Trabalhando com Poesia

“… Ueraia Ueraraue… ueraia… Por favor, não me olhe assim, se não for viver só para mim… Aliás, se isto acontecer, tanto faz, já me fiz por merecer… Mas cuidado não vá se entregar, nosso caso não pode vazar, é tão bom se querer, sem saber como vai terminar… Onde a lucidez se aninhar, pode deixar. Quando a solidão apertar, olhe pro lado, olhe pro lado, que eu estarei por lá… Por favor, não me olhe assim, se não for viver só para mim… Aliás, se isto acontecer, tanto faz, já me fiz por merecer… Mas cuidado não vá se entregar, nosso caso não pode vazar, é tão bom se querer, sem saber como vai terminar… Onde a lucidez se aninhar, pode deixar. Quando a solidão apertar, olhe pro lado, olhe pro lado, que eu estarei por lá…” (Fundo de Quintal e Jorge Aragão – Lucidez – Comp.: Cléber Augusto)

“… Pisa manso nessa dança, pedaço de mal caminho, faz passinho de criança e balança com carinho, que vale um vintém… Miudinho, meu bem, miudinho… Balança com muita elegância, na dissonância do meu cavaquinho… Meu bem, miudinho, meu bem… Sem tirar o pé do chão, vem cantando o refrão, vem abrindo o caminho… Miudinho, meu bem, miudinho… Você é neta de Dora, rainha do frevo e do Maracatu, cai num fandango, adora um fricote, se rala num xote, baião e Lundu… Meu bisavô que era o rei da embolada, quis armar uma cilada pro seu primo de Xerém, maior candangueiro do rio de janeiro, pintou no terreiro não deu pra ninguém então vem… Miudinho, meu bem, miudinho… Essa dança não é afoxé bate mão bate pé, pra ficar bonitinho, meu bem, miudinho, meu bem, miudinho… Bole bole que eu sei que não é mole, afunfá um fole nesse miudinho meu bem… Miudinho meu bem, miudinho… A sua madrinha foi dançar bumba meu boi, nunca mais quis voltar, sua tia até hoje anda dançando ciranda, nas bandas de lá… E no sufoco vi seu pai dançando côco lá na praça do barroco, pra arrumar um pixolé… Se toda família já dançou quadrilha se liga na pilha, vem dizer no pé vem na fé… Se você já dançou um vasado, já dançou um reisado, já leva um jeitinho… Miudinho meu bem miudinho… Olha isso aqui não é jongo, não faz passo longo, faz bem miudinho, meu bem, miudinho… Miudinho, meu bem, miudinho… Miudinho, meu bem, miudinho… Miudinho, meu bem, miudinho… Miudinho, meu bem, miudinho… Miudinho, meu bem, miudinho…” (Fundo de Quintal – Miudinho, meu bem – Comp.: Arlindinho Cruz & Franco)

“… Que pena que a primavera não é só de flores, nem a vida só de amores…Rolam pedras nos caminhos, mil pedaços de carinhos, que nos fazem tropeçar, tem dó… Que pena, se até o arco-íris perde as suas cores, quando as nuvens beijam o mar, se as canções já não falam de rosas, seresteiros não fazem mais trovas, conversando com o luar… Por trás de toda poesia, havia um rosto de mulher, num doce toque de magia, enfeitiçando os corações… E os lampiões à meia luz, iluminavam antigas paixões. E lá se foram os violões, e as canções que não se encontram mais… Que pena que a primavera não é só de flores, nem a vida só de amores…Rolam pedras nos caminhos, mil pedaços de carinhos, que nos fazem tropeçar, tem dó… Que pena, se até o arco-íris perde as suas cores, quando as nuvens beijam o mar, se as canções já não falam de rosas, seresteiros não fazem mais trovas, conversando com o luar… Por trás de toda poesia, havia um rosto de mulher, num doce toque de magia, enfeitiçando os corações… E os lampiões à meia luz, iluminavam antigas paixões. E lá se foram os violões, e as canções que não se encontram mais… Que pena que a primavera não é só de flores, nem a vida só de amores…Rolam pedras nos caminhos, mil pedaços de carinhos, que nos fazem tropeçar, tem dó…” (Fundo de Quintal – Antigas paixões – Comp.: Fundo de Quintal)

