Trabalhando com Poesia

“… Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção… E tudo ficou tão claro, um intervalo na escuridão, uma estrela de brilho raro, um disparo para um coração… A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês, vivendo num país sedento, um momento de embriaguez… Nós somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter… Um dia me disseram quem eram os donos da situação, sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão… E tudo ficou tão claro, o que era raro ficou comum, como um dia depois do outro, como um dia, um dia comum… A vida imita o vídeo, garotos inventam um novo inglês, vivendo num país sedento, um momento de embriaguez… Nós somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter… Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão, um dia me disseram que os ventos às vezes erram a direção… Quem ocupa o trono tem culpa, quem oculta o crime também, quem duvida da vida tem culpa, quem evita a dúvida também tem… Também tem… Somos quem podemos ser, sonhos que podemos ter…” (Engenheiros do Hawaii – Somos quem podemos ser – Comp.: Humberto Gessinger)

“… Você me faz correr demais os riscos desta highway… Você me faz correr atrás do horizonte desta highway… Ninguém por perto, silêncio no deserto, deserta highway… Estamos sós e nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar… Mas não precisamos saber pra onde vamos, nós só precisamos ir… Não queremos ter o que não temos, nós só queremos viver… Sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e isto é tudo, é sobretudo a lei, dessa infinita highway… Quando eu vivia e morria na cidade, eu não tinha nada, nada a temer, mas eu tinha medo, medo desta estrada, olhe só! veja você… Quando eu vivia e morria na cidade, eu tinha de tudo, tudo ao meu redor, mas tudo que eu sentia era que algo me faltava, e, à noite, eu acordava banhado em suor… Não queremos lembrar o que esquecemos, nós só queremos viver, não queremos aprender o que sabemos, não queremos nem saber, sem motivos, nem objetivos, estamos vivos e é só, só obedecemos a lei, da infinita highway… Escute garota, o vento canta uma canção, dessas que a gente nunca canta sem razão, me diga, garota: “Será a estrada uma prisão?”, eu acho que sim, você finge que não, mas nem por isso ficaremos parados, com a cabeça nas nuvens e os pés no chão… Tudo bem, garota, não adianta mesmo ser livre, se tanta gente vive sem ter como viver… Estamos sós e nenhum de nós sabe onde quer chegar… Estamos vivos sem motivos, que motivos temos pra estar? Atrás de palavras escondidas, nas entre linhas do horizonte desta highway, silenciosa highway… “Eu vejo um horizonte trêmulo, eu tenho os olhos úmidos”, “Eu posso estar completamente enganado, posso estar correndo pro lado errado”, mas “A dúvida é o preço da pureza”, e é inútil ter certeza… Eu vejo as placas dizendo “Não corra”, “Não morra”, “Não fume”… “Eu vejo as placas cortando o horizonte, elas parecem facas de dois gumes”… Minha vida é tão confusa quanto a América Central, por isso não me acuse de ser irracional… Escute garota, façamos um trato, “Você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato”… Eu posso ser um Beatle, um beatnik, ou um bitolado, mas eu não sou ator, eu não tô à toa do teu lado… Por isso garota façamos um pacto, de não usar a highway pra causar impacto… Cento e dez, cento e vinte, cento e sessenta… Só pra ver até quando o motor aguenta… Na boca, em vez de um beijo, um chiclet de menta, e a sombra de um sorriso que eu deixei… Numa das curvas da highway…” (Engenheiros do Hawaii – Infinita Highway – Comp.: Humberto Gessinger)

“… Eu que falei nem pensar, agora me arrependo, roendo as unhas, frágeis testemunhas de um crime sem perdão… Mas eu falei nem pensar, coração na mão, como um refrão de um bolero, eu fui sincero como não se pode ser… E um erro assim, tão vulgar, nos persegue a noite inteira, e quando acaba a bebedeira, ele consegue nos achar… Num bar, com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro, e uma cara embriagada no espelho do banheiro… Ana, teus lábios são labirintos, Ana… Que atraem os meus instintos mais sacanas… E o teu olhar sempre distante sempre me engana… Eu entro sempre na tua dança de cigana… Eu que falei nem pensar, agora me arrependo, roendo as unhas, frágeis testemunhas de um crime sem perdão… Mas eu falei nem pensar, coração na mão, como um refrão de um bolero, eu fui sincero como não se pode ser… E um erro assim, tão vulgar, nos persegue a noite inteira, e quando acaba a bebedeira, ele consegue nos achar… Num bar, com um vinho barato, um cigarro no cinzeiro, e uma cara embriagada no espelho do banheiro… Ana, teus lábios são labirintos, Ana… Que atraem os meus instintos mais sacanas… E o teu olhar sempre distante sempre me engana… É o fim do mundo todo dia da semana… Ana, teus lábios são labirintos, Ana… Que atraem os meus instintos mais sacanas… E o teu olhar sempre distante sempre me engana… É o fim do mundo todo dia da semana…” (Engenheiros do Hawaii – Refrão de bolero – Comp.: Humberto Gessinger)

