Trabalhando com Poesia

“… Dei um aperto de saudade no meu tamborim, molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas, dei meu tempo de espera para a marcação e cantei, a minha vida na avenida sem empolgação… Dei um aperto de saudade no meu tamborim, molhei o pano da cuíca com as minhas lágrimas, dei meu tempo de espera para a marcação e cantei, a minha vida na avenida sem empolgação… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Fiz o estandarte com as minhas mágoas, usei como destaque a tua falsidade, do nosso desacerto fiz meu samba enredo, do velho som do minha surda dividi meus versos… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Nas platinelas do pandeiro coloquei surdina, marquei o último ensaio em qualquer esquina, manchei o verde esperança da nossa bandeira, marquei o dia do desfile para quarta-feira… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão… Vai manter a tradição, vai meu bloco, tristeza e pé no chão…” (Clara Nunes – Tristeza e Pé no Chão – Comp.: Armando Fernandes)

“… Manhã tão bonita manhã, de um dia feliz que chegou, em cada cor o amor, em cada amor um bem, o bem do amor faz bem ao coração… Então vamos juntos viver, no azul da manhã que nasceu, é nossa manhã, tão bela afinal, manhã de Carnaval… Manhã tão bonita manhã, de um dia feliz que chegou, em cada cor o amor, em cada amor um bem, o bem do amor faz bem ao coração… Então vamos juntos viver, no azul da manhã que nasceu, é nossa manhã, tão bela afinal, manhã de Carnaval… Canta o meu coração, a alegria voltou, tão feliz na manhã desse amor…” (Clara Nunes – Manhã de Carnaval – Comp.: Chico Buarque)

“… Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara, negro cantava na nação nagô… Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara, negro cantava na nação nagô… Depois chorou lamentos de senzala, tão longe estava de sua Ilu Ayê… Tempo passou e no terreirão da casa grande, negro diz tudo que pode dizer… É samba, é batuque, é reza, é dança, é ladainha, negro joga capoeira e faz louvação à rainha… É samba, é batuque, é reza, é dança, é ladainha, negro joga capoeira e faz louvação à rainha… Hoje, negro é terra, negro é vida, na mutação do tempo, desfilando na avenida, negro é sensacional… É toda festa do povo, é dono do carnaval… Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara, negro cantava na nação nagô… Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara, negro cantava na nação nagô… Depois chorou lamentos de senzala, tão longe estava de sua Ilu Ayê… Tempo passou e no terreirão da casa grande, negro diz tudo que pode dizer… É samba, é batuque, é reza, é dança, é ladainha, negro joga capoeira e faz louvação à rainha… É samba, é batuque, é reza, é dança, é ladainha, negro joga capoeira e faz louvação à rainha… Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara, negro cantava na nação nagô… Ilu Ayê, Ilu Ayê, Odara, negro cantava na nação nagô… Depois chorou lamentos de senzala, tão longe estava de sua Ilu Ayê… Tempo passou e no terreirão da casa grande, negro diz tudo que pode dizer… É samba, é batuque, é reza, é dança, é ladainha, negro joga capoeira e faz louvação à rainha… É samba, é batuque, é reza, é dança, é ladainha, negro joga capoeira e faz louvação à rainha…” (Clara Nunes – Ilu Aye – Comp.: Cabana / Norival Reis)

