Trabalhando com Poesia

“… Te tenho com a certeza de que você pode ir, te amo com a certeza de que irá voltar, pra gente ser feliz… Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe… Você dividiu comigo a sua história, e me ajudou a construir a minha, hoje mais do que nunca somos dois, a nossa liberdade é o que nos prende… Viva todo o seu mundo, sinta toda liberdade, e quando a hora chegar, volta, que o nosso amor está acima das coisas desse mundo… Vai dizer que o tempo não parou naquele momento, eu espero por você, o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez!… Te tenho com a certeza de que você pode ir, te amo com a certeza de que irá voltar, pra gente ser feliz… Você surgiu e juntos conseguimos ir mais longe… Você dividiu comigo a sua história, e me ajudou a construir a minha, hoje mais do que nunca somos dois, a nossa liberdade é o que nos prende… Vai dizer que o tempo não parou naquele momento, eu espero por você, o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez!… Mais uma vez… Não parou naquele momento, eu espero por você, o tempo que for, pra ficarmos juntos mais uma vez!…” (Jota Quest – Mais uma vez – Comp.: Rogério Flausino / PJ / Fernanda Mello / Fernanda Melo)

“… Ei, dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… Ei, medo, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Ei, dor, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… Ei, medo, eu não te escuto mais, você não me leva a nada… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Caminho do Sol, eh! Lá lararará! Caminho do Sol, eh!… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará É pra lá, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará… Aonde eu vou? Aonde tenha Sol, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará… É pra lá, é pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará… É pra lá que eu vou… É pra lá que eu vou… Lá lararará, lararará…” (Jota Quest – O sol – Comp.: Antonio Julio Nastácia)

“… Ahhhh Ahhhh Ahhh Ahhhh Ahhhh Ahhh… Eu sempre quis fazer você feliz, às vezes me deixava pra outra hora, eu sempre quis falar o que eu sentia, mas dessa vez foi o silêncio que falou por mim… Eu sempre me esforcei pra te incentivar, tua falta de caminho me detinha a intenção, eu sempre te deixei bem à vontade, mas tua falta de vontade me desmotivou… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Eu sempre acreditei muito em nós dois, primeiro em você, depois em mim… Éramos nós… Eu sempre quis fazer a minha parte, mas você não faz mais parte da metade de nós dois… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… E quanto vale o tempo todo que vivemos correndo atrás dos sonhos, pra viver só de amor, e quanto a gente paga pelos sonhos que deixou?… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim… Quer saber? Já Foi… Vou cuidar de mim… Quer saber? Eu quero alguém pra dividir, gostar de quem gosta de mim…” (Jota Quest – Já foi – Comp.: Jota Quest)

“Mantenha uma atitude vitoriosa! Quando você olha para uma pessoa curvada e triste, perde a confiança, porque verifica que está abatida e preparada para uma derrota. Não deixe que ninguém pense isso a seu respeito! Mantenha-se de cabeça erguida, confiante e risonho, e todos confiarão em você. Irradie força e entusiasmo até por meio da atitude de seu corpo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 014)

Bom dia pessoal,

Desejo que o espírito fraterno do Natal premeie as nossas vidas em todos os 365 dias do ano. Feliz Natal

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje um texto de Frei Beto no site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

CARTÃO DE NATAL … PARA TODOS QUE PUDEREM ALCANÇA-LO! por Frei Betto – Feliz Natal a quem não planta corvos nas janelas da alma, nem embebe o coração de cicuta e ousa sair pelas ruas a transpirar bom-humor. Feliz Natal a quem cultiva ninhos de pássaros no beiral da utopia e coleciona no espírito as aquarelas do arco-íris. E a todos que trafegam pelas vias interiores e não temem as curvas abissais da oração.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=12983

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2013/12/25/trabalhando-com-poesia-552

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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O RETIRANTE RESOLVE APRESSAR OS PASSOS PARA CHEGAR LOGO AO RECIFE

