Trabalhando com Poesia

“…Sinais de que os tempos passaram, passaram e mudaram demais… Sinais de que tudo mudaram, viraram para frente e pra trás… Sinais de que não temos culpa de ficarmos assim, como simples mortais… Sinais de que não conhecemos o valor dessa vida voraz… Sinais no teu rosto cansado, calado, mesmo quando falais… Sinais de que vamos agora, na hora desse sonho audaz… Sinais de que ainda dá tempo de chamar tua irmã, que perdeu-se no tempo, de falar com a outra, com teu homem querido, teu ator preferido, quem mais?… Sinais de algum alienígena, que faz sobre os campos, sinais… Sinais que parimos um clone, capaz de sermos imortais… Sinais que marcaram teu corpo, que tiraram as mãos do destino que vais… Sinais de que ainda nascemos e não temos ao menos a paz!… Oh, oh, oh sinais!…” (Zé Ramalho – Sinais – Comp.: Zé Ramalho)

“… Não era pra ser assim, era pra ser bem melhor, não foi como nós planejamos, mas fugiu do nosso controle… E apesar de saber, que ainda quero ir além desses limites, que impedem o meu pensamento de se completar… Não passa de um além, ou há de ser um maior, daquilo que imaginamos, mas é tudo que tenho e dou-lhe, e afinal se querer a única explicação dos movimentos e mares, que vão consumindo aquela paixão… Aonde me viram não mais verão, os alquimistas e os anciões vão buscar, em teu olhar e me fitar… Não passa de uma ação, pra nunca mais revolver aquilo que não almejamos, e a sorte, voando, trancou-me no seu interior, e ainda deu-me mais alguém, onde vou descarregar tudo aquilo que tenho… Não era pra ser assim, era pra ser bem melhor, não foi como nós planejamos, mas fugiu do nosso controle… E apesar de saber, que ainda quero ir além desses limites, que impedem o meu pensamento de se completar… Não passa de um além, ou há de ser um maior, daquilo que imaginamos, mas é tudo que tenho e dou-lhe, e afinal se querer a única explicação dos movimentos e mares, que vão consumindo aquela paixão… Aonde me viram não mais verão, os alquimistas e os anciões vão buscar, em teu olhar e me fitar… Não passa de uma ação, pra nunca mais revolver aquilo que não almejamos, e a sorte, voando, trancou-me no seu interior, e ainda deu-me mais alguém, onde vou descarregar tudo aquilo que tenho…” (Zé Ramalho – Olhar alquimista – Comp.: Zé Ramalho)

“…Eu desço dessa solidão, espalho coisas sobre um Chão de Giz. Há meros devaneios tolos, a me torturar. Fotografias recortadas em jornais de folhas, amiúde!… Eu vou te jogar num pano de guardar confetes… Eu vou te jogar num pano de guardar confetes… Disparo balas de canhão, é inútil, pois existe um Grão-vizir. Há tantas violetas velhas, sem um colibri… Queria usar, quem sabe, uma camisa de força, ou de vênus… Mas não vou gozar de nós, apenas um cigarro, nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom… Agora pego um caminhão, na lona, vou a nocaute outra vez… Pra sempre fui acorrentado no seu calcanhar… Meus vinte anos de boy, that’s over, baby! Freud explica!… Não vou me sujar fumando apenas um cigarro, nem vou lhe beijar, gastando assim o meu batom… Quanto ao pano dos confetes, já passou meu carnaval… E isso explica porque o sexo é assunto popular… No mais estou indo embora!… No mais estou indo embora!… No mais estou indo embora!… No mais!…” (Zé Ramalho – Chão de Giz – Comp.: Zé Ramalho)

