Trabalhando com Poesia

“… Drão! O amor da gente é como um grão, uma semente de ilusão, tem que morrer pra germinar… Plantar nalgum lugar, ressuscitar no chão nossa semeadura… Quem poderá fazer aquele amor morrer, nossa caminhadora, dura caminhada, pela noite escura… Drão! Não pense na separação, não despedace o coração, o verdadeiro amor é vão… Estende-se infinito, imenso monólito, nossa arquitetura… Quem poderá fazer aquele amor morrer, nossa caminhadora… Cama de tatame, pela vida afora… Drão! Os meninos são todos sãos, os pecados são todos meus, Deus sabe a minha confissão, não há o que perdoar, por isso mesmo é que há de haver mais compaixão… Quem poderá fazer aquele amor morrer, se o amor é como um grão… Morre, nasce trigo, vive, morre pão… Drão! Drão!…” (Gilberto Gil – Drão – Comp.: Gilberto Gil)

“… A paz invadiu o meu coração, de repente, me encheu de paz como se o vento de um tufão arrancasse meus pés do chão, onde eu já não me enterro mais… A paz fez um mar da revolução, invadir meu destino; A paz, como aquela grande explosão, uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz… Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós… Que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz… Eu vim, vim parar na beira do cais, onde a estrada chegou ao fim, onde o fim da tarde é lilás, onde o mar arrebenta em mim, o lamento de tantos “ais”… A paz invadiu o meu coração, de repente, me encheu de paz como se o vento de um tufão arrancasse meus pés do chão, onde eu já não me enterro mais… A paz fez um mar da revolução, invadir meu destino; A paz, como aquela grande explosão, uma bomba sobre o Japão fez nascer o Japão da paz… Eu pensei em mim, eu pensei em ti, eu chorei por nós… Que contradição, só a guerra faz nosso amor em paz… Eu vim, vim parar na beira do cais, onde a estrada chegou ao fim, onde o fim da tarde é lilás, onde o mar arrebenta em mim, o lamento de tantos “ais”…” (Gilberto Gil – A paz – Comp.: Gilberto Gil e João Donato)

“… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Que a fé tá na mulher, a fé tá na cobra coral, oh! oh! num pedaço de pão… A fé tá na maré, na lâmina de um punhal, oh! oh! na luz, na escuridão… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… A fé tá na manhã, a fé tá no anoitecer, oh! oh! no calor do verão… A fé tá viva e sã, a fé também tá prá morrer, oh! oh! triste na solidão… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Certo ou errado até, a fé vai onde quer que eu vá, oh! oh! a pé ou de avião… Mesmo a quem não tem fé, a fé costuma acompanhar, oh! oh! pelo sim, pelo não… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Olêlê, vamos lá!… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… Andá com fé eu vou, que a fé não costuma faiá… ” (Gilberto Gil – Andar com fé – Comp.: Gilberto Gil)

“Tenha bom ânimo e coragem: você vencerá todas as dificuldades! A vida apresenta-nos problemas às vezes difíceis. Mas dificuldade superada é problema resolvido. Jamais desanime: você há de vencer galhardamente todos os problemas que se lhe apresentarem. Se o problema for complexo, divida-o em partes, e vença cada uma delas separadamente. Mas não desanime jamais!…” (Minutos de Sabedoria Pg. 082)

Bom dia pessoal,

Como foram de final de semana? Espero que bem. Após dois meses e meio de pausa no “Trabalhando com Poesia”, necessária em função da minha busca de aprovação no Exame da OAB, estamos de volta e com muita felicidade por conta de termos alcançado o objetivo de finalizar a faculdade já com essa aprovação e em plenas condições de exercer a advocacia, um sonho acalentado há alguns anos.

Acontece desde o último dia 12 de junho a Copa do Mundo nos estádios brasileiros. Após muita controvérsia, principalmente por parte das grandes mídias e da oposição ao governo petista, o evento tem ganho elogios da mídia internacional e tem feito com que seus antagonistas acabem se curvando ante a imponência das avaliações que chegam do evento. O Ex-Presidente Lula e a Presidenta Dilma, principais avalistas da aposta brasileira, mostram o acerto da medida e a Copa no Brasil vai merecendo o apelido de “Copa das Copas”, não apenas pela magnitude dos seus números bem como pelo protagonismo dos times e do povo sul americano.

