Trabalhando com Poesia

“… A minha alma tá armada e apontada para cara do sossego!… Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo! Medo! Medo! Medo! Medo!… Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz: “Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?”… Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz: “Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?”… A minha alma tá armada e apontada para cara do sossego!… Pois paz sem voz, paz sem voz, não é paz, é medo! Medo! Medo! Medo! Medo!… Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz: “Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?”… Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz: “Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?”… As grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão… Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona, no dia de domingo, domingo!… Procurando novas drogas de aluguel, neste vídeo coagido, é pela paz que eu não quero seguir admitindo… Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz: “Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?”… Às vezes eu falo com a vida, às vezes é ela quem diz: “Qual a paz que eu não quero conservar pra tentar ser feliz?”… As grades do condomínio são pra trazer proteção, mas também trazem a dúvida se é você que tá nessa prisão… Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona, no dia de domingo, domingo!… Procurando novas drogas de aluguel, neste vídeo coagido, é pela paz que eu não quero seguir admitindo… Me abrace e me dê um beijo, faça um filho comigo, mas não me deixe sentar na poltrona, no dia de domingo, domingo!… Procurando novas drogas de aluguel, neste vídeo coagido, é pela paz que eu não quero seguir admitindo…É pela paz que eu não quero seguir… É pela paz que eu não quero seguir… É pela paz que eu não quero seguir admitido… É pela paz que eu não quero seguir… É pela paz que eu não quero seguir… É pela paz que eu não quero seguir admitido…” (O Rappa – Minha alma “a paz que não quero ter” – Comp.: Lauro Farias / Marcelo Falcão / Marcelo Lobato / Marcelo Yuka / Xandão)

“… O, la lá, o la lá, ê ah… O, la lá, o la lá, ê ê… O, la lá, o la lá, ê ê ah… O, la lá, o la lá, ê ê… Faltou luz mas era dia, o sol invadiu a sala, fez da TV um espelho refletindo o que a gente esquecia… Faltou luz mas era dia… di-ia… Faltou luz mas era dia, dia, dia… O som das crianças brincando nas ruas, como se fosse um quintal, a cerveja gelada na esquina, como se espantasse o mal… O chá pra curar esta azia, um bom chá pra curar esta azia… Todas as ciências de baixa tecnologia, todas as cores escondidas, nas nuvens da rotina… Pra gente ver, por entre prédios e nós… Pra gente ver o que sobrou do céu… O, la lá, o la lá, ê ah… O, la lá, o la lá, ê ê… O, la lá, o la lá, ê ê ah… O, la lá, o la lá, ê ê… Faltou luz mas era dia, o sol invadiu a sala, fez da TV um espelho refletindo o que a gente esquecia… Faltou luz mas era dia… di-ia… Faltou luz mas era dia, dia, dia… O som das crianças brincando nas ruas, como se fosse um quintal, a cerveja gelada na esquina, como se espantasse o mal… O chá pra curar esta azia, um bom chá pra curar esta azia… Todas as ciências de baixa tecnologia, todas as cores escondidas, nas nuvens da rotina… Pra gente ver, por entre prédios e nós… Pra gente ver o que sobrou do céu… O, la lá, o la lá, ê ah… O, la lá, o la lá, ê ê… O, la lá, o la lá, ê ê ah… O, la lá, o la lá, ê ê…” (O Rappa – O que sobrou do céu – Comp.: Lauro Farias / Marcelo Falcão / Marcelo Lobato / Marcelo Yuka / Xandão)

“… Os que sobravam encostados no balcão, ali permaneciam nos trabalhos em meio ao ar parado, não se ouve tiros, não há estardalhaço, bicho-gente, bicho-grilo, quero que se dane, olhos de injeção… Gatos humanos espreitam, choram mimados meu rango… Gatos humanos espreitam, choram mimados meu rango… Não dividiria com qualquer animal, meu prato de domingo a carne assada é o principal… Mesmo um mendigo elegante da rua, prato bonito ou feio minha caba na minha angústia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Sentia proteção infantil, mas permanecia assustado, acuado, em situação-hiena… Não sou carne barata, varejo imaginando pedaço do atacado, que pena… Sentia proteção infantil, mas permanecia assustado, acuado, em situação-hiena… Não sou carne barata, varejo imaginando pedaço do atacado, que pena… Os que sobravam encostados no balcão, ali permaneciam nos trabalhos em meio ao ar parado, não se ouve tiros, não há estardalhaço, bicho-gente, bicho-grilo, quero que se dane, olhos de injeção… Gatos humanos espreitam, choram mimados meu rango… Gatos humanos espreitam, choram mimados meu rango… Não dividiria com qualquer animal, meu prato de domingo a carne assada é o principal… Mesmo um mendigo elegante da rua, prato bonito ou feio minha caba na minha angústia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Meu escudo, meu escudo é minha hóstia… Sentia proteção infantil, mas permanecia assustado, acuado, em situação-hiena… Não sou carne barata, varejo imaginando pedaço do atacado, que pena… Sentia proteção infantil, mas permanecia assustado, acuado, em situação-hiena… Não sou carne barata, varejo imaginando pedaço do atacado, que pena…” (O Rappa – Hóstia – Comp.: Marcelo Lobato / Marcos Lobato)