— Nunca esperei muita coisa,
digo a Vossas Senhorias.
O que me fez retirar
não foi a grande cobiça;
o que apenas busquei
foi defender minha vida
de tal velhice que chega
antes de se inteirar trinta;
se na serra vivi vinte,
se alcancei lá tal medida,
o que pensei, retirando,
foi estendê-la um pouco ainda.
Mas não senti diferença
entre o Agreste e a Caatinga,
e entre a Caatinga e aqui a Mata
a diferença é a mais mínima.
Está apenas em que a terra
é por aqui mais macia;
está apenas no pavio,
ou melhor, na lamparina:
pois é igual o querosene
que em toda parte ilumina,
e quer nesta terra gorda
quer na serra, de caliça,
a vida arde sempre, com
a mesma chama mortiça.
Agora é que compreendo
porque em paragens tão ricas
o rio não corta em poços
como ele faz na Caatinga:
vivi a fugir dos remansos
a que a paisagem o convida,
com medo de se deter
grande que seja a fadiga.
Sim, o melhor é apressar
o fim desta ladainha,
o fim do rosário de nomes
que a linha do rio enfia;
é chegar logo ao Recife,
derradeira ave-maria
do rosário, derradeira
invocação da ladainha,
Recife, onde o rio some
e esta minha viagem se fina.

CHEGANDO AO RECIFE, O RETIRANTE SENTA-SE PARA DESCANSAR AO PÉ DE UM MURO ALTO E CAIADO E OUVE, SEM SER NOTADO, A CONVERSA DE DOIS COVEIROS

