Trabalhando com Poesia

“… Esta canção não é mais que mais uma canção, quem dera fosse uma declaração de amor… Romântica, sem procurar a justa forma, do que lhe vem de forma assim tão caudalosa… Te amo… Te amo… Eternamente te amo… Se me faltares, nem por isso eu morro, se é pra morrer, quero morrer contigo… Minha solidão se sente acompanhada, por isso às vezes sei que necessito… Teu colo… Teu colo… Eternamente teu colo… Quando te vi, eu bem que estava certo, de que me sentiria descoberto… A minha pele vais despindo aos poucos, me abres o peito quando me acumulas… De amores… De amores… Eternamente de amores… Se alguma vez me sinto derrotado, eu abro mão do sol de cada dia. Rezando o credo que tu me ensinaste, olho teu rosto e digo à ventania… Iolanda… Iolanda… Eternamente Iolanda…” (Chico Buarque & Simone – Iolanda – Comp.: Pablo Millanés & Chico Buarque)

“… O que será, que será? Que andam suspirando pelas alcovas, que andam sussurrando em versos e trovas, que andam combinando no breu das tocas, que anda nas cabeças, anda nas bocas, que andam acendendo velas nos becos, que estão falando alto pelos botecos… E gritam nos mercados que com certeza, está na natureza, será, que será? O que não tem certeza nem nunca terá, o que não tem conserto nem nunca terá, o que não tem tamanho… O que será, que será? Que vive nas idéias desses amantes, que cantam os poetas mais delirantes, que juram os profetas embriagados, que está na romaria dos mutilados, que está na fantasia dos infelizes, que está no dia a dia das meretrizes, no plano dos bandidos dos desvalidos, em todos os sentidos… Será, que será? O que não tem decência nem nunca terá, o que não tem censura nem nunca terá, o que não faz sentido… O que será, que será? Que todos os avisos não vão evitar, por que todos os risos vão desafiar, por que todos os sinos irão repicar, por que todos os hinos irão consagrar, e todos os meninos vão desembestar, e todos os destinos irão se encontrar, e mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá, olhando aquele inferno vai abençoar, o que não tem governo nem nunca terá, o que não tem vergonha nem nunca terá, o que não tem juízo… O que será, que será? Que todos os avisos não vão evitar, por que todos os risos vão desafiar, por que todos os sinos irão repicar, por que todos os hinos irão consagrar, e todos os meninos vão desembestar, e todos os destinos irão se encontrar, e mesmo o Padre Eterno que nunca foi lá, olhando aquele inferno vai abençoar, o que não tem governo nem nunca terá, o que não tem vergonha nem nunca terá, o que não tem juízo…” (Chico Buarque & Milton Nascimento – O que será? – Comp.: Chico Buarque)

“… Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue… Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue… Como beber dessa bebida amarga? Tragar a dor, engolir a labuta, mesmo calada a boca, resta o peito, silêncio na cidade não se escuta… De que me vale ser filho da santa? Melhor seria ser filho da outra, outra realidade menos morta, tanta mentira, tanta força bruta… Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue… Como é difícil acordar calado, se na calada da noite eu me dano. Quero lançar um grito desumano, que é uma maneira de ser escutado… Esse silêncio todo me atordoa, atordoado eu permaneço atento, na arquibancada pra a qualquer momento, ver emergir o monstro da lagoa… Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue… De muito gorda a porca já não anda, de muito usada a faca já não corta, como é difícil, pai, abrir a porta, essa palavra presa na garganta… Esse pileque homérico no mundo, de que adianta ter boa vontade? Mesmo calado o peito, resta a cuca, dos bêbados do centro da cidade… Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, Pai, afasta de mim esse cálice, de vinho tinto de sangue… Talvez o mundo não seja pequeno, Cálice… Nem seja a vida um fato consumado, Cálice… Quero inventar o meu próprio pecado, Cálice… Quero morrer do meu próprio veneno, Cálice… Quero perder de vez tua cabeça, Cálice… Minha cabeça perder teu juízo, Cálice… Quero cheirar fumaça de óleo diesel, Cálice… Me embriagar até que alguém me esqueça… Cálice…” (Chico Buarque & Milton Nascimento – Cálice – Comp.: Gilberto Gil & Chico Buarque)