“… Filhos de Gandhi, Badauê, Ylê ayiê, Malê Debalê, Otum obá… Tem um mistério, que bate no coração, força de uma canção, que tem o dom de encantar… Tem um mistério, que bate no coração, força de uma canção, que tem o dom de encantar… Seu brilho parece um sol derramado, um céu prateado, um mar de estrelas… Revela a leveza de um povo sofrido, de rara beleza, que vive cantando, profunda grandeza… A sua riqueza vem lá do passado, de lá do congado, eu tenho certeza… Filhas de Gandhi, ê povo grande, Ojuladê, Katendê, Babá Obá… Netos de Gandhi, povo de Zambi, traz pra você um novo som: Ijexá… Filhas de Gandhi, ê povo grande, Ojuladê, Katendê, Babá Obá… Netos de Gandhi, povo de Zambi, traz pra você um novo som: Ijexá… Filhos de Gandhi, Badauê, Ylê ayiê, Malê Debalê, Otum obá… Tem um mistério, que bate no coração, força de uma canção, que tem o dom de encantar… Tem um mistério, que bate no coração, força de uma canção, que tem o dom de encantar… Seu brilho parece um sol derramado, um céu prateado, um mar de estrelas… Revela a leveza de um povo sofrido, de rara beleza, que vive cantando, profunda grandeza… A sua riqueza vem lá do passado, de lá do congado, eu tenho certeza… Filhas de Gandhi, ê povo grande, Ojuladê, Katendê, Babá Obá… Netos de Gandhi, povo de Zambi, traz pra você um novo som: Ijexá… Filhas de Gandhi, ê povo grande, Ojuladê, Katendê, Babá Obá… Netos de Gandhi, povo de Zambi, traz pra você um novo som: Ijexá…” (Clara Nunes & Gilberto Gil – Filhos de Gandhi – Comp.: Edil Pacheco)

“… Fumo de rolo arreio de cangalha, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Bolo de milho broa e cocada, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Pé de moleque, alecrim, canela, moleque sai daqui me deixa trabalhar, e Zé saiu correndo pra feira de pássaros e foi passo-voando pra todo lugar… Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar, tomar uma bicada com nambu assado e olhar pra Maria do Joá… Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar, tomar uma bicada com nambu assado e olhar pra Maria do Joá… Cabresto de cavalo e rabichola, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Farinha rapadura e graviola, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Pavio de candeeiro, panela de barro, menino vou me embora, tenho que voltar, xaxar o meu roçado, que nem boi de carro, alpargata de arrasto não quer me levar… Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar… Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar… Fumo de rolo arreio de cangalha, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Bolo de milho broa e cocada, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Pé de moleque, alecrim, canela, moleque sai daqui me deixa trabalhar, e Zé saiu correndo pra feira de pássaros e foi passo-voando pra todo lugar… Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar, tomar uma bicada com nambu assado e olhar pra Maria do Joá… Tinha uma vendinha no canto da rua, onde o mangaieiro ia se animar, tomar uma bicada com nambu assado e olhar pra Maria do Joá… Cabresto de cavalo e rabichola, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Farinha rapadura e graviola, eu tenho pra vender, quem quer comprar? Pavio de candeeiro, panela de barro, menino vou me embora, tenho que voltar, xaxar o meu roçado, que nem boi de carro, alpargata de arrasto não quer me levar… Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar… Porque tem um Sanfoneiro no canto da rua, fazendo floreio pra gente dançar, tem Zefa de purcina fazendo renda e o ronco do fole sem parar…” (Clara Nunes & Sivuca – Feira de mangaio – Comp.: Glorinha Gadelha / Sivuca)

“… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho? Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela? Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela?… Será que no meio da mata, na moita, morena ainda chocalha?… Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha?… Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, passando pelo regimento ela faz requebrar a sentinela… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Será que quando vai pra cama morena se esquece dos chocalhos?… Será que namora fazendo bochincho, com seus penduricalhos?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Será que ela tá caprichando no peixe que eu trouxe de benguela?… Será que tá no remelexo e abandonou meu peixe na tigela?… Será que quando fica choca, põe de quarentena o seu chocalho?… Será que depois ela bota a canela no nicho do pirralho?… Morela de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, eu acho que deixei um cacho do meu coração na catumbela… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela, Morena, meninaa danada, minha camarada do MPLA… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?… Morena de Angola, que leva o chocalho amarrado na canela, será que ela mexe o chocalho, ou chocalho é que mexe com ela?…” (Clara Nunes – Morena de Angola – Comp.: Chico Buarque)

Confira outros sucessos de Clara Nunes:

