Trabalhando com Poesia

“… Atenção artilheiro! Três salvas de tiros de canhão, em honra aos mortos da Ilha da Ilusão, durante a última revolução do coração e da paixão… Apontar a estibordo… Fogo!… Você é a orquídea negra, que brotou da máquina selvagem, e o anjo do impossível plantou como nova paisagem… E o anjo do impossível plantou como nova paisagem… Você é a dor do dia a dia… Você é a dor da noite à noite… Você é a flor da agonia, a chibata, o chicote e o açoite… Você é a flor da agonia, a chibata, o chicote e o açoite… Lá fora ecoa a ventania, e os ventos arrastam vendavais, do que foi, do que seria, do que nunca volta jamais… Do que foi, do que seria, do que nunca volta jamais… Parece até a própria tragédia grega, da mais profunda melancolia, parece a bandeira negra, da loucura e da pirataria… Parece a bandeira negra, da loucura e da pirataria… Atenção, artilheiro! Três salvas de tiros de canhão, em honra aos mortos da Ilha da Ilusão, durante a última revolução do coração e da paixão… Apontar a estibordo… Fogo!… Fogo!… Fogo!…” (Zé Ramalho – Orquídea Negra – Comp.: Jorge Mautner)

“… Quantos olhos você têm, pra me falar? Quantas bocas você diz a me olhar? Quantos dentes eram tristes? Quantos eram solidão? Outros eram diferentes, não nasceram para o chão… Quantos olhos você têm, pra me falar? Quantas bocas você diz a me olhar? Quantos dentes eram tristes? Quantos eram solidão? Outros eram diferentes, não nasceram para o chão… Claros pelos evidentes, nascerão em cada mão? Lívidos e conscientes, pelo vinho e pelo pão… Beijos de doce veneno, quero sim e quero não… Pelo fogo dos repentes, desafia o coração… Claros pelos evidentes, nascerão em cada mão? Lívidos e conscientes, pelo vinho e pelo pão… Beijos de doce veneno, quero sim e quero não… Pelo fogo dos repentes, desafia o coração…” (Zé Ramalho & Amelinha – Pelo vinho e pelo pão– Comp.: Zé Ramalho)

“… Montado no meu cavalo pégaso me leve além daquilo que me convém, relançar pelo que falo, bebendo pelo gargalo, enchentes e ribeirões… Na terra tem mil vulcões, no tempo só tem espaço, nada digo e tudo faço, viajo nas amplidões… Por entre pedras e rios, planetas e hemisférios, há poderes e impérios, há sérios homens e fios, há beijos que são macios, há bocas e palavrões, há facas e cinturões, há dor e muito cansaço, nada digo e tudo faço, viajo nas amplidões… Bem no tempo do estio, no inverno e no verão, no eixo e na rotação, no plano que lhe envio, nos deuses em quem confio, no poder das orações, no sangue desses canhões, no cabelo e no cangaço, nada digo e tudo faço, viajo nas amplidões… Conheço tantos caminhos, retenho preso na mão, as chaves da viração, das aves que não têm ninhos, das uvas que não dão vinhos, dos erros das intenções, do fogo desses dragões, do pau do ferro e do aço, nada digo e tudo faço, viajo nas amplidões…” (Zé Ramalho & Amelinha – Mote das amplidões– Comp.: Zé Ramalho)

“… De onde vem essa mania de saber, como é bom quando estou perto de você? Parece o mundo que acabou de começar, num movimento de paixão e de silêncio… De onde foi que essa estrela apareceu? Que oceano ou que céu iluminou?… A minha estrada, tão comprida, vai chegar ao seu final, quando abraçar você… Só agora compreendi que o caminho que segui, veio dar na sua porta de luz… Tudo agora está tão fácil e seguro para nós, minha voz está bem dentro da sua… Se for buscar aquele sonho, eu vou para provar, que amo só você… A minha estrada, tão comprida, vai chegar ao seu final, quando abraçar você… Só agora compreendi que o caminho que segui, veio dar na sua porta de luz… Tudo agora está tão fácil e seguro para nós, minha voz está bem dentro da sua… Se for buscar aquele sonho, eu vou para provar, que amo só você…” (Zé Ramalho & Zélia Duncan– Porta de luz – Comp.: Zé Ramalho)