“Tenha equilíbrio e alegria. Saiba ser reconhecido, Procure ser humilde. Não lance pedras a quem o beneficiou. Não se julgue diminuído quando o ajudarem. Saiba agradecer. Quebre seu orgulho e receba com gratidão o auxílio que lhe derem. E jamais esqueça o benefício nem o benfeitor. O pior dos defeitos é a ingratidão que despreza e apedreja hoje quem nos beneficiou ontem.” (Minutos de Sabedoria Pg. 053)

Bom dia pessoal,

A presidenta Dilma Rousseff afirmou nesta segunda-feira (24), durante entrevista coletiva, em Bruxelas, na Bélgica, que está muito próximo um acordo de livre-comércio entre o Brasil e a União Europeia. Dilma afirmou que há empenho de ambos os lados para a conclusão das negociações.

“[Os europeus] nos pareceram bastante empenhados em fazer o acordo (…) nunca eu vi tão próxima essa possibilidade. Tanto da nossa parte, porque a evolução é significativa, quanto da parte deles, que também, todo o informe que se dá nessa linha é de altíssima possibilidade. Então quero dizer pra vocês que o caminho é o melhor possível, feito com cuidado, com cautela”, disse.

Mais cedo, na abertura do VII Encontro Empresarial Brasil-União Europeia, a presidenta disse que as negociações em curso para um acordo entre o Mercosul e a União Europeia são promissoras e reforçam a perspectiva de um aprofundamento da complementaridade comercial e produtiva das duas regiões.

“Eu acredito que seja estratégico para a retomada do crescimento nesse período. E quero dizer que fiquei extremamente satisfeita com o nosso acordo na questão da apresentação das ofertas. Decidimos que temos uma marca que é a Reunião de Alto Nível Técnico, no dia 21 de março, e pretendemos, a partir daí, definir e concretizar todo um roteiro que possa levar a essa apresentação o mais cedo possível. As negociações são muito importantes para os dois países, certamente são importantes para o Brasil como são importantes para a União Europeia”.

Na abertura do VII Encontro Empresarial Brasil-União Europeia nesta segunda-feira (24), em Bruxelas, na Bélgica, a presidenta Dilma Rousseff disse que as negociações em curso para um acordo entre o Mercosul e a União Europeia são promissoras e reforçam a perspectiva de um aprofundamento da complementaridade comercial e produtiva das duas regiões. Aos empresários, a presidenta disse que o Brasil e a União Europeia tem um imenso leque de oportunidades para o aprofundamento de sua agenda de cooperação econômica.

Para Dilma, a fase mais aguda da crise financeira internacional está sendo superada e no esforço de retomada do crescimento os países emergentes têm papel importante, em especial o Brasil, onde reside grande parte do potencial de expansão mundial tanto do investimento quanto do consumo nos próximos anos.

“O Brasil reúne, a meu ver, condições de contribuir, ainda mais, para o fortalecimento da economia mundial nos próximos anos. Essa confiança decorre, sobretudo, do compromisso de meu governo com um tripé: a prioridade dada às políticas de inclusão social e distribuição de renda e emprego; o compromisso com fundamentos macroeconômicos sólidos e a busca sistemática pelo aumento da produtividade e, portanto, da competitividade do país. O Brasil vem experimentando uma profunda transformação social nos últimos anos. Estamos nos tornando, por meio de um processo acelerado de ascensão social, uma nação dominantemente de classe média”.

Dilma afirmou que nesta safra serão colhidas mais de 193 milhões de toneladas de grãos, disseminando práticas de cultivo sustentáveis e evitando o aumento do desmatamento.

“Nesta safra, vamos colher mais de 193 milhões de toneladas de grãos, ao mesmo tempo diminuindo o desmatamento e disseminando práticas de cultivo sustentáveis. Em Copenhague, nós assumimos a redução voluntária da emissão de gás de efeito estufa de 36% a 39%. E quebramos o tabu. Mostramos que é possível produzir de forma sustentável e, ao mesmo tempo, eficiente. Quebrar esse tabu é importante pra nós”.

