Trabalhando com Poesia

“… Deixe de lado esse baixo astral, erga a cabeça, enfrente o mal e agindo assim será vital para o teu coração… É que em cada experiência se aprende uma lição, eu já sofri por amar assim, me dediquei, mas foi tudo em vão… Pra que se lamentar? Se em tua vida pode encontrar quem te ame, com toda força e ardor, assim sucumbirá a dor… Tem que lutar, não se abater, só se entregar a quem te merecer. Não estou dando, nem vendendo, como o ditado diz: O meu conselho é pra te ver feliz… Deixe de lado… Deixe de lado esse baixo astral, erga a cabeça, enfrente o mal e agindo assim será vital para o teu coração… É que em cada experiência se aprende uma lição, eu já sofri por amar assim, me dediquei, mas foi tudo em vão… Pra que se lamentar? Se em tua vida pode encontrar quem te ame, com toda força e ardor, assim sucumbirá a dor… Tem que lutar… Tem que lutar, não se abater, só se entregar a quem te merecer. Não estou dando, nem vendendo, como o ditado diz: O meu conselho é pra te ver feliz… Tem que lutar… Tem que lutar, não se abater, só se entregar a quem te merecer. Não estou dando, nem vendendo, como o ditado diz: O meu conselho é pra te ver feliz… Não estou dando, nem vendendo, como o ditado diz: O meu conselho é pra te ver feliz… O meu conselho é pra te ver feliz… O meu conselho é pra te ver feliz…” (Jorge Aragão – Conselho – Comp.: Almir Guineto)

“… Logo, logo, assim que puder, vou telefonar, por enquanto tá doendo… E quando a saudade quiser me deixar cantar, vão saber que andei sofrendo… E agora longe de mim, você possa enfim ter felicidade. Nem que faça um tempo ruim, não se sinta assim, só pela metade… Ontem demorei pra dormir, tava assim, sei lá, meio passional por dentro, se eu tivesse o dom de fugir pra qualquer lugar, ia feito um pé de vento… Sem pensar no que aconteceu, nada, nada é meu, nem o pensamento… Por falar em nada que é meu, encontrei o anel que você esqueceu… Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu… Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu… Logo, logo, assim que puder, vou telefonar, por enquanto tá doendo… E quando a saudade quiser me deixar cantar, vão saber que andei sofrendo… E agora longe de mim, você possa enfim ter felicidade. Nem que faça um tempo ruim, não se sinta assim, só pela metade… Ontem demorei pra dormir, tava assim, sei lá, meio passional por dentro, se eu tivesse o dom de fugir pra qualquer lugar, ia feito um pé de vento… Sem pensar no que aconteceu, nada, nada é meu, nem o pensamento… Por falar em nada que é meu, encontrei o anel que você esqueceu… Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu… Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu… Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu… Aí foi que o barraco desabou, nessa que meu barco se perdeu, nele está gravado só você e eu… Só você e eu… Só você e eu… Só você e eu…” (Jorge Aragão – Eu e você sempre – Comp.: Flávio Cardoso/Jorge Aragão)

“… Podemos sorrir, nada mais nos impede. Não dá pra fugir dessa coisa de pele, sentida por nós, desatando os nós, sabemos agora, nem tudo que é bom vem de fora… É a nossa canção pelas ruas e bares, nos traz a razão, relembrando palmares… Foi bom insistir, compor e ouvir, resiste quem pode à força dos nossos pagodes… E o samba se faz, prisioneiro pacato dos nossos tantãs e, um banjo liberta da garganta do povo as suas emoções, alimentando muito mais a cabeça de um compositor, eterno reduto de paz, nascente das várias feições do amor… Arte popular do nosso chão… É o povo que produz o show e assina a direção… Arte popular do nosso chão… É o povo que produz o show e assina a direção… Podemos sorrir… Podemos sorrir, nada mais nos impede. Não dá pra fugir dessa coisa de pele, sentida por nós, desatando os nós, sabemos agora, nem tudo que é bom vem de fora… É a nossa canção pelas ruas e bares, nos traz a razão, relembrando palmares… Foi bom insistir, compor e ouvir, resiste quem pode à força dos nossos pagodes… E o samba se faz, prisioneiro pacato dos nossos tantãs e, um banjo liberta da garganta do povo as suas emoções, alimentando muito mais a cabeça de um compositor, eterno reduto de paz, nascente das várias feições do amor… Arte popular do nosso chão… É o povo que produz o show e assina a direção… Arte popular do nosso chão… É o povo que produz o show e assina a direção… Arte popular do nosso chão… É o povo que produz o show e assina a direção… Arte popular do nosso chão… É o povo que produz o show e assina a direção…” (Jorge Aragão – Coisa de Pele – Comp.: Acyr Marques / Jorge Aragão)