“Trate com afabilidade a todos. O vizinho que senta a seu lado na condução não é seu inimigo, nem seu concorrente. Trata-se, sempre, de seu ir- mão, a quem você precisa acolher com simpatia. Não procure brigar, com ele, para conquistar maior conforto: Dê você mais conforto a ele. Mesmo insensivelmente, você receberá de volta as vibrações de gratidão de seu coração.” (Minutos de Sabedoria Pg. 023)

Bom dia pessoal,

Aproximadamente 2,2 mil policiais irão trabalhar na Lavagem do Bonfim, primeira grande festa popular do calendário baiano de 2014, na próxima quinta-feira (16). O policiamento, feito pela Polícia Militar, por meio de patrulhas, postos elevados de observação, barreiras de trânsito, viaturas, motocicletas, cavalos e helicóptero, começa às 6h da quinta-feira e só termina às 7h do dia seguinte.

O patrulhamento, que serve também como teste para o Carnaval de Salvador, será feito ao longo dos oito quilômetros do percurso (da Conceição da Praia ao Largo do Bonfim) e nos bairros adjacentes ao cortejo. Duas plataformas elevadas de observação (com câmeras) serão utilizadas e transmitirão, através da rede de fibra ótica, dados on line para o Centro Integrado de Comando e Controle, no Parque Tecnológico da Bahia, em Salvador.
Unidades especializadas

Reforçarão as abordagens nos principais corredores de tráfego de acesso ao trajeto do cortejo integrantes do Comando de Policiamento Especializado (CPE), do Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças, do Batalhão de Apoio Operacional e de companhias que fazem o policiamento da área (16ª CIPM), entre outras.

Participarão ainda equipes das unidades especializadas, a exemplo do Esquadrão de Polícia Montada, Esquadrão de Motociclistas Águia, Rondas Especiais (Rondesp) e Operações Gêmeos e Apolo. O Grupamento de Bombeiros também atuará com equipes preparadas para atuar em operações de busca e salvamento.
Polícia Civil

A Polícia Civil colocará investigadores infiltrados no desfile e estará presente nos três postos de policiamento – um na Conceição da Praia e os outros dois no Bonfim. A 3ª Delegacia Territorial (Dendezeiros) e a Delegacia de Proteção ao Turista (Pelourinho) terão reforço no efetivo para garantir atendimento rápido.

Completam o esquema de segurança da Polícia Civil um ‘carro presídio’, disponível no trajeto da festa, e o Complexo Policial dos Barris, onde ficará custodiado quem for preso em flagrante.
Fonte: Secom/Bahia

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Correio do Brasil. Vale a pena conferir:
Potencial econômico dos Brics é inegável – Apesar de a economia dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ter cambaleado durante 2013, ignorar ou recusar esse bloco seria uma sandice. Apesar de a economia dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) ter cambaleado durante 2013, ignorar ou recusar esse bloco, colocado no outro lado dos Estados Unidos, seria um erro monumental porque seu potencial é inegável e incontido.

http://correiodobrasil.com.br/economia-4/potencial-de-economia-dos-brics-e-inegavel-e-incontido/676822/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140113

América Latina – O fim de um ciclo – Ao se completarem dez meses da morte de Hugo Chávez, o panorama que se vislumbra na América Latina é desanimador. A Venezuela “cria cuervos”, agarrada com a elite financeira do país que põe a economia no chão.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/opiniao/america-latina-o-fim-de-um-ciclo/676853/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140113

Sistemas de alerta contra enchentes se espalham por 16 cidades do Rio – Três anos após o maior desastre natural da história do país, um sistema de monitoramento de chuvas e rios e de alertas de desocupação emergencial de áreas de risco vem se fortalecendo e já se expandiu para 16 cidades do Estado, além da capital. As chuvas iniciadas em 12 de janeiro de 2011 na região serrana do Rio deixaram um total de 918 mortos, em cidades como Nova Friburgo, Petrópolis e Teresópolis.

http://correiodobrasil.com.br/noticias/rio-de-janeiro/sistemas-de-alerta-contra-enchentes-se-espalham-por-16-cidades-do-rio/676811/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140113

Tratamento genético leva esperança aos doentes de Parkinson – Um novo tratamento genético permite “melhoras no controle de movimento” para os doentes de Parkinson, um transtorno neurodegenerativo que afeta mais de seis milhões de pessoas no mundo, publicou a revista britânica The Lancet. Um grupo de pesquisadores franceses, liderado por Stéphane Palfi, professor do Hospital Universitário Henri-Mondon de Créteil (França), realizaram o novo tratamento em 15 pacientes com a doença de Parkinson em nível avançado, com idades entre 48 e 65 anos que não respondiam aos tratamentos convencionais.

http://correiodobrasil.com.br/ultimas/tratamento-genetico-leva-esperanca-aos-doentes-de-parkinson/676801/?utm_source=newsletter&utm_medium=email&utm_campaign=b20140113

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/14/trabalhando-com-poesia-561

