Trabalhando com Poesia

“… Enquanto você se esforça pra ser um sujeito normal, e fazer tudo igual… Eu do meu lado, aprendendo a ser louco, um maluco total, na loucura real… Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez, vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, eu vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza… E esse caminho que eu mesmo escolhi, é tão fácil seguir, por não ter onde ir… Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez… Eeeeeeeeuu!… Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez… , vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, eu vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza… , vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza, eu vou ficar, ficar com certeza, maluco beleza…” (Raul Seixas – Maluco Beleza – Comp.: Claudio Roberto / Raul Seixas)

“… – Eu que já andei pelos quatro cantos do mundo procurando, foi justamente num sonho que ele me falou: Às vezes você me pergunta, por que é que eu sou tão calado. Não falo de amor quase nada, nem fico sorrindo ao teu lado… Você pensa em mim toda hora, me come, me cospe, me deixa, talvez você não entenda, mas hoje eu vou lhe mostrar… Eu sou a luz das estrelas, eu sou a cor do luar, eu sou as coisas da vida, eu sou o medo de amar… Eu sou o medo do fraco, a força da imaginação, o blefe do jogador, eu sou, eu fui, eu vou… Gita! Gita! Gita! Gita! Gita!… Eu sou o seu sacrifício, e placa de contra-mão, o sangue no olhar do vampiro, e as juras de maldição… Eu sou a vela que acende, eu sou a luz que se apaga, eu sou a beira do abismo, eu sou o tudo e o nada… Por que você me pergunta?, perguntas não vão lhe mostrar, que eu sou feito da terra, do fogo, da água e do ar… Você me tem todo dia, mas não sabe se é bom ou ruim. Mas saiba que eu estou em você, mas você não está em mim… Das telhas eu sou o telhado, a pesca do pescador, a letra A tem meu nome, dos sonhos eu sou o amor… Eu sou a dona de casa, nos pegue pagues do mundo, eu sou a mão do carrasco, sou raso, largo, profundo… Gita! Gita! Gita! Gita! Gita!… Eu sou a mosca da sopa, e o dente do tubarão, eu sou os olhos do cego, e a cegueira da visão… Eu! Mas eu sou o amargo da língua, a mãe, o pai e o avô, o filho que ainda não veio, o início, o fim e o meio… O início, o fim e o meio… Eu sou o início, o fim e o meio… Eu sou o início, o fim e o meio…” (Raul Seixas – Guita – Comp.: Paulo Coelho / Raul Seixas)

“… Como vovó já dizia: quem não tem colírio usa óculos escuros… Mas não é bem verdade? quem não tem colírio usa óculos escuros… Quem não tem colírio usa óculos escuros… Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar. Quem não tem colírio usa óculos escuros… Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A serpente está na terra e o programa está no ar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A formiga só trabalha porque não sabe cantar… Quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé come pão e osso duro, quem não tem visão bate a cara contra o muro… Quem não tem colírio usa óculos escuros… É tanta coisa no menu que eu não sei o que comer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… José Newton já dizia se subiu tem que descer… Qem não tem colírio usa óculos escuros… Só com a praia bem deserta que o sol pode nascer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A banana é vitamina que engorda e faz crescer… Quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé come pão e osso duro, quem não tem visão bate a cara contra o muro… Quem não tem colírio usa óculos escuros, quem não tem filé come pão e osso duro, quem não tem visão bate a cara contra o muro… Quem não tem colírio usa óculos escuros… É tanta coisa no menu que eu não sei o que comer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… José Newton já dizia se subiu tem que descer… Qem não tem colírio usa óculos escuros… Só com a praia bem deserta que o sol pode nascer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A banana é vitamina que engorda e faz crescer… Quem não tem colírio usa óculos escuros… Minha vó já me dizia pra eu sair sem me molhar…Quem não tem colírio usa óculos escuros… Mas a chuva é minha amiga e eu não vou me resfriar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A serpente tá na terra e o programa está no ar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… A formiga só trabalha porque não sabe cantar… Quem não tem colírio usa óculos escuros… ” (Raul Seixas – Como vovó já dizia (óculos escuros) – Comp.: Othon Russo)

“Nossa mente está mergulhada na Mente Divina que sustenta os universos infinitos. Nossa força mental permanece impregnada da Força Mental divina, que está em toda a parte ao mesmo tempo. Procure manter-se unido a essa Força Infinita, e jamais será derrotado. Você tem esse poder: confie! Você vencerá em toda a linha, se o quiser.” (Minutos de Sabedoria Pg. 009)

