Trabalhando com Poesia

“… Hoje é o dia de Santo Reis, anda meio esquecido, mas é o dia da festa de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis, anda meio esquisito, mas é o dia da festa de Santo Reis… Eles chegam tocando sanfona e violão, os pandeiros de fita carregam sempre na mão… Eles vão levando, levando o que pode, se deixar com eles, eles levam até os bodes… É os bodes da gente, é os bodes, mééé… É os bodes da gente, é os bodes, mééé… Hoje é o dia de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis… Hoje é o dia, hié! hié! de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis, é o dia da festa, hié! hié!… Hoje é o dia de Santo Reis Hoje é o dia de Santo Reis… Hoje é o dia de Santo Reis…” (Tim Maia – A Festa dos Santos Reis – Comp.: Marcio Leonardo)

“… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Que beleza é sentir a natureza, ter certeza pr’onde vai e de onde vem… Que beleza é vir da pureza, e sem medo distinguir o mal e o bem… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!…Que beleza é saber seu nome, sua origem, seu passado e seu futuro… Que beleza é conhecer o desencanto, e ver tudo bem mais claro no escuro… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Abra a porta e vá entrando, felicidade vai brilhar no mundo… Que Beleza!… Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Que beleza é sentir a natureza, ter certeza pr’onde vai e de onde vem… Que beleza é vir da pureza, e sem medo distinguir o mal e o bem… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!…Que beleza é saber seu nome, sua origem, seu passado e seu futuro… Que beleza é conhecer o desencanto, e ver tudo bem mais claro no escuro… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Abra a porta e vá entrando, felicidade vai brilhar no mundo… Que Beleza!… Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!… Uh! Uh! Uh! Que Beleza!…” (Tim Maia – Imunização racional (Que beleza)– Comp.: Tim Maia)

“… – Alô, – Alô, – Quem fala? – Sou eu, amor. Você não se lembra mais da minha voz? – Mas essa hora da manhã? – Ah, eu queria tanto te ver, – Às quatro horas da manhã? – Ah, eu não consigo dormir, eu preciso te ver… Eu bem que te avisei, pra não levar a sério… O nosso caso de amor, eu sempre fui sincero, e você sabe muito bem… Eu bem que te avisei, pra não levar a sério… O nosso caso de amor, eu sempre fui sincero, e você sabe muito bem… Eu não te prometi nada… Não venha me cobrar por esse amor, pois esse sentimento eu não tenho pra te dar… Sinto muito em te dizer, vê se tenta esquecer… Os momentos que passamos, que juntinhos nos amamos, leve um beijo e adeus… Eu não te prometi nada… Sinto muito em te dizer, vê se tenta esquecer… Os momentos que passamos, que juntinhos nos amamos, leve um beijo e adeus… Leve um beijo e adeus… Eu não te prometi nada… Eu não te prometi nada… Eu não te prometi nada… Nada… Nada… Nada…” (Tim Maia – Telefone – Comp.: Nelson Kaê / Beto Correa)

“Afaste de si o veneno da lisonja. Não creia naqueles que o elogiam sem motivo. Prefira ouvir uma crítica honesta, a um galanteio vazio. A crítica aos nossos atos poderá trazer-nos o alerta de que necessitamos para corrigir-nos. O elogio fácil nos amolece e ilude. E nada existe de mais frágil que uma criatura iludida a seu próprio respeito.” (Minutos de Sabedoria Pg. 017)

Boa noite pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Depois de um descanso de uma semana este é o primeiro “Trabalhando com Poesia” de 2014. Espero que esse novo ano chegue trazendo efetivamente muita alegria e sucesso em cada empreitada que vocês estabelecerem como meta.

Durante esta semana, o “Trabalhando com Poesia” trará as poesias de Ricardo Reis, um dos heterônimos do grande poeta Fernando Pessoa.

Ricardo Reis nasceu em Lisboa, às 11 horas da noite do dia 28 de janeiro de 1914. Foi discípulo de Alberto Caeiro, de quem adquiriu a lição de paganismo espontâneo. Há informação dando conta de que teria embarcado para o Brasil em 12 de outubro de 1919. Em Ricardo Reis, “Há a renúncia de quem atingiu os píncaros da humana lucidez e abstrai seus conceitos de impermanência e símbolos da contemplação voluntária de uma natureza quem o homem iguala à essencialidade ideal que lhe basta”

Esse heterônimo pessoano, numa arte poética particularmente sua, procurou sempre o mais alto, o impossível até, para encrustar uma poesia refinada, concisa, elíptica, cunhada em linguagem esmerada e com vocabulário algo alatinado. São antológicas, suas modernizadas odes horacianas:

“Lídia”, “Coroai-me de Rosas”, “O mar Jaz” e “Sábio é o que se Contenta”, todas de 1914. De 1916 são mercantes: “Não a Ti, Cristo” e “Não a Ti, Cristo, Odeio…”. Nestas odes, prevalece o apolíneo comprovado por uma moderna consciência do fazer artístico. Muitas delas apareceram primeiramente publicadas na revista Athena e, principalmente, na Presença, sempre indiferentes ao social, mas acentuadamente consciente da efemeridade da vida.

