoraram – como por exemplo Cavaco Silva.
Eles agora choram lágrimas de crocodilo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=41884c79b3339f66e8b7e121f785d641&cod=12932

Por que no meio da dor os negros dançam, cantam e riem?, por Leonardo Boff, do Rio de Janeiro – Milhares de pessoa em toda a África do Sul misturam choro com dança – Milhares de pessoa em toda a África do Sul misturam choro com dança, festa com lamentos pela morte de Nelson Mandela. É a forma como realizam culturalmente o rito de passagem da vida deste lado para a vida do outro lado, onde estão os anciãos, os sábios e os guardiãos do povo, de seus ritos e das normas éticas. Lá está agora Mandela de forma invisível mas plenamente presente acompanhando o povo que ele tanto ajudou a se libertar.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/por-que-no-meio-da-dor-os-negros-dancam-cantam-e-riem/669361/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20131212

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/17/trabalhando-com-poesia-546

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Alguns Toureiros – João Cabral de Melo Neto

A Antônio Houaiss

Eu vi Manolo Gonzáles
e Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.

Vi também Julio Aparício,
de Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.

Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.

E também Antonio Ordóñez,
que cultiva flor antiga:
perfume de renda velha,
de flor em livro dormida.

Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto,

o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra
o da figura de lenha
lenha seca de caatinga,

o que melhor calculava
o fluido aceiro da vida,
o que com mais precisão
roçava a morte em sua fímbria,

o que à tragédia deu número,
à vertigem, geometria
decimais à emoção
e ao susto, peso e medida,

sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas:

como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,

e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar seu poema.

Num monumento à aspirina – João Cabral de Melo Neto

Claramente: o mais prático dos sóis,
o sol de um comprimido de aspirina:
de emprego fácil, portátil e barato,
compacto de sol na lápide sucinta.
Principalmente porque, sol artificial,
que nada limita a funcionar de dia,
que a noite não expulsa, cada noite,
sol imune às leis de meteorologia,
a toda hora em que se necessita dele
levanta e vem (sempre num claro dia):
acende, para secar a aniagem da alma,
quará-la, em linhos de um meio-dia.

*

Convergem: a aparência e os efeitos
da lente do comprimido de aspirina:
o acabamento esmerado desse cristal,
polido a esmeril e repolido a lima,
prefigura o clima onde ele faz viver
e o cartesiano de tudo nesse clima.
De outro lado, porque lente interna,
de uso interno, por detrás da retina,
não serve exclusivamente para o olho
a lente, ou o comprimido de aspirina:
ela reenfoca, para o corpo inteiro,
o borroso de ao redor, e o reafina.

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