Trabalhando com Poesia

“… Discutir o cangaço com liberdade, é saber da viola, da violência, descobrir nos cabelos inocência, é saber da fatal fertilidade… Descobrir a cidade na natureza, descobrir a beleza dessa mulher, descobrir o que der boniteza, na peleja do homem que vier, quando vier… Descobrir no bagaço dos engenhos, no melaço da cana mais um beijo, descobrir os desejos que não tem cura, saracura do brejo na novena… Descobrir a serena da natureza, descobrir a beleza dessa mulher, descobrir o que der boniteza, na peleja do homem que vier, quando vier… Quando vier… Quando vier… Descobrir no bagaço dos engenhos, no melaço da cana mais um beijo, descobrir os desejos que não tem cura, saracura do brejo na novena… Descobrir a serena da natureza, descobrir a beleza dessa mulher, descobrir o que der boniteza, na peleja do homem que vier, quando vier… Quando vier… Quando vier…” (Zé Ramalho – Banquete dos signos – Comp.: Zé Ramalho)

“… As borboletas estão voando, a dança louca das borboletas… Quem vai voar, não quer dançar, só quer voar, avoar… Quem vai voar, não quer dançar, só quer voar, avoar… E as borboletas estão girando, estão virando a sua cabeça, quem vai girar, não quer cair, só quer girar, não caia!… Quem vai girar, não quer cair, só quer girar, não caia!… E as borboletas estão invadindo os apartamentos, cinemas e bares, esgotos e rios, e lagos, e mares… Em um rodopio de arrepiar, derrubam janelas e portas de vidro, escadas rolantes e nas chaminés… Se sentam e pousam, em meio à fumaça, de um arco-íris, se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… E as borboletas estão invadindo os apartamentos, cinemas e bares, esgotos e rios, e lagos, e mares… Em um rodopio de arrepiar, derrubam janelas e portas de vidro, escadas rolantes e nas chaminés… Se sentam e pousam, em meio à fumaça, de um arco-íris, se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é… Se sabe o que é…” (Zé Ramalho – A dança das borboletas – Comp.: Zé Ramalho e Alceu Valença)

“… Foi um tempo que o tempo não esquece, que os trovões eram roucos de se ouvir, todo um céu começou a se abrir, numa fenda de fogo que aparece… O poeta inicia sua prece, ponteando em cordas e lamentos, escrevendo seus novos mandamentos, na fronteira de um mundo alucinado… Cavalgando em martelo agalopado e viajando com loucos pensamentos… Cavalgando em martelo agalopado e viajando com loucos pensamentos… Sete botas pisaram no telhado, sete léguas comeram-se assim, sete quedas de lava e de marfim, sete copos de sangue derramado, sete facas de fio amolado, sete olhos atentos encerrei, sete vezes eu me ajoelhei, na presença de um ser iluminado, como um cego fiquei tão ofuscado, ante o brilho dos olhos que olhei… Como um cego fiquei tão ofuscado, ante o brilho dos olhos que olhei… Pode ser que ninguém me compreenda, quando digo que sou visionário, pode a bíblia ser um dicionário, pode tudo ser uma refazenda, mas a mente talvez não me atenda, se eu quiser novamente retornar, para o mundo de leis me obrigar a lutar pelo erro do engano, eu prefiro um galope soberano, à loucura do mundo me entregar… Eu prefiro um galope soberano, à loucura do mundo me entregar…” (Zé Ramalho – Canção agalopada – Comp.: Zé Ramalho)