Reis leva o paganismo de Caeiro à sua expressão mais ortodoxa, através de um neoclassicismo neo-pagão consciente, cultivando a mitologia greco-latina. Clássico por excelência, idealista e platônico no amor, constata o efêmero da vida e anseia, no íntimo, por uma fenomenológica eternidade terrena.

Segundo Linhares Filho, sob a perspectiva do ser, pode-se dizer que Ricardo Reis ama o impossível, mas sob a perspectiva do “Parecer”, ele “ama o infinito porque mais do que todos se apega à vida, desejando-a infinda, sob a simulação de resignar-se com a transitoriedade.”

Como se observa, amando o impossível ou o infinito, Ricardo Reis sempre procurou os píncaros, como a fugir (fingindo) de uma realidade terrena que verdadeiramente queria viver, eternamente.

No prefácio Musical, atendendo a sugestão da amiga Marta Rodrigues, em alusão à Festa de Reis, teremos a presença sempre instigante de Sebastião Rodrigues Maia (Tim Maia). Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

A KATIA ABREU DE CUECAS, por José Ribamar Bessa Freire – Demétrio Magnoli, doutor em Geografia, nunca pisou o chão da aldeia Tenharimem Humaitá, sul do Amazonas, invadida neste natal por madeireiros e outros bichos ferozes. Nunca cheirou carne moqueada de anta cozida no leite de castanha, nem saboreou essa iguaria refinada da culinária Kagwahiva. Jamais ouviu narrativas, poesia ou o som melodioso da flauta Yrerua tocada na Casa Ritual – a Ôga Tymãnu Torywa Ropira. Nem assistiu a festa tradicional – o Mboatava. Para falar a verdade, ele nunca viu um índio Tenharimem toda sua vida, nem nu, nem de tanga ou em traje a rigor. Nunca.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13035

O desembargador, o garçom e o Brasil, Por Paulo Nogueira, no blog Diário do Centro do Mundo: A miséria e a grandeza humana se encontraram numa padaria de Natal neste final de ano. A miséria foi representada pelo desembargador Dilermando Motta, e a grandeza pelo cidadão Alexandre Azevedo. Um garçom foi o palco involuntário do combate entre a grandeza e a miséria (…)

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=88250d62de314beb6755c137ec4e4933&cod=13059

A quem interessa “melar” a Copa? Por Caio Botelho*, no Blog Soletrando a Liberdade: As Jornadas de Junho de 2013 mudaram o país. E a maior prova disso é que ainda hoje discutimos os efeitos daquelas mobilizações e os prováveis rumos das próximas que inevitavelmente irão ocorrer. Centenas de artigos, pesquisas e debates já foram feitos, e são várias as interpretações encontradas desse momento histórico: das mais pessimistas às mais otimistas; das mais conservadoras às mais avançadas.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2ca1ce4a65bf5b60c60bd7c4a89a33f9&cod=13041

Beto Almeida: As enchentes e a esquerda – “Choveu, choveu… A chuva jogou meu barraco no chão, nem foi possível salvar violão, que acompanhou morro abaixo a canção, das coisas todas que a chuva levou, pedaços tristes do seu coração” – Zelão, Sérgio Ricardo

Uma vez mais, terminamos e começamos um ano com enchentes causando perdas de vidas e muita destruição, desta feita nos estados do Espírito Santo e Minas Gerais.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=91cf0815868e49fd91babbc6444805a4&cod=13036

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/06/trabalhando-com-poesia-555

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Cada dia sem gozo não foi teu – Ricardo Reis

Cada dia sem gozo não foi teu
Foi só durares nele. Quanto vivas
Sem que o gozes, não vives.

Não pesa que amas, bebas ou sorrias:
Basta o reflexo do sol ido na água
De um charco, se te é grato.

Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas
Seu prazer posto, nenhum dia nega
A natural ventura!

Acima da Verdade – Ricardo Reis

Acima da verdade estão os deuses.
A nossa ciência é uma falhada cópia
Da certeza com que eles
Sabem que há o Universo.
Tudo é tudo, e mais alto estão os deuses,
Não pertence à ciência conhecê-los,
Mas adorar devemos
Seus vultos como às flores,
Porque visíveis à nossa alta vista,
São tão reais como reais as flores
E no seu calmo Olimpo
São outra Natureza.

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