“…Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo… Um país que crianças elimina, que não ouve o clamor dos esquecidos, onde nunca os humildes são ouvidos, e uma elite sem Deus é quem domina, que permite um estupro em cada esquina, e a certeza da dúvida infeliz, onde quem tem razão baixa a cerviz, eE massacram – se o negro e a mulher… Pode ser o país de quem quiser, mas não é, com certeza, o meu país… Um país onde as leis são descartáveis, por ausência de códigos corretos, com quarenta milhões de analfabetos e maior multidão de miseráveis… Um país onde os homens confiáveis, não têm voz, não têm vez, nem diretriz, mas, corruptos têm voz e vez e bis, e o respaldo de estímulo incomum… Pode ser o país de qualquer um, mas não é com certeza o meu país… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo…Um país que perdeu a identidade, sepultou o idioma português, aprendeu a falar pornofonês, aderindo à global vulgaridade… Um país que não tem capacidade de saber o que pensa e o que diz, que não pode esconder a cicatriz de um povo de bem que vive mal, pode ser o país do carnaval, mas, não é com certeza o meu país… Um país que seus índios discrimina, e as ciências e as artes não respeita, um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da medicina… Um país onde escola não ensina e hospital não dispõe de raio-x, onde a gente dos morros é feliz, se tem água de chuva e luz do sol… Pode ser o país do futebol, mas não é com certeza o meu país… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo… Um país que é doente e não se cura, quer ficar sempre no terceiro mundo, que do poço fatal chegou ao fundo, sem saber emergir da noite escura… Um país que engoliu a compostura, atendendo a políticos sutis, que dividem o brasil em mil brasis, pra melhor assaltar de ponta a ponta… Pode ser o país do faz-de-conta, mas, não é com certeza o meu país… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, faz de conta que sou mudo… Tô vendo tudo, tô vendo tudo, mas, fico calado, calado? Mas, to vendo tudo…” (Zé Ramalho – O meu País – Comp.: Livardo Alves – Orlando Tejo – Gilvan Chaves)

“Não transforme sua prece em petitório insistente! “O Pai sabe aquilo de que necessitamos, mesmo antes de pedirmos”. Quando quiser alguma coisa para si, peça-o também para os outros, para todos os que estiverem nas mesmas condições. No momento da prece, evite o egoísmo. A prece é a melhor ocasião de demonstrarmos nosso amor. E pedindo para todos, com amor, seremos os primeiros a receber o benefício. Quem acende uma luz, é o primeiro a iluminar-se.” (Minutos de Sabedoria Pg. 030)

Bom dia pessoal,

Completaram-se ontem 90 anos da morte de Lenin. Sobre essa passagem, Ricardo Costa, membro do Comitê Central do PCB publicou o seguinte texto: “90 anos depois: Lênin e a herança da luta revolucionária” – Neste 21 de janeiro de 2014, completam-se 90 anos da morte de Vladimir Ilyitch Ulianov, codinome Lênin, sem dúvida a maior figura histórica do século XX, por ter sido a principal liderança da Revolução Socialista de 1917 na Rússia,
o acontecimento histórico de maior importância do século passado. A Revolução Bolchevique abalou as estruturas da sociedade capitalista, ao inaugurar a primeira grande experiência socialista da história e passar a assombrar as mentes burguesas como um fantasma, lembrando sempre que a vitória dos trabalhadores contra o Estado capitalista havia se transformado numa realidade num país e numa possibilidade ameaçadora no resto do mundo.

Era o exemplo que faltava aos trabalhadores de todos os países, para animar as lutas contra a exploração capitalista e em favor da alternativa socialista. Se, no processo de construção do Estado soviético, foram vivenciadas inúmeras dificuldades, muitos erros foram cometidos e, devido à conjunção de variados fatores, esta experiência acabou derrotada ao final do século XX, fica para a História a herança dos muitos acertos na tentativa de edificação de um poder genuinamente operário e, acima de tudo, fica a herança do pensamento e das ações de Lênin, cuja obra teórica e política tem muito a nos dizer nos dias atuais.

http://www.pcb.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=7014:90-anos-depois-lenin-e-a-heranca-da-luta-revolucionaria&catid=42:comunistas

Confira a Biografia de Lenin:

Os clubes baianos voltaram a campo na noite de ontem. O Vitória da Conquista, após estrear perdendo, empatou em 2×2 com o CSA/AL. Já a equipe de Canabrava enfrentou o Confiança /SE, em Aracaju, vencendo a partida por 3×1. O esquadrão de aço enfrentou na Fonte Nova o time do Santa Cruz/PE e empatou em 1×1. Times voltam a campo na noite do próximo sábado.