“… Quanto o tempo o coração leva pra saber, que o sinônimo de amar é sofrer? No aroma de amores pode haver espinhos, é como ter mulheres e milhões e ser sozinho… Na solidão de casa, descansar, o sentido da vida, encontrar. Ninguém pode dizer onde a felicidade está… O amor é feito de paixões, e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar… Quem ama nunca sente medo de contar os seus segredos, sinônimo de amor é amar… Quem revelará o mistério que tem a fé? E quantos segredos traz o coração de uma mulher? Como é triste a tristeza mendigando um sorriso, um cego procurando a luz na imensidão do paraíso, quem tem amor na vida, tem sorte… Quem na fraqueza sabe ser bem mais forte… Ninguém sabe dizer onde a felicidade está… O amor é feito de paixões, e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar… Quem ama nunca sente medo de contar os seus segredos, sinônimo de amor é amar… O amor é feito de paixões, e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar… Quem ama nunca sente medo de contar os seus segredos, sinônimo de amor é amar… Quem revelará o mistério que tem a fé? E quantos segredos traz o coração de uma mulher? Como é triste a tristeza mendigando um sorriso. Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso… Sinônimo de amor é amar… Sinônimo de amor é amar… Quem revelará o mistério que tem a fé? E quantos segredos traz o coração de uma mulher? Como é triste a tristeza mendigando um sorriso. Um cego procurando a luz na imensidão do paraíso… … O amor é feito de paixões, e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar… Quem ama nunca sente medo de contar os seus segredos, sinônimo de amor é amar… … O amor é feito de paixões, e quando perde a razão, não sabe quem vai machucar… Quem ama nunca sente medo de contar os seus segredos, sinônimo de amor é amar… Sinônimo de amor é amar… Sinônimo de amor é amar…” (Zé Ramalho – Sinônimos – Comp.: Zé Ramalho/Chitãozinho e Xororó)

“Visite os pobres e enfermos. Pelo menos uma vez por se mana dedique algumas horas a consolar um coração aflito. O consolo que você levar, mesmo com sacrifício de sua parte, é a garantia de que está cumprindo um dever de cristão e de homem. Não espere que o procurem, para agir fraternalmente, amparando os fracos e confortando os tristes. Nem pense que você está dando mais do que recebe: quem consola um coração triste, na realidade recebe muito mais do que dá.” (Minutos de Sabedoria Pg. 028)

Bom dia pessoal,

Hoje é o dia nacional de combate à Intolerância Religiosa. Atitude contra a qual, pessoas de todas as religiões devem combater. A liberdade de professar a sua fé é um direito inalienável de todo (a) brasileiro (a).

Uma forma de preservar as tradições, idiomas, conhecimentos e valores dos primeiros negros africanos escravizados trazidos para o Brasil, as religiões de matriz africana foram incorporadas à cultura brasileira e se tornaram uma importante característica da identidade nacional. Entretanto, o racismo ainda tenta impedir o culto à ancestralidade negra tornando seus adeptos vítimas recorrentes do preconceito e da intolerância.

http://www.palmares.gov.br/2014/01/21-de-janeiro-dia-nacional-de-combate-a-intolerancia-religiosa/

Com o crescimento da diversidade religiosa no Brasil é verificado um crescimento da intolerância religiosa, tendo sido criado até mesmo o Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa (21 de janeiro) por meio da Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, sancionada pelo presidente Luis Inácio Lula da Silva, o que foi um reconhecimento do próprio Estado da existência do problema. – A Constituição prevê a liberdade de religião e a Igreja e o Estado estão oficialmente separados, sendo o Brasil um Estado laico. A legislação brasileira proíbe qualquer tipo de intolerância religiosa, sendo a prática religiosa geralmente livre no país. Segundo o “Relatório Internacional de Liberdade Religiosa de 2005”, elaborado pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, a “relação geralmente amigável entre religiões contribui para a liberdade religiosa” no Brasil.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Intolerância_religiosa_no_Brasil

Inscrições para adesão à 7ª etapa do Topa podem ser feitas até 31 de janeiro (Via Secom – Comunicação Bahia) – A Secretaria da Educação do Estado da Bahia está com inscrições abertas até 31 de janeiro, para a adesão das prefeituras municipais e/ou entidades dos movimentos sociais e sindicais à sétima etapa do programa Todos pela Alfabetização (Topa). Este é o maior programa de alfabetização de jovens, acima dos 15 anos, adultos e idosos, em andamento no País e visa garantir a estas pessoas, oportunidades necessárias à apropriação da leitura e da escrita. Desde que foi criado, em 2007, o Topa já alfabetizou mais de 1,1 milhão de pessoas em 407 municípios baianos.