“Deus está em toda a parte: portanto está também dentro de nós e dentro de todas as pessoas que nos cercam, boas ou más. Tudo provém de Deus. Tudo é manifestação divina. Mesmo aquilo que nos parece mal ou erro pode ser a causa de um benefício futuro. Nosso sofrimento resulta do desconhecimento da verdade básica: Deus dirige todos os acontecimentos porque está em tudo.” (Minutos de Sabedoria Pg. 081)

Bom dia pessoal,

O Trabalhando com Poesia desta sexta feira é dedicado a meu filho Vinicius e a minha Nora Tamires, que se casam. O meu desejo de felicidades a ambos vai em forma de música e poesia. Que toda energia positiva esteja no entorno de vocês dois. Felicidades e harmonia a vocês.

Pelo campeonato baiano de futebol sub-20, o Bahia venceu o time de Canabrava pelo placar de 2×1 e sagrou-se campeão da competição. Parabéns à garotada tricolor.

Começam hoje, a partir das 9 horas, as vendas de ingressos para a torcida do Tricolor. Dividida em partes iguais, a carga será vendida a Sócios (as), no Shopping Capemi e não sócios (as) na Bilheteria Norte da Fonte Nova. Durante a semana, uma campanha da torcida do Bahia levou alguns dirigentes e torcedores do rival a perder o controle. O Ex-Presidente do time de Canabrava, de forma destemperada incitou a sua torcida à prática de violência no estádio. Melhor resposta que vi na internet, reproduzo a mensagem de Ricardo Tupinambá, com a qual concordo plenamente.

“Diante da situação em que o Sr. Alexy Portela colocou a TORCIDA DO BAHIA, eu, como Torcedor e Sócio do Clube, decidi por gastar meu tempo para redigir um pequeno “recado” a este cidadão, que, em que pese não mais o Presidente de Direito do Esporte Clube Vitória/BA, age como Presidente de Fato. Sei que isso não chegará a seu conhecimento, mas pelo menos a mim serve como desabafo.

O senhor, em manifesto ato de ignorância, portando-se como o mais indigno dos perdedores, aqueles que perdem antes mesmo de entrar em campo, vociferou a uma emissora de rádio de nossa capital, cujo áudio guardo cópia se porventura o senhor ousar alegar que não falou…

Dentre as barbaridades que o senhor falou, está a de que a responsabilidade da segurança no Estádio é atribuída à SSP/BA. Ora, talvez o senhor desconheça o Estatuto do Torcedor (Lei Federal nº. 10.671/03). Com intuito de ajudá-lo, permita-me citar os artigos 14 e 19, que dizem:

“Art. 14. Sem prejuízo do disposto nos arts. 12 a 14 da Lei nº 8.078, de 11 de setembro de 1990 (Código de Defesa do Consumidor), a responsabilidade pela segurança do torcedor em evento esportivo é da entidade de prática desportiva detentora do mando de jogo e de seus dirigentes, que deverão:”

“Art. 19. As entidades responsáveis pela organização da competição, bem como seus dirigentes respondem solidariamente com as entidades de que trata o art. 15 e seus dirigentes, independentemente da existência de culpa, pelos prejuízos causados a torcedor que decorram de falhas de segurança nos estádios ou da inobservância do disposto neste capítulo.”

Note, nobre dirigente, que a responsabilidade (objetiva, por sinal) pela minha segurança e dos meus iguais no clássico do próximo domingo são, basicamente, do Esporte Clube Vitória/BA e da Federação Bahiana de Futebol.

O senhor ainda, no trecho do áudio que tive acesso, incita a prática da violência por parte dos torcedores da sua agremiação, além de ameaçar os torcedores do Esporte Clube Bahia. “Clubismos” à parte, o senhor praticou CRIME! Mas vamos deixar isso para uma outra oportunidade…

Voltando ao Estatuto do Torcedor, o senhor propõe que os simpatizantes do Esporte Clube Vitória EXPULSEM torcedores do Bahia que se façam presentes nas arquibancadas do Estádio de Pituaçu, mesmo que não estejam utilizando a camisa do seu rival.