“…Oh! Deus, perdoe esse pobre coitado, que de joelhos rezou um bocado, pedindo pra chuva cair, cair sem parar… Oh! Deus, será que o senhor se zangou? E é só por isso que o sol se arretirou, fazendo cair toda chuva que há… Oh! Senhor, pedi pro sol se esconder um pouquinho, pedi pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta, uma planta no chão… Oh! Meu Deus, se eu não rezei direito, a culpa é do sujeito, desse pobre que nem sabe fazer a oração… Meu Deus, perdoe encher meus olhos d’água, e ter-lhe pedido cheio de mágoa, pro sol inclemente se arretirar, retirar… Desculpe, pedir a toda hora pra chegar o inverno e agora, o inferno queima o meu humilde Ceará… Oh! Senhor, pedi pro sol se esconder um pouquinho, pedi pra chover, mas chover de mansinho, pra ver se nascia uma planta no chão, planta no chão… Violência demais, chuva não tem mais, roubo demais, política demais, tristeza demais, o interesse tem demais!… Violência demais, fome demais, falta demais, promessa demais, seca demais, chuva não tem mais!… Lá no céu demais, chuva tem, tem, tem, não tem e quando tem é demais… Pobreza demais, como tem demais, falta demais, é demais… Chuva não tem mais, seca demais, roubo demais, povo sofre demais, oh! Demais… Oh! Deus… Oh! Deus… Só se tiver Deus… Oh! Deus… Oh! Fome… Oh! interesse demais… Falta demais…” (O Rappa – Suplica Cearense – Comp.: Gordurinha / Nelinho)

Confira outros sucessos de O Rappa:

“A cada um de nós compete uma tarefa especifica, na difusão do bem. Erga-se, para trabalhar, por- que as tarefas são muitas e importantes, e poucos são os que têm consciência delas. Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo. Estenda seus braços eficientes no cultivo do Bem, para que, quando os recolher, os traga cheios dos frutos abençoados da felicidade e do amor.” (Minutos de Sabedoria Pg. 041)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chega e com ela a nossa sempre presente expectativa de momentos de lazer e de diversão junto aos nossos familiares.

Ontem faria 69 anos o grande rastaman Bob Marley. Robert Nesta Marley, mais conhecido como Bob Marley (Nine Mile, 6 de fevereiro de 1945 — Miami, 11 de maio de 1981), foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Marley já vendeu mais de 75 milhões de discos. A maior parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos. Levou, através de sua música, o movimento rastafári e suas ideias de paz, irmandade, igualdade social, libertação, resistência, liberdade e amor universal ao mundo. A música de Marley foi fortemente influenciada pelas questões sociais e políticas de sua terra natal, fazendo com que considerassem-no a voz do povo negro, pobre e oprimido da Jamaica. A África e seus problemas como a miséria, guerras e domínio europeu também foram centro de assunto de suas músicas, por tratar-se da terra sagrada do movimento rastafári…

http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley

Confira estas pérolas de Marley:

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

MENTIRAS PROPAGADAS PELO PENSAMENTO ECONÔMICO DOMINANTE – Grande parte dos argumentos mostrados pelos meios de informação e persuasão econômicos para justificar certas políticas são pura ideologia cheia de mentira – Permita-me, senhor leitor, que eu converse com você como se estivéssemos tomando um café, explicando-lhe algumas das maiores mentiras apresentadas diariamente no noticiário econômico.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13199

Pane no metrô paulista e na imprensa – Por Luciano Martins Costa, no Observatório da Imprensa: O metrô de São Paulo é tema do noticiário novamente, nas edições de quarta-feira (5/2), por conta de uma pane que quase desandou em tragédia. As reportagens dos dois principais jornais paulistas se desencontram ao informar as causas do problema, que afetou a linha 3-Vermelha, que cruza a cidade no sentido Leste-Oeste, e a linha 4-Amarela, que liga o Butantã, na zona oeste, à região da Luz, no centro velho.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=1845faa2957cb42b7ddd92b26f114c57&cod=13198