“Não pare jamais de trabalhar para o bem! Cada vez que paramos, nossa alma começa a ficar na rigidez cadavérica. A alma inativa morre de tédio Não deixe que seu espírito se enfraqueça na inação. Viva alegre e entusiasta e em pregue todas as suas forças na plantação do bem, do amor, do carinho no coração daqueles que cercam na vida.” (Minutos de Sabedoria Pg. 057)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? E de Carnaval? Espero que bem. Pela segunda fase do Campeonato baiano, mais uma rodada transcorreu nesse domingo. O Vitória da Conquista e o Serrano venceram a Juazeirense e o Galícia pelo placar de 2×1, o time de Canabrava venceu a Catuense por 3×1. Na Fonte Nova, o Bahia mesmo jogando sofrivelmente venceu a Jacuipense pelo placar de 2×1, com direito ao gol mais rápido do ano, aos 10 segundos do primeiro tempo. Time alcançou os onze pontos, seguido por Juazeirense e Catuense com cinco pontos e Serrdo campeonato.ano com quatro. Na outra chave, o time de Canabrava já está classificado com dezesseis pontos, seguido do Conquista com doze, Galícia com oito e Jacuipense com quatro e já desclassificada. As duas primeiras equipes de cada chave se enfrentam nas semifinais.

Confira os melhores momentos das partidas de Bahia e Vitória:

Como em todos os anos, participei ativamente do Carnaval, mas, optei por aguardar alguns dias para escrever sobre a festa de 2014, para que as emoções e sensações pudessem se sedimentar e, não incorresse em excessos.

Olhar a festa por dentro ao longo dos últimos 30 anos me permite afirmar com a certeza de não errar. O Circuito Osmar está na mira dos que compreendem o carnaval apenas como espetáculo televisivo, não no sentido de reforça-lo, mas, no de lhe ceifar a existência e qualidade. Num termo mais popular, O atual prefeito da capital e seus parceiros de folia querem e deram um passo firme em 2014 para acabar com o carnaval do centro da capital.

Começando pela alteração do trajeto dos blocos de trio, sempre com atrações que atraem multidões, que além de cometer um descumprimento do contrato com seus foliões, notadamente os que adquiriram no início do ano, muito comum com camaleão, Inter e Corujas, entre outros, pois pagaram pressupondo um circuito completo e tiveram meio circuito com a mudança promovida. Neste aspecto, uma questão entendo que seja positiva, que seja a possibilidade de revitalizar-se a Castro Alves, mas, creio ser difícil se a lógica for apenas a de uso daquele espaço para mera dispersão dos blocos, o que permitiria apenas uma ou duas músicas.

Desta modificação, dois aspectos chamam a atenção numa mesma operação, qual seja, o fim da Carlos Gomes como passagem desses blocos e atrações. O primeiro dele é que com o fim desta passagem, naturalmente o público que para ali acorria no sentido de ver essas atrações passou a se concentrar em outros pontos, dando lugar a um grande estacionamento/cemitério de trios parados. E deste aspecto decorre o segundo, a meu ver, mais grave e preocupante: Como sabemos importantes agremiações do carnaval afro têm na Avenida Carlos Gomes seu palco principal na caminhada rumo ao Campo Grande. Não vi relatos do Olodum, do Ilê Ayê e, publicamente, nem mesmo o Filhos de Gandhy, Afoxé que tenho a honra de participar fez quaisquer pronunciamento sobre a questão, apesar de um de seus dirigentes, na Carlos Gomes, terça feira expressar sua indignação com a ação da Prefeitura, indignação esta que virou silêncio no Campo Grande.

