Trabalhando com Poesia

“… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… Vem maluco, vem madame, vem Maurício, vem atriz pra comprar comigo… Vem maluco, vem madame, vem Maurício, vem atriz pra comprar comigo… Tô vendendo ervas que curam e acalmam… Tô vendendo ervas, que aliviam e temperam… Tô vendendo ervas que curam e acalmam… Tô vendendo ervas, que aliviam e temperam… Mas eu não sou autorizado, quando o Rappa chega, eu quase sempre escapo… Quem me fornece é que ganha mais, a clientela é vasta, eu sei!… Porque os remédios normais, nem sempre amenizam a pressão… Amenizam a pressão… Amenizam a pressão… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… Vem maluco, vem madame, vem Maurício, vem atriz pra comprar comigo… Vem maluco, vem madame, vem Maurício, vem atriz pra comprar comigo… Tô vendendo ervas que curam e acalmam… Tô vendendo ervas, que aliviam e temperam… Tô vendendo ervas que curam e acalmam… Tô vendendo ervas, que aliviam e temperam… Mas eu não sou autorizado, quando o Rappa chega, eu quase sempre escapo… Quem me fornece é que ganha mais, a clientela é vasta, eu sei!… Porque os remédios normais, nem sempre amenizam a pressão… Amenizam a pressão… Amenizam a pressão… Porque os remédios normais não amenizam… Pressão!… Porque os remédios normais não amenizam… Pressão! Porque os remédios normais não amenizam… Pressão! Porque os remédios normais não amenizam… Pressão! Porque os remédios normais não amenizam… Pressão! Porque os remédios normais não amenizam… Pressão! Porque os remédios normais não amenizam… Pressão! Porque os remédios normais não amenizam… Pressão!… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar… É dia de feira, quarta-feira, sexta-feira, não importa a feira… É dia de feira, quem quiser pode chegar…” (O Rappa – O Rappa – Comp.: Falcão / Lauro Farias / Marcelo Lobato / Marcelo Yuka / Xandão)


“… O nascimento de uma alma é coisa demorada, não é partido ou jazz em que se improvise, não é casa moldada, laje que suba fácil, a natureza da gente não tem disse me disse… O nascimento de uma alma é coisa demorada, não é partido ou jazz em que se improvise, não é casa moldada, laje que suba fácil, a natureza da gente não tem disse me disse… No balcão do botequim a prosa tá parada, não se fala da vida, não acontece nada… No balcão do botequim a prosa tá parada, não se fala da vida, não acontece nada… Se não faltasse trabalho no meio do barulho, o dia sobra e sobra muito, papo de surdo e mudo, papo de surdo e mudo, surdo e mudo… Ela não passa de onda, paisagem fluminense, parece dia de festa, todo mundo presente… Se soubesse rimar, faria um samba antigo, onde reina a calma e todo mundo é amigo… O calor é sólido, um pedaço eu sinto, como um bafo é…Como um bafo é…e a cachaça queima bem forte, vibrante e forte… A cachaça queima bem forte, vibrante e forte… A cachaça queima bem forte, vibrante e forte… Estaria maluco se não estivesse junto… Estaria maluco se não estivesse junto… Estaria maluco se não estivesse junto… O nascimento de uma alma é coisa demorada, não é partido ou jazz em que se improvise, não é casa moldada, laje que suba fácil, a natureza da gente não tem disse me disse… O nascimento de uma alma é coisa demorada, não é partido ou jazz em que se improvise, não é casa moldada, laje que suba fácil, a natureza da gente não tem disse me disse… No balcão do botequim a prosa tá parada, não se fala da vida, não acontece nada… No balcão do botequim a prosa tá parada, não se fala da vida, não acontece nada… Se não faltasse trabalho no meio do barulho, o dia sobra e sobra muito, papo de surdo e mudo, papo de surdo e mudo, surdo e mudo… Ela não passa de onda, paisagem fluminense, parece dia de festa, todo mundo presente… Se soubesse rimar, faria um samba antigo, onde reina a calma e todo mundo é amigo… O calor é sólido, um pedaço eu sinto, como um bafo é…Como um bafo é…e a cachaça queima bem forte, vibrante e forte… A cachaça queima bem forte, vibrante e forte… A cachaça queima bem forte, vibrante e forte… Estaria maluco se não estivesse junto… Estaria maluco se não estivesse junto… Estaria maluco se não estivesse junto…” (O Rappa – Papo de surdo e mudo – Comp.: Falcão / Lauro Farias / Marcelo Lobato / Marcelo Yuka / Xandão)