Durante o discurso, a presidenta ressaltou que o controle da inflação e o equilíbrio das contas públicas são requisitos essenciais para a estabilidade e base sólida para a expansão e progresso econômico e social do Brasil.
“A inflação está sob controle desde 1999, adotamos políticas de metas de inflação, e reitero a determinação do Brasil em seguir perseguindo isso porque tivemos experiência nefasta com a hiperinflação, e todos aqueles que passam por isso tem uma vacina inflacionária. Nos últimos anos, perseguimos o centro da meta e, a cada momento, trabalhamos para lograr esse objetivo”.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

O que é um golpe de Estado Por Hildegard Angel – Neste momento extremamente grave em que vemos um golpe caminhar célere rumo a um país vizinho, com o noticiário chegando a nós de modo distorcido, utilizando-se de imagens fictícias, exibindo fotos de procissões religiosas em Caracas como se fosse do povo venezuelano revoltoso nas ruas; mostrando vídeos antigos como se atuais fossem; e quando, pelo próprio visual próspero e “coxinha” dos manifestantes, podemos bem avaliar os interesses de sua sofreguidão, que os impedem de respeitar os valores democráticos e esperar nova eleição para mudar o governo que os desagrada, vejo como meu dever abrir a boca e falar.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/131209/O-que-%C3%A9-um-golpe-de-Estado.htm

“Não vão conseguir criar conflito entre mim e Lula” – Presidente Dilma Rousseff rebate reportagem da Folha de S. Paulo desta segunda-feira que investia em intriga entre ela e o antecessor; segundo a matéria, o ex-presidente teria dito a interlocutores que Dilma “está bem na foto” com o eleitorado, mas “divorciada” das classes política e empresarial; petista teria confidenciado ainda que a equipe econômica do governo federal estaria com o prazo de “validade vencido”; em Bruxelas, a presidente respondeu: “Eu acho que vocês podem tentar de todas as formas criar qualquer conflito, barulho ou ruído entre mim e o presidente Lula, que vocês não vão conseguir”

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/131279/N%C3%A3o-v%C3%A3o-conseguir-criar-conflito-entre-mim-e-Lula.htm

Lula é Dilma e Dilma é Lula – Não há novidade no front da imprensa burguesa de caráter golpista. E sabe por quê? Respondo: porque Lula é Dilma e Dilma é Lula. Os dois não se conduzem à moda Eduardo Campos, Marina Silva, Heloísa Helena e Cristovam Buarque. Você, leitor, quer saber por que a imprensa burguesa e de propósitos historicamente golpistas usa novamente como estratégia a mentira, pura e simples, de que Lula e Dilma estão afastados e divergem sobre os rumos da política, da economia e do governo trabalhista?

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/131304/Lula-%C3%A9-Dilma-e-Dilma-%C3%A9-Lula.htm

O espanto conservador com a solidariedade aos petistas – A solidariedade entre companheiros sempre foi uma das boas práticas das esquerdas. Quem não é solidário não é de esquerda na essência. Por isso o sucesso da chamada “vaquinha solidária”. Transformado pela mídia monopolista e conservadora no “maior julgamento” da história brasileira, a Ação Penal 470 vai aos poucos se desnudando. Transmitido à exaustão pela televisão e ocupando páginas dos jornais e revistas, tudo arquitetado para emparedar o Partido dos Trabalhadores e a gestão dos governos democráticos e populares.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/131177/O-espanto-conservador-com-a-solidariedade-aos-petistas.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/02/25/trabalhando-com-poesia-589

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail 2: oipa@uol.com.br
e-mail 3: apioptlf@yahoo.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
Blog: https://oipa2.wordpress.com
Twitter: http://www.twitter.com/a_vinagre
Facebook: http://www.facebook.com/apio.vinagre
Flickr: http://www.flickr.com/photos/a_vinagre
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9196573284471271823
Skype: a_vinagre1
Youtube: http://www.youtube.com/user/sobreviventeapio
Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

Os ombros suportam o mundo – Carlos Drummond de Andrade

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossege
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo,
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

José – Carlos Drummond de Andrade

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse…
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

No meio do caminho – Carlos Drummond de Andrade

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra.

Anúncios
Esse post foi publicado em Livros e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s