http://www.comunicacao.ba.gov.br/noticias/2014/01/20/inscricoes-para-a-adesao-a-7a-etapa-do-topa-podem-ser-feitas-ate-31-de-janeiro

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

A EMENDA PARLAMENTAR E O CLIENTELISMO POLÍTICO Trata-se de uma prática funesta, clientelística, deseducadora da política democrática e republicana e, cada vez mais, estimuladora da corrupção. Por Raul Pont na Carta Maior – A figura da emenda parlamentar do Orçamento da União é recente como prática congressual. Historicamente, os parlamentares encaminhavam ou buscavam influenciar obras e serviços nos ministérios e junto ao governo. Constituía-se num clientelismo restrito, uma influência exercida para “atender às reivindicações” regionais e locais, mas já possuía o sentido clássico do deputado ou do senador “despachante”, que consegue as “obras” de que a população precisa em troca de apoio ao governo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13095

Beto Almeida: O oposicionismo impresso e a urgência da democratização informativa – No finalzinho de 2013, o jornalista Eugenio Bucci, editorialista do Estadão, escreveu artigo rejeitando a tese que considera a atuação da mídia comercial brasileira hoje, a imprensa em particular, como “um partido de oposição”. O texto de Bucci já recebeu brilhante crítica do jornalista e professor Gabriel Priolli, publicada no Viomundo. Como o tema é muito vasto, além dos argumentos cristalinos levantados por Priolli, os quais endosso, cabem outros olhares

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=aa25a165a029282652901f835f9f83b5&cod=13108

Solidariedade a Genoino derrota o PIG, Por Altamiro Borges – Em mensagem divulgada na noite deste sábado (18), a família de José Genoino, ex-deputado e ex-presidente nacional do PT condenado pelo STF no midiático julgamento do chamado mensalão, informa “a todos que estão acompanhando a nossa luta coletiva para o pagamento da multa imposta injustamente: conseguimos o valor necessário! Essa é uma vitória não nossa, mas de todos aqueles que não querem se calar diante das injustiças, de todos os que sabem que a história de José Genoino sempre esteve relacionada apenas à luta por causas, sonhos e projetos coletivos… Em nome da luta de José Genoino, o nosso muito obrigado pela compreensão. Continuamos a luta pela justiça e verdade”.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=3e55526969e8df9ffaefe69d1d590825&cod=13110

Cuba se prepara para um encontro histórico – Preparam condições no Pabexpo para cúpula da América Latina e Caribe – A poucos dias da 2ª Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e do Caribe (Celac) preparam-se as condições no Pabexpo, sede do encontro. A televisão cubana destacou que se instala um moderno equipamento técnico que vai garantir as transmissões ao vivo das reuniões e outras atividades relacionadas com a importante reunião regional.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=571df53e6b6fc55ba413313a42bb4cf5&cod=13096

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/21/trabalhando-com-poesia-565

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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Há metafísica bastante em não pensar em nada – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

O que penso eu do mundo?
Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.

Que ideia tenho eu das cousas?
Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?
Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).

O mistério das cousas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas cousas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.

Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?

«Constituição íntima das cousas»…
«Sentido íntimo do Universo»…
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em cousas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.

Pensar no sentido íntimo das cousas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.
O único sentido íntimo das cousas
É elas não terem sentido íntimo nenhum.

Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!

(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as cousas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)

Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.

Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.

E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?),
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
E que os pés dos pobres me estivessem pisando…

Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira…

Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo…

Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse…

Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena…

Se às vezes digo que as flores sorriem – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Se às vezes digo que as flores sorriem
E se eu disser que os rios cantam,
Não é porque eu julgue que há sorrisos nas flores
E cantos no correr dos rios…
É porque assim faço mais sentir aos homens falsos
A existência verdadeiramente real das flores e dos rios.

Porque escrevo para eles me lerem sacrifico-me às vezes
À sua estupidez de sentidos…
Não concordo comigo mas absolvo-me,
Porque só sou essa cousa séria, um intérprete da Natureza,
Porque há homens que não percebem a sua linguagem,
Por ela não ser linguagem nenhuma.

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