Ora, além de correr o risco de vermos uma barbárie ocorrer no próximo domingo, existe uma imensa possibilidade de o senhor atentar contra sua própria torcida. Imagine o senhor um simpatizante do seu clube, com receio de ir ao Estádio com a camisa do seu time, seja expulso do recinto por pensarem que ele torce para o rival? Genial, não?

E, mais uma vez, dando uma “aula” de desconhecimento de um dos poucos diplomas normativos que um dirigente de clube deve ter ciência, o senhor feriu de morte o seu art. 13-A, que versa:

“Art. 13-A. São condições de acesso e permanência do torcedor no recinto esportivo, sem prejuízo de outras condições previstas em lei:

I – estar na posse de ingresso válido;
II – não portar objetos, bebidas ou substâncias proibidas ou suscetíveis de gerar ou possibilitar a prática de atos de violência;
III – consentir com a revista pessoal de prevenção e segurança;
IV – não portar ou ostentar cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter racista ou xenófobo;
V – não entoar cânticos discriminatórios, racistas ou xenófobos;
VI – não arremessar objetos, de qualquer natureza, no interior do recinto esportivo;
VII – não portar ou utilizar fogos de artifício ou quaisquer outros engenhos pirotécnicos ou produtores de efeitos análogos;
VIII – não incitar e não praticar atos de violência no estádio, qualquer que seja a sua natureza; e
IX – não invadir e não incitar a invasão, de qualquer forma, da área restrita aos competidores.
X – não utilizar bandeiras, inclusive com mastro de bambu ou similares, para outros fins que não o da manifestação festiva e amigável.

Parágrafo único. O não cumprimento das condições estabelecidas neste artigo implicará a impossibilidade de ingresso do torcedor ao recinto esportivo, ou, se for o caso, o seu afastamento imediato do recinto, sem prejuízo de outras sanções administrativas, civis ou penais eventualmente cabíveis.”

Note, caro dirigente, que torcer para o time rival não é causa para se expulsar um torcedor do Estádio!!!

Apenas para dar um rumo ao meu desabafo, gostaria de apontar ao senhor o que diz o art. 13 do Estatuto do Torcedor:

“Art. 13. O torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas.”

Ainda neste sentido, veja o conteúdo do art. 17:

“Art. 17. É direito do torcedor a implementação de planos de ação referentes a segurança, transporte e contingências que possam ocorrer durante a realização de eventos esportivos.
§ 1º Os planos de ação de que trata o caput serão elaborados pela entidade responsável pela organização da competição, com a participação das entidades de prática desportiva que a disputarão e dos órgãos responsáveis pela segurança pública, transporte e demais contingências que possam ocorrer, das localidades em que se realizarão as partidas da competição.
§ 2º Planos de ação especiais poderão ser apresentados em relação a eventos esportivos com excepcional expectativa de público.”

Notou o § 2º? Então perceba: DIANTE DA EXCEPCIONAL EXPECTATIVA DE PÚBLICO no clássico do próximo domingo, o senhor, o Esporte Clube Vitória/BA e a FBF tem OBRIGAÇÃO de apresentar um plano de ação especial, já que seus simpatizantes, tampouco o senhor, tem o poder de controlar a multidão.

Diante do exposto, se o senhor me permitir um conselho, organize de antemão um plano alternativo, de modo a garantir a SEGURANÇA e a VIDA dos cidadãos torcedores do time rival, sob pena de o senhor, os demais dirigentes do Esporte Clube Vitória e da Federação Bahiana de Futebol virem a ser responsabilizados por eventual tragédia que aconteça no próximo domingo.

Por fim, sugiro que o senhor procure o melhor para sua agremiação, mas não se esqueça que do lado contrário há um adversário, não um inimigo. Futebol é esporte, não é guerra.

