Trabalhando com Poesia

“… É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô, mareia, é água no mar… É água no mar, é maré cheia ô, mareia ô, mareia, é água no mar… Contam que toda tristeza que tem na Bahia, nasceu de uns olhos morenos, molhados de mar… Não sei se é conto de areia ou se é fantasia, que a luz da candeia alumia, pra gente contar… Um dia morena enfeitada de rosas e rendas, abriu seu sorriso moça e pediu pra dançar… A noite emprestou as estrelas bordadas de prata, e as águas de Amaralina eram gotas de luar… Era um peito só, cheio de promessa era só, era um peito só cheio de promessa… Era um peito só, cheio de promessa era só, era um peito só cheio de promessa… Quem foi que mandou o seu amor se fazer de canoeiro, o vento que rola das palmas, arrasta o veleiro e leva pro meio das águas, de Iemanjá, e o mestre valente vagueia, olhando pra areia sem poder chegar… Adeus, amor… Adeus, meu amor, não me espera, porque eu já vou me embora, pro reino que esconde os tesouros de minha senhora… Desfia colares de conchas, pra vida passar e deixa de olhar pros veleiros, adeus meu amor eu não vou mais voltar… Foi beira mar, foi beira mar que chamou, foi beira mar ê, foi beira mar… Foi beira mar, foi beira mar que chamou, foi beira mar ê, foi beira mar…” (Clara Nunes – Canto de Areia – Comp.: Toninho)

“… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar, mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã penteia os seus cabelos macios, quando a luz da lua cheia clareia as águas do rio… Ogum sonhava com a filha de Nanã e, pensava que as estrelas eram os olhos de Yansã… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Na terra dos orixás, o amor se dividia, entre um deus que era de paz e outro deus que combatia … Como a luta só termina quando existe um vencedor, Yansã virou rainha da coroa de Xangô… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Mas Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar… Yansã, cadê Ogum? Foi pro mar…” (Clara Nunes – A Deusa dos Orixás – Comp.: Romildo/Toninho)

“Coloque Deus, conscientemente, em tudo o que faz, em todos os seus problemas e verificará que seus sofrimentos se transformarão em experiência e aprendizado. Coloque Deus em todos os pensamentos, e sua vida se transformará num hino de alegria e louvor, porque as dores se esvairão como as trevas, que desaparecem aos primeiros clarões das luzes da aurora…” (Minutos de Sabedoria Pg. 077)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Transcorreu, nesse domingo, a primeira partida da final do Campeonato baiano. Em uma partida bastante movimentada, o Bahia venceu mais um clássico no ano, completando seis partidas sem perder para o time de Canabrava. Com gols de Anderson Talisca e Fahel, o esquadrão de aço levou a Fonte Nova ao delírio e reverteu e ampliou a vantagem, que antes era do rival. Domingo (13) o tricolor pode perder por até 1 gol de diferença, que ainda assim será campeão baiano de 2014. A partida ocorre a partir das 16 horas, em Pituaço. Foi um final de semana de triunfos tricolores sobre o rival. Pela Copa Rio, o esquadrãozinho venceu o time de Canabrava e passou à final da competição, disputou uma grande final contra o Fluminense, perdendo nos penalties. Pela final do Baiano Sub-20, o Bahia ampliou a vantagem, após vencer o jogo de ida por 1×0. No próximo sábado, de forma similar, pode perder por até 1 gol de diferença e mesmo assim sagrar-se campeão da competição.

Confira os melhores momentos das partidas:

Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta Solano Trindade.

O Embu é um agradável município distante cerca de uma hora do centro de São Paulo. Embora tão próxima à metrópole, a cidade guarda um clima bucólico, aconchegante. Na região central, ao redor da praça onde se realizam as tradicionais feiras de arte e artesanato, concentram-se antiquários, artistas plásticos, lojas de móveis rústicos e restaurantes típicos. Quem chega no Embu aos domingos, quando é grande o movimento de turistas, não imagina que está diante da concretização do sonho de artistas negros, dentre eles o grande poeta Solano Trindade, pesquisador das nossas tradições populares, teatrólogo, pintor e boêmio; um ser humano de grande carisma e visão, para quem a arte representava parte essencial da vida.