“Não se esqueça de que, qualquer que seja sua posição na vida, há sempre dois níveis a observar: Os que estão acima e os que estão abaixo de você. Procure colocar-se algumas vezes na posição de seus chefes e, outras vezes na posição de seus subordinados. Assim você poderá compreender ao vivo os problemas que surgem dos dois lados. Desta forma, poderá ajudar melhor a uns e a outros.” (Minutos de Sabedoria Pg. 075)

Bom dia pessoal,

Compartilho com vocês uma bela reflexão de uma pessoa amiga: “Um mestre do Oriente viu quando uma cobra estava morrendo queimada e decidiu tirá-la do fogo, mas quando o fez, a cobra o picou. Pela reação de dor, o mestre o soltou e o animal caiu de novo no fogo e estava se queimando de novo. O mestre tentou tirá-la novamente e novamente a cobra o picou. Alguém que estava observando se aproximou do mestre e lhe disse: — Desculpe-me, mas você é teimoso! Não entende que todas as vezes que tentar tirá-la do fogo ela irá picá-lo? O mestre respondeu: — A natureza da cobra é picar, e isto não vai mudar a minha, que é ajudar. Então, com a ajuda de um pedaço de ferro o mestre tirou a cobra do fogo e salvou sua vida. Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal, não perca sua essência; apenas tome precauções. Alguns perseguem a felicidade, outros a criam. Preocupe-se mais com sua consciência do que com a sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam, não é problema nosso… é problema deles.”

Completam-se hoje 24 anos que os amantes da boa música, mais precisamente do Blues, perdiam a linda e potente voz de Sarah Vaughan.

Saiba mais sobre ela em http://pt.wikipedia.org/wiki/Sarah_Vaughan

Na nossa sugestão de leitura de hoje alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Em dia dos 50 anos do golpe, Dirceu revive Carta ao Povo Brasileiro – No dia que faz alusão aos 50 anos do golpe militar no país, a equipe do blog do ex-ministro José Dirceu publicou em seu perfil no Facebook, neste 1º de abril, trecho da Carta ao Povo Brasileiro, que ele havia divulgado no dia em que foi preso (15 de novembro do ano passado) por condenação na Ação Penal 470; na mensagem desta terça, fica claro que o ex-ministro continuará lutando contra o resultado do julgamento e que recorrerá à OEA

http://www.brasil247.com/pt/247/brasil/135302/Em-dia-dos-50-anos-do-golpe-Dirceu-revive-Carta-ao-Povo-Brasileiro.htm

Lágrimas de Dilma marcam vitória possível sobre 64 – Choro da presidente ao lembrar dos exilados que voltaram ao País pelo Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, ressalta face emotiva de Dilma Rousseff; lembranças do período da ditadura militar (1964-1984) sempre são difíceis para ela, que foi presa política e torturada nos porões do regime; presidente se emocionara antes ao instalar Comissão Nacional da Verdade; iniciativas do governo Dilma para averiguação de violações dos direitos humanos nos governos militares chegaram a avanços em forma de confissões e apurações conclusivas; uma conquista, mesmo sem a revisão da Lei de Anistia

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/135438/L%C3%A1grimas-de-Dilma-marcam-vit%C3%B3ria-poss%C3%ADvel-sobre-64.htm