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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A Casa Branca Nau Preta
Estou reclinado na poltrona, é tarde, o Verão apagou-se…
Nem sonho, nem cismo, um torpor alastra em meu cérebro…
Não existe manhã para o meu torpor nesta hora…
Ontem foi um mau sonho que alguém teve por mim…
Há uma interrupção lateral na minha consciência…
Continuam encostadas as portas da janela desta tarde
Apesar de as janelas estarem abertas de par em par…
Sigo sem atenção as minhas sensações sem nexo,
E a personalidade que tenho está entre o corpo e a alma…

Quem dera que houvesse
Um terceiro estado pra alma, se ela tiver só dois…
Um quarto estado pra alma, se são três os que ela tem…
A impossibilidade de tudo quanto eu nem chego a sonhar
Dói-me por detrás das costas da minha consciência de sentir…

As naus seguiram,
Seguiram viagem não sei em que dia escondido,
E a rota que devem seguir estava escrita nos ritmos,
Os ritmos perdidos das canções mortas do marinheiro de sonho…

Árvores paradas da quinta, vistas através da janela,
Árvores estranhas a mim a um ponto inconcebível à consciência de as estar vendo,
Árvores iguais todas a não serem mais que eu vê-las,
Não poder eu fazer qualquer coisa gênero haver árvores que deixasse de doer,
Não poder eu coexistir para o lado de lá com estar-vos vendo do lado de cá.
E poder levantar-me desta poltrona deixando os sonhos no chão…

Que sonhos? … Eu não sei se sonhei … Que naus partiram, para onde?
Tive essa impressão sem nexo porque no quadro fronteira
Naus partem — naus não, barcos, mas as naus estão em mim,
E é sempre melhor o impreciso que embala do que o certo que basta,
Porque o que basta acaba onde basta, e onde acaba não basta,
E nada que se pareça com isto devia ser o sentido da vida…

Quem pôs as formas das árvores dentro da existência das árvores?
Quem deu frondoso a arvoredos, e me deixou por verdecer?

Onde tenho o meu pensamento que me dói estar sem ele,
Sentir sem auxílio de poder para quando quiser, e o mar alto
E a última viagem, sempre para lá, das naus a subir…

Não há, substância de pensamento na matéria de alma com que penso …
Há só janelas abertas de par em par encostadas por causa do calor que já não faz,
E o quintal cheio de luz sem luz agora ainda-agora, e eu.

Na vidraça aberta, fronteira ao ângulo com que o meu olhar a colhe
A casa branca distante onde mora… Fecho o olhar…
E os meus olhos fitos na casa branca sem a ver
São outros olhos vendo sem estar fitos nela a nau que se afasta.
E eu, parado, mole, adormecido,
Tenho o mar embalando-me e sofro…

Aos próprios palácios distantes a nau que penso não leva.
As escadas dando sobre o mar inatingível ela não alberga.
Aos jardins maravilhosos nas ilhas inexplícitas não deixa.
Tudo perde o sentido com que o abrigo em meu pórtico
E o mar entra por os meus olhos o pórtico cessando.

Caia a noite, não caia a noite, que importa a candeia
Por acender nas casas que não vejo na encosta e eu lá?

Úmida sombra nos sons do tanque noturna sem lua, as rãs rangem,
Coaxar tarde no vale, porque tudo é vale onde o som dói.

Milagre do aparecimento da Senhora das Angústias aos loucos,
Maravilha do enegrecimento do punhal tirado para os atos,
Os olhos fechados, a cabeça pendida contra a coluna certa,
E o mundo para além dos vitrais paisagem sem ruínas…

A casa branca nau preta…
Felicidade na Austrália…

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa

A Fernando Pessoa (Depois de ler seu drama estático “O marinheiro” em “Orfeu I”)

Depois de doze minutos
Do seu drama O Marinheiro,
Em que os mais ágeis e astutos
Se sentem com sono e brutos,
E de sentido nem cheiro,
Diz rima das veladoras
Com langorosa magia
De eterno e belo há apenas o sonho.
Por que estamos nós falando ainda?

Ora isso mesmo é que eu ia
Perguntar a essas senhoras…

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa

A Frescura

Ah a frescura na face de não cumprir um dever!
Faltar é positivamente estar no campo!
Que refúgio o não se poder ter confiança em nós!
Respiro melhor agora que passaram as horas dos encontros,
Faltei a todos, com uma deliberação do desleixo,
Fiquei esperando a vontade de ir para lá, que’eu saberia que não vinha.
Sou livre, contra a sociedade organizada e vestida.
Estou nu, e mergulho na água da minha imaginação.
E tarde para eu estar em qualquer dos dois pontos onde estaria à mesma hora,
Deliberadamente à mesma hora…
Está bem, ficarei aqui sonhando versos e sorrindo em itálico.
É tão engraçada esta parte assistente da vida!
Até não consigo acender o cigarro seguinte… Se é um gesto,
Fique com os outros, que me esperam, no desencontro que é a vida.

Álvaro de Campos, in “Poemas”
Heterónimo de Fernando Pessoa

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