Trabalhando com Poesia

“… Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama, tô pronto pra te ouvir aqui na cama, te espero vamos rir de todo mundo, nesse quarto tão profundo… Para. Repara, tente ver a tua cara, contemple esse momento é coisa rara, uma emoção assim só se compara, a tudo que nós já passamos juntos… Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos, beijar tua boca, ouvir palavras de um futuro bom… Preciso tanto aproveitar você, olhar teus olhos, beijar tua boca, dizer palavras de um futuro bom… Anda. Enquanto o dia acorda a gente ama, tô pronto pra te ouvir aqui na cama, te espero vamos rir de todo mundo, nesse quarto tão profundo… Para. Repara, tente ver a tua cara, contemple esse momento é coisa rara, uma emoção assim só se compara, a tudo que nós já passamos juntos, neste quarto em um segundo… Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos, olhar tua boca, dizer palavras de um futuro bom… Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos, olhar tua boca, ouvir palavras de um futuro bom… Palavras… Palavras… De um futuro bom… Palavras… Palavras… Preciso tanto aproveitar você, beijar teus olhos, olhar tua boca, ouvir palavras… palavras…palavras de um futuro bom…” (Jota Quest – Palavras de um futuro bom – Comp.: Rogério Flausino)

“… Vivemos esperando dias melhores, dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás… Oh! Oh! Oh! Oh!… Vivemos esperando, o dia em que seremos melhores, melhores! melhores!… Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo, Oh! Oh! Oh!… Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre… Vivemos esperando, Oh! Oh! Oh! dias melhores pra sempre, dias melhores pra sempre… Pra sempre!… Vivemos esperando, dias melhores, melhores! melhores!… Dias de paz, dias a mais, dias que não deixaremos para trás, Oh! Oh! Oh!… Vivemos esperando, o dia em que seremos melhores, melhores! melhores!… Melhores no amor, melhores na dor, melhores em tudo, Oh! Oh! Oh! … Vivemos esperando o dia em que seremos para sempre… Vivemos esperando, Oh! Oh! Oh!… Dias melhores pra sempre… Dias melhores pra sempre… Dias melhores pra sempre… Dias melhores pra sempre… Uh! Uh! Uh! Oh! Oh!… Pra sempre… Sempre! Sempre! Sempre!…” (Jota Quest – Dias melhores – Comp.: Rogério Flausino)

“… Voe por todo mar e volte aqui, voe por todo mar e volte aqui pro meu peito… Se você for, vou te esperar, com o pensamento que só fica em você… Aquele dia, um algo mais, algo que eu não poderia prever… Você passou perto de mim, sem que eu pudesse entender, levou os meus sentidos todos pra você, mudou a minha vida e mais… Pedi ao vento pra trazer você aqui, morando nos meus sonhos e na minha memória, pedi ao vento pra trazer você pra mim… O vento traz você de novo, o vento faz do meu mundo um novo… E voe por todo o mar e volte aqui… E voe por todo o mar e volte aqui, pro meu peito… Pro meu peito… Mudou a minha vida e mais… Pedi ao vento pra trazer você aqui, morando nos meus sonhos e na minha memória, pedi ao vento pra trazer você pra mim… O vento traz você de novo, o vento faz do meu mundo um novo… E voe por todo o mar e volte aqui… E voe por todo o mar e volte aqui, pro meu peito… Pro meu peito… Pro meu peito…” (Jota Quest – O vento – Comp.: Marcio Buzelin)

“Não aceite maus conselhos! Não se deixe sugestionar por palavras de desânimo! Sempre existe uma saída para qualquer problema, por mais complexo e difícil que nos pareça. A força divina que rege os universos está dentro de nós. Ligue-se ao Pensamento Universal de Bondade e Amor, e vencerá todos os obstáculos.” (Minutos de Sabedoria Pg. 012)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Chegamos no Natal, época em que muito se fala sobre amor, solidariedade, fraternidade, Cristo, Deus, entre outras tantas coisas do bem, mas, cabe-nos uma pergunta: Estamos efetivamente deixando o espírito natalino permear a nossa vida ao longo do restante do ano? Será que a fraternidade, o amor, a solidariedade são presenças constantes em nossa vida no nosso dia a dia?