No último sábado tivemos o início das oitavas de final, com a Seleção brasileira sofrendo para passar pelo Chile nos pênaltis, após empate em 1×1 no tempo normal e prorrogação, Júlio Cesar defendeu duas cobranças e contou com a trave como companheira de luta. Marcelo, David Luis e Neymar Jr. Fizeram os gols brasileiros. A adversária brasileira nas quartas de final será a Colômbia que derrotou o Uruguai por 2×0. Outro confronto definido é Holanda, que virou o jogo contra o México nos minutos finais da partida e a Costa Rica que venceu a Grécia nos pênaltis, também após empate em 1×1 no tempo normal e prorrogação.

Hoje teremos França x Nigéria e Alemanha x Argélia decidindo mais um confronto das quartas de final. Amanhã Argentina x Suiça em São Paulo e Bélgica x Estados Unidos em Salvador encerram as Oitavas de Final definindo o último confronto da próxima fase.

Confira os melhores momentos das partidas:

Brasil x Chile

Colômbia x Uruguai

Holanda x México

Costa Rica x Grécia

Essa semana, o “Trabalhando com Poesia” visitará a obra do Poeta Cruz e Souza. Espero que gostem.

João da Cruz e Souza nasceu em 24 de novembro de 1861 em Desterro, hoje Florianópolis, Santa Catarina. Seu pai e sua mãe, negros puros, eram escravos alforriados pelo marechal Guilherme Xavier de Sousa. Ao que tudo indica o marechal gostava muito dessa família pois o menino João da Cruz recebeu, além de educação refinada, adquirida no Liceu Provincial de Santa Catarina, o sobrenome Sousa.

Apesar de toda essa proteção, Cruz e Souza sofreu muito com o preconceito racial. Depois de dirigir um jornal abolicionista, foi impedido de deixar sua terra natal por motivos de preconceito racial.

Algum tempo depois é nomeado promotor público, porém, é impedido de assumir o cargo, novamente por causa do preconceito. Ao transferir-se para o Rio, sobreviveu trabalhando em pequenos empregos e continuou sendo vítima do preconceito.

Em 1893 casa-se com Gravita Rosa Gonçalves, que também era negra e que mais tarde enlouqueceu. O casal teve quatro filhos e todos faleceram prematuramente, o que teve vida mais longa morreu quando tinha apenas 17 anos.

Cruz e Souza morreu em 19 de março de 1898 na cidade mineira de Sítio, vítima de tuberculose. Suas únicas obras publicadas em vida foram Missal e Broquéis.

Cruz e Souza é, sem sombra de dúvidas, o mais importante poeta Simbolista brasileiro, chegando a ser considerado também um dos maiores representantes dessa escola no mundo. Muitos críticos chegam a afirmar que se não fosse a sua presença, a estética Simbolista não teria existido no Brasil. Sua obra apresenta diversidade e riqueza.

De um lado, encontram-se aspectos noturnos, herdados do Romantismo como por exemplo o culto da noite, certo satanismo, pessimismo, angústia morte etc. Já de outro, percebe-se uma certa preocupação formal, como o gosto pelo soneto, o uso de vocábulos refinados, a força das imagens etc. Em relação a sua obra, pode-se dizer ainda que ela tem um caráter evolutivo, pois trata de temas até certo ponto pessoais como por exemplo o sofrimento do negro e evolui para a angústia do ser humano.

Leia mais em http://pt.wikipedia.org/wiki/Cruz_e_Sousa

No prefácio Musical teremos a presença do mestre Gilberto Gil. Espero que gostem.

Nas nossas sugestões de leitura de hoje, alguns textos do site Brasil 247. Vale a pena conferir:

Veja: do terror anti-Copa ao terrorismo da inflação – Derrotada na campanha contra a Copa do Mundo, a publicação abraça uma nova causa perdida e argumenta que o Plano Real, que completa 20 anos nesta segunda, corre o risco de ser destruído por uma inflação galopante; ocorre que o problema da economia brasileira hoje é outro: o desaquecimento, que provocou no último mês a maior deflação já registrada em 11 anos; nessa mesma edição de Veja, o jornalista José Roberto Guzzo admitiu, um tanto contrariado, o fiasco da campanha anti-Copa e alertou que o risco para uma imprensa que erra muito é a perda de leitores; o aviso será ouvido?…

http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/145059/Veja-do-terror-anti-Copa-ao-terrorismo-da-infla%C3%A7%C3%A3o.htm