“…Um velho cruza a soleira, de botas longas, de barbas longas, de ouro o brilho do seu colar… Na laje fria onde coarava sua camisa e seu alforje de caçador… Oh meu velho e invisível, Avôhai… Oh meu velho e indivisível, Avôhai… Neblina turva e brilhante, em meu cérebro, coágulos de sol, amanita matutina e que transparente cortina, ao meu redor… Se eu disser que é mei sabido, você diz que é bem pior, e pior do que planeta quando perde o girassol… É o terço de brilhante, nos dedos de minha avó, e nunca mais eu tive medo da porteira, nem também da companheira que nunca dormia só… Avôhai! Avô e pai… Avôhai!… O brejo cruza a poeira, de fato existe um tom mais leve na palidez desse pessoal… Pares de olhos tão profundos, que amargam as pessoas que fitar… Mas que bebem sua vida, sua alma, na altura que mandar… São os olhos, são as asas, cabelos de Avôhai… Na pedra de turmalina e no terreiro da usina eu me criei… Voava de madrugada e na cratera condenada eu me calei… E se eu calei foi de tristeza, você cala por calar, mas e calado vai ficando, só fala quando eu mandar… Rebuscando a consciência, com medo de viajar, até o meio da cabeça do cometa, girando na carrapet, no jogo de improvisar… Entrecortando, eu sigo dentro a linha reta, eu tenho a palavra certa, pra doutor não reclamar… Avôhai!… Avôhai!…Avôhai!… Avôhai!…” (Zé Ramalho – Avohai – Comp.: Zé Ramalho)

Confira outros sucessos de Zé Ramalho:

“Veja, na criança, o futuro da humanidade. Mantenha-se, por isso, solidário com os trabalhos que visem a beneficiá-las. Lembre-se de que cada criança poderia ser um filho querido de seu coração. Colabore na recuperação das crianças desajustadas, sobretudo mediante seu exemplo “dignificante e nobre. Em todos os setores, a criança é sempre o futuro, e por isso precisa ser atentamente ajudada em suas necessidades.” (Minutos de Sabedoria Pg. 031)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chega e com ela a nossa sempre presente expectativa de momentos de lazer e de diversão junto aos nossos familiares.

Ontem a tarde, chegando em casa, me deparei com uma situação estranha: Cerca de seis meses após a instalação da massa asfáltica na principal artéria da Itinga (Avenida Fortaleza), a administração municipal surpreende a cidade com serviço de retirada de toda a malha e novo asfaltamento. Definitivamente alguma coisa está fora da ordem em Santo Amaro de Ipitanga.

Com tristeza recebemos ontem a notícia da morte com professor e amigo Antonio Vitor, o popular Vitinho. Figura leve, alegre por natureza, sempre com uma palavra de carinho e atenção aos que cruzavam seu caminho. Lembro da emoção que foi a sua presença numa plenária da campanha do atual vereador Paulo Aquino. Descanse em Paz Vitor. Que sua passagem seja tranquila e que o pai de todas as conceda caminhos de luz.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Carta Capital. Vale a pena conferir:

Ação da Polícia Civil na Cracolândia é “barbaridade inaceitável” – O secretário municipal de Direitos Humanos afirmou que, apesar de gerar preocupação, ação policial não impedirá continuidade da Operação de Braços Abertos – O secretário municipal de Direitos Humanos e Cidadania, Rogério Sottili, qualificou a ação da Polícia Civil ocorrida na tarde desta quinta-feira 23 na região da Cracolândia, no centro de São Paulo, como uma “barbaridade inaceitável”. Em entrevista a CartaCapital, Sottili também afirmou que a repressão policial não provocará alterações significativas na Operação de Braços Abertos, política da Prefeitura de redução de danos aos usuários de crack.

http://www.cartacapital.com.br/politica/acao-da-policia-civil-na-cracolandia-e-barbaridade-inaceitavel-557.html

Os “rolezinhos” e a transformação do capital social brasileiro – Com razão, aqueles que atribuem as causas dos rolezinhos ao governo federal do PT estão corretos. Longe de resumir a alta complexidade envolvida nessas dinâmicas, tanto as manifestações de junho e julho de 2013 quanto os recentes rolezinhos têm sua origem na mesma causa: a tentativa de redescoberta do capital social em um Brasil em transformação. Os programas sociais amplos iniciados no governo Lula da Silva, destinados a diminuir a desigualdade social extrema do nosso país, promoveram a entrada no mercado de consumo de uma parcela da sociedade que, até então, limitava-se aos gastos de sobrevivência típicos de uma sociedade materialista. A inclusão das sociedades C e D na lógica de mercado não apenas é um sinal de mudança radical da conformação social do Brasil, mas também um indicador de momentos de choque com as antigas classes beneficiárias do conforto característico da imobilidade social que aqui vigorava.

http://www.cartacapital.com.br/sociedade/os-rolezinhos-e-a-transformacao-do-capital-social-brasileiro-4074.html