Falo então como folião e integrante dos Filhos de Gandhy: Perdemos na qualidade do desfile, principalmente na nossa interação com o público daquela via pública. Perderam os comerciantes da via, que se viram alijados de uma maior presença de público, bem como aqueles (as) que historicamente alugavam seus imóveis neste período. O desfile do bloco que antes era em toda a extensão da via passou a ser feito em menos da sua metade e com o seu trajeto prejudicado pelo estacionamento dos outros trios e em alguns momentos podendo gerar acidentes graves, seja com a possibilidade de batidas com outros trios, ou o mais grave, seus técnicos passando muito próximos de transformadores e rede de alta tensão e seus riscos iminentes.

Nos dias seguintes o Alcaide soteropolitano mostrou o que efetivamente pensa, assim como a casa grande da época da escravidão, sob a desculpa de respeitar os blocos afro, quer criar uma senzala carnavalesca, onde colocaria estas agremiações, longe daqueles que ele pensa serem mais lucrativos para a sua “Gestão”. Precisamos nos mobilizar, Blocos afro, foliões, moradores locais, pela volta da Avenida Carlos Gomes ao circuito, pois entendemos que a sua retirada foi sim prejudicial.

Essa semana o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra de Castro Alves.

O poeta Antônio Frederico de Castro Alves nasceu em 14 de março de 1847 em Curralinho, na Bahia. Em 1862 foi para o Recife com o intuito de estudar Direito. Lá, além de iniciar o seu romance com a atriz portuguesa Eugênia Câmara, percebe também os primeiros sintomas da tuberculose.

Era filho de Antônio José Alves e Clélia Brasília Castro. Sua mãe faleceu em 1859. No colégio, no lar por seu pai, iria encontrar uma atmosfera literária, produzida pelos oiteiros, ou saraus, festas de arte, música, poesia, declamação de versos. Aos 17 anos fez as primeiras poesias.

O pai se casou por segunda vez em 24 de janeiro de 1862 com a viúva Maria Rosário Guimarães. Temendo que seu filho fosse acometido pelo Mal do Século, Antônio José Alves embarca, no dia seguinte ao do seu casamento, o poeta e seu irmão Antônio José para o Recife.

Em maio de 1863, submeteu-se à prova de admissão para o ingresso na Faculdade de Direito do Recife mas foi reprovado. Mas seria no Recife tribuno e poeta sempre requisitado nas sessões públicas da Faculdade, nas sociedades estudantis, na plateia dos teatros, incitado desde logo pelos aplausos e ovações, que começava a receber e ia num crescendo de apoteose. Era um belo rapaz, de porte esbelto, tez pálida, grandes olhos vivos, negra e basta cabeleira, voz possante, dons e maneiras que impressionavam a multidão, impondo-se à admiração dos homens e arrebatando paixões às mulheres. Ocorrem então os primeiros romances, que nos fez sentir em seus versos, os mais belos poemas líricos do Brasil.

Em 1863 a atriz portuguesa Eugénia Câmara se apresentou no Teatro Santa Isabel. Influência decisiva em sua vida exerceria a atriz, vinda ao Brasil com Furtado Coelho. No dia 17 de maio, Castro Alves publicou no primeiro número de A Primavera seu primeiro poema contra a escravidão: A canção do africano. A tuberculose se manifestou e em 1863 teve uma primeira hemoptise.

Em 1864 seu irmão José Antônio,que sofria de distúrbios mentais desde a morte de sua mãe,[carece de fontes] suicidou-se em Curralinho. Ele enfim consegue matricular-se na Faculdade de Direito do Recife e em outubro viaja para a Bahia. Só retornaria ao Recife em 18 de março de 1865, acompanhado por Fagundes Varela. A 10 de agosto, recitou O Sábio na Faculdade de Direito e se ligou a uma moça desconhecida, Idalina. Alistou-se a 19 de agosto no Batalhão Acadêmico de Voluntários para a Guerra do Paraguai. Em 16 de dezembro, voltou com Fagundes Varela a Salvador. Seu pai morreu no ano seguinte, a 23 de janeiro de 1866. Castro Alves voltou ao Recife, matriculando-se no segundo ano da faculdade. Nessa ocasião, fundou com Rui Barbosa e outros amigos uma sociedade abolicionista.
Em 1866, tornou-se amante de Eugénia Câmara.