Por um clássico da paz no domingo!”

No próximo domingo teremos mais um BaxVi. Desta vez, decidindo o Campeonato Baiano de 2014. O Bahia, que conseguiu reverter a vantagem do seu rival, joga podendo perder por até um gol de diferença, já que venceu o primeiro jogo por 2×0. Como tenho feito nos últimos clássicos, reproduzo algumas partidas do clássico, mandando a energia positiva do “Trabalhando com Poesia” para o esquadrão de aço e para toda a nação tricolor.

Completa hoje 91 anos a Portela, uma das principais Escolas de Samba do Rio de Janeiro um dos principais berços da tradição sambista carioca.

O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela é uma das mais tradicionais e conhecidas escolas de samba da cidade brasileira do Rio de Janeiro. É carinhosamente chamada de “A Majestade do Samba” e forma, juntamente com a Deixa Falar e a Mangueira, a tríade das escolas fundadoras do carnaval carioca.

Foi fundada oficialmente como um bloco carnavalesco, chamado Conjunto Oswaldo Cruz, em 11 de abril de 1923, no bairro de Oswaldo Cruz. Embora haja estudiosos que acreditam que a escola tenha sido fundada em 1926, o ano oficial de fundação é 1923, mesmo ano de criação do bloco “Baianinhas de Oswaldo Cruz”, que já continha o embrião da primeira diretoria portelense, com Paulo da Portela, Alcides Dias Lopes (mais conhecido como “Malandro Histórico”), Heitor dos Prazeres, Antônio Caetano, Antônio Rufino, Manuel Bam Bam Bam, Natalino José do Nascimento (o “seu Natal”), Candinho e Cláudio Manuel.

Mudou de nome por duas vezes – “Quem Nos Faz É O Capricho” e “Vai Como Pode” -, até assumir definitivamente a denominação Portela, em meados da década de 1930. Com o tempo, também se mudou de Oswaldo Cruz para o bairro vizinho, Madureira, mas é ainda muito conhecida e referenciada como uma escola de samba “de Oswaldo Cruz”.

Ao longo das primeiras décadas do carnaval carioca, a Portela tornou-se uma das principais escolas de samba do Rio de Janeiro, compondo um quarteto de grandes ao lado de Mangueira, Acadêmicos do Salgueiro e Império Serrano. Adotando como símbolo a águia e as cores azul e branco, a Portela conquistou 21 títulos do carnaval, marca imbatível até hoje. Foram dois bicampeonatos, dois tricampeonatos, dois tetracampeonatos, um pentacampeonato, um hexacampeonato e um heptacampeonato.

A escola de samba é responsável por algumas inovações nos desfiles de carnaval. Por exemplo, em 1935, foi a primeira escola a introduzir uma alegoria – um globo terrestre idealizado por Antônio Caetano. No carnaval de 1939 apresentou aquele que é considerado o primeiro samba de enredo, além de levar ao desfile fantasias totalmente enquadradas ao enredo. Também introduziu a comissão de frente e, mais tarde, a primeira escola a uniformizá-la.

Além da relevância para o carnaval carioca, a Portela firmou-se como um dos grandes celeiros de grandes compositores do samba, comprovado por sua ativa e tradicional Velha Guarda. Entre bambas portelenses ao longo de sua história, destacam-se além dos fundadores Paulo da Portela e Antônio Rufino, os sambistas Aniceto da Portela, Mijinha, Manacéa, Argemiro, Alberto Lonato, Chico Santana, Casquinha, Alcides Dias Lopes, Alvaiade, Colombo, Picolino, Candeia, Waldir 59, Zé Ketti, Wilson Moreira, Monarco, Noca da Portela, Paulinho da Viola, entre outros – sem deixar de mencionar de importantes instrumentistas, como Jair do Cavaquinho e Jorge do Violão, a Portela tem uma participação importante na vida cultural do Rio de Janeiro. Prova desse reconhecimento foi a escola ser agraciada, em 2001, com a Ordem do Mérito Cultural.