Davos discute crescimento fraco e desigualdade – O Fórum Econômico Mundial de 2014 também deverá falar sobre a ameaça de fusão na internet, a situação no Oriente Médio – e a atual escassez de delegadas mulheres, Por Larry Elliott e Jill Treanor – Mais de 2.500 poderosos protagonistas da globalização se reúnem esta semana para seu conclave anual de quatro dias no alto da montanha, conscientes de que o mundo continua abalado pelos acontecimentos de meia década atrás. Quando o Fórum Econômico Mundial se reuniu em Davos (Suíça) no início de 2009, foi contra o pano de fundo do colapso do banco de investimentos norte-americano Lehman Brothers, poucos meses antes, e uma contração da atividade que levantou temores de uma segunda Grande Depressão. Desde então, as esperanças de um rápido retorno à normalidade foram esmagadas pela recuperação lenta, o serviço de reparo incompleto nos bancos, o aumento da desigualdade, crescente alienação política e preocupações sobre fatos climáticos extremos e fusão na internet.

http://www.cartacapital.com.br/internacional/davos-discute-crescimento-fraco-e-aumento-da-desigualdade-4735.html

Mais uma vez, família Perrella deve prestar contas – O senador Zezé Perrella (PDT-MG) é acusado de improbidade administrativa por contrato de sua empresa com o poder público – Um mês depois de se livrar do caso em que um helicóptero da Limeira Agropecuária foi apreendido com quase 500 quilos de pasta base de cocaína, a família do senador Zezé Perrella (PDT-MG), proprietária da empresa, está novamente com problemas com a Justiça. Atendendo pedido do Ministério Público Estadual, a Justiça de Minas decretou o bloqueio de bens e a quebra dos sigilos bancário e fiscal de integrantes da família e de ex-diretores da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig).

http://www.cartacapital.com.br/politica/mais-uma-vez-familia-perrella-deve-prestar-contas-7176.html

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/24/trabalhando-com-poesia-568

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail 2: oipa@uol.com.br
e-mail 3: apioptlf@yahoo.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
Blog: https://oipa2.wordpress.com
Twitter: http://www.twitter.com/a_vinagre
Facebook: http://www.facebook.com/apio.vinagre
Flickr: http://www.flickr.com/photos/a_vinagre
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9196573284471271823
Skype: a_vinagre1
Youtube: http://www.youtube.com/user/sobreviventeapio
Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

Há poetas que são artistas – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

E há poetas que são artistas
E trabalham nos seus versos
Como um carpinteiro nas tábuas!…

Que triste não saber florir!
Ter que pôr verso sobre verso, como quem constrói um muro
E ver se está bem, e tirar se não está!…
Quando a única casa artística é a Terra toda
Que varia e está sempre bem e é sempre a mesma.

Penso nisto, não como quem pensa, mas como quem respira,
E olho para as flores e sorrio…
Não sei se elas me compreendem
Nem se eu as compreendo a elas,
Mas sei que a verdade está nelas e em mim
E na nossa comum divindade
De nos deixarmos ir e viver pela Terra
E levar ao colo pelas Estações contentes
E deixar que o vento cante para adormecermos
E não termos sonhos no nosso sono.

Bendito seja o mesmo sol – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

Bendito seja o mesmo sol de outras terras
Que faz meus irmãos todos os homens
Porque todos os homens, um momento no dia, o olham como eu,
E nesse puro momento
Todo limpo e sensível
Regressam lacrimosamente
E com um suspiro que mal sentem
Ao homem verdadeiro e primitivo
Que via o Sol nascer e ainda o não adorava.
Porque isso é natural – mais natural
Que adorar o ouro e Deus
E a arte e a moral…

As quatro canções – Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa

As quatro canções que seguem
Separam-se de tudo o que eu penso,
Mentem a tudo o que eu sinto,
São do contrário do que eu sou…

Escrevi-as estando doente
E por isso elas são naturais
E concordam com aquilo que sinto,
Concordam com aquilo com que não concordam…
Estando doente devo pensar o contrário
Do que penso quando estou são.
(Senão não estaria doente),
Devo sentir o contrário do que sinto
Quando sou eu na saúde,
Devo mentir à minha natureza
De criatura que sente de certa maneira…
Devo ser todo doente — idéias e tudo.
Quando estou doente, não estou doente para outra cousa.

Por isso essas canções que me renegam
Não são capazes de me renegar
E são a paisagem da minha alma de noite,
A mesma ao contrário…

Anúncios
Esse post foi publicado em Livros e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s