Teve fase de intensa produção literária e a do seu apostolado por duas grandes causas: uma, social e moral, a da abolição da escravatura; outra, a república, aspiração política dos liberais mais exaltados. Data de 1866 o término de seu drama Gonzaga ou a Revolução de Minas, representado na Bahia e depois em São Paulo, no qual conseguiu consagrar as duas grandes causas de sua vocação. No dia 29 de maio, resolveu partir para Salvador, acompanhado de Eugênia. Na estreia de Gonzaga, dia 7 de setembro, no Teatro São João, foi coroado e conduzido em triunfo.

Em 1864, após ser reprovado nos primeiros exames necessários para a admissão na faculdade, ingressa na Faculdade de Direito, porém dedica-se mais à poesia do que aos estudos. Nesse período conhece Tobias Barreto, a quem tanto admirava e cujas idéias liberais passou a seguir.

Em 1867 abandona definitivamente o Recife e vai para Salvador, onde é encenada a peça “Gonzaga” ou “Revolução de Minas” de sua autoria.

Em 1868 vai para São Paulo acompanhado de Eugênia Câmara e do amigo Rui Barbosa, com quem fundou uma sociedade abolicionista, e matricula-se no terceiro ano da Faculdade de Direito do largo São Francisco, onde declama pela primeira vez o poema “Navio Negreiro”. Ainda nesse ano é abandonado por Eugênia e, durante uma caçada, fere acidentalmente o pé com uma arma de fogo. Esse acidente provocou a amputação de seu pé e, logo em seguida, sua tuberculose agrava-se e o poeta vai para a Bahia, onde falece em 6 de julho de 1871.

A obra de Castro Alves, o poeta dos escravos, foi fortemente influenciada pela literatura político-social de Vitor Hugo. O poeta cultivou o egocentrismo, porém, diferentemente dos românticos tradicionais, interessou-se também pelo mundo que o cercava e defendeu a república, a liberdade e a igualdade de classes sociais. Castro Alves, segundo Jorge Amado, teve muitos amores, porém, o maior de todos eles foi a Liberdade.

Se por um lado a temática social adotada por Castro Alves já o aproximam do Realismo, por outro a sua linguagem, repleta de figuras de estilo (metáforas, comparações, personificações, invocações, hipérboles, típicas do condoreirismo), o enquadra perfeitamente no movimento Romântico. Além disso, o poeta não deixou de lado a poesia de caráter lírico-amoroso, cultivada por todos os escritores de sua época. Mas, diferentemente de seus contemporâneos, raramente idealiza a figura feminina; ele nos apresenta uma mulher mais concreta, mais próxima de um ser de “carne e osso”, mais sensual.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Castro_Alves

No prefácio Musical teremos a presença sempre qualificada de Jorge Aragão. Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

ELES QUEREM DESOSSAR A REELEIÇÃO – Processada nos EUA por cumplicidade com fraudes que precipitaram a crise, a agência de risco S&P desembarca no Brasil para dizer se o governo é ou não confiável, por Saul Leblon – Incapaz de criar fatos que o resgatem da irrelevância propositiva, o conservadorismo salta de um lado a outro à procura de um galho que lhe dê alguma luz.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13342

PIB/2013: derrota do jornalismo econômico – Com base nas previsões, nos chutes, nos furos dos 100 analistas financeiros, todo o jornalismo econômico, ancorado em pura abstração, fez o jogo, claro, dos especuladores.
A economia iria para o buraco porque estava o governo gastando excessivamente mais do que arrecadando, como se tivesse jogando fora, não levando a economia adiante.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=e5cb9cf7a3b66aed15faba79d226a332&cod=13343