O palco é Recife, 1908. Ali, no bairro São José, no dia 24 de julho, nasceu Solano. Seu pai, o sapateiro Manuel Abílio, dançava Pastoril e Bumba-meu-boi. Solano o acompanhava. Já sua mãe, Emerenciana, quituteira e operária, pedia que lesse para ela novelas, literatura de cordel e poesia romântica. É fácil imaginar nesse clima as cortinas da arte abrindo-se, os olhos do menino brilhando diante do espetáculo que a cultura popular proporcionava.

Esse poeta, que dava-se completamente à arte e à vida, não teve bens materiais. Seu trabalho favoreceu a muitos, mas não lhe deu sequer uma casa. Talvez não pensasse na velhice e em adoecer. Porém, acumulando inimigos e desilusões, foi se amargurando. O TPB, sem incentivo, não sobreviveu. A partir de 1970 a saúde começou a apresentar problemas. Morreu no Rio, em 1974. Mas em 1976, voltou aos braços do povo, na avenida. Foi tema da escola de samba Vai-Vai, com enredo elaborado por sua filha Raquel. Os versos do samba de Geraldo Filme ainda ecoam: Canta meu povo, vamos cantar em homenagem ao poeta popular Vai-Vai é povo, está na rua saudoso poeta, a noite é sua. Sua máxima, “devolver ao povo em forma de arte” serviu para inspirar a escola de samba Quilombo, do Rio de Janeiro. Solano deixou 5 livros publicados, o último foi “Cantares ao meu povo”. Deixou também uma peça de poemas inéditos. Deixou, acima de tudo, exemplos de sabedoria e lições para que o povo negro se orgulhasse das suas origens étnicas e de suas tradições culturais. Possuía a felicidade dos homens que se dedicam a uma grande obra e se confundem com ela. Quase no fim da vida, afirmou que tinha de haver maior solidariedade entre os negros de todo o mundo, os quais deveriam se reunir aos brancos que são contra o racismo. Solano de barba e cabelos brancos: a imagem pode ser a de um operário, de um lutador, de um sábio. Esquecido por alguns, lembrado por muitos, ele vive na obra que deixou. Palavras escritas num poema à filha Raquel se tornam proféticas: Estou conservado no ritmo do meu povo Me tornei cantiga determinadamente e nunca terei tempo para morrer.
Nasceu no dia 24 de julho de 1908, no bairro de São José, no Recife (PE). Além de poeta, foi pintor, teatrólogo, ator e folclorista. Legítimo poeta da resistência negra por excelência. Em 1930, começa a compor poemas afro-brasileiros. Em1934, participa do I e do II Congresso Afro-Brasileiro, no Recife e Salvador. Em 1936, fundou a Frente Negra Pernambucana e o Centro de Cultura Afro-brasileiro, para divulgação dos intelectuais e artistas negros. Em 1940, transfere-se para Belo Horizonte. Depois chega ao Rio Grande do Sul, fixando-se por um tempo em Pelotas, onde funda com o poeta Balduíno de Oliveira um grupo de arte popular, que não foi avante por causa das enchentes.