Na nossa sugestão de leitura de hoje alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

AS RELAÇÕES ENTRE DANTAS E GILMAR MENDES, Por Alisson Matos, no blog Conversa Afiada: Na noite desta terça-feira (21), com transmissão ao vivo, via TVT, pelo Conversa Afiada, o jornalista Rubens Valente, autor do livro Operação Banqueiro, concedeu entrevista a blogueiros sujos, no Barão de Itararé. Com mediação do jornalista Leandro Fortes, participaram da sabatina Paulo Henrique Amorim, Geórgia Pinheiro, Palmério Dória, Luiz Carlos Azenha, Altamiro Borges, Amaury Ribeiro Jr, entre outros.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13120

Mais de 6 mil páginas de documentos relatam abusos de padres contra crianças nos EUA – Papéis revelados nesta terça pela Arquidiocese de Chicago, a terceira maior do país, envolvem pelo menos 30 sacerdotes, Opera Mundi – Após um acordo judicial, a Arquidiocese de Chicago divulgou nesta terça-feira (21/01) mais de seis mil páginas de documentos sobre abusos sexuais cometidos por religiosos contra menores de idade e a omissão da Igreja nos casos. Ela é a terceira maior dos Estados Unidos e os papeis se referem a pelo menos 30 sacerdotes.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=035042d40726e6ace259bef71f0acb03&cod=13118

Mainardi paga mico na Globo News, Por Eduardo Guimarães, no Blog da Cidadania: Espalhou-se pela internet entrevista que a empresária paulista Luiza Helena Trajano Inácio Rodrigues, atual presidente da rede de varejo Magazine Luiza, concedeu ao programa Manhattan Connection, da Globo News, e que foi ao ar na noite do último domingo.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=401fd95bf6799fe9dad285c30f898cac&cod=13116

Sérgio Mattos: Os desafios das novas diretrizes do Curso de Jornalismo – “As diretrizes concentram-se em dois aspectos fundamentais: o perfil do jornalista e suas competências profissionais, sendo que o desafio principal é a qualidade do curso e a formação humanística”, avalia o professor. “De acordo com dados estatísticos do Ministério da Educação – MEC, existem 546 cursos de Jornalismo no país, sendo que, destes, 463 são oferecidos por instituições privadas. Na primeira década deste milênio ocorreu uma proliferação de cursos, que foram criados sem que a maioria deles possuísse um corpo docente capacitado e qualificado (com mestres e doutores), o que acabou contribuindo para a queda da qualidade dos cursos e, por consequência, do nível dos profissionais que chegavam ao mercado, completamente despreparados. Naturalmente que há instituições que primam pelo ensino de qualidade, o que não acontece com a maioria dos cursos existentes”, analisa o professor Sérgio Mattos.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d3952b85dfe9e8b3b9c453532beb7208&cod=13115

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/23/trabalhando-com-poesia-567

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta-feira abençoada por Deus e coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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Se depois de eu morrer – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia,
Não há nada mais simples
Tem só duas datas — a da minha nascença e a da minha morte.
Entre uma e outra cousa todos os dias são meus.

Sou fácil de definir.
Vi como um danado.
Amei as cousas sem sentimentalidade nenhuma.
Nunca tive um desejo que não pudesse realizar, porque nunca ceguei.
Mesmo ouvir nunca foi para mim senão um acompanhamento de ver.
Compreendi que as cousas são reais e todas diferentes umas das outras;
Compreendi isto com os olhos, nunca com o pensamento.
Compreender isto corri o pensamento seria achá-las todas iguais.

Um dia deu-me o sono como a qualquer criança.
Fechei os olhos e dormi.
Além disso, fui o único poeta da Natureza.

Num dia de verão – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Como quem num dia de Verão abre a porta de casa
E espreita para o calor dos campos com a cara toda,
Às vezes, de repente, bate-me a Natureza de chapa
Na cara dos meus sentidos,
E eu fico confuso, perturbado, querendo perceber
Não sei bem como nem o quê…

Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?

Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo…

Não me importo com as rimas – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Não me importo com as rimas. Raras vezes
Há duas árvores iguais, uma ao lado da outra.
Penso e escrevo como as flores têm cor
Mas com menos perfeição no meu modo de exprimir-me
Porque me falta a simplicidade divina
De ser todo só o meu exterior

Olho e comovo-me,
Comovo-me como a água corre quando o chão é inclinado,
E a minha poesia é natural como o levantar-se vento…

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