Ao se deparar com as mesas fartas que normalmente são a foto deste período, nos lembramos que milhões de seres humanos ainda morrem de fome no mundo, sem qualquer ato de solidariedade do restante da humanidade? Será que lembramos que outros milhões são vítimas fatais da insanidade bélica do ser humano, notadamente os dos países mais desenvolvidos, que fomentam a indústria armamentista? Pois bem meus queridos (as), estes são os meus desejos neste natal. Que consigamos refletir sobre essas e outras chagas do nosso mundo moderno. É a minha mensagem neste natal a cada um de vocês.

Durante esta semana, o “Trabalhando com Poesia” trará Morte e vida Severina, o Auto de Natal Pernambucano, escrito por João Cabral de Melo Neto entre 1954 e 1955. Como a obra é extensa, a cada dia teremos quatro quadras dessa obra magnífica. Para os que curtem trazemos no TCP de hoje o vídeo completo do especial feito pela TV Globo na década de 80, com Tania Alves, José Dumondt, Sebastião Vasconcelos, Elba Ramalho, entre outros.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, três textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Dilma junta boas notícias para ir à TV antes do Natal – Presidente ocupa rede nacional de rádio e tevê, na noite desta segunda-feira 23; otimismo será a tônica do pronunciamento na véspera do Natal; acentos do discurso estarão na implantação do programa Mais Médicos, na menor taxa de desemprego desde 2002, no avanço da renda dos trabalhadores sobre a inflação e no sucesso dos programas de concessões do pré-sal, estradas e aeroportos; grito da oposição já é esperado (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124858/Dilma-junta-boas-not%C3%ADcias-para-ir-%C3%A0-TV-antes-do-Natal.htm

Com puros-sangues em 2014, por que não Dilma e Lula? – No PSDB, começa o movimento pela formação de uma chapa com dois tucanos: Aécio Neves, de Minas Gerais, e o ex-presidente Fernando Henrique, que puxaria votos do eleitorado paulista; no PSB, pré-candidato Eduardo Campos já sabe que ter como vice a recém-filiada Marina Silva duplica suas atuais intenções de voto; se a moda das chapas puros-sangues emplacar, PT pode tirar de suas cocheiras, ao mesmo tempo, dois campeões de votos: Dilma Rousseff como cabeça de chapa e o ex-presidente Lula como vice; essa corrida impensável pode mesmo ser disputada em 2014; façam suas apostas (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/124841/Com-puros-sangues-em-2014-por-que-n%C3%A3o-Dilma-e-Lula.htm

Orçamento participativo – Ele deve ser encarado como um instrumento político que não está atrelado ao poder do governo da cidade e que pode, e deve, ser ocupado em sua plenitude pela população – O Orçamento Participativo é um mecanismo de democracia representativa que permite ao cidadão influenciar ou decidir sobre os orçamentos públicos. É, geralmente, o orçamento de investimentos das prefeituras municipais, feito através de processos de uma participação cidadã. Caracterizá-lo, é dar uma conotação de poder às associações comunitárias e os diferentes setores sociais que estão de uma forma ou de outra nas estruturas decisórias da cidade: homens, mulheres, idosos, negros, comerciantes, deficientes, crianças, adolescentes, trabalhadores, esportistas, estudantes, etc… Esses processos costumam contar com assembleias abertas, periódicas e com etapas de negociações diretas com o governo. Com um Orçamento Participativo, retira-se o poder de uma elite burocrática repassando-o diretamente para a sociedade (…)

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/124845/Or%C3%A7amento-participativo.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/22/trabalhando-com-poesia-550

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Morte e vida Severina (Auto de Natal Pernambucano) 1954-1955 – João Cabral de Melo Neto

