Trabalhando com Poesia

“…Eu nunca sonhei com você, nunca fui ao cinema, não gosto de samba, não vou à Ipanema, não gosto de chuva, nem gosto de sol… E quando eu lhe telefonei, desliguei, foi engano… Seu nome eu não sei, esqueci no piano as bobagens de amor, que eu iria dizer… Não, Lígia… Lígia… Eu nunca quis tê-la ao meu lado, num fim de semana, um chope gelado em Copacabana, andar pela praia até o Leblon… E quando eu me apaixonei, não passou de ilusão, o seu nome rasguei, fiz um samba-canção, das mentiras de amor, que aprendi com você… Lígia… Lígia… E quando você me envolver nos seus braços serenos, eu vou me render, mas seus olhos morenos, me metem mais medo que um raio de sol… Ligia… Ligia…” (Chico Buarque – Ligia – Comp.: Antonio Carlos Jobim)

“…O primeiro me chegou, como quem vem do florista: Trouxe um bicho de pelúcia, trouxe um broche de ametista… Me contou suas viagens e as vantagens que ele tinha, me mostrou o seu relógio, me chamava de rainha…. Me encontrou tão desarmada, que tocou meu coração, mas não me negava nada e, assustada, eu disse “não”… O segundo me chegou, como quem chega do bar: Trouxe um litro de aguardente tão amarga de tragar… Indagou o meu passado e cheirou minha comida, vasculhou minha gaveta, me chamava de perdida… Me encontrou tão desarmada, que arranhou meu coração, mas não me entregava nada e, assustada, eu disse “não”… O terceiro me chegou, como quem chega do nada: Ele não me trouxe nada, também nada perguntou… Mal sei como ele se chama, mas entendo o que ele quer! Se deitou na minha cama e me chama de mulher… Foi chegando sorrateiro e antes que eu dissesse não, se instalou feito um posseiro, dentro do meu coração…” (Chico Buarque – Teresinha – Comp.: Chico Buarque)

“…Quero ficar no teu corpo feito tatuagem, que é pra te dar coragem, pra seguir viagem quando a noite vem… E também pra me perpetuar em tua escrava, que você pega, esfrega, nega, mas não lava… Quero brincar no teu corpo feito bailarina, que logo te alucina, salta e se ilumina, quando a noite vem… E nos músculos exaustos do teu braço, repousar frouxa, farta, murcha, morta de cansaço… Quero pesar feito cruz nas tuas costas, que te retalha em postas, mas no fundo gostas, quando a noite vem… Quero ser a cicatriz risonha e corrosiva, marcada a frio, ferro e fogo, em carne viva… Corações de mãe, arpões, sereias e serpentes, que te rabiscam o corpo todo, mas não sentes…” (Chico Buarque – Tatuagem – Comp.: Chico Buarque)

“… Não se afobe, não, que nada é pra já. O amor não tem pressa, ele pode esperar em silêncio, num fundo de armário, na posta-restante, milênios, milênios no ar… E quem sabe, então o Rio será, alguma cidade submersa… Os escafandristas virão explorar sua casa, seu quarto, suas coisas, sua alma, desvãos… Sábios em vão tentarão decifrar o eco de antigas palavras, fragmentos de cartas, poemas, mentiras, retratos, vestígios de estranha civilização… Não se afobe, não, que nada é pra já. Amores serão sempre amáveis, futuros amantes, quiçá, se amarão sem saber, com o amor que eu um dia deixei pra você… Não se afobe, não, que nada é pra já. Amores serão sempre amáveis, futuros amantes, quiçá, se amarão sem saber, com o amor que eu um dia deixei pra você…” (Chico Buarque – Futuros amantes – Comp.: Chico Buarque)

“…Oh, pedaço de mim, oh, metade afastada de mim, leva o teu olhar, que a saudade é o pior tormento, é pior do que o esquecimento, é pior do que se entrevar… Oh, pedaço de mim, oh, metade exilada de mim, leva os teus sinais, que a saudade dói como um barco, que aos poucos descreve um arco e evita atracar no cais… Oh, pedaço de mim, oh, metade arrancada de mim, leva o vulto teu, que a saudade é o revés de um parto, a saudade é arrumar o quarto do filho que já morreu… Oh, pedaço de mim, oh, metade amputada de mim, leva o que há de ti, que a saudade dói latejada, é assim como uma fisgada, no membro que já perdi… Oh, pedaço de mim, oh, metade adorada de mim, lava os olhos meus, que a saudade é o pior castigo e, eu não quero levar comigo, a mortalha do amor, adeus…” (Chico Buarque & Zizi Possi – Pedaço de mim – Comp.: Chico Buarque)