“… O que as paredes pichadas têm prá me dizer? O que os muros sociais têm prá me contar? Porque aprendemos tão cedo a rezar? Porque tantas seitas têm, aqui seu lugar? É só regar os lírios do gueto, que o Beethoven negro vêm prá se mostrar… Mas o leite suado é tão ingrato que as gangues vão ganhando cada dia mais espaço… O que as paredes pichadas têm prá me dizer? O que os muros sociais têm prá me contar? Porque aprendemos tão cedo a rezar? Porque tantas seitas têm, aqui seu lugar? É só regar os lírios do gueto, que o Beethoven negro vêm prá se mostrar… Mas o leite suado é tão ingrato que as gangues vão ganhando cada dia mais espaço… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… A poesia não se perde, ela apenas se converte, pelas mãos no tambor, que desabafam histórias ritmadas como único socorro promissor… Cada qual com seu James Brown, salve o samba, hip-hop, reggae ou carnaval… Cada qual com seu Jorge Bem, salve o jazz, baião, e os toques da macumba também… Oh macumba… Da macumba também… Orixá… Da Macumba também… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… A poesia não se perde, ela apenas se converte, pelas mãos no tambor, que desabafam histórias ritmadas como único socorro promissor… Cada qual com seu James Brown, salve o samba, hip-hop, reggae ou carnaval… Cada qual com seu Jorge Bem, salve o jazz, baião, e os toques da macumba também… Oh macumba… Da macumba também… Orixá… Da Macumba também… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Tudo, tudo, tudo ,tudo ,tudo ,tudo , tudo ,todo igual, Brixton, Bronx ou Baixada… Ou Baixada… Ou Baixada… Ou Baixada… Ou Baixada… Ou Baixada…” (O Rappa – Brixton, Bronx ou Baixada – Comp.: Marcelo Yuca, Nelson Meirelles, Xandão / Marcelo Falcão / Marcelo Lobato)

“… Meu santo tá cansado, não vou dizer que tenho saldo sobrando… Não tô devendo, mas a vida de homem é assim mesmo: Uma lona de freio aqui, um motor fazendo um barulho ali… Não vou dizer que não menti… Meu santo tá cansado, que sou todo direito e sei a hora de ser covarde, não pude ser tudo o que quis, armei umas e outras, tomei e dei volta como o drible sem objetivo, que se perde além da linha lateral, como drible sem objetivo… Mesmo sem carteira azul, sempre fui trabalhador, às vezes a gente reza a cartilha e sai de brita… Às vezes a gente corre atrás do finado, tem jogo, vai, que começa acabado… Já jurei, já jurei, com dedos cruzados, com dedos cruzados… Não tô aqui pra ser herói cuzão, pra pagar de otário… Pra pagar de otário… Não tô aqui pra pagar pau pra fardinha azul… Aqui não tem cabeça baixa, também não tenho pressa, não sou bebedor de água benta… Se liga nessa, vai, ajoelha e reza, meu sangue mais de uma vez subiu, como o céu azul, meu céu azul de abril… Limpo, lavabo, brilha no céu mais bonito do espaço, depois das águas de março… Já jurei, já jurei, com dedos cruzados, com dedos cruzados… Não tô aqui pra ser herói cuzão, pra pagar de otário… Pra pagar de otário… Não tô aqui pra pagar pau pra fardinha azul… Aqui não tem cabeça baixa, também não tenho pressa, não sou bebedor de água benta… Se liga nessa, vai, ajoelha e reza, meu sangue mais de uma vez subiu, como o céu azul, meu céu azul de abril… Limpo, lavabo, brilha no céu mais bonito do espaço, depois das águas de março… Meu santo tá cansado… Cansado… Cansado… Meu santo tá cansado… Cansado… Cansado… Meu santo tá cansado… Cansado… Cansado… Meu santo tá cansado… Cansado… Cansado… Meu santo tá cansado… Cansado… Cansado…” (O Rappa – Meu santo tá cansado – Comp.: Marcos Lobato / Marcelo Lobato)


“Deus está dentro de nós em todas as circunstâncias da vida. Quer você esteja praticando uma boa ação, quer esteja agindo errado, Deus está dentro de você. Quer você sinta felicidade, quer esteja ferreteado pelo sofri mento, Deus está dentro de você. Procure não esquecer esta verdade, em nenhum momento de sua vida: DEUS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ!” (Minutos de Sabedoria Pg. 039)

Bom dia pessoal,

Recebi esse belo texto de reflexão e compartilho com vocês. Espero que gostem.