Apesar da grande tradição no cenário do samba no Rio de Janeiro, a escola vivenciou muitos momentos de atrito, especialmente no relacionamento da diretoria da escola e sambistas. Desavenças culminaram com o afastamento, em 1941, do fundador Paulo da Portela. Durante a década de 1970, novos desentedimentos levaram sambistas como Candeia, Zé Ketti e Paulinho da Viola a deixarem a escola – embora os dois últimos tenham retornado anos depois. Já na década de 1980, uma nova rusga interna gerou uma dissidência, que resultou na criação de uma segunda escola, a Tradição.

Embora ainda seja a maior detentora de carnavais no Rio de Janeiro, a tradicional escola de samba de Oswaldo Cruz tem amargado mais de duas décadas sem título – o último deles foi conquistado em 1984.

A chapa da oposição para as eleições de 2014 na Bahia foi definida, de acordo com anúncio do prefeito de Salvador ACM Neto nesta quinta-feira, 10, em sua página no Twitter. O ex-governador Paulo Souto (DEM) vai encabeçar a chapa ao lado de Joaci Góes, como candidato a vice-governador.

Já Geddel Vieira Lima (PMDB), que disputava a vaga com Paulo Souto, vai concorrer para o Senado. Nos bastidores da política, havia a dúvida se com a indicação de Paulo Souto teria um racha na oposição e o peemedebista iria concorrer em outro grupo. Pelo visto, Geddel aceitou ser preterido.

O governador Jaques Wagner disse nesta quinta-feira, 10, que a chapa formada pela oposição encabeçada por Paulo Souto (DEM), Joacy Góes e com Geddel Vieira Lima (PMDB) para o Senado já era esperada. “Eles fizeram uma composição que já era esperada com o DEM, PMDB e PSDB. Nós vamos jogar o jogo com a chapa que eles montaram. Eu sempre disse isso. A nossa chapa está montada e com a base totalmente unificada”, disse Wagner.

Prevendo possíveis ataques ao seu governo, Jaques Wagner afirmou que espera que a campanha da oposição invista na apresentação de projetos. “Vamos ver aquilo que os adversários vão apresentar. Mas eu espero que a campanha seja em torno de ideias e projetos para Bahia, sem ter ataques pessoais. Acho que a política já passou dessa fase”.
O governador também aproveitou para elogiar Rui Costa, que é candidato ao governo do Estado. “Ele tem uma taxa de desconhecimento muito alta, o que é positivo para qualquer campanha. Tem 50% (da população) que precisa conhecer Rui Costa. Mesmo sendo conhecido por apenas 50%, ele já atinge uma indicação que eu acho bastante positiva para esse período (da campanha). Estou muito seguro que temos um bom grupo político”.

Fonte: A Tarde

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Duas CPIs empurram Alckmin a inferno astral – Após ter derrotado nada menos que 70 pedidos de CPIs na Assembleia Legislativa, governador vê deputados aprovarem CPI dos Pedágios na hora em que mais precisa de paz; PT lançou a ideia que foi seguida por descontentes da base de sustentação de Geraldo Alckmin; no plano federal, tucano vê iniciativa de CPI da Petrobras ganhar contornos mais amplos e abrir portas para investigar o escândalo Alstom-Siemens de distribuição de propinas em torno de trens e metrô; auxiliares diretos podem ser atingidos; mergulhado na permanente crise da segurança em São Paulo e sem decidir entre racionamento ou rodízio de água no Estado, Alckmin terá que mostrar toda a sua habilidade para superar o verdadeiro inferno astral que se anuncia

http://www.brasil247.com/pt/247/poder/136391/Duas-CPIs-empurram-Alckmin-a-inferno-astral.htm

