Trabalhando com Poesia

“… Estranho seria se eu não me apaixonasse por você, o sal viria doce para os novos lábios… Colombo procurou as índias, mas, a terra avistou em você, o som que eu ouço são as gírias do seu vocabulário… Estranho é gostar tanto do seu All Star azul, estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras, satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje… Estranho, mas já me sinto como um velho amigo seu, seu All Star azul combina com o meu preto, de cano alto… Se o homem já pisou na lua, como eu ainda não tenho seu endereço? O tom que eu canto as minhas músicas, para a tua voz parece exato… Estranho é gostar tanto do seu All Star azul, estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras, satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra… Laranjeiras, satisfeito sorri quando chego ali e entro no elevador, aperto o 12 que é o seu andar, não vejo a hora de te reencontrar e continuar aquela conversa, que não terminamos ontem, ficou pra hoje…” (Nando Reis – All star – Comp.: Nando Reis)

“… Ponho os meus olhos em você, se você está… Dona dos meus olhos é você, avião no ar… Um dia pra esses olhos sem te ver, é como chão no mar… Liga o rádio à pilha, a TV, só pra você escutar a nova música, que eu fiz agora, lá fora a rua vazia chora… Pois meus olhos vidram ao te ver, são dois fãs, um par… Pus nos olhos vidros para poder melhor te enxergar… Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar… Pinta os lábios para escrever a sua boca em mim… Que a nossa música eu fiz agora, lá fora a lua irradia a glória e eu te chamo! Eu te peço: Vem! Diga que você me quer, porque eu te quero também!… Passo as tardes pensando, faço as pazes tentando te telefonar… Cartazes te procurando, aeronaves seguem pousando, sem você desembarcar, pra eu te dar a mão nessa hora, levar as malas pro fusca lá fora?… E eu vou guiando, eu te espero, vem? Diga que você me quer, porque eu te quero também… E eu te amo! E eu berro: Vem! Grita o que você quiser, que eu vou gritando também!…” (Nando Reis – Luz dos Olhos – Comp.: Nando Reis)

“… É uma índia com colar, a tarde linda que não quer se pôr. Dançam as ilhas sobre o mar, sua cartilha tem o A de que cor?… O que está acontecendo? O mundo está ao contrário e, ninguém reparou o que está acontecendo? Eu estava em paz quando você chegou… E são dois cílios em pleno ar, atrás do filho vem o pai e o avô, como um gatilho sem disparar, você invade mais um lugar, onde eu não vou… O que você está fazendo? Milhões de vasos sem nenhuma flor… O que você está fazendo? Um relicário imenso deste amor… Corre a lua, porque longe vai, sobe o dia tão vertical, o horizonte anuncia com o seu vitral, que eu trocaria a eternidade por esta noite… Por que está amanhecendo? Peço o contrario, ver o sol se por… Por que está amanhecendo? Se não vou beijar seus lábios quando você se for… Quem nesse mundo faz o que há durar? Pura semente dura: o futuro amor, eu sou a chuva pra você secar, pelo zunido das suas asas você me falou… O que você está dizendo? Milhões de frases sem nenhuma cor… O que você está dizendo? Um relicário imenso deste amor… O que você está dizendo? O que você está fazendo? Por que que está fazendo assim?…” (Nando Reis & Cássia Eller – Relicário – Comp.: Nando Reis)

“Levante sua cabeça! Não fique triste! Por que vai aborrecer-se, pelo que disserem de você? Por quanto tempo continuará queixando-se, reclamando? Vamos, levante sua cabeça e siga à frente! Você é filho de Deus! Caminhe seguro, porque aqueles que falam de você vão ficar parados atrás, sem progredir. E quando eles perceberem, você já progrediu tanto, que eles o perderam de vista…” (Minutos de Sabedoria Pg. 063)

Bom dia pessoal,

Durante o dia de ontem estivemos no município de Conceição do Coité, para dar início a uma parceria do Programa Vida Melhor Urbano com a Prefeitura Municipal, foram contemplados (as) moradores (as)/familias locais, integrantes do CadUnico e que já tinham atuação nos respectivos segmentos, que, receberam por parte da Prefeitura ajuda de custo para capital de giro, bem como o compromisso de prestação de assistência Técnica pelo prazo de um ano. A atividade que transcorreu no final da manhã, na Praça do Mercado Municipal da cidade e contou com a participação do Prefeito do Município, Secretários (as), Vereadores (as), imprensa local e diversos cidadãos e cidadãs coiteenses.

À tarde, visitei, conjuntamente com a equipe da Prefeitura, a comunidade residente no entorno do Açude de Itarandi, uma comunidade sofrida, mas, que busca, a partir da organização interna construir oportunidades de geração de renda, além de cultura.