O RETIRANTE EXPLICA AO LEITOR QUEM É E A QUE VAI

— O meu nome é Severino,
como não tenho outro de pia.
Como há muitos Severinos,
que é santo de romaria,
deram então de me chamar
Severino de Maria;
como há muitos Severinos
com mães chamadas Maria,
fiquei sendo o da Maria
do finado Zacarias.
Mas isso ainda diz pouco:
há muitos na freguesia,
por causa de um coronel
que se chamou Zacarias
e que foi o mais antigo
senhor desta sesmaria.
Como então dizer quem fala
ora a Vossas Senhorias?
Vejamos: é o Severino
da Maria do Zacarias,
lá da serra da Costela,
limites da Paraíba.
Mas isso ainda diz pouco:
se ao menos mais cinco havia
com nome de Severino
filhos de tantas Marias
mulheres de outros tantos,
já finados, Zacarias,
vivendo na mesma serra
magra e ossuda em que eu vivia.
Somos muitos Severinos
iguais em tudo na vida:
na mesma cabeça grande
que a custo é que se equilibra,
no mesmo ventre crescido
sobre as mesmas pernas finas,
e iguais também porque o sangue
que usamos tem pouca tinta.
E se somos Severinos
iguais em tudo na vida,
morremos de morte igual,
mesma morte severina:
que é a morte de que se morre
de velhice antes dos trinta,
de emboscada antes dos vinte,
de fome um pouco por dia
(de fraqueza e de doença
é que a morte severina
ataca em qualquer idade,
e até gente não nascida).
Somos muitos Severinos
iguais em tudo e na sina:
a de abrandar estas pedras
suando-se muito em cima,
a de tentar despertar
terra sempre mais extinta,
a de querer arrancar
algum roçado da cinza.
Mas, para que me conheçam
melhor Vossas Senhorias
e melhor possam seguir
a história de minha vida,
passo a ser o Severino
que em vossa presença emigra.

ENCONTRA DOIS HOMENS CARREGANDO UM DEFUNTO NUMA REDE, AOS GRITOS DE “Ó IRMÃOS DAS ALMAS! IRMÃOS DAS ALMAS! NÃO FUI EU QUE MATEI NÃO!”

— A quem estais carregando,
irmãos das almas,
embrulhado nessa rede?
dizei que eu saiba.
— A um defunto de nada,
irmão das almas,
que há muitas horas viaja
à sua morada.
— E sabeis quem era ele,
irmãos das almas,
sabeis como ele se chama
ou se chamava?
— Severino Lavrador,
irmão das almas,
Severino Lavrador,
mas já não lavra.
— E de onde que o estais trazendo,
irmãos das almas,
onde foi que começou
vossa jornada?
— Onde a Caatinga é mais seca,
irmão das almas,
onde uma terra que não dá
nem planta brava.
— E foi morrida essa morte,
irmãos das almas,
essa foi morte morrida
ou foi matada?
— Até que não foi morrida,
irmão das almas,
esta foi morte matada,
numa emboscada.
— E o que guardava a emboscada,
irmão das almas,
e com que foi que o mataram,
com faca ou bala?
— Este foi morto de bala,
irmão das almas,
mais garantido é de bala,
mais longe vara.
— E quem foi que o emboscou,
irmãos das almas,
quem contra ele soltou
essa ave-bala?
— Ali é difícil dizer,
irmão das almas,
sempre há uma bala voando
desocupada.
— E o que havia ele feito,
irmãos das almas,
e o que havia ele feito
contra a tal pássara?
— Ter um hectares de terra,
irmão das almas,
de pedra e areia lavada
que cultivava.
— Mas que roças que ele tinha,
irmãos das almas,
que podia ele plantar
na pedra avara?
— Nos magros lábios de areia,
irmão das almas,
os intervalos das pedras,
plantava palha.
— E era grande sua lavoura,
irmãos das almas,
lavoura de muitas covas,
tão cobiçada?
— Tinha somente dez quadros,
irmão das almas,
todas nos ombros da serra,
nenhuma várzea.
— Mas então por que o mataram,
irmãos das almas,
mas então por que o mataram
com espingarda?
— Queria mais espalhar-se,
irmão das almas,
queria voar mais livre
essa ave-bala.
— E agora o que passará,
irmãos das almas,
o que é que acontecerá
contra a espingarda?
— Mais campo tem para soltar,
irmão das almas,
tem mais onde fazer voar
as filhas-bala.
— E onde o levais a enterrar,
irmãos das almas,
com a semente de chumbo
que tem guardada?
— Ao cemitério de Torres,
irmão das almas,
que hoje se diz Toritama,
de madrugada.
— E poderei ajudar,
irmãos das almas?
vou passar por Toritama,
é minha estrada.
— Bem que poderá ajudar,
irmão das almas,
é irmão das almas quem ouve
nossa chamada.
— E um de nós pode voltar,
irmão das almas,
pode voltar daqui mesmo
para sua casa.
— Vou eu, que a viagem é longa,
irmãos das almas,
é muito longa a viagem
e a serra é alta.
— Mais sorte tem o defunto,
irmãos das almas,
pois já não fará na volta
a caminhada.
— Toritama não cai longe,
irmão das almas,
seremos no campo santo
de madrugada.
— Partamos enquanto é noite,
irmão das almas,
que é o melhor lençol dos mortos
noite fechada.