Dirceu vai processar Veja por acusações sem prova – Com relatos em “off”, revista da Abril diz que ex-ministro tem direito a picanha e lanches do McDonald’s dentro da Papuda, além de um podólogo para tratar uma unha encravada; denúncias não comprovadas tem atrasado o processo para Dirceu obter o direito de trabalhar fora da prisão pelo regime semiaberto a que foi condenado; em 2011, repórter da publicação Gustavo Nogueira Ribeiro teria tentado invadir suíte do hotel onde o petista se hospedara, em Brasília…

http://www.brasil247.com/pt/247/brasilia247/136418/Dirceu-vai-processar-Veja-por-acusa%C3%A7%C3%B5es-sem-prova.htm

Sem rodízio, crescem reclamações de falta d’água em SP – Sabesp e governador Geraldo Alckmin negam necessidade de racionamento; mas reclamações de interrupção de abastecimento à agência reguladora de saneamento de São Paulo cresceram 115% no primeiro bimestre em relação ao mesmo período de 2013; a Arsesp recebeu em janeiro e fevereiro deste ano 355 críticas sobre corte de água…

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/136431/Sem-rod%C3%ADzio-crescem-reclama%C3%A7%C3%B5es-de-falta-d%E2%80%99%C3%A1gua-em-SP.htm

PT: presidente da Sabesp desconhece problema da água em SP – Presidente estadual do PT de São Paulo, Emídio de Souza emitiu nota nesta quinta-feira (10) em crítica a presidente da Sabesp, Dilma Pena; “Ela demonstrou que não leu ou não estudou todos os documentos que recomendavam obras alternativas para garantir o abastecimento de água nas regiões metropolitanas de Campinas e São Paulo”, afirmou; para ele, “a prepotência da presidência da Sabesp é assustadora e explica porque o governo não consegue sequer fazer os estudos recomendados”…

http://www.brasil247.com/pt/247/sp247/136407/PT-presidente-da-Sabesp-desconhece-problema-da-%C3%A1gua-em-SP.htm

Pinheiro comemora ajuda financeira aos municípios – O governo federal liberou R$ 1,5 bilhão de ajuda financeira para custeio dos municípios por meio da segunda parcela dos recursos da ordem de R$ 3 bilhões da MP 613/13, cujo relator foi o senador baiano Walter Pinheiro (PT); a primeira parcela dos recursos foi repassada em setembro de 2013; segundo o petista, o repasse ocorreu conforme critérios do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Ele explicou que os repasses são feitos por meio de depósitos nas contas das prefeituras…

http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/136352/Pinheiro-comemora-ajuda-financeira-aos-munic%C3%ADpios.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/04/11/trabalhando-com-poesia-617

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma sexta-feira abençoada por Deus e coberta pela paz do Alá de Oxalá! Bom final de semana e até segunda feira.

Apio Vinagre Nascimento
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Canto dos Palmares – Solano Trindade

“Ainda sou poeta
meu poema
levanta os meus irmãos.
Minhas amadas
se preparam para a luta,
os tambores
não são mais pacíficos
até as palmeiras
têm amor à liberdade”.

Poema autobiográfico – Solano Trindade

“Quando eu nasci,
Meu pai batia sola,
Minha mana pisava milho no pilão,
Para o angu das manhãs…
Portanto eu venho da massa,
Eu sou um trabalhador…
Ouvi o ritmo das máquinas,
E o borbulhar das caldeiras…
Obedeci ao chamado das sirenes…
Morei num mucambo do “”Bode””,
E hoje moro num barraco na Saúde…
Não mudei nada…”

Nem só de poesia vive o poeta – Solano Trindade

“Nem só de poesia vive o poeta
há o “fim do mês”
o agasalho
a farmácia
a pinga
o tempo ruim, com chuva
alguém nos olhando
policialescamente
De vez em quando
um pouco de poesia
uma conta atrasada
um cobrador exigente
um trabalho mal pago
uma fome
um discurso à moda Ruy
E às vezes uma mulher fazendo carinho
Hoje a lua não é mais dos poetas
Hoje a lua é dos astronautas.”
** poema inédito até 2008, quando foi revelado por sua filha Raquel.

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