— O dia de hoje está difícil;
não sei onde vamos parar.
Deviam dar um aumento,
ao menos aos deste setor de cá.
As avenidas do centro são melhores,
mas são para os protegidos:
há sempre menos trabalho
e gorjetas pelo serviço;
e é mais numeroso o pessoal
(toma mais tempo enterrar os ricos).
— Pois eu me daria por contente
se me mandassem para cá.
Se trabalhasses no de Casa Amarela
não estarias a reclamar.
De trabalhar no de Santo Amaro
deve alegrar-se o colega
porque parece que a gente
que se enterra no de Casa Amarela
está decidida a mudar-se
toda para debaixo da terra.
— É que o colega ainda não viu
o movimento: não é o que se vê.
Fique-se por aí um momento
e não tardarão a aparecer
os defuntos que ainda hoje
vão chegar (ou partir, não sei).
As avenidas do centro,
onde se enterram os ricos,
são como o porto do mar:
não é muito ali o serviço:
no máximo um transatlântico
chega ali cada dia,
com muita pompa, protocolo,
e ainda mais cenografia.
Mas este setor de cá
é como a estação dos trens:
diversas vezes por dia
chega o comboio de alguém.
— Mas se teu setor é comparado
à estação central dos trens,
o que dizer de Casa Amarela
onde não pára o vaivém?
Pode ser uma estação
mas não estação de trem:
será parada de ônibus,
com filas de mais de cem.
— Então por que não pedes,
já que és de carreira, e antigo,
que te mandem para Santo Amaro
se achas mais leve o serviço?
Não creio que te mandassem
para as belas avenidas
onde estão os endereços
e o bairro da gente fina:
isto é, para o bairro dos usineiros,
dos políticos, dos banqueiros,
e no tempo antigo, dos banguezeiros
(hoje estes se enterram em carneiros);
bairro também dos industriais,
dos membros das associações patronais
e dos que foram mais horizontais
nas profissões liberais.
Difícil é que consigas
aquele bairro, logo de saída.
— Só pedi que me mandassem
para as urbanizações discretas,
com seus quarteirões apertados,
com suas cômodas de pedra.
— Esse é o bairro dos funcionários,
inclusive extranumerários,
contratados e mensalistas
(menos os tarefeiros e diaristas).
Para lá vão os jornalistas,
os escritores, os artistas;
ali vão também os bancários,
as altas patentes dos comerciários,
os lojistas, os boticários,
os localizados aeroviários
e os de profissões liberais
que não se liberaram jamais.
— Também um bairro dessa gente
temos no de Casa Amarela:
cada um em seu escaninho,
cada um em sua gaveta,
com o nome aberto na lousa
quase sempre em letras pretas.
Raras as letras douradas,
raras também as gorjetas.
— Gorjetas aqui, também,
só dá mesmo a gente rica,
em cujo bairro não se pode
trabalhar em mangas de camisa;
onde se exige quépi
e farda engomada e limpa.
— Mas não foi pelas gorjetas,
não, que vim pedir remoção:
é porque tem menos trabalho
que quero vir para Santo Amaro;
aqui ao menos há mais gente
para atender a freguesia,
para botar a caixa cheia
dentro da caixa vazia.
— E que disse o Administrador,
se é que te deu ouvido?
— Que quando apareça a ocasião
atenderá meu pedido.
— E do senhor Administrador
isso foi tudo que arrancaste?
— No de Casa Amarela me deixou
mas me mudou de arrabalde.
— E onde vais trabalhar agora,
qual o subúrbio que te cabe?
— Passo para o dos industriários,
que é também o dos ferroviários,
de todos os rodoviários
e praças-de-pré dos comerciários.
— Passas para o dos operários,
deixas o dos pobres vários;
melhor: não são tão contagiosos
e são muito menos numerosos.
— É, deixo o subúrbio dos indigentes
onde se enterra toda essa gente
que o rio afoga na preamar
e sufoca na baixa-mar.
— É a gente sem instituto,
gente de braços devolutos;
são os que jamais usam luto
e se enterram sem salvo-conduto.
— É a gente dos enterros gratuitos
e dos defuntos ininterruptos.
— É a gente retirante
que vem do Sertão de longe.
— Desenrolam todo o barbante
e chegam aqui na jante.
— E que então, ao chegar,
não têm mais o que esperar.
— Não podem continuar
pois têm pela frente o mar.
— Não têm onde trabalhar
e muito menos onde morar.
— E da maneira em que está
não vão ter onde se enterrar.
— Eu também, antigamente,
fui do subúrbio dos indigentes,
e uma coisa notei
que jamais entenderei:
essa gente do Sertão
que desce para o litoral, sem razão,
fica vivendo no meio da lama,
comendo os siris que apanha;
pois bem: quando sua morte chega,
temos que enterrá-los em terra seca.
— Na verdade, seria mais rápido
e também muito mais barato
que os sacudissem de qualquer ponte
dentro do rio e da morte.
— O rio daria a mortalha
e até um macio caixão de água;
e também o acompanhamento
que levaria com passo lento
o defunto ao enterro final
a ser feito no mar de sal.
— E não precisava dinheiro,
e não precisava coveiro,
e não precisava oração
e não precisava inscrição.
— Mas o que se vê não é isso:
é sempre nosso serviço
crescendo mais cada dia;
morre gente que nem vivia.
— E esse povo lá de riba
de Pernambuco, da Paraíba,
que vem buscar no Recife
poder morrer de velhice,
encontra só, aqui chegando
cemitérios esperando.
— Não é viagem o que fazem,
vindo por essas caatingas, vargens;
aí está o seu erro:
vêm é seguindo seu próprio enterro.

O RETIRANTE APROXIMA-SE DE UM DOS CAIS DO CAPIBARIBE

— Nunca esperei muita coisa,
é preciso que eu repita.
Sabia que no rosário
de cidade e de vilas,
e mesmo aqui no Recife
ao acabar minha descida,
não seria diferente
a vida de cada dia:
que sempre pás e enxadas
foices de corte e capina,
ferros de cova, estrovengas
o meu braço esperariam.
Mas que se este não mudasse
seu uso de toda vida,
esperei, devo dizer,
que ao menos aumentaria
na quartinha, a água pouca,
dentro da cuia, a farinha,
o algodãozinho da camisa,
ao meu aluguel com a vida.
E chegando, aprendo que,
nessa viagem que eu fazia,
sem saber desde o Sertão,
meu próprio enterro eu seguia.
Só que devo ter chegado
adiantado de uns dias;
o enterro espera na porta:
o morto ainda está com vida.
A solução é apressar
a morte a que se decida
e pedir a este rio,
que vem também lá de cima,
que me faça aquele enterro
que o coveiro descrevia:
caixão macio de lama,
mortalha macia e líquida,
coroas de baronesa
junto com flores de aninga,
e aquele acompanhamento
de água que sempre desfila
(que o rio, aqui no Recife,
não seca, vai toda a vida).

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