“…Vai passar nessa avenida um samba popular, cada paralelepípedo da velha cidade, essa noite vai se arrepiar… Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais, que aqui sangraram pelos nossos pés, que aqui sambaram nossos ancestrais… Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas novas gerações… Dormia, a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações… Seus filhos, erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais… E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval, vai passar… Palmas pra ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do bulevar… Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar, a evolução da liberdade, até o dia clarear… Ai, que vida boa, olerê, ai, que vida boa, olará, o estandarte do sanatório geral vai passar… Ai, que vida boa, olerê, ai, que vida boa, olará, o estandarte do sanatório geral vai passar… Vai passar… Vai passar nessa avenida um samba popular, cada paralelepípedo da velha cidade, essa noite vai se arrepiar… Ao lembrar que aqui passaram sambas imortais, que aqui sangraram pelos nossos pés, que aqui sambaram nossos ancestrais… Num tempo, página infeliz da nossa história, passagem desbotada na memória das nossas novas gerações… Dormia, a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações… Seus filhos, erravam cegos pelo continente, levavam pedras feito penitentes, erguendo estranhas catedrais… E um dia, afinal, tinham direito a uma alegria fugaz, uma ofegante epidemia, que se chamava carnaval, o carnaval, o carnaval, vai passar… Palmas pra ala dos barões famintos, o bloco dos napoleões retintos e os pigmeus do bulevar… Meu Deus, vem olhar, vem ver de perto uma cidade a cantar, a evolução da liberdade, até o dia clarear… Ai, que vida boa, olerê, ai, que vida boa, olará, o estandarte do sanatório geral vai passar… Ai, que vida boa, olerê, ai, que vida boa, olará, o estandarte do sanatório geral vai passar… Vai passar…” (Chico Buarque– Vai passar – Comp.: Chico Buarque & Francis Hime)

Confira outros sucessos de Chico Buarque:

“Não limite o poder de sua vida! Não pense que conseguirá tudo o que deseja, numa só existência. Mas confie, porque a vida é eterna, infindável. Não pense também que, depois desta, irá iniciar uma vida diferente: nada disso! Esta mesma vida é que continuará sempre. Portanto, procure aumentar seus conhecimentos e aperfeiçoar-se, verificando como é rápido o momento atual, comparado com a eternidade!” (Minutos de Sabedoria Pg. 076)

Bom dia pessoal,

Mais um final de semana chegando e trazendo para nós todos a expectativa de bons momentos. Que cada um (a) de nós possamos experimentar boas e belas experiências ao lado de quem verdadeiramente nos ama.

O Governo do Estado da Bahia promove ontem (03) e hoje (04), o Seminário “Visão crítica e criação de valor público – Comunicação e transparência na Gestão Pública”, com a participação de Caio Mota, Pola Ribeiro e Leonardo Boff. Na participação de ontem, não obstante as belas apresentações dos dois primeiros palestrantes, é inegável a sinergia e magnetismo que Leonardo Boff exerce sobre a plateia. É impressionante a sua capacidade de formulação de análises da realidade do nosso planeta. A nossa reflexão de hoje é extraída de escritas suas sobre a Ética. Nessa reflexão Boff aborda o que ele chama de ética do cuidado:

“…Ética é um conjunto de valores e princípios, de inspirações e indicações que valem para todos, pois estão ancorados na nossa própria humanidade. Que significa agir humanamente?

O primeiro princípio do agir humano, chamado por isso de regra de ouro é esse: “nao faças ao outro o que não queres que te façam a ti”. Ou positivamente: “faça ao outro o que quere que te façam a ti” Esse princípio áureo pode ser traduzido também pela expressão de Jesus, testemunhada em todas as religiões: “ama o próximo como a ti mesmo”. É o princípio do amor universal e incondicional. Quem não quer ser amado? Quem não quer amar? Alguém quer ser odiado ou se tratado com fria indiferença? Ninguém.