“… Uma ostra que não foi ferida não produz pérolas.” Pérolas são produtos da dor; resultados da entrada de uma substância estranha ou indesejável no interior da ostra, como um parasita ou grão de areia. Na parte interna da concha é encontrada uma substância lustrosa chamada nácar. Quando um grão de areia a penetra, ás células do nácar começam a trabalhar e cobrem o grão de areia com camadas e mais camadas, para proteger o corpo indefeso da ostra. Como resultado, uma linda pérola vai se formando. Uma ostra que não foi ferida, de modo algum produz pérolas, pois a pérola é uma ferida cicatrizada. O mesmo pode acontecer conosco. Se você já sentiu ferido pelas palavras rudes de alguém? Já foi acusado de ter dito coisas que não disse? Suas ideias já foram rejeitadas ou mal interpretadas? Você já sofreu o duro golpe do preconceito? Já recebeu o troco da indiferença? Então, produza uma pérola! Cubra suas mágoas com várias camadas de AMOR. Infelizmente, são poucas as pessoas que se interessam por esse tipo de movimento. A maioria aprende apenas a cultivar ressentimentos, mágoas, deixando as feridas abertas e alimentando-as com vários tipos de sentimentos pequenos e, portanto, não permitindo que cicatrizem. Assim, na prática, o que vemos são muitas “Ostras Vazias”, não porque não tenham sido feridas, mas porque não souberam perdoar, compreender e transformar a dor em amor. Um sorriso, um olhar, um gesto, na maioria das vezes, vale mais do que mil palavras!!!…”

Na coluna Conversa com a Presidenta desta terça-feira (4), Dilma Rousseff comentou os resultados alcançados até agora pelo Programa Nacional de acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Segundo a presidenta, já são mais de 5,7 milhões de matrículas nos cursos oferecidos pelo programa. A maior parte das matrículas – 4 milhões – foram em cursos de qualificação profissional, com duração de até quatro meses.

http://blog.planalto.gov.br/em-coluna-dilma-fala-sobre-as-57-milhoes-de-matriculas-no-pronatec/

O Brasil vem ampliando o acesso à alimentação e impulsionando a agricultura familiar na última década. No aniversário de dez anos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), os resultados alcançados mostram que o investimento do governo federal mudou a realidade no campo e nas cidades. Em uma década, o governo investiu R$ 5,3 bilhões para a compra de 4 milhões de toneladas de produtos da agricultura familiar.

“Essa foi uma contribuição importante à política de segurança alimentar, garantindo comida às comunidades carentes e oportunidades a milhares de pequenos agricultores no campo”, avalia a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello.

http://blog.planalto.gov.br/em-dez-anos-programa-de-aquisicao-de-alimentos-investiu-r-53-bilhoes/

A presidenta Dilma Rousseff lembrou, nesta terça-feira (4), a importância do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que está completando 10 anos de existência, com um investimento de R$ 5,3 bilhões para comprar 4 milhões de toneladas de produtos da agricultura familiar. Mais de 388 mil pequenos agricultores foram beneficiados.

http://blog.planalto.gov.br/dilma-paa-e-o-governo-federal-investindo-e-ampliando-as-oportunidades-de-quem-produz-e-apoiando-quem-precisa/

Em nossa sugestão de leitura para o “Trabalhando com Poesia” de hoje textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

QUEM PRETENDE PARAR O BRASIL EM 2014? – Em 25 de janeiro, ondas de protestos resultaram em mais de 160 prisões em São Paulo André Peniche e Drago/SelvaSP – Movimentos sociais que partem de premissas corretas, ladeados por anarquistas, black blocs e os reacionários de sempre, integram a fauna diversa e barulhenta que promete agitar as ruas no Mundial

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13188

Foto de Barbosa em Miami com empresário condenado vira polêmica – Uma fotografia do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, ao lado do empresário Antonio Mahfuz, em Miami, tem causado polêmica nas redes sociais. Mahfuz vive há cerca de 15 anos nos Estados Unidos, após ter a prisão decretada no processo de cobrança de uma dívida superior a R$ 144 milhões com o Chase Manhattan Bank. Ele era proprietário da A. Mahfuz S.A., uma das mais tradicionais redes de lojas do interior paulista na década de 1980.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=db570f6a73a4d7e10ede827746ae992c&cod=13186

