Trabalhando com Poesia

“… Samba, a gente não perde o prazer de cantar, e fazem de tudo pra silenciar a batucada dos nossos tantãs… No seu ecoar, o samba se refez, seu canto se faz reluzir, podemos sorrir outra vez… Samba, eterno delírio do compositor, que nasce da alma, sem pele, sem cor, com simplicidade, não sendo vulgar… Fazendo da nossa alegria, seu habitat natural, o samba floresce do fundo do nosso quintal… Este samba é pra você, que vive a falar, a criticar, querendo esnobar, querendo acabar com a nossa cultura popular… É bonito de se ver o samba correr, pro lado de lá, fronteira não há, pra nos impedir, você não samba mas tem que aplaudir… Samba, a gente não perde o prazer de cantar, e fazem de tudo pra silenciar a batucada dos nossos tantãs… No seu ecoar, o samba se refez, seu canto se faz reluzir, podemos sorrir outra vez… Samba, eterno delírio do compositor, que nasce da alma, sem pele, sem cor, com simplicidade, não sendo vulgar… Fazendo da nossa alegria, seu habitat natural, o samba floresce do fundo do nosso quintal… Este samba é pra você, que vive a falar, a criticar, querendo esnobar, querendo acabar com a nossa cultura popular… É bonito de se ver o samba correr, pro lado de lá, fronteira não há, pra nos impedir, você não samba mas tem que aplaudir… Este samba é pra você, que vive a falar, a criticar, querendo esnobar, querendo acabar com a nossa cultura popular… É bonito de se ver o samba correr, pro lado de lá, fronteira não há, pra nos impedir, você não samba mas tem que aplaudir… Samba, a gente não perde o prazer de cantar, e fazem de tudo pra silenciar a batucada dos nossos tantãs… Esse é o nosso Fundo de Quintal…” (Fundo de Quintal – A batucada dos nossos tantãs – Comp.: Sereno)

“… Parei na levada deste tantã, só vim conhecer e fiquei assim. E agora que já despontou manhã, gostei só saio depois do fim… E a sorte provando que é minha fã, num broto bonito sorriu pra mim, pra vencer a minha tristeza, o samba é o melhor divã, me faz esquecer tudo que é ruim… No samba só tem alegria, no samba só tem bam bam bam, perguntam se volto, e digo que sim… Com cavaco e viola, o samba vai continuar. Com cuíca e pandeiro, samba vai continuar… Faz um partido ou um samba dolente, pra aquele brotinho chorar, e a galera na palma da mão faz o samba firmar… Com cavaco e viola pra ver como é, o samba vai continuar… Com cuíca e pandeiro, o samba vai continuar… Nesse samba gatinha gostosa, vem toda cheirosa só pra namorar, nesse samba o galã que é esperto, só da tiro certo pra não se queimar… Tem malandro montado na grana, pobre sem nenhum vintém pra gastar… E a galera com muita alegria, de noite ou de dia chega pra cantar… Com cavaco e viola, o samba vai continuar. Com cuíca e pandeiro, samba vai continuar… Faz um partido ou um samba dolente, pra aquele brotinho chorar, e a galera na palma da mão faz o samba firmar… Com cavaco e viola pra ver como é, o samba vai continuar… Parei na levada deste tantã, só vim conhecer e fiquei assim. E agora que já despontou manhã, gostei só saio depois do fim… E a sorte provando que é minha fã, num broto bonito sorriu pra mim, pra vencer a minha tristeza, o samba é o melhor divã, me faz esquecer tudo que é ruim… No samba só tem alegria, no samba só tem bam bam bam, perguntam se volto, e digo que sim… Com cavaco e viola, o samba vai continuar. Com cuíca e pandeiro, samba vai continuar… Faz um partido ou um samba dolente, pra aquele brotinho chorar, e a galera na palma da mão faz o samba firmar… Com cavaco e viola pra ver como é, o samba vai continuar… Com cuíca e pandeiro, o samba vai continuar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… Seja na vila da penha, Madureira ou Irajá… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… Lá na terra da garoa nunca canto um samba a toa… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… Ronaldinho aqui do samba, samba até o sol raiar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar… E a galera na palma da mão faz o samba firmar…” (Fundo de Quintal – Levada desse Tantã – Comp.: Luizinho SP/ Dudu Nobre)

“… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… La laiá, la laiá, la laiá, la laiá La laiá, la laiá, la laiá, la laiá Valeu por você existir, amigo… Amigo, hoje a minha inspiração se ligou em você. E em forma de samba mandou lhe dizer: Tão outro argumento, qual nesse momento, me faz penetrar por toda nossa amizade? Esclarecendo a verdade, sem medo de agir, em nossa intimidade, você vai me ouvir… Meu amigo… Amigo, hoje a minha inspiração se ligou em você. E em forma de samba mandou lhe dizer: Tão outro argumento, qual nesse momento, me faz penetrar por toda nossa amizade? Esclarecendo a verdade, sem medo de agir, em nossa intimidade, você vai me ouvir… Foi bem cedo na vida que eu procurei encontrar novos rumos num mundo melhor, com você fique certo, que jamais falhei, pois ganhei muita força tornando maior… A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir. Somos verdade, nem mesmo este samba de amor pode nos resumir… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… Foi bem cedo na vida que eu procurei encontrar novos rumos num mundo melhor, com você fique certo, que jamais falhei, pois ganhei muita força tornando maior… A amizade, nem mesmo a força do tempo irá destruir. Somos verdade, nem mesmo este samba de amor pode nos resumir… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… Quero chorar o seu choro, quero sorrir seu sorriso, valeu por você existir, amigo… La laiá, la laiá, la laiá, la laiá La laiá, la laiá, la laiá, la laiá Valeu por você existir, amigo… ” (Fundo de Quintal – A amizade – Comp.: Cléber Augusto)

“Não perca sua serenidade! Quando a irritação nos move, a saúde se descontrola, os órgãos se perturbam e sofremos terrivelmente. Se o amigo o traiu, se sua parenta inventou uma calúnia, se aquele a quem você ajudou cometeu uma injustiça, uma ingratidão, perdoe! São pessoas enfermas: tenha pena deles. Mas você, não perca sua serenidade, não dê a entender que foi atingido!” (Minutos de Sabedoria Pg. 052)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Ontem, pelo Campeonato baiano tivemos o primeiro BaxVi do ano. Com uma superioridade no primeiro tempo, o time de Canabrava acabou a etapa vencendo por 1×0. Logo no inicio da segunta etapa o tricolor equilibrou o jogo e empatou com gol de Fahel. O campeonato volta a ter rodada no próximo dia 26/02, com os jogos Vitória da Conquista x Catuense, em Conquista e Jacuipense x Juazeirense, em Pituaço. A rodada se completa em 05/03 com Bahia x Galícia em Pituaço, e em 06/03 com Vitória x Serrano. A dupla BaxVi lidera seus grupos, seguidos de Juazeirense e Vitória da Conquista, respectivamente.

Essa semana o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra de Carlos Drumond de Andrade.

O poeta Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro – MG, em 31 de outubro de 1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental”. De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.
Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se em farmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista, que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu-se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.

O modernismo não chega a ser dominante nem mesmo nos primeiros livros de Drummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-piada e a descontração sintática pareceriam revelar o contrário. A dominante é a individualidade do autor, poeta da ordem e da consolidação, ainda que sempre, e fecundamente, contraditórias. Torturado pelo passado, assombrado com o futuro, ele se detém num presente dilacerado por este e por aquele, testemunha lúcida de si mesmo e do transcurso dos homens, de um ponto de vista melancólico e cético. Mas, enquanto ironiza os costumes e a sociedade, asperamente satírico em seu amargor e desencanto, entrega-se com empenho e requinte construtivo à comunicação estética desse modo de ser e estar.

Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poeta trabalha sobretudo com o tempo, em sua cintilação cotidiana e subjetiva, no que destila do corrosivo. Em Sentimento do mundo (1940), em José (1942) e sobretudo em A rosa do povo (1945), Drummond lançou-se ao encontro da história contemporânea e da experiência coletiva, participando, solidarizando-se social e politicamente, descobrindo na luta a explicitação de sua mais íntima apreensão para com a vida como um todo. A surpreendente sucessão de obras-primas, nesses livros, indica a plena maturidade do poeta, mantida sempre.

Várias obras do poeta foram traduzidas para o espanhol, inglês, francês, italiano, alemão, sueco, tcheco e outras línguas. Drummond foi seguramente, por muitas décadas, o poeta mais influente da literatura brasileira em seu tempo, tendo também publicado diversos livros em prosa.

Em mão contrária traduziu os seguintes autores estrangeiros: Balzac (Les Paysans, 1845; Os camponeses), Choderlos de Laclos (Les Liaisons dangereuses, 1782; As relações perigosas), Marcel Proust (La Fugitive, 1925; A fugitiva), García Lorca (Doña Rosita, la soltera o el lenguaje de las flores, 1935; Dona Rosita, a solteira), François Mauriac (Thérèse Desqueyroux, 1927; Uma gota de veneno) e Molière (Les Fourberies de Scapin, 1677; Artimanhas de Scapino).

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como escritor, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de sua filha única, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Drummond_de_Andrade

No prefácio Musical, dando sequência so ensaio para o carnaval de quem curte um bom samba, teremos a presença do Grupo Fundo de Quintal. Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

O QUE HOUVE NA UCRÂNIA? – Na Ucrânia houve de tudo, menos uma revolução popular. Três grandes jogadores estão assentados neste terreno: a Rússia, a União Europeia e os EUA. Na Ucrânia houve de tudo, menos uma revolução popular. Por Flávio Aguiar – Tudo começou com uma série de manifestação empilhadas umas sobre as outras: uma juventude ansiosa por se identificar com a União Europeia, uma classe média cansada pelas sucessivas vagas de corrupção dos sucessivos governos, uma insatisfação com o autoritarismo e o fechamento do governo de Viktor Yanukovitch, o desejo de maior ascendência de grupos do oeste do país em detrimento de grupos do leste do país.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13295

Pesquisa Vox Populi/CartaCapital: Dilma é favorita para se reeleger no 1º turno – A presidenta tem quase o dobro das intenções de votos de seus principais adversários na disputa. por Redação/Carta Capital – A oito meses das eleições, a presidenta Dilma Rousseff mantém uma boa vantagem sobre os adversários e venceria no primeiro turno se os brasileiros fossem hoje às urnas. Pesquisa Vox Populi / CartaCapital realizada entre os dias 13 e 15 de fevereiro mostra que o índice de intenção de votos da petista é de 41%, quase o dobro da soma do desempenho dos candidatos do PSDB, Aécio Neves (17%) e do PSB, Eduardo Campos (6%). Juntos, os demais proáveis candidatos – Pastor Everaldo (PSC), Randolfe Rodrigues (PSOL), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Mauro Iasi (PCB) não somam mais de 1% das intenções de votos.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=3d97f1b344219f59ac743f43681a5190&cod=13296

Renúncia de Azeredo e a farsa no STF – Por Paulo Moreira Leite, em seu blog: Com a renúncia ao mandato de deputado federal, prevista para ser anunciada oficialmente a qualquer momento, Eduardo Azeredo tem grandes chances de escapar do julgamento no STF e ser transferido automaticamente para a primeira instância. Se isso ocorrer – até o ministro Luiz Roberto Barroso admite a possiblidade – será o fim da farsa de que a Justiça iria dar tratamento igual para denúncias iguais.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=8ff717d6170a860a50f7f4fe1ab7921b&cod=13291