O RETIRANTE TEM MEDO DE SE EXTRAVIAR PORQUE SEU GUIA, O RIO CAPIBARIBE, CORTOU COM O VERÃO

— Antes de sair de casa
aprendi a ladainha
das vilas que vou passar
na minha longa descida.
Sei que há muitas vilas grandes,
cidades que elas são ditas;
sei que há simples arruados,
sei que há vilas pequeninas,
todas formando um rosário
cujas contas fossem vilas,
todas formando um rosário
de que a estrada fosse a linha.
Devo rezar tal rosário
até o mar onde termina,
saltando de conta em conta,
passando de vila em vila.
Vejo agora: não é fácil
seguir essa ladainha;
entre uma conta e outra conta,
entre uma a outra ave-maria,
há certas paragens brancas,
de planta e bicho vazias,
vazias até de donos,
e onde o pé se descaminha.
Não desejo emaranhar
o fio de minha linha
nem que se enrede no pêlo
hirsuto desta caatinga.
Pensei que seguindo o rio
eu jamais me perderia:
ele é o caminho mais certo,
de todos o melhor guia.
Mas como segui-lo agora
que interrompeu a descida?
Vejo que o Capibaribe,
como os rios lá de cima,
é tão pobre que nem sempre
pode cumprir sua sina
e no verão também corta,
com pernas que não caminham.
Tenho de saber agora
qual a verdadeira via
entre essas que escancaradas
frente a mim se multiplicam.
Mas não vejo almas aqui,
nem almas mortas nem vivas;
ouço somente à distância
o que parece cantoria.
Será novena de santo,
será algum mês-de-Maria;
quem sabe até se uma festa
ou uma dança não seria?

NA CASA A QUE O RETIRANTE CHEGA ESTÃO CANTANDO EXCELÊNCIAS PARA UM DEFUNTO, ENQUANTO UM HOMEM, DO LADO DE FORA,VAI PARODIANDO AS PALAVRAS DOS CANTADORES

— Finado Severino,
quando passares em Jordão
e o demônios te atalharem
perguntando o que é que levas…
— Dize que levas cera,
capuz e cordão
mais a Virgem da Conceição.
— Finado Severino,
etc. …
— Dize que levas somente
coisas de não:
fome, sede, privação.
— Finado Severino,
etc. …
— Dize que coisas de não,
ocas, leves:
como o caixão, que ainda deves.
— Uma excelência
dizendo que a hora é hora.
— Ajunta os carregadores
que o corpo quer ir embora.
— Duas excelências…
— … dizendo é a hora da plantação.
— Ajunta os carregadores…
— … que a terra vai colher a mão.

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