Chefão da Abril: “Imprensa pecou feio. É a vida” – Jornalista José Roberto Guzzo, membro do conselho editorial da Editora Abril e um dos responsáveis pela linha editorial de Veja, que previu estádios prontos apenas em 2038, reconhece a pisada de bola; “É bobagem tentar esconder ou inventar desculpas: muito melhor dizer logo de cara que a imprensa de alcance nacional pecou de novo, e pecou feio, ao prever durante meses seguidos que a Copa de 2014 ia ser um desastre sem limites. O Brasil, coitado, iria se envergonhar até o fim dos tempos com a exibição mundial da inépcia do governo”, diz ele; “deu justamente o contrário”, lamenta, antes de um conformado “é a vida”; de fato, a Abril perdeu de goleada ao apostar no mau humor…


http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/145063/Chef%C3%A3o-da-Abril-Imprensa-pecou-feio-%C3%89-a-vida.htm

Na Bahia, Dilma alerta contra “ódio e mentira” – “Estou pronta para o combate”, diz presidente Dilma Rousseff na Bahia, durante convenção do PT; ela mirou no PSDB, sem citar o partido, para o mote de seu discurso de campanha: “Quem nunca mudou nada quando estava no governo, provou que não tem competência para mudar”, disparou, desconsiderando a joia dos tucanos, o Plano Real; “Nós tivemos competência para mudar, botamos o povo como protagonista pela primeira vez na história”, demarcou Dilma; presidente comemorou sucesso da Copa, mas lembrou derrubadas em série na mídia: “A Copa foi o momento das grandes mentiras”…

http://www.brasil247.com/pt/247/bahia247/144949/Na-Bahia-Dilma-alerta-contra-%C3%B3dio-e-mentira.htm

Veja a versão de hoje e as anteriores do “Trabalhando com Poesia”, no nosso blog “Espaço de Sobrevivência”. Nele você pode acessar links dos principais sites institucionais e de informações para seu uso. Visite, comente, indique:

https://oipa2.wordpress.com/2014/06/30/trabalhando-com-poesia-618

Abraços nos amigos beijos nas amigas e nos filhos, com os desejos de muito axé, energias positivas e que a vida e a paz possam sempre reinar em nossos corações e na nossa rotina. Uma Segunda-feira abençoada por Deus e repleta da energia positiva.

Apio Vinagre Nascimento
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Inefável – Cruz e Souza

Nada há que me domine e que me vença
Quando a minha alma mudamente acorda…
Ela rebenta em flor, ela transborda
Nos alvoroços da emoção imensa.
Sou como um Réu de celestial sentença,
Condenado do Amor, que se recorda
Do Amor e sempre no Silêncio borda
De estrelas todo o céu em que erra e pensa.
Claros, meus olhos tornam-se mais claros
E tudo vejo dos encantos raros
E de outras mais serenas madrugadas!
Todas as vozes que procuro e chamo
Ouço-as dentro de mim porque eu as amo
Na minha alma volteando arrebatadas

Tristeza do Infinito – Cruz e Souza

Anda em mim, soturnamente,
uma tristeza ociosa,
sem objetivo, latente,
vaga, indecisa, medrosa.
Como ave torva e sem rumo,
ondula, vagueia, oscila
e sobe em nuvens de fumo
e na minh’alma se asila.
Uma tristeza que eu, mudo,
fico nela meditando
e meditando, por tudo
e em toda a parte sonhando.
Tristeza de não sei donde,
de não sei quando nem como…
flor mortal, que dentro esconde
sementes de um mago pomo.
Dessas tristezas incertas,
esparsas, indefinidas…
como almas vagas, desertas
no rumo eterno das vidas.
Tristeza sem causa forte,
diversa de outras tristezas,
nem da vida nem da morte
gerada nas correntezas…
Tristeza de outros espaços,
de outros céus, de outras esferas,
de outros límpidos abraços,
de outras castas primaveras.
Dessas tristezas que vagam
com volúpias tão sombrias
que as nossas almas alagam
de estranhas melancolias.
Dessas tristezas sem fundo,
sem origens prolongadas,
sem saudades deste mundo,
sem noites, sem alvoradas.
Que principiam no sonho
e acabam na Realidade,
através do mar tristonho
desta absurda Imensidade.
Certa tristeza indizível,
abstrata, como se fosse
a grande alma do Sensível
magoada, mística, doce.
Ah! tristeza imponderável,
abismo, mistério, aflito,
torturante, formidável…
ah! tristeza do Infinito!

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