Golpe suave: como a CIA derruba governos democráticos – Os venezuelanos estão denunciando, há meses, a existência de um plano de desestabilização do país. Nos últimos dias, diante do acirramento das ações da oposição, tanto o governo, quanto apoiadores da Revolução Bolivariana em toda a América Latina, apontam a deflagração de um Golpe de Estado Suave, que consiste em deslegitimar o governo para forçar a sua renúncia. Por Vanessa Martina Silva, para o Portal Vermelho – A técnica para derrubar governos de forma “suave” foi idealizada pelo cientista político e fundador da Instituição Albert Einstein, Gene Sharp.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=c740a1ff47c2ee2e7bd7530f4853cbf0&cod=13290

Passo a passo, o plano da USAID para acabar com o governo Chávez – Documento secreto do WikiLeaks detalha como William Brownfield, hoje secretário-assistente do Departamento de Estado, planejava acabar com o chavismo – Natália Viana e Luiza Bodenmuller, da Agência Pública – Após o fracasso do golpe contra Hugo Chávez em 2002, a embaixada americana em Caracas resolveu tomar para si a tarefa de reorganizar a oposição venezuelana, apostando em uma estratégia de longo prazo que minaria o poder do governo. Em agosto de 2004, mesmo mês do referendo revocatório promovido pela oposição com amplo apoio da missão americana, o texano William Brownfield chegou a Caracas, nomeado por George W. Bush, para assumir o posto de embaixador no país. Pragmático e sucinto, William Brownfield elaborou um plano de 5 pontos para acabar com o chavismo em médio prazo, como revela um documento do WikiLeaks analisado pela Agência Pública.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=56f140884852f96cb0fa2c247b378358&cod=13293

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/02/24/trabalhando-com-poesia-588

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Poema de sete faces – Carlos Drummond de Andrade

Quando nasci, um anjo torto
desses que vivem na sombra
disse: Vai, Carlos! ser gauche na vida.
As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.
O bonde passa cheio de pernas:
pernas brancas, pretas, amarelas.
Para que tanta perna, meu Deus? pergunta meu coração.
Porém meus olhos
não perguntam nada.
O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.
Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus?
se sabias que eu era fraco.
Mundo, mundo, vasto mundo
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.
Mundo, mundo, vasto mundo,
mais vasto é meu coração.
Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Hino nacional – Carlos Drummond de Andrade

Precisamos descobrir o Brasil!
Escondido atrás das florestas,
com a água dos rios no meio,
o Brasil está dormindo, coitado.
Precisamos colonizar o Brasil.
O que faremos importando francesas
muito louras, de pele macia,
alemãs gordas, russas nostálgicas para
garçonnettes dos restaurantes noturnos.
E virão sírias fidelíssimas.
Não convém desprezar as japonesas.
Precisamos educar o Brasil.
Compraremos professores e livros,
assimilaremos finas culturas,
abriremos dancings e subvencionaremos as elites.
Cada brasileiro terá sua casa
com fogão e aquecedor elétricos, piscina,
salão para conferências científicas.
E cuidaremos do Estado Técnico.
Precisamos louvar o Brasil.
Não é só um país sem igual.
Nossas revoluções são bem maiores
do que quaisquer outras; nossos erros também.
E nossas virtudes? A terra das sublimes paixões…
os Amazonas inenarráveis… os incríveis João-Pessoas…
Precisamos adorar o Brasil.
Se bem que seja difícil caber tanto oceano e tanta solidão
no pobre coração já cheio de compromissos…
se bem que seja difícil compreender o que querem esses homens,
por que motivo eles se ajuntaram e qual a razão de seus sofrimentos.
Precisamos, precisamos esquecer o Brasil!
Tão majestoso, tão sem limites, tão despropositado,
ele quer repousar de nossos terríveis carinhos.
O Brasil não nos quer! Está farto de nós!
Nosso Brasil é no outro mundo. Este não é o Brasil.
Nenhum Brasil existe. E acaso existirão os brasileiros?

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