Indústria farmacêutica, mentiras e (muito) dinheiro – Seis casos revelam: efeitos graves de medicamentos são omitidos, para sustentar consumo e lucros. Verdade aparece quando patentes estão expirando… Por Martha Rosemberg No Outras Palavras – Quando um medicamento causa efeitos colaterais, esta informação muitas vezes não é exposta durante anos, o que permite à indústria farmacêutica continuar ganhando muito dinheiro.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d5346723901d967ccc167929e2ee94ad&cod=13185

Empresários mexicanos visitarão Cuba para aprofundar comércio – México, (Prensa Latina) Uma delegação de empresários mexicanos de diversas indústrias viajará em fevereiro a Cuba junto ao secretário de Economia, Ildefonso Guajardo, para aprofundar as relações comerciais com a ilha, conheceu-se neste sábado. (01).

http://www.brasil247.com/pt/247/mundo/128370/Ao-lado-de-Fidel-Dilma-promete-mais-apoio-a-Cuba.htm

Sonegação Global – A presidente Dilma participou pela primeira vez, na terceira semana de janeiro, do Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Assim como existe retiro espiritual, o evento sediado na Suíça equivale a um retiro pecuniário. Ali se reúnem os donos do mundo. Entre os quais 85 pessoas que, juntas, acumulam uma fortuna de US$ 1,7 trilhão – o mesmo valor que possuem 3,5 bilhões de pessoas, a metade da população do planeta.

http://patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=1271a7029c9df08643b631b02cf9e116&codcolunista=43&cod=3209

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/01/29/trabalhando-com-poesia-571

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quarta-feira abençoada por Deus e repleta da força da rainha dos ventos e trovões. Eparrey Oyá.

Apio Vinagre Nascimento
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Por que mentias? Álvares de Azevedo

Por que mentias leviana e bela?
Se minha face pálida sentias
Queimada pela febre, e minha vida
Tu vias desmaiar, por que mentias?
Acordei da ilusão, a sós morrendo
Sinto na mocidade as agonias.
Por tua causa desespero e morro…
Leviana sem dó, por que mentias?
Sabe Deus se te amei! Sabem as noites
Essa dor que alentei, que tu nutrias!
Sabe esse pobre coração que treme
Que a esperança perdeu por que mentias!
Vê minha palidez- a febre lenta
Esse fogo das pálpebras sombrias…
Pousa a mão no meu peito!
Eu morro! Eu morro!
Leviana sem dó, por que mentias?

O POETA – Alvares de Azevedo

Era uma noite – eu dormia
E nos meus sonhos revia
As ilusões que sonhei!
E no meu lado senti…
Meu Deus! Por que não morri?
Por que no sono acordei?
No meu leito – adormecida,
Palpitante e abatida,
A amante de meu amor!
Os cabelos rescendendo
Nas minhas faces correndo
Como o luar numa flor!
Senti-lhe o colo cheiroso
Arquejando sequioso;
E nos lábios, que entr’abria
Lânguida respiração,
Um sonho do coração
Que suspirando morria!
Não era um sonho mentido;
Meu coração iludido
O sentiu e não sonhou:
E sentiu que se perdia
Numa dor que não sabia…
Nem ao menos a beijou!
Soluçou o peito ardente,
Sentiu que a alma demente
Lhe desmaiava a tremer;
Embriagou-se de enleio,
No sono daquele seio
Pensou que ele ia morrer!
Que divino pensamente,
Que vida num só momento
Dentro do peito sentiu…
Não sei… Dorme no passado
Meu pobre sonho doirado…
Esperança que mentiu!
Sabem as noites do céu
E as luas brancas sem véu
As lágrimas que eu chorei!
Contem do vale as florinhas
Esse amor das noites minhas!
Elas sim…eu não direi!
E se eu tremendo, senhora,
Viesse pálido agora
Lembrar-vos o sonho meu,
Com a fronte descorada
E com a voz sufocada
Dizer-vos baixo – Sou eu!
Sou eu! que não esqueci
A noite que não dormi,
Que não foi uma ilusão!
Sou eu que sinto morrer
A esperança de viver…
Que o sinto no coração! –
Riríeis das esperanças,
Das minhas loucas lembranças,
Que me desmaiam assim?
Ou então, de noite, a medo
Choraríeis em segredo
Uma lágrima por mim?

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