Outro princípio da humanidade essencial, é o cuidado. Toda vida precisa de cuidado. Um recém-nascido deixado à sua própria sorte, morre poucas horas após. O cuidado é tão essencial que, se bem observarmos, tudo o que fazemos vem acompanhado de cuidado ou falta de cuidado. Se fazemos com cuidado, tudo pode dar certo e dura mais. Tudo o que amamos também cuidamos.

A ética do cuidado hoje é fundamental: se não cuidarmos do planeta Terra, ele poderá sofrer um colapso e destruir as condições que permitem o projeto planetário humano. A própria política é o cuidado para com o bem do povo.
Outro princípio reside da solidariedade universal. Se nossos pais não fossem solidários conosco quando nascemos e nos tivessem rejeitado, não estaríamos aqui para falar de tudo isso. Se na sociedade não respeitamos as normas coletivas em solidariedade para com todos, a vida seria impossível. A solidariedade para existir de fato precisa sempre ser solidariedade a partir de baixo, dos últimos e dos que mais sofrem. A solidariedade se manifesta então como compaixão. Compaixão quer dizer, ter a mesma paixão que o outro, alegrar-se com o outro, sofrer com o outro para que nunca se sinta só em seu sofrimento, construir junto algo bom para todos.

Pertence também à humanidade essencial a capacidade e a vontade de perdoar. Todos somos falíveis, podemos errar involuntariamente e prejudicar o outro conscientemente. Como gostaríamos de ser perdoados, devemos também nós perdoar. Perdoar significa não deixar que o erro e o ódio tenham a última palavra. Perdoar é conceder uma chance ao outro para que possa refazer as relações boas.

Tais princípios e inspirações formam a ética. Sempre que surge o outro diante de mim, ai surge o imperativo ético de tratá-lo humanamente. Sem tais valores a vida se torna impossível.

Por isso, ethos, donde vem ética, significava para os gregos, a casa. Na casa cada coisa tem seu lugar e os que nela habitam devem ordenar seus comportamentos para que todos possam se sentir bem. Hoje a casa não é apenas a casa individual de cada pessoa, é também a cidade, o estado e o planeta Terra como casa comum…”

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:
Lições de 1964 – Vivemos o nosso mais longo período democrático, conquistado pela luta de diferentes segmentos da sociedade brasileira. Nós, os trabalhadores, tivemos papel estratégico… Completou-se no 1º de abril meio século do Golpe Militar que manchou a história brasileira, torpedeando a democracia e os direitos dos trabalhadores. Foram longos e sombrios 21 anos, resultado da união entre forças do atraso com grupos estrangeiros, num alinhamento automático com os interesses dos Estados Unidos e sob as diretrizes da CIA. Transformou-se o Brasil num País sem voz no concerto das nações, sem projeto nacional, sem distribuição de renda e justiça social.

http://www.brasil247.com/pt/247/artigos/135387/Li%C3%A7%C3%B5es-de-1964.htm

Dilma: “Marco Civil é ferramenta da liberdade de expressão” – Presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta (3) que o Marco Civil da Internet, projeto que tramita no Congresso Nacional, é um instrumento “da privacidade individual e do respeito aos direitos humanos”; Dilma lembrou que Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, fez defesa pública da proposta, que foi aprovada na semana passada pela Câmara dos Deputados e está em debate no Senado

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/135594/Dilma-Marco-Civil-%C3%A9-ferramenta-da-liberdade-de-express%C3%A3o.htm

Governo anuncia CPI mista da Petrobras e cartel no metrô – Líder do governo no Congresso, senador José Pimentel (PT-CE) acaba de anunciar, da tribuna do plenário do Senado, que os partidos da base governista conseguiram as assinaturas de 219 deputados e 32 senadores para a criação de uma CPI mista para investigar a Petrobras, contratos dos metrôs de São Paulo e do DF, a construção do Porto de Suape e contratos na área de tecnologia digital; requerimento, assim como o da oposição, deve ser lido em sessão no dia 15; deputados Vicentinho Alves (PT-SP), líder do PT, e Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo na Câmara, acompanham anúncio feito por Pimentel