Retornou ao Recife em 1941, mas logo foi para o Rio de Janeiro, onde faz sucesso no “Café Vermelhinho”. Em 1945, funda o Comitê Democrático Afro-brasileiro, com Raimundo Souza Dantas, Aladir Custódio e Corsino de Brito. Em 1954, está em São Paulo, criando na cidade de Embu, um pólo de cultura e tradições afro-americanas. Em São Paulo também funda o Teatro Popular Brasileiro – TPB, onde desenvolveu intensa atividade cultural voltada para o folclore e para a denúncia do racismo. Em 1955, viaja para a Europa, com o TPB, onde dá espetáculos de canto e dança. Faleceu no Rio de janeiro, em 19 de fevereiro de 1974.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Solano_Trindade

No prefácio Musical teremos a presença da inesquecível Clara Nunes. Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Lula a Dilma: “Vamos ganhar com você” – Em conversa no Planalto, ex-presidente reconheceu que cenário não é bom, mas garantiu que Dilma é a candidata do PT e que será seu maior cabo eleitoral; entre os conselhos dados, disse que a CPI da Petrobras deve ser evitada a qualquer preço, porque em ano eleitoral, pode ser “mortal”; defendeu poder efetivo para o novo ministro da Secretaria das Relações Institucionais, Ricardo Berzoini, para segurar a base do governo no Congresso; pediu atenção especial à economia, principalmente à inflação; e por último, sugeriu a presidente “sair às ruas”

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/136015/Lula-a-Dilma-Vamos-ganhar-com-voc%C3%AA.htm

Dirceu lembra JB que não tem foro privilegiado – Advogado do ex-ministro, José Luis Oliveira Lima, diz em petição enviada ao ministro Joaquim Barbosa que o apenado “não teme nenhuma espécie de investigação”, em relação a quebra do sigilo telefônico, mas que “não pode deixar de apontar o patente equívoco do Excelentíssimo Magistrado da VEP, Bruno Rodrigues, que, com um mês de atraso, e depois de se declarar impedido, enviou, equivocadamente, a presente medida cautelar ao STF, mesmo diante da manifesta ausência de foro privilegiado do sentenciado”

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/136010/Dirceu-lembra-JB-que-n%C3%A3o-tem-foro-privilegiado.htm

Dilma reage a cerco: “Não recuo um milímetro” – Presidente Dilma Rousseff (PT) disse, nesta segunda (7), que “é muito usual durante os períodos de pré-campanha no Brasil e nos períodos de campanha que haja a utilização de todos os instrumentos possíveis para desgastar este ou aquele governo”, mas disse que isto não a intimida; “podem ter certeza: o meu governo continuará governando, continuará mantendo seu caráter republicano, mas nós não iremos recuar um milímetro da disputa política quando ela aparecer”, afirmou

http://www.brasil247.com/pt/247/minas247/135991/Dilma-reage-a-cerco-N%C3%A3o-recuo-um-mil%C3%ADmetro.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:
https://oipa2.wordpress.com/2014/04/07/trabalhando-com-poesia-613

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Canto à amada– Solano Trindade

Eu tenho uns versos bonitos
pra cantar pra minha amada
sempre sempre desdobrada
em beleza e formosura
Ontem minha amada estava
dentro da cara da Lua
numa garota da rua
no palhaço da folia
Um dia vi minha amada
nas águas do grande mar
outra vez a encontrei
num belo maracatu
Numa canção ela estava
num samba estava também
estava numa boa pinga
sempre está no meu amor
Eu tenho uns versos bonitos
pra cantar pra minha amada
sempre sempre desdobrada
em beleza e formosura

Sou negro– Solano Trindade

A Dione Silva

Sou Negro
meus avós foram queimados
pelo sol da África
minh’alma recebeu o batismo dos tambores atabaques, gonguês e agogôs
Contaram-me que meus avós
vieram de Loanda
como mercadoria de baixo preço plantaram cana pro senhor do engenho novo
e fundaram o primeiro Maracatu.
Depois meu avô brigou como um danado nas terras de Zumbi
Era valente como quê
Na capoeira ou na faca
escreveu não leu
o pau comeu
Não foi um pai João
humilde e manso
Mesmo vovó não foi de brincadeira
Na guerra dos Malês
ela se destacou
Na minh’alma ficou
o samba
o batuque
o bamboleio
e o desejo de libertação…

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