86 milhões de mulheres sofrerão mutilação genital até 2030 – Comunidade em Uganda que abandonou a mutilação genital feminina. Prática é comum na África e no Oriente Médio – No mundo, 129 milhões de mulheres não sentem prazer durante a relação sexual, sofrem com intensas dores e têm dificuldades para manterem os órgãos genitais limpos. Um número que impressiona e que, caso as tendências atuais persistam, pode aumentar em 86 milhões até 2030, segundo alerta da ONU (Organização das Nações Unidas) nesta quinta-feira (06), Dia Internacional de Tolerância Zero à Mutilação Genital Feminina.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=5f26cc984eaa1376b07fc0439d531dba&cod=13197

A história da médica cubana que pediu asilo ao Brasil – Médica cubana Ramona Rodriguez abandonou o Programa Mais Médicos, do governo federal. Segundo informações do blog Tijolaço, a doutora contratada pelo Mais Médicos quer viver com o namorado em Miami e teria recebido orientações do deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) para montar uma farsa.

http://patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=2a51f806ae5d54633cd1a0ce91256a3c&cod=13194

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/02/07/trabalhando-com-poesia-578

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Lelia – Álvares de Azevedo

Passou talvez ao alvejar da lua,
Como incerta visão na praia fria…
Mas o vento do mar não escutou-lhe
Uma voz a seu Deus!…ela não cria!
Uma noite, aos murmúrios do piano
Pálida misturou um canto aéreo…
Parecia de amor tremer-lhe a vida
Revelando nos lábios um mistério!
Porém, quando expirou a voz nos lábios,
Ergueu sem pranto a fronte descorada,
Pousou a fria mão no seio imóvel,
Sentou-se no divã… sempre gelada!
Passou talvez do cemitério à sombra
Mas nunca numa cruz deixou seu ramo,
Ninguém se lembra de lhe ter ouvido
Numa febre de amor dizer: eu amo!
Não chora por ninguém… e quando, à noite,
Lhe beija o sono as pálpebras sombrias
Não procura seu anjo à cabeceira
E não tem orações, mas ironias!
Nunca na terra uma alma de poeta,
Chorosa, palpitante e gemebunda
Achou nessa mulher um hino d´alma
E uma flor para a fronte moribunda.
Lira sem cordas não vibrou d´enlevo,
As notas puras da paixão ignora,
Não teve nunca n´alma adormecida
O fogo que inebria e que devora! Descrê.
Derrama fel em cada riso,
Alma estéril não sonha uma utopia…
Anjo maldito salpicou veneno
Nos lábios que tressuam de ironia.
É formosa contudo.
Há dessa imagem
No silêncio da estátua alabastrina
Como um anjo perdido que ressumbra
Nos olhos negros da mulher divina.
Há nesse ardente olhar que gela e vibra,
Na voz que faz tremer e que apaixona
O gênio de Satã que transverbera,
E o langor pensativo da Madona!
É formosa, meu Deus!
Desde que a vi
Na minh´alma suspira a sombra dela…
E sinto que podia nesta vida
Num seu lânguido olhar morrer por ela.

Por Mim – Álvares de Azevedo

Teus negros olhos uma vez fitando
Senti que luz mais branda os acendia,
Pálida de langor, eu vi, te olhando,
Mulher do meu amor, meu serafim,
Esse amor que em teus olhos refletia…
Talvez! – era por mim?
Pendeste, suspirando, a face pura,
Morreu nos lábios teus um ai perdido…
Tão ébrio de paixão e de ventura!
Mulher de meu amor, meu serafim,
Por quem era o suspiro amortecido?
Suspiravas por mim?…
Mas… eu sei!… ai de mim?
Eu vi na dança
Um olhar que em teus olhos se fitava…
Ouvi outro suspiro… d´esperança!
Mulher do meu amor, meu serafim,
Teu olhar, teu suspiro que matava…
Oh! não eram por mim.

Minha Desgraça – Álvares de Azevedo

Minha desgraça não é ser poeta,
Nem na terra de amor não ter um eco,
E meu anjo de Deus, o meu planeta
Tratar-me como trata-se um boneco…
Não é andar de cotovelos rotos,
Ter duro como pedra o travesseiro… Eu sei…
O mundo é um lodaçal perdido
Cujo sol (quem mo dera!) é o dinheiro…
Minha desgraça, ó cândida donzela,
O que faz que o meu peito blasfema,
É ter para escrever todo um poema
E não ter um vintém para uma vela.

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