A certeza de que muito foi feito, mas, que muito ainda há por fazer me acompanhou no retorno a Lauro de Freitas. Valeu Coité! Até a próxima.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do Site Pátria Latina. Vale a pena conferir:

UMA OUTRA IMPRENSA É POSSÍVEL? – Por Cátia Guimarães, no Observatório da Imprensa: Não acredito no princípio iluminista de que o acesso à informação (ou ao conhecimento) pode transformar a realidade. A batalha das ideias, da qual a imprensa é elemento central, precisa ser, ao mesmo tempo, reflexo e impulsionadora das lutas concretas travadas pelos movimentos sociais reais. Na vida real, mesmo diante da significativa explosão social dos últimos meses, temos tido dificuldade de construir uma frente de esquerda popular que dispute eleições ou organize a participação direta nas ruas.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&cod=13386

Mino Carta: A manipulação da plateia – Nem Guttemberg poderia imaginar a imprensa brasileira – Pequena análise dos resultados de uma pesquisa sobre a mídia impressa do Brasil – Na terça 11, o Estadão nos ofertou um exemplo impecável de como a mídia nativa manipula as informações. No primeiro editorial da terceira página, mostra de que forma uma verdade pretensamente definitiva em nada se parece com a verdade factual.

http://www.patrialatina.com.br/editorias.php?idprog=b93265ed14e1a2f65e7919300c40e0dd&cod=13385

Reflexões sobre um golpe – Por Mauro Santayana, na Rede Brasil Atual: A arquitetura das pirâmides e os guerreiros de terracota do primeiro imperador da China são evidências de que, desde a antiguidade, a ideia de vencer a morte – e se deslocar no tempo – sempre fascinou o espírito humano. Seria ótimo se pudéssemos – como descrito no livro The Time Machine, de H.G. Wells (de 1895) – também voltar ao passado e corrigir nossos erros, para garantir uma vida melhor no presente ou no mais remoto futuro. A ciência moderna tem desmentido essa possibilidade. Há, no entanto, outras maneiras de estabelecer pontes entre antes e agora, sem o recurso a outras dimensões, como hipotéticos “buracos de minhoca” ou “dobras” no espaço-tempo einsteiniano.

http://www.patrialatina.com.br/colunas.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&codcolunista=74

Março de 1964 – Em 1964 eu morava no Rio, em um apertamento na esquina das ruas Laranjeiras e Pereira da Silva. Ali se instalavam os jovens dirigentes da JEC (Juventude Estudantil Católica) e da JUC (Juventude Universitária Católica), movimentos da Ação Católica. Ali se hospedavam, com frequência, os líderes estudantis Betinho, Vinicius Caldeira Brant e José Serra. Eu havia ingressado no curso de Jornalismo na Universidade do Brasil (atual UFRJ) e, entre meus professores, se destacavam Alceu Amoroso Lima, Danton Jobim e Hermes Lima. À direita, Hélio Vianna, professor de história, cunhado do marechal Castelo Branco.

http://www.patrialatina.com.br/colunas.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&codcolunista=43

Eles e nós: para a hegemonia pós-neoliberal – É hora de um balanço das trajetórias percorridas pelos governos progressistas da América Latina, desde o triunfo de Hugo Chávez, em 1998. O movimento de governos progressistas na América Latina veio para superar e virar a página do neoliberalismo. Tiveram uma primeira fase em que foram se sucedendo, conforme foram fracasando os governos neoliberais. Esses governos atacaram os pontos mais frágeis do neoliberalismo: a desigualdade social, a centralidade do mercado, os acordos de livre comércio com os EUA. A direita de cada país e Washington se isolaram e perderam capacidade de iniciativa. O que podiam dizer sobre políticas sociais que diminuem a desigualdade, a pobreza e a exclusão social, produzidos por seus governos ao longo de tanto tempo? O que poderiam argumentar contra a ação do Estado para resistir à recessão produzida no centro do capitalismo? Como garantir direitos sociais e desenvolvimento econômico, senão impulsionados a partir do Estado, ainda mais em época de recessão?

http://www.patrialatina.com.br/colunas.php?idprog=d41d8cd98f00b204e9800998ecf8427e&codcolunista=38

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/03/18/trabalhando-com-poesia-599

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Terça-feira abençoada por Deus.

Apio Vinagre Nascimento
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PENETRAÇÃO DO POEMA DAS SETE FACES – Elisa Lucinda

(A Carlos Drumond de Andrade)

Ele entrou em mim sem cerimônias
Meu amigo seu poema em mim se estabeleceu
Na primeira fala eu já falava como se fosse meu
O poema só existe quando pode ser do outro
Quando cabe na vida do outro
Sem serventia não há poesia não há poeta não há nada
Há apenas frases e desabafos pessoais
Me ouça, Carlos, choro toda vez que minha boca diz
A letra que eu sei que você escreveu com lágrimas
Te amo porque nunca nos vimos
E me impressiono com o estupendo conhecimento
Que temos um do outro
Carlos, me escuta
Você que dizem ter morrido
Me ressuscitou ontem à tarde
A mim a quem chamam viva
Meu coração volta a ser uma remington disposta
Aprendi outra vez com você
A ouvir o barulho das montanhas
A perceber o silêncio dos carros
Ontem decorei um poema seu
Em cinco minutos
Agora dorme, Carlos.

COR-RESPONDÊNCIA – Elisa Lucinda

Remeta-me os dedos
em vez de cartas de amor
que nunca escreves
que nunca recebo.
Passeiam em mim estas tardes
que parecem repetir
o amor bem feito
que voce tinha mania de fazer comigo.
Não sei amigo
se era o seu jeito
ou de propósito
mas era bom, sempre bom
e assanhava as tardes.
Refaça o verso
que mantinha sempre tesa
a minha rima
firme
confirme
o ardor dessas jorradas
de versos que nos bolinaram os dois
a dois.
Pense em mim
e me visite no correio
de pombos onde a gente se confunde
Repito:
Se meta na minha vida
outra vez meta
Remeta.

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