Após um ano da morte de Chávez, como definir o bolivarianismo? – Após a morte do líder da Revolução Bolivariana, Hugo Rafael Chávez Frías, o grande desafio que o presidente Nicolás Maduro e o povo venezuelano têm pela frente é a continuidade da transformação social e política iniciada por ele na Venezuela. Dada a amplitude de sua ação política, sua herança é reivindicada não apenas por seus conterrâneos, como por toda a América Latina. Ele resignificou o bolivarianismo e deu novo ânimo à integração regional. Por Vanessa Martina Silva, do Portal Vermelho.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=dc506560e1f9f5f4a27c6614123e2e50&cod=13341

Até o México peita os barões da mídia, Por Altamiro Borges – Nos últimos anos, o México virou o queridinho da mídia colonizada. Servil aos EUA e comandado por forças direitistas, ele seria o contraponto aos governos mais à esquerda da América Latina e aos projetos de integração soberana da região. Toda esta paixão, porém, deve sofrer fortes abalos. Nesta semana, a agência reguladora de telecomunicações do México aprovou um projeto que obriga o principal império midiático do país, o Grupo Televisa, a se desfazer de parte dos seus negócios.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=883a8869eeaf7ba467da2a945d7771e2&cod=13340

Brasil vota contra envio de observadores da OEA à Venezuela – O Brasil não concordou com o envio de observadores da Organização dos Estados Americanos (OEA) para analisar a situação na Venezuela. Assim foi o voto do país nesta sexta-feira (7), durante reunião extraordinária do órgão, que se iniciou na véspera, nos Estados Unidos. De acordo com o Itamaraty, uma decisão da OEA neste momento seria inoportuna e poderia acirrar as tensões no local.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=5bf30c6aad7adf06445803878d854044&cod=13334

Garis do Rio, democracia popular maravilhosa – Já pensaram, minha gente, o que aconteceria, se todas as categorias sociais saíssem às ruas para atuar, como fizeram os Garis do Rio de Janeiro, depois do carnaval? Foi o bloco vencedor da grande festa carnavalesca, o exemplo maior para os foliões brasileiros, como arma para fortalecimento da democracia participativa, direta, transformadora, para fazer o Congresso Nacional se mexer.

http://www.patrialatina.com.br/colunaconteudo.php?idprog=12e086066892a311b752673a28583d3f&codcolunista=36&cod=3232

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/03/10/trabalhando-com-poesia-593

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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O “Adeus” de Teresa – Castro Alves

A vez primeira que eu fitei Teresa,
Como as plantas que arrasta a correnteza,
A valsa nos levou nos giros seus
E amamos juntos E depois na sala
“Adeus” eu disse-lhe a tremer co’a fala

E ela, corando, murmurou-me: “adeus.”

Uma noite entreabriu-se um reposteiro. . .
E da alcova saía um cavaleiro
Inda beijando uma mulher sem véus
Era eu Era a pálida Teresa!
“Adeus” lhe disse conservando-a presa

E ela entre beijos murmurou-me: “adeus!”

Passaram tempos sec’los de delírio
Prazeres divinais gozos do Empíreo
… Mas um dia volvi aos lares meus.
Partindo eu disse – “Voltarei! descansa!. . . ”
Ela, chorando mais que uma criança,

Ela em soluços murmurou-me: “adeus!”

Quando voltei era o palácio em festa!
E a voz d’Ela e de um homem lá na orquestra
Preenchiam de amor o azul dos céus.
Entrei! Ela me olhou branca surpresa!
Foi a última vez que eu vi Teresa!

E ela arquejando murmurou-me: “adeus!”

A Duas Flores – Castro Alves

São duas flores unidas,
São duas rosas nascidas
Talvez do mesmo arrebol,
Vivendo no mesmo galho,
Da mesma gota de orvalho,
Do mesmo raio de sol.

Unidas, bem como as penas
Das duas asas pequenas
De um passarinho do céu…
Como um casal de rolinhas,
Como a tribo de andorinhas
Da tarde no frouxo véu.

Unidas, bom como os prantos,
Que em parelha descem tantos
Das profundezas do olhar…
Como o suspiro e o desgosto,
Como as covinhas do rosto,
Como as estrelas do mar.

Unidas… Ai quem pudera
Numa eterna primavera
Viver, qual vive esta flor.
Juntar as rodas da vida,
Na rama verde e florida,
Na verde rama do amor!

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