Bom dia pessoal,
O dia de ontem finalizou-se com a notícia da premiação do Programa Vida Melhor Urbano com o Premio Rosane Cunha – Bolsa Familia 10 anos. Compartilho abaixo o meu comentário feito no meu perfil do Facebook, sobre a questão:

https://www.facebook.com/shares/view?id=10201138809729237&overlay=1&notif_t=story_reshare
Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site da Agência Carta Maior. Vale a pena conferir:

A China e a revolução bloqueada – A China vive uma nova etapa: quer disputar o comércio mundial com produtos de valor agregado mais nobres e associar-se com capitais locais de outros países – Compartilho, com este artigo, uma pequena reflexão sobre a Revolução Chinesa e seu estado atual, pois creio que ela é, ao mesmo tempo, a grande virada do século XXI e o “canto do cisne” de uma certa visão socialista, extraída mecanicamente, tanto do marxismo economicista, como do idealismo voluntarista, que caracteriza algumas posições da esquerda socialista. Fica claro que estes comentários não pretendem transmitir nenhuma lição sobre o tema, nem impugnar linhas de abordagem já definidas dentro do espectro da esquerda sobre o assunto, mas manifestar uma opinião marginal sobre o tema para colaborar com um debate que será, creio eu, um dos mais importantes deste século.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Internacional/A-China-e-a-revolucao-bloqueada/6/29814

Pena de morte não declarada: a discussão sobre as polícias no Brasil – O debate sobre as polícias atravessa a América do Sul. No Fórum de Direitos Humanos, a ministra de Direitos Humanos pediu reação em defesa dos mais pobres. – Brasília – Alguém do público gritou: “Traidor!”. Um grupinho o seguiu. Luiz Inácio Lula da Silva os olhava do cenário, sério, muito sério. E escutou de outro setor: “Lula guerreiro/ do povo brasileiro”. Então desprendeu o microfone de seu suporte e começou a caminhar rápido, quase como Mick Jagger. Foi um momento intenso do Fórum Mundial dos Direitos Humanos que aconteceu com milhares de pessoas e centenas de painéis, entre protestos e alegrias, com clima de controvérsia e debate.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Pena-de-morte-nao-declarada-a-discussao-sobre-as-policias-no-Brasil/4/29837

Lula entra em cena e disputa PT x PMDB vira xadrez político no RJ – A entrada em cena de Lula significou, ainda que os ânimos não estejam totalmente apaziguados, uma trégua que pode durar até março do ano que vem. – Rio de Janeiro – Decidido a não deixar que a intensa disputa pela sucessão do governador Sérgio Cabral extrapole os limites do Rio de Janeiro, contamine a aliança nacional entre o PT e o PMDB e termine por atrapalhar a campanha à reeleição da presidenta Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou mão de sua conhecida capacidade de persuasão para transformar uma violenta batalha campal em um sutil jogo de xadrez.
http://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Politica/Lula-entra-em-cena-e-disputa-PT-x-PMDB-vira-xadrez-politico-no-RJ/4/29817
Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:
https://oipa2.wordpress.com/2013/12/18/trabalhando-com-poesia-547

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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O Cão Sem Plumas – João Cabral de Melo Neto

A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro;
uma fruta
por uma espada.
O rio ora lembrava
a língua mansa de um cão
ora o ventre triste de um cão,
ora o outro rio
de aquoso pano sujo
dos olhos de um cão.
Aquele rio
era como um cão sem plumas.
Nada sabia da chuva azul,
da fonte cor-de-rosa,
da água do copo de água,
da água de cântaro,
dos peixes de água,
da brisa na água.
Sabia dos caranguejos
de lodo e ferrugem.
Sabia da lama
como de uma mucosa.
Devia saber dos povos.
Sabia seguramente
da mulher febril que habita as ostras.
Aquele rio
jamais se abre aos peixes,
ao brilho,
à inquietação de faca
que há nos peixes.
Jamais se abre em peixes.

Uma Faca só Lâmina – João Cabral de Melo Neto

Assim como uma bala
enterrada no corpo,
fazendo mais espesso
um dos lados do morto;
assim como uma bala
do chumbo mais pesado,
no músculo de um homem
pesando-o mais de um lado;
qual bala que tivesse um
vivo mecanismo,
bala que possuísse
um coração ativo
igual ao de um relógio
submerso em algum corpo,
ao de um relógio vivo
e também revoltoso,
relógio que tivesse
o gume de uma faca
e toda a impiedade
de lâmina azulada;
assim como uma faca
que sem bolso ou bainha
se transformasse em parte
de vossa anatomia;
qual uma faca íntima
ou faca de uso interno,
habitando num corpo
como o próprio esqueleto
de um homem que o tivesse,
e sempre, doloroso
de homem que se ferisse
contra seus próprios ossos.

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