Dirceu vai ao STF contra arbitrariedade de Barbosa – Preso há quase cinco meses em regime fechado, embora tenha sido condenado ao semiaberto, o ex-ministro José Dirceu apresenta nova petição ao Supremo Tribunal Federal rogando à corte para que seu pedido de trabalho externo, que conta com parecer favorável do Ministério Público, seja avaliado em regime de urgência; presidente do STF, Joaquim Barbosa, tem adiado ao máximo a análise do pedido, colocando-se acima da lei e do que foi decidido pelo próprio plenário da corte; arbitrariedades não podem se perpetuar; leia a íntegra do documento

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/135436/Dirceu-vai-ao-STF-contra-arbitrariedade-de-Barbosa.htm

STF faz maioria contra doação privada, mas… Ministro Gilmar Mendes pede vistas do processo e sessão é interrompida sem proclamação de resultado; placar está 6 a 1 a favor da Ação de Inconstitucionalidade impetrada pela OAB; com quatro ministros a votar, resultado está consolidado; porém, enquanto Mendes não der seu voto, sessão não pode continuar; a pergunta é: quando, afinal, ele vai decidir liberar o processo?; até que ele faça isso, dinheiro privado pode se misturar a dinheiro público para financiar campanhas políticas

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/135423/STF-faz-maioria-contra-doa%C3%A7%C3%A3o-privada-mas-.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/04/03/trabalhando-com-poesia-611

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma quinta feira abençoada por Deus, coberta de paz e protegida pelo Caçador de uma flecha só. Okearô Odé!!

Apio Vinagre Nascimento
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Amiga – Florbela Espanca

Deixa-me ser a tua amiga, Amor,
A tua amiga só, já que não queres
Que pelo teu amor seja a melhor,
A mais triste de todas as mulheres.

Que só, de ti, me venha mágoa e dor
O que me importa, a mim?! O que quiseres
É sempre um sonho bom! Seja o que for,
Bendito sejas tu por mo dizeres!

Beija-me as mãos, Amor, devagarinho…
Como se os dois nascessemos irmãos,
Aves cantando, ao sol, no mesmo ninho…

Beija-mas bem!… Que fantasia louca
Guardar assim, fechados, nestas mãos,
Os beijos que sonhei pra minha boca!…

Se Tu Viesses Ver-me… – Florbela Espanca, in “Charneca em Flor”

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços…

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca… o eco dos teus passos…
O teu riso de fonte… os teus abraços…
Os teus beijos… a tua mão na minha…

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca…
Quando os olhos se me cerram de desejo…
E os meus braços se estendem para ti…

Perdi os Meus Fantásticos Castelos – Florbela Espanca, in “A Mensageira das Violetas”

Perdi meus fantásticos castelos
Como névoa distante que se esfuma…
Quis vencer, quis lutar, quis defendê-los:
Quebrei as minhas lanças uma a uma!

Perdi minhas galeras entre os gelos
Que se afundaram sobre um mar de bruma…
– Tantos escolhos! Quem podia vê-los? –
Deitei-me ao mar e não salvei nenhuma!

Perdi a minha taça, o meu anel,
A minha cota de aço, o meu corcel,
Perdi meu elmo de ouro e pedrarias…

Sobem-me aos lábios súplicas estranhas…
Sobre o meu coração pesam montanhas…
Olho assombrada as minhas mãos vazias…

Falo de Ti às Pedras das Estradas – Florbela Espanca, in “A Mensageira das Violetas”

Falo de ti às pedras das estradas,
E ao sol que e louro como o teu olhar,
Falo ao rio, que desdobra a faiscar,
Vestidos de princesas e de fadas;

Falo às gaivotas de asas desdobradas,
Lembrando lenços brancos a acenar,
E aos mastros que apunhalam o luar
Na solidão das noites consteladas;

Digo os anseios, os sonhos, os desejos
Donde a tua alma, tonta de vitória,
Levanta ao céu a torre dos meus beijos!

E os meus gritos de amor, cruzando o espaço,
Sobre os brocados fúlgidos da glória,
São astros que me tombam do regaço!

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