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/135560/Governo-anuncia-CPI-mista-da-Petrobras-e-cartel-no-metr%C3%B4.htm

Padilha ao 247: “Gestão da Sabesp foi irresponsável” – Em entrevista ao 247, o pré-candidato do PT ao governo de São Paulo, Alexandre Padilha, comenta a queda das ações da Sabesp na Bovespa, que, diga-se de passagem, foi bem mais aguda do que a dos papéis da tão falada Petrobras; “a gestão cometeu erros graves”, diz ele; “como não foram feitos os investimentos necessários, a empresa agora se vê forçada a conceder grandes descontos aos consumidores que economizarem água, o que impacta seu caixa”; nesta tarde, a Agência Nacional de Águas recomendou um racionamento emergencial em São Paulo, que, segundo os técnicos, não pode esperar o calendário eleitoral; governador Geraldo Alckmin está sob pressão

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/135562/Padilha-ao-247-Gest%C3%A3o-da-Sabesp-foi-irrespons%C3%A1vel.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/04/04/trabalhando-com-poesia-612

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
e-mail 2: oipa@uol.com.br
e-mail 3: apioptlf@yahoo.com.br
msn: oipa2@hotmail.com
Blog: https://oipa2.wordpress.com
Twitter: http://www.twitter.com/a_vinagre
Facebook: http://www.facebook.com/apio.vinagre
Flickr: http://www.flickr.com/photos/a_vinagre
Orkut: http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=9196573284471271823
Skype: a_vinagre1
Youtube: http://www.youtube.com/user/sobreviventeapio
Fones: (71) 8814-5332 / 9154-0168 / 9982-7223 / 8251-9282

Frémito do Meu Corpo a Procurar-te – Florbela Espanca, in “A Mensageira das Violetas”

Frémito do meu corpo a procurar-te,
Febre das minhas mãos na tua pele
Que cheira a âmbar, a baunilha e a mel,
Doído anseio dos meus braços a abraçar-te,

Olhos buscando os teus por toda a parte,
Sede de beijos, amargor de fel,
Estonteante fome, áspera e cruel,
Que nada existe que a mitigue e a farte!

E vejo-te tão longe! Sinto tua alma
Junto da minha, uma lagoa calma,
A dizer-me, a cantar que não me amas…

E o meu coração que tu não sentes,
Vai boiando ao acaso das correntes,
Esquife negro sobre um mar de chamas…

Alma a Sangrar – Florbela Espanca, in “Charneca em Flor”

Quem fez ao sapo o leito carmesim
De rosas desfolhadas à noitinha?
E quem vestiu de monja a andorinha,
E perfumou as sombras do jardim?

Quem cinzelou estrelas no jasmim?
Quem deu esses cabelos de rainha
Ao girassol? Quem fez o mar? E a minha
Alma a sangrar? Quem me criou a mim?

Quem fez os homens e deu vida aos lobos?
Santa Teresa em místicos arroubos?
Os monstros? E os profetas? E o luar?

Quem nos deu asas para andar de rastros?
Quem nos deu olhos para ver os astros
– Sem nos dar braços para os alcançar?!…

Diz-me, Amor, como Te Sou Querida – Florbela Espanca, in “A Mensageira das Violetas”

Dize-me, amor, como te sou querida,
Conta-me a glória do teu sonho eleito,
Aninha-me a sorrir junto ao teu peito,
Arranca-me dos pântanos da vida.

Embriagada numa estranha lida,
Trago nas mãos o coração desfeito,
Mostra-me a luz, ensina-me o preceito
Que me salve e levante redimida!

Nesta negra cisterna em que me afundo,
Sem quimeras, sem crenças, sem turnura,
Agonia sem fé dum moribundo,

Grito o teu nome numa sede estranha,
Como se fosse, amor, toda a frescura
Das cristalinas águas da montanha!

Fanatismo – Florbela Espanca, in “Livro de Sóror Saudade”

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver.
Não és sequer razão do meu viver
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No mist’rioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!…

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: princípio e fim!…”

Anúncios
Esse post foi publicado em Livros e marcado . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s